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16 janeiro 2013

Imprensa norte-americana afirma que Brasil vive epidemia de crack


Washington Post diz que cidades brasileiras sofrem com proliferação do tráfico. Fronteiras ajudam a propagar droga fatal
DM - Diário da Manhã - Jairo Menezes
Em meio a preparativos do País para dois grandes eventos – Copa do Mundo de 2014 e Olimpíada de 2016 –, Brasil se vê sujo em páginas de jornal norte-americano. Washington Post trouxe, na edição de quinta-feira, 27, reportagem sobre o crack no Brasil. Em tradução livre, o título "Cidades brasileiras são atingidas por epidemia do crack" mostra que ainda está longe de ser resolvida a problemática. A situação foi mostrada neste ano várias vezes, numa visão mais local, nas páginas do Diário da Manhã.
"De olhos vidrados, magérrimos e imundos, centenas de viciados emergiram de portas e vielas quando o anoitecer chegou ao outrora grandioso Bairro da Luz, no coração da cidade", descreve o repórter ao falar da área conhecida como Cracolândia, nas proximidades da 25 de Março, em São Paulo-SP. Ainda no texto, o repórter chegou a descrever a entrevista feita com um usuário identificado como Paulino, de 50. O viciado diz: "o craque é uma doença incurável. Eu preciso de crack no meu sangue. Meu vício é como uma serpente. Qual é a cura para uma serpente?”
Eloísa Arruda, secretária de Justiça do Estado de São Paulo, diz em entrevista ao jornal que o problema do crack no Brasil é similar ao que ocorreu nos Estados Unidos na década de 1980. "Há um grande crescimento no uso do crack em público e as pessoas estão permanentemente nas ruas consumindo drogas dia e noite abastecidas por traficantes". A fala da secretária é contradita pela reportagem, quando relata haver “diferenças" entre as situações e alega que "a onda de crack nos EUA atingiu cidades que estavam em decadência, pegando comunidades menores", ao contrário do que acontece no Brasil. Enquanto os EUA optaram por prender os usuários em cadeias, no Brasil a questão é vista como um problema de saúde pública.
"A razão para rápida disseminação de crack aqui permanece difícil de identificar, mas os policiais falam do marketing agressivo usado por traficantes e do Brasil se tornar cada vez mais atraente para traficantes por causa das longas fronteiras com os três maiores produtores de cocaína", diz o jornal. O aumento do poder aquisitivo do brasileiro também é visto como um dos motivos para o crescimento do uso de drogas no País, principalmente a cocaína. “Esse aumento é mais perceptível nas classes mais baixas”, disse Eloísa ao jornal norte-americano.
PESQUISA VEXATÓRIA
Em setembro deste ano, o 2º Levantamento Nacional de Álcool e Drogas, divulgado pela Universidade Federal de São Paulo, mostrou que o Brasil é o maior mercado de crack do mundo e o segundo de cocaína. Só no último ano, um em cada cem adultos fumou crack, o que representa um milhão de brasileiros acima dos 18 anos. Quando a pesquisa abrange o consumo das duas drogas, cocaína e crack – o derivado, o número atinge 2,8 milhões de pessoas em todo o País.
Em Goiás, jovens usuários ou moradores de rua perambulam
Estima-se que, na Capital, haja mais de 400 pessoas que moram nas ruas, segundo dados da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas). Pelo menos 40% são de outros Estados ou municípios, mas escolhem como moradia ruas de Goiânia. Mais de 150 jovens e crianças vivem à margem de seus direitos e circulam em pequenos grupos nessas mesmas condições.
Segundo informações do secretário municipal de Assistência Social, Darci Accorsi, o morador de rua tem um perfil específico, ou seja, perdeu vínculos com os familiares por abuso, uso de drogas ou desavenças e o que costuma levá-la a viver assim é quase sempre a questão social e familiar. “Outra parte são os usuários de drogas, que não conseguem se manter no convívio residencial e familiar e optam por morar nas ruas – eles têm mais liberdade e maior comodidade para fazerem o que bem entender”, diz o secretário.
“Há ainda um equívoco em se dizer que moradores de rua são usuários de drogas. Em geral, isso é inverdade. Estudo realizado pela Semas aponta que 38% da população de rua tem problemas com álcool. Pelo menos 32% são usuárias de crack ou outras drogas e o restante não é dependente de nenhum tipo de droga”, atesta o secretário Accorsi.
Segundo Darci, 40% dos moradores de ruas são vindos de outras cidades e não de Goiânia. “Eles vêm de cidades da região metropolitana, do interior de Goiás ou de outros Estados – a maioria é do Maranhão, Pará, Tocantins, Bahia, Pernambuco e São Paulo”, disse.
A Casa de Acolhida em Campinas, ainda único local próprio da Semas, segundo o secretário, abriga entre 180 e 200 pessoas por dia, oferecendo alimentação, higiene pessoal, dormitórios e acompanhamento psicopedagógico, além de cursos profissionalizantes, para inserção no mercado de trabalho.
MAIS VAGAS
Uma reunião na última quinta-feira, 27, entre Secretaria de Segurança Pública do Estado de Goiás e Secretaria Municipal de Assistência Social deu um passo para aumentar em 150 o número de vagas em abrigo para moradores de rua. A iniciativa foi tomada após os constantes assassinatos aos moradores de ruas na Capital. “Ficou acertado que teremos as vagas, em parceria com a Comunidade Luz da Vida. Mas o Estado teria de doar apenas camas, colchões e enxovais para os 150 abrigados. Entraríamos com alimentação, acompanhamento psicopedagógico e encaminhamento ao tratamento de reabilitação a quem necessite”, descreve Accorsi.
Apreensões batem recordes em Goiás
Em 2010, foram apreendidos pela Polícia Civil 586 quilos de maconha. O número aumentou mais que 125,2%, se comparado ao ano seguinte (2011 – 1.320 quilos). Neste ano foram apreendidas 4 toneladas de maconha – o relativo a 14,5 quilos por dia, em Goiás.
Quando se trata de cocaína, os dados ainda são bem mais alarmantes. Se em 2010 foram apreendidos 93 quilos do entorpecente em forma in natura, basta base, crack ou outros tipos de derivados; em 2011 foram 191 quilos e agora, em 2012, 600 kg. Isso representa um aumento de 545%, comparados os três anos. Uma média de 2,1 quilos/dia de cocaína foi apreendido esse ano. Ecstasy, que tinha apreensões mais tímidas, por ser uma droga sintética, contabilizou 66 comprimidos apreendidos no ano de 2010. Em 2011 foram 1.117 cápsulas e neste ano, 3 mil comprimidos – 10 unidades por dia.
MAPA
O mapa do crack da Denarc aponta a Praça do Trabalhador; o entorno do Terminal Rodoviário; o Terminal Rodoviário de Campinas, na região do Dergo; entorno do Terminal Padre Pelágio; entorno do Terminal do Setor Novo Mundo; Praça Boa Ventura, no Setor Nova Vila; estacionamento frontal ao Parque de Exposições Agropecuária; entorno do Terminal Urbano do Setor Pedro Ludovico; Praça “do Jacaré”, no Crimeia Oeste; Praça Botafogo e proximidades da Praça da Bíblia. Esses lugares são apontados como “cracolândias”, segundo mapeamento da Denarc, feito pelos investigadores da delegacia, que pode se tornar Departamento Estadual de Combate às Drogas.[Fonte: UNIAD]
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