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Atenção Escolas da GERED de Joinville, SC - Urgente!!!

Boa tarde 
Estou repassando  as escolas que faltam nos passar os dados referente as ações do Programa Saúde na Escola 2013/2014. Favor enviar os dados com urgência.

A- Avaliação oftalmológica
Necessitamos para avaliação oftalmológica apenas os alunos com alteração visual pós teste de Snellen, É necessário o número do cartão SUS do aluno, nome do aluno, sexo, data de nascimento e data de atendimento (data em que feito o exame).
1- EEB Prof Juracy Maria Brosig - Regional Jarivatuba
2- EEB Marli Maria de Souza - Regional Jarivatuba
3- EEB Plácido Xavier Vieira - Regional Floresta
4- EEB Alicia Ferreira - Regional Floresta
5- EEB Francisco Eberhardt Regional Pirabeiraba
6- EEB Guilherme Zuegue - Regional Pirabeiraba
7- EEB Prof Antonia Alpaídes dos Santos - Regional Centro

B- Avaliação antropométrica
Para avaliação antropométrica é necessário número do cartão SUS de todos os alunos da escola, nome do aluno, sexo, data de nascimento, data de atendimento, peso e altura com vírgula.
2- EEB Marli Maria de Souza - Regional Jarivatuba
3- EEB Plácido Xavier Vieira - Regional Floresta
4- EEB Alicia Ferreira - Regional Floresta
5- EEB Francisco Eberhardt Regional Pirabeiraba
6- EEB Guilherme Zuegue - Regional Pirabeiraba
7- EEB Prof Antonia Alpaídes dos Santos - Regional Centro

Favor nos enviar os dados com urgência.
Caso os dados não sejam repassados para o meu e mail, não haverá repasse financeiro ao município e não poderemos estar dispondo do recurso para melhorias nas escolas.
Caso alguma escola já tenha enviado algum dado pedido, por gentileza o envie novamente.

Att.
Lisiane Cribari
Programa Saúde na Escola - SMS
Fone: 47- 34815146

Consumo de drogas nas escolas públicas aumenta 12%, diz GDF


O consumo de drogas nas escolas públicas do Distrito Federal cresceu 12% em um ano, indica levantamento da Secretaria de Segurança Pública. Entre janeiro e julho deste ano foram registradas 407 apreensões de drogas nas unidades de ensino, 44 a mais do que em 2011.
O tráfico de drogas nas escolas públicas, no entanto, sofreu redução de 8% na comparação entre os mesmos períodos. O levantamento da Secretaria de Segurança mostra que de janeiro a julho de 2012 foram registradas 146 ocorrências de tráfico de drogas dentro e ao redor das escolas públicas do Distrito Federal. Em 2011, foram 159 casos.
Ceilândia é a região administrativa do DF com o maior número de ocorrências de tráfico e uso de drogas nas escolas. De janeiro a julho deste ano, foram 37 registros de tráfico e 75 de uso de droga.
Brasília aparece em sexto lugar no ranking deste ano de tráfico de drogas, com sete ocorrências e à frente de regiões como São Sebastião, Recanto das Emas, Santa Maria e Brazlândia. No uso e porte de drogas, a capital está em quinto lugar, com 41 registros.
Escolas particulares
O levantamento da Secretaria de Segurança tratou ainda das escolas particulares, onde o tráfico também diminuiu. Este ano são 93 ocorrências, contra 102 do ano passado. Como ocorreu nas unidades públicas, o consumo também aumentou. Em 2012 foram contabilizados 254 casos, enquanto em 2011 foram 221 registros de apreensão de drogas nos colégios.

Fiscalização
O Batalhão Escolar da Polícia Militar é responsável por fazer operações contra as drogas nas escolas do DF. Durante as operações, os policiais utilizam detector de metais, fazem revista nas mochilas e outros materiais dos alunos. Quando a direção da escola solicita, o batalhão ainda realiza uma varredura na escola com cães farejadores.

Informações do batalhão confirmam que a droga mais encontrada é a maconha, seguida do crack e da cocaína.
Para o major Valtênio de Oliveira, subcomandante do Batalhão Escolar, a família pode fazer a diferença no combate às drogas nas escolas do Distrito Federal. “Pedimos que os pais acompanhem seus filhos, verificando a mochila e sabendo os sites que ele acessa.”[Fonte: G1]

Estudo aponta papel da escola para evitar obesidade infantil


Pesquisadores da Universidade de Indiana acompanharam por 18 meses alunos de escolas americanas que participam de um programa para evitar a obesidade infantil e concluíram que o consumo de refrigerantes, a frequência das refeições e quantidade de tempo em frente da TV ou de computadores influenciam no peso dos alunos. De acordo com o estudo, a escola tem um papel decisivo para evitar a obesidade entre crianças e adolescentes.
"As escolas e as famílias podem ser capazes de conseguir concentrar-se nesses fatores de risco modificáveis, diminuindo o fardo da obesidade infantil", disse Dong-Chul Seo, professor adjunto na Escola de Saúde Pública UI-Bloomington. Segundo ele, uma das principais iniciativas para ajudar a garantir um peso saudável é a prática de esportes dentro das escolas, evitando que as crianças fiquem por muito tempo sentadas em frente ao computador ou à TV.
O programa implementado pelas escolas dos estados de Illinois, Indiana e Kentucky tem como finalidade estimular a educação física, controlar a alimentação oferecida - sem ingestão de refrigerantes e alimentos gordurosos - com novos programas nutricionais, além de envolver os funcionários e a comunidade escolar na redução dos fatores de risco para a obesidade. De acordo com os pesquisadores que acompanharam o programa, foi possível observar resultados concretos em 18 meses.
"Incentivar os alunos a manter um padrão regular de alimentação, com ao menos três refeições diárias, parece ser uma boa estratégia para ajudar os alunos a alcançar o peso saudável", disse Seo, que apoia a decisão polêmica, tomada em Nova York, de proibir o consumo de refrigerante nas escolas. Segundo ele, os resultados comprovam o impacto dos refrigerantes para o aumento do peso em crianças. [Fonte: Terra]

Atenção Escolas Estaduais da GERED de Joinville que Estão no PSE/SPE - Edital de Inscrição e Seleção de Trabalhos Para o 2º Seminário do Programa SPE



Informamos que conforme decidido pelo Grupo de Trabalho Municipal do Programa SPE / Saúde e Prevenção nas Escolas, em reunião realizada no dia 29 último, será alterada a premiação para a 1ª - Equipe Colocada entre os trabalhos selecionados no 2° Seminário do Programa Saúde na Escola (PSE) / Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE) -  (conforme o Edital de Inscrição e Seleção de Trabalhos).

O prêmio à 1ª - Equipe Colocada passará a ser:

MATERIAL
DESCRIÇÃO
QUANTIDADE
Notebook
Notebook básico, para uso dos softwares de editor de texto, editor de planilha eletrônica, editor de apresentação, softwares de gestão (ERP, CRM, BI,...), acesso à internet e gravação de CD e DVD e demais especificações técnicas relacionadas no documento anexo, elaborado pela SEPLAN – Unidade Tecnologia da Informação.
01
Modelo torso humano
Modelo torso humano confeccionado em resina, bissexuado (contendo órgãos genitais feminino e masculino intercambiáveis), com no mínimo 80 cm e contendo no mínimo 24 peças ou partes.
01

Também foi definido que o público alvo passará a incluir além dos profissionais das Equipes de Saúde da Família e Saúde Bucal da SMS e profissionais das Escolas Municipais, os profissionais das Escolas Estaduais de acordo com as Ações e Metas do Programa Saúde na Escola (PSE) no qual o Município de Joinville está inscrito, conforme a relação:

REGIONAL
ESCOLA ESTADUAL
Jarivatuba
EEB Juraci M. Brosig
Jarivatuba
EEB Marli Maria de Souza
Floresta
EEB Plácido Xavier Vieira
Floresta
EEB Prof.º Alicia Bittencourt Ferreira
Pirabeiraba
EEB Vereador Guilherme Zueg
Pirabeiraba
EEB Francisco Eberhardt
Aventureiro
EEB Profª Nair da Silva Pinheiro
Centro
Jardim Sofia
EEB Prof Antônia Alpaídes Cardoso dos Santos
EEB Senador Rodrigo Lobo

Em função destas alterações fica adiado o prazo para inscrição dos trabalhos, que poderão ser enviados até o dia 16/06/2012, conforme as demais orientações detalhadas nos itens 2 e 3 do Edital (Clique Aqui).


Atenciosamente,

Simone Afra de Farias
Farmacêutica CRF - SC 5575
Secretaria Municipal de Saúde - Joinville/SC
Tel(47) 3481-5146      



Jorge Schemes
Coordenador do NEPRE na GERED de Joinville
(47) 3422-5286


Oratória na Escolas: Qual o Meu Jeito de Mudar o Mundo?

Após suicídio, EUA endurecem combate ao bullying em escolas

Mitch Brouillard é pai de uma menina que diz ter sido violentada por uma das acusadas de provocar a morte de Phoebe Prince. Foto: The New York Times.

Reduzir Normal Aumentar Imprimir Não está claro o que nove alunos da South Hadley High School pretendiam conseguir ao sujeitar uma caloura a perseguições incansáveis, descritas por colegas e pelas autoridades. Certamente não o seu suicídio, e tampouco as múltiplas acusações criminais movidas contra diversos alunos dessa escola em Massachusetts.

O promotor apresentou na segunda-feira acusações contra nove adolescentes, alegando que suas agressões verbais e ameaças físicas excediam quaisquer limites e haviam conduzido a caloura em questão, Phoebe Prince, a cometer suicídio por enforcamento, em janeiro.

As acusações são uma resposta judicial incomumente severa ao problema da intimidação adolescente, cada vez mais conduzida não só na escola mas pela mídia computadorizada, e que vem despertando a preocupação de pais, educadores e legisladores.

A indignação gerada pelos suicídios de Prince, 15 anos, e de um menino de 11 anos sujeito a intimidação na vizinha Springfield, em 2009, levou o Legislativo de Massachusetts a acelerar o trabalho em uma lei de combate à intimidação, que está perto de ser aprovada. A lei requereria que funcionários de escolas reportassem incidentes suspeitos e que os diretores os investigassem. Também exigiria que as escolas alertassem os alunos sobre os perigos da intimidação. Nos Estados Unidos, 41 Estados têm leis contra a intimidação em vigor.

No caso de Prince, dois rapazes e quatro garotas com idades de 16 a 18 anos enfrentam diferentes combinações de acusações criminais que incluem sexo com menor, violação de direitos civis seguida por lesão corporal, intimidação, perseguição e interferência em atividade escolar. Três outras meninas, mais jovens, foram acusadas junto à Justiça de menores, informou Elizabeth Scheibel, promotora estadual de Massachusetts, em uma entrevista coletiva em Northampton.

Falando em companhia de policiais locais e estaduais, na segunda, Scheibel disse que o suicídio de Prince surgiu depois de quase três meses de severa intimidação e ameaças físicas por um grupo de colegas de escola. "A investigação revelou atividades incansáveis dirigidas contra Phoebe, para tornar impossível que ela continuasse na escola", disse Scheibel. A conduta dos acusados, afirmou, "excedeu em muito os limites dos desentendimentos normais no relacionamento entre adolescentes".

Particularmente preocupante, disse Scheibel, era o fato de que dirigentes, professores e funcionários da escola estivessem cientes do problema mas não tenham impedido os ataques. "As ações e inações de alguns dos adultos da escola são problemáticas", disse Scheibel, mas não representam violação de quaisquer leis.

Christine Swelko, vice-supervisora do distrito escolar de South Hadley, disse que os dirigentes da escola planejam se reunir com a promotoria nesta semana ou na próxima. "As provas serão revisadas, especialmente informações novas de que os promotores dispõem mas não foram reveladas na investigação promovida pela escola", afirmou Swelko em comunicado.

"Quando dispusermos dessas informações, poderemos fazer uma declaração mais abrangente e possivelmente tomar outras medidas contra alunos que ainda frequentam a South Hadley High School", acrescentou.

A família de Prince havia se transferido recentemente aos Estados Unidos, vinda de uma pequena cidade na Irlanda, e ela começou a estudar em South Hadley no final do ano passado. A intimidação surgiu depois que a nova aluna teve um breve relacionamento com um rapaz mais velho, popular na escola; alguns alunos a teriam chamado de "vadia irlandesa", derrubado seus livros e enviado mensagens de texto ameaçadoras a ela, dia após dia.

A escola tem cerca de 700 alunos, e a maioria dos estudantes e professores se recusou a comentar o caso, na segunda-feira. Alunos esperavam por seus pais sob a chuva forte, e uma equipe esportiva passou correndo; um de seus integrantes gritou "vão embora", aos repórteres que esperavam por entrevistas.

Ashlee Dunn, 16 anos, aluna de segundo ano, disse que não conhecia Prince pessoalmente mas que havia ouvido fofocas sobre ela nos corredores. "Ela era nova na escola, vinha de outro país, e não conhecia a escola muito bem", disse Dunn. "Acho que por isso a escolheram".

Em 14 de janeiro, constatou a investigação, alunos da escola a agrediram verbalmente na biblioteca, no refeitório e nos corredores, e uma lata de refrigerante foi arremessada contra ela quando Phoebe estava a caminho de casa. Sua irmã a encontrou morta, ainda de uniforme, enforcada na escadaria de sua casa, às 16h30min.

Alguns dos alunos usaram a Internet para conspirar contra Prince, por meio de sites de redes sociais. Mas os principais abusos aconteceram na escola, segundo a promotora. "As ações desses alunos aconteceram primariamente no terreno da escola, durante o horário de aulas e em meio a atividades escolares", disse Scheibel.
A promotora se recusou a fornecer detalhes sobre as acusações de estupro, movidas contra os dois rapazes, mas especialistas afirmam que elas podem se dever a terem feito sexo com Prince, que era menor de idade.

Especialistas em assuntos jurídicos afirmaram não conhecer outros casos em que alunos tenham sido submetidos a acusações criminais sérias por intimidação contra um colega, mas acrescentaram que as circunstâncias do caso parecem ser extremas, e que as acusações contra menores de idade em geral são mantidas em sigilo. Tradução: Paulo Migliacci. [Fonte: Terra]

Ministério da Saúde apresenta educação sexual em quadrinhos: HQ do SPE




Uma linguagem visual e moderna para tratar de assuntos polêmicos como a aids e o preconceito contra quem vive com HIV/aids. Essa é a proposta de uma série de histórias em quadrinhos (HQ) de educação em sexualidade para estudantes do programa Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE). A publicação vai ser enviada para escolas públicas que fazem parte do programa.

O lançamento ocorreu nesta terça-feira, com a presença do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, do representante da Unesco no Brasil, Vicent Defourny, e Jaqueline Noll, diretora de Educação Integral, Direitos Humanos e Cidadania do Ministério da Educação (MEC).

As HQs do SPE abordam questões como adolescência, gênero, diversidade sexual, direitos sexuais e reprodutivos e viver e conviver com HIV/aids. Desenhistas renomados como o brasileiro Eddy Barrows, atual desenhista do Superman (DC Comics), ilustraram as revistinhas. Eddy já emprestou os traços para Lanterna Verde e Spawn. Ilustrações de Júlia Bax, Edh Muller e Yure Garfunkel, também podem ser vistas nas HQs.

Um guia para utilização em sala de aula pelo professor e um CD-ROM complementar - com jogos, perfil dos ilustradores, wallpapers e idéias de aplicação do material em sala de aula - vão auxiliar nos debates. As HQs do SPE vão ajudar docentes e estudantes a refletir, aprender e criticar de forma divertida dilemas da juventude relacionados ao uso de álcool e outras drogas, além do enfrentamento de estigmas e preconceitos.

O projeto Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE) é uma iniciativa dos ministérios da Saúde e da Educação, com a parceria da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Criado em 2003, o SPE tem como objetivo central desenvolver estratégias para redução das vulnerabilidades de adolescentes e jovens por meio de atividades de prevenção das doenças sexualmente transmissíveis (DST) e da infecção pelo HIV. O SPE envolve a participação de adolescentes e jovens (de 13 a 24 anos), professores, diretores de escolas, pais de alunos e gestores municipais e estaduais de saúde e educação. As ações são desenvolvidas de forma articulada com escolas e unidades básicas de saúde, nos estados e municípios que incluíram o SPE nos respectivos programas de educação. Atualmente, o SPE tem grupos de trabalho integrados entre saúde e educação em aproximadamente 600 municípios. [Fonte: Terra]

Atividades de Prevenção: EEB Carlos da Costa Pereira

Projeto DST’s

Justificativa:

Verificou-se que os nossos educandos das séries finais do Ensino Fundamental, estão inciando precocemente a vida sexual, portanto, há necessidade de orientar estes adolescentes acerca do sexo e das responsabilidades que sua prática exige.
O projeto contará com a participação das diversas áreas de conhecimento.

Objetivo Geral: Levar os educandos a utilizar recursos das várias disciplinas na construção de seus conhecimentos sobre as DST’s.

Objetivos Específicos:

1. Identificar algumas das DST’s e seus efeitos no corpo humano;
2. Reconhecer que a prevenção é o melhor remédio contra as doenças sexualmente transmissíveis;
3. Compreender que o sexo faz parte da vida humana, mas que deve estar fundamentado em relações de amor e companheirismo;
4. Compreender que sexo seguro previne doenças;
5. Compreender que o início da vida sexual deve estar associado a responsabilidade consigo mesmo e com os outros;
6. Analisar os princípios morais e éticos a partir da compreensão que uma vida familiar organizada contribui para o desenvolvimento de valores no ser humano em sua formação;
7. Discutir o que é ética e moral conhecendo suas definições e aplicações na vida pessoal;
8. Elaborar gráficos com as DST’s no mundo e ao longo dos anos;
9. Aprofundar os conhecimentos acerca das DST’s através de pesquisas e aulas expositivas;
10. Expor os conhecimentos aprendidos através de cartazes e d organização de uma feira para divulgação desses conhecimentos para a comunidade.

Metodologia:

1. Apresentação de vídeos informativos;
2. Conversa informal e dialogada;
3. Exposição dos conteúdos e discussão.

Recursos:

1. Vídeos, textos, caixa para os alunos depositarem suas dúvidas.

Avaliação:

1. Questionário;
2. Elaboração de cartazes informativos;
3. Organização de uma feira para exposição e divulgação dos conhecimentos junto da comunidade.

Referências:

http://www.suapesquisa.com/
http://www.vidasexual.tripod.com/
http://pt.wikipedia.org/

Projeto DST’s e Adolescência:

ALUNOS/TURMA/PROFESSORES:
Alunos: 6ª, 7ª e 8ª séries (matutino e vespertino)
Professores: Catia Simone C. S. Borba (História)
Ivone Carvalho (Geografia)
Leda Wolf da Silva (Matemática e Ciências)
Mária Regina Peters (Português)
ATP: Lindacir Leopoldino

Relatório das atividades desenvolvidas:

Início: Setembro/2009
Término: Outubro/2009

1. Os professores e ATP orientarm os alunos para que fizessem perguntas acerca de sexo, doenças, gravidez, etc;
2. As perguntas dos alunos foram depositadas em uma urna e a partir das questões dos alunos as palestras vídeos e atividades foram elaborados;
3. Palestra sobre DST’s e vídeos informativos com a professora de História.
Ética e lições sobre orientação sexual para os adolescentes.
Foi elaborada uma palestra exclusiva para as meninas, que assim ficaram muito livres para as perguntas acerca de suas dúvidas.
Depois das palestras os alunos tiveram liberdade para perguntar e tirar dúvidas;
4. Formação de equipes onde cada uma recebeu um material com informações sobre DST’s, métodos contraceptivos, ética, etc. A pesquisa e elaboração dos cartazes teve a orientação dos professores envolvidos que compartilharam informações (atividade com as 7ª e 8ª séries);
5. Os alunos além de elaborarem cartazes, planejaram suas apresentações em sala, contaram com a supervisão dos professores de História, Geografia, Ciências, Português e Matemática;
6. Após a organização dos trabalhos, os alunos expuseram os cartazes para as classes de 6ª série e deram uma brilhante explicação, com recursos visuais e até música sobre o tema;
7. Os cartazes foram expostos no pátio para que as informações fossem partilhadas com todo a comunidade escolar. As informações e o visual atraíram a atenção de quem passava no local;
8. A professora de Português orientou os alunos da 8ª série na construção de quadrinhos e textos sobre as DST’s e sobre gravidez
9. A professora de Geografia elaborou mapas com os alunos de 8ª série retratando o avanço do HIV no Brasil e o uso das medicações em cada região. O mapas foram expostos para a comunidade escolar.

Comentário;

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, os nossos adolescentes não estão informados de modo coerente acerca das DST’s, dos métodos contraceptivos ou do simples uso da camisinha. As informações que eles têm são na maioria das vezes inconsistentes e baseadas em suposições ou “orientações” recebidas de colegas que sabem pouco ou nada sobre o assunto.
A sede por informações e o interesse dos adolescentes mostrou o quanto o projeto foi importante. Nossos alunos com certeza adquiriram uma postura mais consciente e responsável com relação ao sexo e a prevenção às doenças.

ATIVIDADES DESENVOLVIDAS SOBRE DST:


ESTATÍSTICAS DOS ESTADOS BRASILEIROS AONDE HÁ MAIS PESSOAS COM DST E GRÁFICOs SOBRE DST NO BRASIL:

Três em cada dez estudantes já foram vítimas de bullying

Índice é maior nas escolas privadas, onde 35,9% sofreram humilhação. Pesquisa inédita avaliou vários fatores de risco à saúde dos adolescentes.

Três em cada dez estudantes já foram vítimas de bullying na escola. A prática é mais comum na rede privada do que na pública, onde 35,9% dos alunos se sentiram humilhados por provocações de colegas. Nas escolas públicas, o índice é de 29,5%. Os homens (32,6%) são alvo mais frequente do que mulheres (28,3%).

Os dados fazem parte de uma pesquisa inédita divulgada nesta sexta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que investigou vários fatores de risco à saúde dos adolescentes. O trabalho, que abrangeu as 26 capitais e o Distrito Federal, tem o objetivo de orientar as políticas públicas de saúde destinadas a esse público.

Confira o percentual de alunos que se sentiram humilhados por provocações de colegas de escola
Raramente ou às vezes Quase sempre ou sempre
Total 25,4 5,4
Mulheres 24,44,8
Homens 26,66,0
Escola privada 30,75,2
Escola pública 24,05,5

Confira dados sobre alunos envolvidos em briga
Total Mulheres Homens Escolas privadas Escolas públicas
Percentual de alunos que se envolveram em briga na qual alguém foi fisicamente agredido 12,98,917,512,613,0
Percentual de alunos que se envolveram em briga na qual alguém usou arma branca 6,13,49,04,76,4
Percentual de alunos que se envolveram em briga na qual alguém foi usou arma de fogo 4,02,36,02,64,4

A pesquisa analisou a questão da segurança no trajeto para a escola. Mais de 6% dos estudantes deixaram de ir à escola porque não se sentiam seguros no caminho de casa. No entanto, entre os alunos da rede pública, esse percentual (9,7%) é muito superior ao dos estudantes de escolas particulares (5,5%)

Escolaridade da mãe

Uma em cada quatro mães de estudante não tem qualquer grau de ensino ou tem o fundamental incompleto, indica o estudo. Entre as capitais, Maceió apresenta o maior índice: 37,7%.

As mães com nível superior completo representam 16,1% do total. Esse percentual é maior em Vitória (26,9%) e no Distrito Federal (20,9%). Mais de 18% dos estudantes não sabiam informar qual era a escolaridade da mãe.

Quando se compara alunos da rede pública com a privada, a diferença em relação ao grau de ensino das mães é grande: 46,9% das mães de alunos que estudam em escolas particulares têm nível superior completo, ante 8% das mães dos que cursam a rede pública.

Faltas

O estudo também revelou que mais de 20% dos estudantes da rede pública faltaram às aulas sem o consentimento dos pais. Na rede privada, esse percentual cai para 10,1%.

Confira dados sobre alunos que cabularam aula
Total Mulheres Homens Escolas privadas Escolas públicas
Alunos que faltaram às aulas sem autorização dos pais ou responsáveis 18,517,120,010,120,7

[Fonte: G1]

Considerações Sobre o Uniforme Escolar

UNIFORME ESCOLAR


O uniforme escolar é um item que proporciona grande praticidade para os alunos e economia para os pais. Com certeza, usar diferentes roupas a cada dia de aula é no mínimo, caro, devido ao desgaste. Fora isso, crianças e adolescentes numa certa idade sempre querem chamar a atenção dos colegas usando roupas diferentes e mais caras, desencadeando o consumismo.

A prática das escolas em estabelecer o uso da mesma roupa entre os alunos possui sua origem no exército, uma das primeiras instituições a adotar uma vestimenta única para todos os seus militares. Os uniformes escolares começaram a ser utilizados por volta de 1890 pelos estudantes da Escola Normal, responsável pela formação de professores. As escolas mais tradicionais passaram a adotar o uniforme, de fato, somente na década de 20. Já as demais, na década de 30.
Os uniformes foram criados para simbolizar as cores, o nome, a tradição e o símbolo da escola, desta forma, os alunos uniformizados deveriam manter um comportamento exemplar e zelar pela imagem das instituições, mesmo fora delas. Entre as décadas de 40 e 70, o uniforme de uma instituição conceituada era um símbolo de aceitação social, sendo o sonho de muitos alunos e pais. A partir da década de 90, as escolas, principalmente privadas, mudaram bastante os modelos de seus uniformes, fazendo roupas mais confortáveis e descoladas.

Atualmente, os uniformes não são tão prestigiados pelos alunos. De fato, essa padronização é importante. Primeiro porque evita que a sala de aula se transforme em um “desfile de modas”. Além disso, seu uso desenvolve nos alunos, um sentimento de pertencimento ao grupo, fundamental no desenvolvimento psicossocial das crianças. Facilita a vida dos pais que não precisam ficar preocupados com a roupa que a criança vai usar. É democrático.

Os primeiros registros com informações sobre o uso de uniforme escolar são de 1890. Nesta época, ele era usado em ocasiões especiais, como os desfiles cívicos. Em geral, são os Regimentos Escolares que estabelecem as regras, que, uma vez contidas nos dispositivos, tornam-se obrigatórias a todos os alunos da referida instituição de ensino.

O uso do uniforme escolar é um importante item de segurança e identificação dos alunos da Escola, portanto os responsáveis devem estar cientes da necessidade e praticidade do uso por parte dos alunos, de acordo com o modelo e as especificações adotadas pela Secretaria de Estado da Educação de Santa Catarina.

O uso do uniforme escolar é também indicado para a freqüência às aulas e demais atividades escolares.

Não é permitido ao aluno fazer modificações e nem adaptações pessoais às peças componentes do uniforme que são distribuídas pelo Estado.

Será proibida qualquer propaganda nos uniformes escolares

Em relação ao uso de uniforme nas escolas estaduais, cabe relembrar orientação encaminhada que alerta para que a adoção do uniforme seja aprovada em assembléia de pais, que definirá também as alternativas viáveis para os alunos que não possam adquiri-lo ou não o estejam usando.

A escola deverá promover ampla discussão e divulgação na comunidade escolar sobre a questão em tela.

A Supervisão de Educação Básica e Profissional da GERED zelará para que tais procedimentos não venham a ferir o Estatuto da Criança e do Adolescente, não contendo discriminação contra alunos, não os expondo as situações vexatórias e não se caracterizando por sanções, inclusive com o impedimento de acessar e permanecer na escola.

O uso de uniforme deverá ser uma norma particular de cada unidade escolar, podendo ser revista e alterada em qualquer momento, se não assimilada pelos alunos e/ou pais.

Decidido o uso de uniforme, sua comercialização não poderá ocorrer no ambiente escolar.

A escola não poderá, portanto, impedir a freqüência de alunos às atividades escolares pelo não uso de uniforme, em consonância com as Normas Regimentais Básicas das Escolas Estaduais e aos preceitos legais a que se está submetida.


Evelise de Fátima Martins
Supervisora de Educação
GERED - Joinville

O Crack na Escola

Um dos poucos estudos sobre a presença do crack em Santa Catarina revelou que, entre as capitais do Sul do país, Florianópolis é a que registra o maior índice de consumo pesado da droga por estudantes da rede pública de ensino. O uso da pedra na Capital catarinense aparece em quantidade superior ao de outras drogas como a maconha, a campeã em consumo por estudantes entrevistados em Porto Alegre e Curitiba.

Os dados constam em uma pesquisa do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) realizada em 2004 entre estudantes de escolas municipais e estaduais das 27 capitais brasileiras. O Cebrid funciona junto à Universidade Federal de São Paulo (Unifespe).

Financiado pela Secretaria Nacional Antidrogas, o estudo ouviu 1.316 estudantes em Florianópolis. Consultados sobre as drogas proibidas, 1,1% revelou que faz uso pesado – uso diário nos últimos 30 dias – do crack. A maconha apareceu em segundo lugar com 0,4% da preferência.

Em Curitiba e Porto Alegre, a maconha ainda é a droga mais utilizada de forma pesada. O crack apareceu na Capital paranaense como a segundo droga mais consumida e na Capital gaúcha como a terceira.

Levantamento foi entregue às secretarias de Saúde e de Educação:

A pesquisa reforça a preocupação sobre a presença do crack na Capital catarinense. Mostra também que o problema do vício destruidor não é de hoje e se prolifera há pelo menos cinco anos.

O médico especialista em dependência química e da coordenadoria de Prevenção ao Uso de Drogas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Tadeu Lemos, coordenou a pesquisa na época. Ele assegura que os dados foram entregues às secretarias da Saúde e da Educação, mas não tem conhecimento do que foi feito para conter o crack na cidade.

– Desde aquela época o uso do crack chamava a nossa atenção como algo anunciado. O que foi feito na comunidade escolar até hoje? Precisou-se tornar uma epidemia – critica o médico, que integra o Departamento de Farmacologia da UFSC.

O secretário de Educação da Capital, Rodolfo Pinto da Luz, disse não ter conhecimento detalhado sobre a pesquisa, mas acredita que os alunos com problemas com a droga não sejam da rede municipal porque a faixa etária vai até os 14 anos.

– O trabalho para evitar o uso das drogas deve começar em casa, afinal um professor nem sempre consegue dar conta de 20, 30 alunos – observa o secretário, citando os programas Cultura de Pais, Escola Aberta, Bombeiro Mirim e o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd) como alguns dos que estão em atividade na rede municipal de ensino e que abordam a questão da prevenção às drogas junto aos estudantes.

O secretário de Estado da Educação, Paulo Bauer, disse, através da assessoria de imprensa, que desde a data da pesquisa trabalha o assunto drogas em sala de aula com temas transversais, que também englobam violência, inclusão e exclusão. Bauer citou ainda a atuação do Proerd e do Núcleo de Prevenção e Educação (Nepre) como projetos da secretaria de combate ao consumo de drogas entre os estudantes.

Onde encontrar apoio:

AJUDA A VÍTIMAS E FAMILIARES

Viva Voz:

Serviço nacional de orientações e informações sobre a prevenção do uso indevido de drogas.

Entre em contato pelo número 0800-5100015

Grupos de Mútua Ajuda:

Nar-Anon/Narateen

Grupos de familiares de dependentes químicos (Nar-Anon) e adolescentes que tiveram a vida afetada pela dependência química de um membro da família. A sigla Nar-Anon refere-se a Narcóticos Anônimos. Há grupos em diferentes municípios de Santa Catarina. Informações podem ser obtidas pelo site www.naranon.org.br

Amor Exigente

Associação para informações e orientação que encaminha familiares a grupos de mútua ajuda. Informações pelo site www.amorexigente.org.br

DENÚNCIA

Em caso de denúncia, 181. Informações de interesse da segurança pública, como atuação de quadrilhas e gangues, abusos contra crianças, mulheres e idosos, autoria de crimes, pontos de tráfico de drogas e outros

MAIS INFORMAÇÕES

Saiba Mais: Estatísticas

O site:www.cracknempensar.com.br indica locais e telefones para interessados em obter ajuda ou fazer denúncias.

Saiba mais sobre o crack e seus efeitos no organismo

Indicações Bibliográficas

Orientação Para os Pais

(Fonte: Jornal DC)


Violência nas Escolas


Violência Preocupa Mais Que Ensino

Mais do que a baixa qualidade do ensino, é a violência a maior preocupação de alunos, pais e professores. É o que mostra uma pesquisa recente, em que 17% dos entrevistados apontaram que o principal problema nas escolas são as ocorrências de crimes, agressões, ameaças e uso de drogas no ambiente escolar. O item só perde para a falta de motivação dos professores, indicada por 19% das pessoas ouvidas em 141 municípios.

A pesquisa foi realizada pelo Instituto Ibope Inteligência a pedido da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com o movimento Todos pela Educação. E traz outro dado alarmante: apenas 9% dos brasileiros consideram como um dos principais problemas da Educação no Brasil a baixa qualidade do ensino e o fato de os alunos não estarem adquirindo conhecimentos como deveriam.

O levantamento do Ibope não é o único que mostra o quanto a violência assusta no meio escolar: uma pesquisa feita em seis Estados pela organização não-governamental Plan - presente em mais de 60 países revela que 70% de um total de 12 mil alunos dizem já ter sofrido violência nas unidades de ensino.

Na Grande Vitória, o diagnóstico desses estudos constantemente pode ser visto na prática: na segunda-feira, um adolescente foi morto; e outro, baleado na quadra de uma escola estadual em Vila Velha. Preocupado com ocorrências como essa, o professor da rede pública Gil Serafim está pensando em pedir à Polícia Federal porte de arma para, segundo ele, sentir-se mais seguro.

Para o professor do Mestrado e do Doutorado em Educação da Universidade Federal do Estado (Ufes) Hiran Pinel, o avanço da violência pode ser contido com iniciativas pontuais e firmes. "Há uma tendência de se pensar que a escola é um lugar de paz, mas ela reflete o que acontece na sociedade. Há iniciativas de escolas que conseguem envolver a família, a comunidade e tratar os conflitos de forma adequada. É preciso respeitar as diferenças e ter profissionais atentos."

Outra ressalva que o professor faz é sobre a saúde do professor. "Há muita fuga do problema e gente querendo ir além de seus limites. Se houver transparência e participação entre escola, profissionais, comunidade e família, tudo fluirá melhor."

Questão afeta também a rede particular

A violência "que dói por dentro", como tentam explicar as crianças com idade entre 7 e 9 anos ouvidas na pesquisa da Plan, pode ser notada com muito frequência nas escolas particulares, segundo o professor Hiran Pinel. "Existe a violência verbal, a questão de desmentir para o aluno o que ele sabe que aconteceu. Isso é uma forma de violência. Há casos em que professores desmentem na frente dos pais e até fazem com que a turma inteira confirme que nada daquilo aconteceu", cita, em referência a conflitos entre professores e alunos na rede particular de ensino.

Ele ressalta que apesar de muitas escolas reclamarem da falta de envolvimento dos pais na vida escolar do aluno, várias não estão preparadas para essa participação. "Não há uma ofensa direta, mas há escolas que não recebem bem essa participação, e isso também é uma violência", diz.

Paz após interação dentro e fora da escola

A boa relação com a comunidade e com as famílias dos alunos garantiu à escola municipal de ensino fundamental Valéria Maria Miranda, em Vila Nova de Colares, Serra, um cotidiano com menos problemas como indisciplina, depredação e brigas entre os alunos. Com o Escola Aberta, a comunidade é chamada a frequentar a escola nos fins de semana. "Para que não os alunos fumassem na escola, trouxe para o turno da noite aulas de Educação Física e recreio. E chamamos as famílias para nossos projetos", frisa a diretora, Cláudia Maria da Silva.

Por causa dessas experiências, a escola recebeu ontem cerca de 500 kits de material escolar para os alunos e será beneficiada pelo Programa EDP nas Escolas, da multinacional Energias do Brasil, por um ano. Haverá campanhas de saúde bucal, apresentações teatrais, concursos e apoio aos projetos atuais.

Análise

Vivemos uma crise da autoridade

Márcia Rodrigues

Socióloga e coordenadora do Núcleo de Estudos Indiciários da Ufes

Vivemos uma crise da autoridade, que a gente pode chamar de uma crise da lei, do limite. A figura do professor não é mais respeitada por aquilo que desempenha, assim como a do pai e da mãe.

As drogas funcionam hoje como um elemento fundamental na desconstrução desse limite. E isso interfere em toda a sociedade. A escola tem suas regras, que não condizem com a lógica violenta. Mas a incapacidade dos pais de impor limites é ainda mais crítica, porque a família é a primeira instância responsável por aquilo que chamo de "processo de socialização".

Nós, na sociedade, temos que respeitar determinadas regras de convivência. Porém, quando adolescentes, estamos muito abertos às influências. A escola reflete o que está na sociedade, reproduz etnias, classes sociais, conflitos, valores e, claro, a violência.

As causas dessa violência se encontram nas dinâmicas que se estabelecem nesse processo. A família está presente na vida do aluno? Que família é essa? A escola sabe quem é seu aluno? Tem poderes para ajudá-lo? A violência é ainda mais cruel nas escolas públicas do que nas particulares, porque essa faceta da sociedade está lá dentro sem máscaras.

A decadência do ensino público abriu as portas para a entrada da violência na escola. E é a melhoria do ensino que melhor poderá dar respostas positivas para o fim da violência na escola.

Autores: Elisangela Bello e Priscilla Thompson

Fonte: Gazeta Online


Legislação Sobre Bullying...


LEI Nº 14.651, de 12 de janeiro de 2009


Fica o Poder Executivo autorizado a instituir o Programa de Combate ao Bullying, de ação interdisciplinar e de participação comunitárias nas escolas públicas e privadas do Estado de Santa Catarina.


O GOVERNADOR DO ESTADO DE SANTA CATARINA,

Faço saber a todos os habitantes deste Estado que a Assembléia Legislativa decreta e eu sanciono a seguinte Lei:


Art. 1º Fica o Poder Executivo autorizado a instituir o Programa de Combate ao Bullying, de ação interdisciplinar e de participação comunitária, nas escolas públicas e privadas no Estado de Santa Catarina.


Parágrafo único: Entende-se por Bullying atitudes agressivas, intencionais e repetitivas, adotadas por um indivíduo (bully) ou grupo de indivíduos contra outro(s), sem motivação evidente, causando dor, angústia e sofrimento e, executadas em uma relação desigual de poder, o que possibilita a vitimização.


Art. 2º O Bullying pode ser evidenciado através de atitudes de intimidação, humilhação e discriminação, entre as quais:

I – insultos pessoais;

II – apelidos pejorativos;

III – ataques físicos;

IV – grafitagens depreciativas;

V – expressões ameaçadoras e preconceituosas;

VI – isolamento social;

VII – ameaças, e

VIII – pilhérias.


Art. 3º O Bullying pode ser classificado de acordo com as ações praticadas:

I – verbal: apelidar, xingar, insultar;

II – moral: difamar, disseminar rumores, caluniar;

III – sexual: assediar, induzir e/ou abusar;

IV – psicológico: ignorar, excluir, perseguir, amedrontar, aterrorizar, intimidar, dominar, tiranizar, chantagear emanipular;

V – material: destroçar, estragar, frutar, roubar os pertences;

VI – físico: empurrar, socar, chutar, beliscar, bater, e

VII – virtual: divulgar imagens, criar comunidades, enviar mensagens, invadir a privacidade.


Art. 4º Para a implementação deste Programa, a unidade escolar criará uma equipe multidisciplinar, com a participação de docentes, alunos, pais e voluntários, para a promoção de atividades didáticas, informativas, de orientação e prevenção.


Art. 5º São objetivos do Programa:

I – prevenir e combater a prática de bullying nas escolas;

II – capacitar docentes e equipe pedagógica para a implementação das ações de discussão, prevenção, orientação e solução do problema;

III – incluir, no Regimento Escolar, após ampla discussão no Conselho de escola, regras normativas contra o bullying;

IV – esclarecer sobre os aspectos éticos e legais que envolvem o bullying;

V – observar, analisar e identificar eventuais praticantes e vítimas de bullying nas escolas;

VI – discernir, de forma clara e objetiva, o que é brincadeira e o que é bullying;

VII – desenvolver campanhas educativas, informativas e de conscientização com a utilização de cartazes e de recursos de áudio e áudio-visual;

VIII – valorizar as individualidades, canalizando as diferenças para a melhoria da auto-estima dos estudantes;

IX – integrar a comunidade, as organizações da sociedade e os meios de comunicação nas ações multidisciplinares de combate ao bullying;

X – coibir atos de agressão, discriminação, humilhação e qualquer outro comportamento de intimidação, constrangimento ou violência;

XI – realizar debates e reflexões a respeito do assunto, com ensinamentos que visem a convivência harmônica na escola;

XII – promover um ambiente escolar seguro e sadio, incentivando a tolerância e o respeito mútuo;

XIII – propor dinâmicas de integração entre alunos e professores;

XIV – estimular a amizade, a tolerância, o respeito às diferenças individuais, a solidariedade, a cooperação e o companheirismo no ambiente escolar;

XV - orientar pais e familiares sobre como proceder diante da prática de bullying, e

XVI – auxiliar vítimas e agressores.


Art. 6º Compete à unidade escolar aprovar um plano de ações para a implantação das medidas previstas no Programa e integrá-lo ao Projeto Político Pedagógico.


Art. 7º Fica autorizada a realização de convênios e parcerias para a garantia do cumprimento dos objetivos do Programa.


Art. 8º A escola poderá encaminhar vítimas e agressores aos serviços de assistência médica, social, psicológica e jurídica, que poderão ser oferecidos por meio de parcerias e convênios.


Art. 9º O poder Executivo regulamentará esta Lei no prazo de noventa dias a contar da data de sua publicação.


Art. 10º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.


Florianópolis, 12 de janeiro de 2009


LUIZ HENRIQUE DA SILVEIRA

Governador do Estado


VALDIR VITAL COBALCHINI

PAULO ROBERTO BAUER


(Publicado no Diário Oficial – SC – Nº 18.524 – 12/01/2009 – Segunda-Feira - Página 03)


REALIZE UMA CAPACITAÇÃO, PALESTRA OU OFICINA SOBRE INDISCIPLINA, BULLYING E ATO INFRACIONAL: