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28 setembro 2016

Política de Educação, Prevenção, Atenção e Atendimento às Violências na Escola - O QUE É?

A Política de Prevenção às Violências na Escola prevê a criação de Núcleos de Educação, Prevenção, Atenção e Atendimento às Violências na Escola (NEPRE), na Secretaria de Estado da Educação (SED), nas 35 Gerências de Educação (GEREDs), na Coordenadoria de Educação da Grande Florianópolis e nas Unidades Escolares da rede pública estadual.
Dentre as atribuições do NEPRE, destacam-se a implantação/implementação de Programas e Projetos a nível Federal, Estadual e Municipal, que contribuem com as ações da Política de Educação, Prevenção, Atenção e Atendimento às Violências na Escola.
Fazem parte da Política de Prevenção os programas Saúde na Escola e Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (PROERD).
-- Equipes que compõem os NEPREs, constituídos na SED, nas GEREDs e no Instituto Estadual de Educação/IEE
-- Coordenadores NEPREs/GEREDs - 2016
Abaixo encontram-se informações que subsidiam os NEPREs nos processos de formação continuada e estudo.

ORGANOGRAMA DA REDE DE ATENDIMENTO
Quando o coletivo escolar se encontra diante de situações de violência que excedam as suas atribuições, ou que sejam de grave manifestação - necessitando de atendimento emergencial - deverá ampliar os conhecimentos e contatos com os parceiros da rede de atendimento às crianças e adolescentes. Estas situações de violência demandam à escola proceder a encaminhamentos às instituições governamentais e não governamentais, visando à proteção e o devido atendimento dos envolvidos. Tem, inicialmente como porta de entrada, o Conselho Tutelar, conforme demonstra o organograma. 
 --    Organograma

1º CADERNO PEDAGÓGICO

Reflexões para a Implementação da Política  de Educação, Prevenção, Atenção e Atendimento às Violências na EscolaO objetivo principal deste caderno é apresentar subsídios a todos os profissionais da educação, especificamente aos coordenadores dos Núcleos de Educação e Prevenção às Violências na Escola\NEPREpara que possam atuar nas ações de prevenção e nas situações de ocorrência de violências na escola.
Não pretende ensinar e nem tampouco ser um receituário sobre o que deve ser feito para resolver problemas tão complexos, mas, sim, sugerir reflexões importantes e oferecer possibilidades de ação para lidar melhor pedagogicamente com a complexidade das demandas que eclodem no contexto escolar. Ao mesmo tempo, vislumbra o envolvimento dos protagonistas da escola, profissionais da educação, estudantes, famílias e/ou responsáveis, entidades democráticas da escola e a participação da comunidade do seu entorno, a trabalhar em rede.
Inicia prefaciando com reflexões sobre a violência e a paz, inspiradas na obra de arte do artista plástico Candido Portinari, em especial, nos painéis Guerra e Paz. Foi por intermédio desta obra que o artista conclamou a humanidade para unida lutar pela paz e dar um basta na guerra. Nessa perspectiva,  os profissionais da educação, das escolas e das gerências de educação, são convidados para implementarem, nas unidades escolares, a mensagem que emana das referidas obras de arte.
POLÍTICA DE EDUCAÇÃO, PREVENÇÃO, ATENÇÃO E ATENDIMENTO ÀS VIOLÊNCIAS NA ESCOLA Este documento tem o objetivo de subsidiar os profissionais da educação em relação à prevenção, atenção e atendimento às violências na escola, bem como os aspectos que se interrelacionam na vida estudantil de crianças e jovens, e com a própria violência, enquanto fenômeno multifacetado. Tais aspectos envolvem identidade de gênero, sexualidade, e uso/abuso de substâncias psicoativas (drogas lícitas e ilícitas).

-- Documento na íntegra

 PROGRAMA SAÚDE NAS ESCOLAS
O Programa Saúde nas Escolas (PSE) é uma política nacional do Ministério da Saúde e do Ministério da Educação, instituído pelo Decreto Presidencial Nº 6.286, de 5 de dezembro de 2007, e tem a finalidade de contribuir para a formação integral dos estudantes da rede pública de educação básica, por meio de ações de prevenção, promoção e atenção à saúde, desenvolvidas tanto nas escolas como nas unidades básicas de saúde. Integra o projeto Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE), dos Ministérios da Educação e Saúde, com apoio de três organismos internacionais: Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Educação (UNESCO), Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA)

PROERD
O Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (PROERD) possibilita a articulação entre as áreas da educação e segurança, na prevenção ao uso/abuso de drogas lícitas e ilícitas e na orientação de crianças, adolescentes, assim como pais ou responsáveis, acerca da busca de soluções e medidas eficazes quanto à resistência às drogas. Além disso:
- Aproxima a Polícia Militar da comunidade escolar e, por consequência, da comunidade em geral, permitindo um clima de parceria e confiança;
- Sensibiliza as crianças e adolescentes para valores morais e éticos, bem como proporciona a construção de uma sociedade mais justa, sadia e feliz;
- Trabalha na prevenção da criminalidade relacionada direta ou indiretamente ao uso de drogas;
- Aborda, também, temas como o bullying, as consequências do uso das drogas e práticas da violência (física, verbal, etc.), a importância de se fazer escolhas certas, perceber a influência dos meios de comunicação e segurança pessoal, tais como: cuidados em casa, em vias públicas, noções de trânsito, como proceder quando presenciar algum fato negativo, entre outros;
- Estimula a participação dos pais no processo de aprendizado sobre a prevenção ao uso das drogas e práticas de violências.

Para saber mais
A equipe do NEPRE/Coordenadoria Grande Florianópolis, Zaira T Wagner,  Natália Cristina de Oliveira Neneghetti  e Camila Detoni Sá de Figueiredo, sugerem livros, filmes e links para trabalhar com as temáticas transversais.

Mais informações:
Gerência de Modalidades Programas e Projetos Educacionais (GEMPE) vinculada à Diretoria de Gestão da Rede Estadual de Ensino (DIGR)
Telefone:(48) 3664-0220
Email: nepre@sed.sc.gov.br

04 maio 2016

Avanço de supergonorreia pode se tornar intratável e preocupa Grã-Bretanha

(Thinkstock) 
A disseminação de uma supergonorreia na Inglaterra anda preocupando médicos. Essa nova bactéria pode se tornar intratável já que um dos principais tratamentos contra a doença foi ineficaz.
agência governamental Public Health England reconheceu que medidas tomadas para conter a epidemia tiveram “sucesso limitado”.
No ano passado a Grã-Bretanha já havia feito um alerta nacional quando foram registrados casos em Leeds, no condado de Yorkshire, na região central do país.
Já foram confirmados por meio de testes de laboratório 34 casos de supergonorreia. A doença é transmitida sexualmente e pode levar à infertilidade.
O portador da infecção pode não apresentar sintomas.  Se não for tratada, a infecção pode levar a infertilidade e a inflamação pélvica crônica, e ser transmitida para um bebê durante a gravidez.
Para a Associação Britânica de Saúde Sexual e HIV, é necessária uma reação rápida à infecção.
Elizabeth Carlin, presidente da associação, afirmou que a “disseminação da gonorreia altamente resistente à azitromicina é motivo de enorme preocupação e que é essencial tomar toda medida possível para impedir que se espalhe ainda mais”, disse. [Fonte: Yahoo]

26 fevereiro 2016

Saiba o que é...

Prevenção e combate: Dengue, Chikungunya e Zika

Divulgue

Divulgue nas Redes Sociais

Utilize as peças para divulgação das ações de combate ao Aedes aegypti em suas redes sociais*

Caça-palavras
caca palavras 2
 Hot Site 
Hotsite
 jogo-7erros
jogo 7erros
Vai Viajar?
viagem casa
Repelentes
repelentes 01
Onde está o Aedes?
onde esta o aedes 3
Microcefalia Gestantes 
Microcefalia gestantes 02
Mitos e verdades
 Zika -1 
mitos e verdades Zika 01
Mitos e verdades
 Zika - 2 
mitos e verdades Zika 02
Mitos e verdades
 Zika - 3 
mitos e verdades Zika 03
Vacina Rubeola
mitos e verdades Zika 04
Guadro das Doenças
quadro das 3 doencas
Piscina
Piscina
 Mitos e verdades
 Zika - 4 
mitos e verdades Zika 04

HQ SPE - Histórias em quadrinhos - Projeto Saúde e Prevenção nas Escolas

Este material surgiu no âmbito do Projeto Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE), uma iniciativa do Ministério da Saúde e do Ministério da Educação em parceria com a UNESCO, UNICEF e UNFPA. Dirigido a adolescentes e jovens, o objetivo principal do projeto é desenvolver estratégias de promoção dos direitos sexuais e direitos reprodutivos, promoção da saúde, prevenção das doenças sexualmente transmissíveis, do HIV e da AIDS, e a educação sobre álcool e outras drogas por meio de ações articulas no âmbito das escolas e das unidades básicas de saúde. A série HQ SPE compreende 6 volumes de histórias em quadrinhos, 1 guia para professores utilizarem as histórias em sala de aula e um CD-ROM.
Download gratuito:

27 janeiro 2016

OMS divulga dados preocupantes sobre a obesidade Infantil

Apesar da preocupação maior com o peso ser mais frequente entre as mulheres, um dado tem preocupado as autoridades de saúde; é o crescimento dos índices de obesidade infantil. 
De acordo com dados divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), na última segunda-feira (25/01), a obesidade em crianças menores de cinco anos atingiu taxas preocupantes em países em desenvolvimento.
Com base no relatório da OMS, pelo menos 41 milhões de crianças com menos de cinco anos são obesas ou estão acima do peso no mundo. No Brasil, a tendência também preocupa, com um terço das crianças acima do peso ou obesas. Segundo o médico e pesquisador da área da nutrição, Dr. Patrick Rocha, a falta de uma orientação e educação alimentar é um dos grandes problemas. E com isso, as crianças estariam comendo pior, cada vez mais sedentárias e adoecendo com mais frequência.
Para ajudar e orientar pais e educadores na escolha de uma alimentação mais equilibrada para os pequenos, Dr. Patrick Rocha selecionou seis alimentos fundamentais que podem ocupar o lugar dos pães, salgadinhos e biscoitos, nos hábitos diários e colaborarem com o bom desenvolvimento das crianças:
1) Ovos - Depois do leite materno, esse é um dos alimentos mais saudáveis e completos que existe. Prefira os ovos caipiras que são mais nutritivos e saborosos.
2) Abacate - É uma fruta excelente para crianças. É rica em vitaminas e gorduras saudáveis.
3) Coalhada ou Iogurte Natural Integral com Frutas. Vai ajudar e desenvolver uma flora intestinal saudável, melhorando a absorção de nutrientes e prevenindo o sobrepeso e a obesidade infantil. Se for adoçado, o indicado é consumir com stévia ou batido com alguma fruta doce como banana ou mamão.
4) Coco - Nas suas variadas formas, o coco seja a água de coco, a polpa, o coco ralado (não adoçado) ou o óleo de coco é um alimento muito benéfico para a saúde infantil. Rico em gorduras saudáveis ele ajuda a combater até infecções (gripes, verminoses, bactérias), sendo um alimento funcional excelente.
5) Peixes - De preferência frescos e criados naturalmente (mar ou rio), os peixes são ricos em proteínas e gorduras saudáveis e também são ricos em ômega 3, fundamental para a saúde do cérebro da criança, melhorando seu crescimento e desenvolvimento.
6) Hortaliças e Legumes - São ricos em vitaminas e fibras principalmente. Quanto mais variedade nas cores melhor para a saúde da criança. Esses são os principais exemplos: brócolis, couve flor, alface, couve, beterraba, dentre outros.[Fonte: JB]

27 novembro 2015

Artigo Para Reflexão Sobre Preconceito Racial

Negro Sim Senhor

20 de novembro de 2015

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Ideraldo Luiz Marcos, Professor
Sim, sou negro e daí? O que você pode fazer por mim? São questionamentos que eu faço ao longo de minha exitosa existência, mas não vislumbro melhorias nas tratativas da causa do negro brasileiro. Sem querer retornar para a história do Brasil, nem olhar para o retrovisor da vida real, afirmo que nós, negros, precisamos de verdadeiras oportunidades e não de prêmios consoladores por sermos diferentes, diante dos olhos de quem nos vê. O direito à igualdade é inquestionável para todos os seres, independentemente da cor de suas respectivas peles.
É extremamente estarrecedor percebermos o quanto somos manipulados nas lidas cotidianas. A cor da pele não pode ser impedimento para o desenvolvimento integral do indivíduo. Temos um inimigo invisível, que é o covarde preconceito racial, e devemos destravar as barreiras absurdas de camuflagem preconceituosa.
Então, se faz necessário um combate escancarado em prol da desejada igualdade, vasculhar as sombrias gavetas da desigualdade e sarar definitivamente as feridas não cicatrizadas. Com absoluta certeza, ainda há uma infestação contagiosa de racistas de plantão, que se escondem atrás de seus disfarces e sistematicamente proliferam suas ideias ultrajantes de pleno poder.
Estou plenamente convencido de que estamos sendo enganados por falsas verdades, onde nos é imposto um eterno flagelo social e moral, colocando-nos fora de qualquer expectativa de melhores dias. O chicote do feitor insiste em nos castigar violentamente. As chibatas atuais se encontram nos gabinetes acarpetados de homens que usam e abusam do direito de ferir nossa honra. Pois nossa honra é constantemente afetada quando alguém afronta acintosamente nossa inteligência, não nos possibilitando o mínimo acesso aos primeiros escalões de empregos, fazendo de conta que estamos sendo tratados como iguais.
É assustador verificarmos todo esse engodo político social, que enaltece midiaticamente os direitos iguais para todos, mas, infelizmente, somos relegados aos planos secundários de quem manda, empobrecendo e aniquilando nossas exaustivas esperanças. Somos negros e queremos apenas dignidade. [Fonte: Jornal AN]

09 setembro 2015

Educação de gênero pode evitar casamento na infância e adolescência, diz estudo

Segundo o IBGE, mais de 88 mil meninas e meninos, entre 10 e 14 anos, estão em uniões consensuais, civis ou religiosas


Mohara Valle/Agência Brasil
Relatório será lançado pelo Instituto Promundo, que trabalha em diversos países pela igualdade de gênero

Estimular o envolvimento paterno na vida das filhas de forma ativa é uma das principais maneiras de evitar o casamento na infância e adolescência. A estratégia faz parte das recomendações do relatório Ela vai no meu barco – Casamento na infância e adolescência no Brasil, que será lançado nesta quarta-feira (9) pelo Instituto Promundo. Segundo pesquisa apresentada no relatório, a idade média de casamento e de nascimento do primeiro filho de meninas entrevistadas é 15 anos. Os homens são, em média, nove anos mais velhos. O trabalho do Promundo tem o objetivo de promover o direito de as meninas decidirem, livre e plenamente, quando e com quem se casar.
Segundo a coordenadora da pesquisa, Alice Taylor, as meninas com a presença do pai na educação têm maior autoestima e escolhem parceiros com comportamentos e atitudes mais igualitárias em termos de gênero. Elas também vivenciam menos violência sexual ou a atividade sexual precoce e indesejada.
“É uma recomendação muito importante trabalhar as normas de gêneros sobre a prática [relacionada ao casamento]. Trabalhar com homens, meninos, meninas, lideranças religiosas e comunitárias, redes de proteção sobre os direitos e escolhas possíveis para meninos e meninas, as suas possibilidades dentro de relacionamentos, seus direitos sexuais”, disse Alice.
De acordo com dados de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pouco mais de 88 mil meninas e meninos, entre 10 e 14 anos, estão em uniões consensuais, civis e/ou religiosas, no Brasil. Na faixa etária de 15 a 17, o número chega a 567 mil, e com 18 ou 19 anos, mais de 1 milhão de pessoas já estão em uma união formal ou informal.[Fonte: Último Segundo - IG]
Alice disse ainda que essa é uma reflexão que deve envolver toda a comunidade, de desconstrução desse modelo de comportamento em que os homens acabam se casando com meninas mais novas, porque as acham “mais atraentes e fáceis de controlar”. Acrescentou que as meninas, desejando sair da casa dos pais, se casam para ter sua liberdade, mas acabam desapontadas e vivendo experiências de controle ainda maior por parte do marido. “Uma coisa é o casamento em si, outra é a dinâmica que existe diante da diferença de poder, do homem com mais experiência". Para a pesquisadora, isso tem impacto sobre as meninas, que tendem a deixar a escola ou engravidar mais cedo.
O relatório apresenta os resultados de uma pesquisa, feita de 2013 a 2015, sobre atitudes e práticas envolvendo casamento na infância e adolescência nas regiões metropolitanas de Belém, no Pará, e de São Luís, no Maranhão. Segundo dados do IBGE, os dois estados têm alto número de casamentos infantis (de meninos e meninas com idade entre 10 e 18 anos).
A pesquisa foi feita em parceria com a Universidade Federal do Pará, a Plan International Brasil, no Maranhão, e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), com o apoio da Fundação Ford.
Embora os dois gêneros vivenciem casamentos infantis, as meninas são mais afetadas pela prática. De acordo com o relatório, entre os meninos, 18 anos é o padrão de idade ao se casar, enquanto o das meninas é 15 anos. Existem diferentes fatores que levam aos casamentos infantis, mas a principal questão, na América Latina, segundo o relatório, é que eles são considerados consensuais, não são arranjos como em outros países. “Existem formas de pressão sim, e o importante é identificar em qual contexto as meninas fazem essa escolha”, afirmou Alice Taylor.
As questões socioeconômicas, as opções de trabalho, a escolarização, o controle da sexualidade, a gravidez indesejada são fatores que, para a coordenadora do trabalho, podem levar ao casamento infantil. O relatório também mostra que os meninos adolescentes, da mesma idade que as meninas casadas, são desprezados como parceiros por causa da percepção de que não são responsáveis nem provedores.
Alice Taylor informou que o Promundo trabalha em diversos países pela igualdade de gênero, a prevenção da violência contra as mulheres e, há cerca de dois anos, com direitos das crianças e adolescentes. Ela lembrou que, no Brasil, há trabalhos importantes e avanços sobre temas como gravidez na adolescência, evasão escolar, exploração sexual e infantil, mas ainda não havia sido explorada a questão do casamento e como esses relacionamentos de crianças e adolescentes estão ligados a outras questões. “É importante que o tema tenha visibilidade e seja discutido em vários ambientes da sociedade civil. A primeira etapa é dialogar, é um tema que existe e é preciso pensar como deve ser articulado dentro de políticas públicas, quais os tipos de sistema e direitos que poderiam ser melhorados”.
Além da abordagem a homens e meninos, como pais e futuros maridos, Alice acrescentou que é preciso melhorar a legislação, para não ter tantas ambiguidades. “A legislação não abrange tudo, poque nem todos os casamentos são civis ou religiosos. Mas os casamentos informais têm os mesmos tipos de consequências que os formais”.
Conforme estimativa apresentada no relatório, o Brasil ocupa o quarto lugar no mundo em números absolutos de mulheres casadas até os 15 anos. São 877 mil mulheres, com idade entre 20 e 24 anos, que se casaram até os 15 anos (11%). Entre mulheres com idade de 20 a 24 anos, estima-se que 36% (aproximadamente 3 milhões)  se casaram aos 18 anos. Em outros países da América Latina e do Caribe, os níveis de ocorrência são maiores apenas na República Dominicana e Nicarágua.

28 julho 2015

Uso de drogas entre jovens bate nível mais baixo em 30 anos

Pesquisa aponta diminuição no consumo de cigarros, drogas e álcool entre estudantes ingleses

O consumo de bebidas alcoólicas e drogas ilícitas atingiu o nível mais baixo na Inglaterra em 30 anos, pelo menos entre os jovens do ensino secundário. Porém, um quinto já experimentou cigarros eletrônicos e um em cada 40 adolescentes admitem já ter usado alguma substância ilegal. As informações são do The Mirror.

Em 2014, 18% dos jovens entre 11 e 15 anos disseram ter fumado, pelo menos uma vez. E este é o nível mais baixo desde que a pesquisa começou, em 1982. 

Segundo o levantamento anual que avalia jovens que do 7º ao 11º ano de ensino (ou dos 11 aos 15 anos de idade), publicada pelo Ministério da Saúde e Assistência Social do governo inglês, os números continuam a cair desde 2003, quando 42% dos adolescentes admitiram já ter fumado cigarro.
 Foto: iStock
Em 2014, 18% dos jovens entre 11 e 15 anos disseram ter fumado, pelo menos uma vez. E este é o nível mais baixo desde que a pesquisa começou em 1982
Foto: iStock
O uso de cigarros eletrônicos foi considerado baixo entre jovens que nunca tinham fumado, 11%. Já 10% afirmam ter usado cachimbos de água, como o narguilé, pelo menos uma vez. 

Em 2014, 38% dos jovens de 11 a 15 anos afirmaram ter experimentado álcool ao menos uma vez, o menor resultado desde que a pesquisa começou. E apenas 8% teriam ficado bêbados na semana anterior ao estudo, um quarto do resultado de 2004, que atingiu 23%.

De acordo com a pesquisa, 4% disseram que ficavam bêbados pelo menos uma vez por semana, comparado com os 17% de 2004. E 67% dos jovens afirmam nunca ter ingerido ou não ingerirem mais álcool.
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38% dos jovens de 11 a 15 anos afirmaram ter experimentado álcool ao menos uma vez
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O uso de drogas entre jovens também diminui. Em 2014, 15% teriam consumido algum tipo de substância ilícita - em comparação com 26%, em 2004 – e 6% teriam usado drogas no mês anterior.
Além disso, 2,9% dos alunos disseram já ter usado cola ou aerossóis, mas o número também diminuiu em relação a 2004, quando 5,6% admitiram ter usado essas substâncias. 

A pesquisa também mostra que menos de um em 100 estudantes teriam experimentado cocaína ou ecstasy nos anos anteriores, um em 200 teria utilizado mefedrona e um em 500 teria injetado heroína.

O estudo também relata que alunos que não tiveram aulas de combate às drogas no 8º ano têm três vezes mais chance de experimentarem substâncias ilícitas. Dos entrevistados, 6% relataram que já receberam oferta de drogas, porém, apenas 2,5% teriam experimentado. 

O resultado final da pesquisa revelou que, na Inglaterra, em 2014, cerca de 90 mil estudantes entre 11 e 15 anos são fumantes ativos, 240 mil teriam ficado bêbados na semana anterior à avaliação, 180 mil utilizaram drogas ilícitas no mês anterior e 310 mil teriam utilizado no ano anterior. [Fonte: Terra]

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