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Vídeo com os personagens Tina e Rolo em relação ao problema do uso de álcool


“Blecaute alcoólico”: casos de amnésia após consumo de bebidas preocupam cientistas

Uma amnésia temporária ou duradoura, um descontrole do próprio cérebro e do corpo: assim o “blecaute alcoólico” é descrito por várias pessoas que viveram esse fenômeno. Pouco tratado pela ciência até hoje, ele vem sendo cada vez mais relatado entre os consumidores – mesmo ocasionais – de bebidas alcoólicas.

A estudante de marketing Isabelle H., de 23 anos, frequentava um festival de música com amigos até que, para ela, a festa terminou repentinamente. A garota acordou no dia seguinte em uma barraca, dormindo ao lado de desconhecidos, e sem nenhuma lembrança de quando e como foi parar ali.
“Tudo o que aconteceu continua sendo um mistério até hoje”, diz, em entrevista ao jornal Le Monde, ressaltando que não havia consumido uma grande quantidade de álcool: “o mesmo que os outros”. Os amigos, aliás, não perceberam que nada anormal acontecia com a garota, que, apesar de não ter consciência, continuou na festa. “O sentimento que tive era como vemos naqueles desenhos animados, quando o personagem corre até o final de um precipício e cai no vazio”, afirma.
Apesar de ainda não conhecerem todos os detalhes deste fenômeno, os pesquisadores já o definem como “blecaute alcoólico”. Ele se difere do coma alcoólico, estágio atingido com o consumo excessivo de álcool, porque, no “blecaute”, a pessoa não chega à inconsciência total, afirma à RFI Mickael Naassila, diretor da unidade sobre álcool e farmacodependências da Universidade da Picardia.
“No blecaute alcoólico, nosso cérebro fica incapaz de memorizar novas informações, enquanto continuamos a falar e a agir normalmente. O cérebro simplesmente para de armazenar informações, seja parcial – de determinados momentos de uma noite, por exemplo, – ou totalmente, quando esquecemos completamente tudo o que aconteceu”, explica.
Segundo Naassila, o “blecaute alcoólico” está sobretudo relacionado à rapidez com que bebidas são ingeridas e menos com a quantidade. “Como o organismo de cada um é diferente, o volume de álcool no sangue não segue uma norma para desencadear esse fenômeno. Pode ser entre 1g ou 1,5g por litro de sangue ou até 2g ou 3g por litro de sangue, dependendo da sensibilidade da pessoa”, destaca.
A repetição de bebedeiras também pode resultar em episódios de “blecautes alcoólicos” mais frequentes. O professor da Universidade da Picardie diz ter sido procurado por jovens franceses que praticaram durante um ou dois anos o “binge drinking” – prática que consiste em ingerir grandes quantidades de bebida alcoólica no menor espaço de tempo possível. Em comum entre todos esses depoimentos, a perda de memória mesmo quando o consumo era de uma pequena quantidade de álcool. “Por isso, os pesquisadores associam o ‘blecaute alcoólico’ sobretudo à rapidez com que as bebidas são consumidas. Quanto mais rápido se bebe, maior é a possibilidade de desencadear esse fenômeno”, afirma.
Estudos recentes sobre o “blecaute alcoólico”
A perda de memória relacionada ao consumo de álcool começou a ser abordada há pouco mais de 20 anos por pesquisadores. Em 1995, Donald W. Goodwin analisa a ingestão de bebidas alcoólicas por seus estudantes do primeiro semestre de Medicina e 33% deles dizem ter passado por ao menos um episódio de blecaute. Em 2016, uma pesquisa britânica mostra que 20% dos mais de 2.100 jovens interrogados relatam uma espécie de amnésia depois de ter consumido álcool.
“Há 30 ou 40 anos, pensávamos que episódios de amnésia só aconteciam com os alcoólatras. Mas, recentemente, começamos a perceber que esse fenômeno não acontece somente com quem é dependente de álcool. Quando interrogamos nossos próprios estudantes de Medicina, temos até 40% de uma classe que vai nos dizer que em um período de um ano eles viveram ao menos um episódio de blecaute”, afirma o especialista em dependência química.
Na França, um estudo desenvolvido por Naassila e Olivier Pierrefiche na Universidade da Picardia sobre a questão é ainda mais preocupante. Ao contrário da ideia de que o álcool traz prejuízos à saúde a longo prazo, os pesquisadores conseguiram demonstrar que uma ou duas “bebedeiras” já podem resultar em graves danos para a memória e a aprendizagem.
“Há um mecanismo no cérebro que serve para memorizar e aprender, chama-se plasticidade sináptica. Nossos neurônios têm uma atividade de transmissão do tipo ‘plástica’, o que quer dizer que eles se adaptam – aumentam ou diminuem essas atividades – frequentemente. Percebemos que o álcool modifica esse fenômeno, perturbando esse balanço do cérebro e induzindo os blecautes e a perda de capacidade de memorização”, explica.
Naassila lembra que pesquisadores também já começam a estabelecer a relação entre a quantidade de blecautes e as consequências irreversíveis desses fenômenos para a saúde das pessoas, em termos cognitivos e até mesmo aumentando a possibilidade de desenvolver o alcoolismo mais tarde. “Além disso, todos sabemos que o álcool, mesmo se consumido em poucas quantidades, é uma droga, que pode desencadear vários tipos de câncer e doenças. Por isso, diminuir o consumo de bebidas alcoólicas é sempre positivo para a saúde, por mais que as autoridades subestimem essa questão”, salienta.
Consumo de álcool na França
O consumo de bebidas alcoólicas é a segunda causa de morte evitável na França, onde, devido ao lobby do vinho, as autoridades penam para colocar em prática políticas públicas para combater o problema. Segundo o Instituto Nacional de Vigilância Sanitária do país, 49 mil mortes são registradas por ano devido ao consumo do álcool no país.
Cientistas advertem que o limite de consumo de bebidas alcoólicas sem perigo exagerado é de 100 gramas de álcool puro por semana, ou seja, 10 copos de cerveja (250 ml), de vinho (100 ml) ou de destilados (3 ml). A partir dos 40 anos, no entanto, a ingestão desta quantidade diminui a esperança de vida em seis meses. Além disso, Naassila é taxativo: “independentemente da dose, o risco zero não existe”. [Fonte: RFI}

Dilma sanciona nova lei seca que endurece fiscalização


A presidente Dilma Rousseff sancionou ontem mudanças na lei seca endurecendo a fiscalização da embriaguez ao volante. As alterações serão publicadas hoje no "Diário Oficial da União", e passam a valer imediatamente.



A proposta, aprovada na terça pelo Senado, torna válidos novos meios para identificar um condutor alcoolizado, além do bafômetro.
Há ainda uma alteração no Código de Trânsito Brasileiro que dobra a multa aplicada a quem for pego dirigindo embriagado: dos atuais R$ 957,70 para R$ 1.915,40, valor que pode dobrar em caso de reincidência em 12 meses.
O Planalto tinha até o dia 10 de janeiro para sancionar o projeto, mas a presidente acelerou o trâmite da lei para que as novas medidas passem a valer para as festas de fim de ano -quando há aumento do consumo de álcool e de acidentes.

NOVAS PROVAS
Entre os meios que passam a ser aceitos para comprovação da embriaguez estão o depoimento do policial, vídeos, testes clínicos e testemunhos. Essa parte da lei depende ainda de uma regulamentação do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) e a previsão é que isso seja publicado nos próximos dias.
Editoria de Arte/Folhapress
VALE ESTE - MUDANÇAS NA LEI SECA Projeto segue para sanção presidencial
O agente de trânsito poderá ainda se valer de qualquer outro tipo de prova que puder ser admitida em tribunal.
Antes da mudança, era considerado crime dirigir sob a influência de drogas e álcool -a proporção é de 6 dg/L (decigramas por litro) de sangue-, mesmo sem oferecer risco a terceiros, e o índice só poderia ser medido por bafômetro ou exame de sangue.
Como ninguém é obrigado legalmente a produzir prova contra si mesmo, é comum o motorista se recusar a passar por esses exames, ficando livre de acusações criminais.
Além disso, a interpretação da lei vigente feita em março pelo Superior Tribunal de Justiça dizia que só bafômetro e exame de sangue valiam como prova. Na prática, isso enfraqueceu a lei seca.
Com a nova regra, o limite de 6 dg/L se torna apenas um dos meios de comprovar a embriaguez do motorista. O crime passaria a ser dirigir "com a capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool ou outra substância psicoativa que determine dependência".
Ao condutor será possível realizar a contraprova, ou seja, se submeter ao bafômetro ou a exames de sangue para demonstrar que não consumiu acima do limite permitido pela legislação.
Ficam mantidas a suspensão do direito de dirigir por um ano para quem beber qualquer quantidade e o recolhimento da habilitação e do veículo.[Fonte: Folha de São Paulo]

Alunos chegam alcoolizados e levam suspensão de escola


Onze estudantes com idades entre 10 e 12 anos foram suspensos até a próxima segunda-feira depois que foram flagrados alcoolizados na Escola Estadual Dr. Paulo Borges, que fica em Patos de Minas, a 400 km de Belo Horizonte. A bebida estava em duas garrafas do tipo squeeze usadas normalmente para armazenar água - uma delas decorada com personagem de história em quadrinhos. O caso ocorreu na última quarta-feira.
De acordo com a vice-diretora do turno da noite, Susie Carvalho, os alunos da 6ª série foram abordados ainda na portaria por funcionários e professores. "Eles já estavam embriagados, cambaleantes, com os olhos vermelhos, com os sintomas típicos. Não podemos afirmar quanto cada um bebeu, até pela pouca idade e pouca resistência, mas já estavam embriagados", explicou.
A vice-diretora revelou que a escola foi alertada por pais de outros alunos que teriam visto o grupo bebendo perto da instituição. "Alguns pais os viram e alertaram funcionários e professores, que abordaram os alunos e constataram o estado de embriaguez", afirmou. "Em seguida chamamos os pais de todos para acompanhar".
Um homem de 18 anos que teria vendido a cachaça aos estudantes em uma mercearia foi preso e encaminhado à delegacia. Ele alegou à Polícia Militar que os alunos teriam dito que a bebida era para a mãe de um deles.
Os estudantes foram suspensos por três dias, contados a partir de quinta-feira. O Conselho Tutelar e o Juizado de Menores foram acionados. Depois que retornarem à aula, os 11 estudantes serão acompanhados por psicólogos e outros profissionais da escola. Segundo a vice-diretora, nenhum deles havia tido qualquer problema anterior. [Fonte: Terra]

Cartilhas Sobre Drogas da SENAD - Clique na Imagem!!


Álcool pode prejudicar memória de adolescentes


As mulheres sofrem mais com o efeito do álcool do que os homens. Segundo uma pesquisa publicada no Alcoholism: Clinical and Experimental Research, isso acontece porque o metabolismo do álcool nas mulheres não é igual ao dos homens. As mulheres se embriagam com uma quantidade mais baixa de álcool do que os homens porque elas têm mais tecido gorduroso no corpo do que o sexo masculino. As variações na absorção de álcool no decorrer do ciclo menstrual também são as responsáveis  pela baixa tolerância da bebida nas mulheres. Por causa dessa baixa tolerância à bebida, os cérebros das jovens se tornam mais vulneráveis aos danos causados pelo álcool.
Aquelas que bebem demais em curto espaço de tempo podem ter problemas ao dirigir e em praticar esportes com movimentos complexos. O estudo concluiu que as adolescentes que bebiam muito tinham menos atividade no cérebro comparado com as que não bebiam. Essa diferença pode prejudicar também a concentração, principalmente na hora de fazer cálculos. Por Carolina Abranches. [Fonte: UNIAD]

Álcool é mais nocivo que LSD e maconha, diz estudo


A cocaína ficou em segundo lugar no ranking de drogas perigosas:
O álcool é mais perigoso do que drogas como maconha, LSD e ecstasy, de acordo com um estudo publicado na última edição da revista médica especializada The Lancet.
Médicos da Universidade de Bristol e do Conselho de Pesquisa Médica da Grã-Gretanha desenvolveram um novo sistema de classificação que, segundo eles, reflete melhor os riscos representados por cada droga.
O método usado atualmente na Grã-Bretanha "não funciona" e deveria ser mudado, de acordo com os especialistas.
A equipe avaliou o risco de 20 drogas em nove categorias, que foram então combinadas para produzir uma avaliação geral de risco.
Para melhor comparar os riscos, foram incluídas cinco drogas legais, entre elas, o tabaco e o álcool.
    As mais perigosas1. Heroína2. Cocaína3. Barbitúricos4. Metadona 'de rua'5. Álcool6. Quetamina7. Benzodiazepinas (calmantes)8. Anfetaminas9. Tabaco10. Buprenorfina (derivado do ópio)
O álcool ficou em quinto lugar no novo ranking. A droga mais perigosa, segundo os especialistas, é a heroína, seguida da cocaína e de barbitúricos.
Erva
O ecstasy ficou em 18º lugar, enquanto a maconha foi considerada a 11ª droga mais perigosa – atrás do tabaco, que ficou em nono.
Os pesquisadores dizem que o atual sistema, que separa as drogas em três classes – A, B e C –, é muito arbitrário e não dá informações específicas ou os riscos relativos de cada droga.
O novo ranking deve ser recomendado pelos especialisas ao governo britânico no segundo semestre.
Uma comissão também deve realizar uma ampla revisão da política sobre drogas do governo nos próximos três anos.
A principal diferença no novo ranking é que ele avalia o risco que que as drogas representam para o indivíduo, para a sociedade e se provocam dependência.
Para os cientistas, o fato de 500 mil pessoas na Grã-Bretanha tomarem ecstasy todo o fim de semana prova a necessidade de uma reforma na legislação sobre drogas no país.
"O sistema atual não funciona. Vamos tratas as pessoas como adultos. Temos que ter um debate muito mais pensado sobre como lidar com drogas perigosas", afirmou o professor David Nutt, da Universidade de Bristol.
O especialista ressaltou ainda que pelo menos uma pessoa por semana morre na Grã-Bretanha por consumo excessivo de álcool, enquanto menos de dez mortes por ano são registradas por consumo de ecstasy. [Fonte: UNIAD]

Pesquisa aponta que 18,9% da população brasileira exagera na bebida

Estudo do Ministério da Saúde com 54 mil revela que abuso de álcool é mais comum entre jovens:

Os brasileiros relatam cada vez mais episódios de exageros com bebida. A proporção de pessoas que declaram consumo abusivo de álcool cresceu de 16,2% da população, em 2006, para 18,9%, em 2009. Os dados fazem parte da pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), que entrevistou 54 mil adultos.
Salvador é a capital que mais consome álcool, com 25,6%
O Ministério da Saúde considera excesso de bebida alcoólica cinco ou mais doses na mesma ocasião em um mês, no caso dos homens, ou quatro ou mais doses, no caso das mulheres. O levantamento mostra que as situações de descontrole na hora de beber são mais frequentes na população masculina. No ano passado, 28,8% dos homens e 10,4% das mulheres beberam demais.
"Esse nível de consumo de bebida é bastante elevado e preocupante, pois é fator de risco para acidentes de trânsito, violência e doenças. Mas nem sempre isso é lembrado, porque o álcool está presente na cultura brasileira, associado ao lazer e à celebração", afirma a coordenadora de Vigilância de Agravos e Doenças Não-Transmissíveis do Ministério da Saúde, Deborah Malta. Ela ressalta que, considerando apenas a população masculina, o índice do Brasil (28,8%) é superior ao do Chile (17%), dos Estados Unidos (15,7%) e da Argentina (14%).
De acordo com a Vigitel 2009, o consumo abusivo de bebida alcoólica é mais frequente entre os jovens de 18 a 24 anos (23%). À medida que a idade avança, o número de exageros diminui. De 45 a 54 anos e de 55 a 64 anos, 17% e 10,5% da população relata que bebeu em excesso, respectivamente.
Combate
Para frear o consumo de álcool, o Ministério da Saúde apoia medidas mais restritivas, como a proibição da propaganda de cervejas e a elevação no preço das bebidas. Essas ações foram incluídas na estratégia global da Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciada em maio, na Suíça. A OMS informa que abusos no consumo de bebida alcoólica matam por ano 2,5 milhões de pessoas em todo o mundo.
A "Lei Seca", que desde 2008 aumentou a intolerância entre álcool e direção no País, reduziu em 6,2% as mortes provocadas por acidentes de trânsito em um período de 12 meses. Esse índice representa 2.302 mortes a menos no Brasil, reduzindo de 37.161 para 34.859 o total de óbitos causados no trânsito.
"Precisamos avançar no marco regulatório do álcool, da mesma forma que estamos fazendo em relação ao tabaco. É necessário proteger vidas", destaca Deborah Malta. Atualmente, tramita no Congresso Nacional um projeto de lei que inclui a cerveja no rol de bebidas alcoólicas cuja publicidade é proibida.
Sobre a Vigitel
A pesquisa é realizada anualmente desde 2006 pelo Ministério da Saúde. Os dados são coletados e analisados por meio de uma parceria com o Núcleo de Pesquisa em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (USP). [Fonte: UNIAD]

 


Mais de 70% dos estudantes de 13 a 15 anos já ingeriram álcool, diz IBGE

Mais de 70% dos 618,5 mil estudantes brasileiros do 9º ano do ensino fundamental (equivalente à 8ª série) de escolas particulares e públicas já experimentaram bebidas alcoólicas e 24% provaram cigarro. Cerca de 22% deles -a maioria na faixa de 13 a 15 anos- já ficaram bêbados.

Os dados fazem parte de uma pesquisa inédita divulgada nesta sexta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que investigou vários fatores de risco à saúde dos adolescentes. O trabalho, que abrangeu as 26 capitais e o Distrito Federal, tem o objetivo de orientar as políticas públicas de saúde destinadas a esse público.

O estudo ressalta que é nessa fase da vida em que ocorrem importantes mudanças e que comportamentos como o tabagismo, consumo de álcool, alimentação inadequada e sedentarismo terão influência na vida adulta e poderão desencadear doenças crônicas.

Confira alguns dos principais resultados da pesquisa
Total Mulheres Homens Escolas privadas Escolas públicas
Percentual dos que já tomaram bebida alcoólica alguma vez 71,473,169,575,770,3
Percentual dos que já ficaram bêbados alguma vez 22,121,123,319,422,8
Percentual dos que já experimentaram cigarro alguma vez 24,224,024,418,325,7
Percentual dos que já usaram cigarro alguma vez 8,76,910,67,69,0
Percentual dos alunos que fizeram 300 minutos ou mais de atividade física nos últimos sete dias 43,131,356,245,142,6
Percentual dos alunos que tiveram relação sexual alguma vez 30,518,743,720,833,1
Percentual dos alunos que tiveram usaram preservativo na última relação sexual 75,973,577,076,175,8

Cigarro

Fumar é um dos principais fatores de risco para doenças. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o tabaco é líder mundial nas causas de mortes que podem ser prevenidas. Curitiba é a capital brasileira com o maior índice de adolescentes que já experimentaram o cigarro, com 35%. Em seguida, aparece Campo Grande, com 32,7%, e Porto Alegre, com 29,6%. O estudo mostra ainda que 25,7% os alunos da rede pública já usou cigarro, ante 18,3% dos estudantes de escolas particulares.

Sexo

O início da atividade sexual também tem sido mais frequente na adolescência: cerca de 30,5% dos estudantes já tiveram relação sexual. No entanto, somente 75,9% disseram ter usado preservativo na última relação sexual.

Drogas

A pesquisa mostrou ainda que mais de 8% dos estudantes já fizeram uso de droga, como maconha, cocaína e lança perfume. A prática é mais comum entre os homens (10,6%) do que entre as mulheres (6,9%).

Atividade física

Em relação à prática de exercícios físicos, quase 60% dos alunos são sedentários. Entre as meninas, esse índice é maior e atinge 68,7%. Os meninos inativos representam 43,8%.

Alimentação

Entre os estudantes do 9º ano do ensino fundamental, o feijão é o alimento saudável mais consumido (62,6%). No entanto, mais de 37% dos alunos afirmaram ter bebido refrigerante em cinco ou mais dias na semana anterior à pesquisa. O consumo de guloseimas, como balas, chicletes, bombons, chocolates e doces, supera o de frutas.

Veja dados da pesquisa sobre alimentação dos jovens
Alimentos marcadores de hábito saudável Alimentos marcadores de hábito não saudável
Feijão Frutas Guloseimas Refrigerante
Percentual dos estudantes segundo o consumo maior ou igual a cinco dias de alimento saudável e não saudável 62,631,5 50,9 37,2

[Fonte: G1]

'Uso de álcool e drogas entre jovens é preocupante', diz Temporão

Pesquisa do IBGE revelou envolvimento de adolescentes com bebidas. Consumo de remédios para emagrecer preocupa ministro da Saúde.

O Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, considerou preocupante o alto índice de envolvimento de jovens com álcool e drogas revelado do estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nesta sexta-feira (18), que investigou vários fatores de risco à saúde dos adolescentes.

“Essa pesquisa é muito importante porque ela vai nos ajudar a primeiro avaliar o que está acontecendo com essa garotada, e também, a aperfeiçoar as políticas públicas e permitir que nós possamos enfrentar os resultados e os dados que estão aparecendo”, disse Temporão em entrevista no Rio.

A pesquisa revelou, entre outras coisas, que mais de 70% dos 618,5 mil estudantes brasileiros do 9º ano do ensino fundamental (equivalente à 8ª série) de escolas particulares e públicas já experimentaram bebidas alcoólicas e 24% provaram cigarro. Cerca de 22% deles - a maioria na faixa de 13 a 15 anos- já ficaram bêbados.

Para Temporão, o uso de bebida entre adolescentes é cada vez mais habitual. "Também chamou a atenção o fato de jovens estarem veículos conduzidos por pessoas alcoolizadas", disse. Segundo o ministro, os dados sobre uso de drogas, álcool, padrão alimentar e inatividade física são preocupantes, mas há resultados positivos também como redução de fumo e acesso sobre orientação sobre doenças sexualmente transmissíveis, gravidez e uso do preservativo.

Temporão disse que "o ministério vai manter políticas públicas existentes e com base nos resultados aperfeiçoar o que precisa ser melhorado".

Remédios para emagrecer

O percentual sobre o uso de medicamentos para emagrecer revelado na pesquisa é, segundo o ministro, alto e surpreendeu. “O Brasil é um dos maiores países do mundo em consumo de substâncias psicoativas com finalidade de peso. Nós temos uma preocupação com isso. Essa é uma questão que tem várias dimensões. Primeiro por causa da disseminação de um padrão estético ideal na sociedade, que cria uma certa busca por parte das meninas e dos meninos de um corpo ideal”.

Segundo Temporão, há uma busca inadequada de acesso a medicamentos para dar a sensação de saciedade e reduzir a fome. “Eu diria que em muitas dessas situações essa criança sequer está acima do peso. Ela responde mais a uma questão que se dissemina na sociedade e que é importante de analisarmos e trabalharmos”, disse o ministro.

Ainda de acordo com o ministro, o controle vem sendo feito continuamente, mas é preciso reforçá-lo. “Nós temos que ver, por exemplo, o que está acontecendo em relação à internet, venda de medicamento pela internet, venda ilegal. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) tem todo um trabalho de monitoramento, mas essa é realmente uma preocupação efetiva.”

Em relação à alimentação, a preocupação refere-se ao baixo consumo de frutas e alimentos saudáveis entre os jovens. “O Ministério da Saúde está desenvolvendo um trabalho de longo de prazo, até o final de 2010, que é o de redução do teor de sal, gordura trans e açúcar nos alimentos industrializados”, disse o ministro.

Temporão afirmou que as políticas públicas direcionadas a jovens serão ampliadas. “A questão do álcool preocupa, a questão da inatividade física que pode levar a obesidade também, a mudança do padrão alimentar. Acho que políticas voltadas para as escolas principalmente, professores e alunos e para os pais, com orientações adequadas são de extrema importância porque é nessa faixa etária que se constrói padrões de consumo e de comportamento que podem ter repercussões nefastas em relação à saúde 20 ou 30 anos depois”.

O ministro disse que nessa semana foi lançada uma campanha em relação especificamente ao crack. “O crack é uma droga muito perigosa, é uma droga barata, ela está penetrando na classe média, é uma droga que cria uma dependência rápida e tem efeitos dramáticos sobre a mente e o corpo das pessoas.”

Boletim UNIAD - Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas

Uniad
Perguntado sobre Polegar, Tarso diz que Congresso vota leis inúteis sobre segurança
O Globo - Fábio Vasconcellos
RIO - O ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou nesta quinta-feira que o Congresso Nacional costuma aprovar leis inúteis sobre segurança pública. A afirmação foi feita durante a cerimônia de assinatura de um convênio com a prefeitura no Rio no valor de R$ 100 milhões. Ao ser perguntado sobre o caso do traficante Alexander Mendes da Silva, o Polegar, que estava preso e foi para o regime-aberto, mas não retornou para a prisão, o ministro defendeu uma mudança de paradigma na segurança pública no país. Leia mais...
Análise Política de Drogas
Una-Mal-LlamadaEn América Latina y el mundo, viene siendo un problema de grandes dimensiones. La: trata de personas, incluyendo la esclavitud de menores y el uso de estos en pornografía, trabajos forzosos etc., el contrabando, las mafias asociadas al tráfico de drogas ilícitas, el secuestro, el terrorismo, la corrupción etc. son formas que, de una manera u otra, tienen un eje compartido. Por ello, no es posible atacar una de las modalidades del crimen organizado, sin enfrentar la complejidad del problema desde una perspectiva ética del desarrollo, la inclusión y los derechos humanos.
Lei antifumo: direito à saúde versus direito à liberdade
Última Instância - Pedro Estevam Serrano
A Assembleia Legislativa do Paraná aprovou nesta semana lei proibitiva ao fumo em locais fechados, a exemplo do que já ocorrera em São Paulo e no Rio de Janeiro. A legislação começa a ganhar contornos nacionais, já que Minas Gerais, Espírito Santo, Salvador, Goiânia e Belém estão próximos de aprovarem proibições no mesmo sentido. No dia 9 de abril, neste espaço, abordei a polêmica, mas volto ao assunto, diante do preocupante que vicejar no país das bases para a proliferação de leis de rigor extremo como essas. Leia mais...
"O uso precoce de bebidas alcoólicas é um problema de saúde pública"
Instituto ALANA - Entrevista Ronaldo Laranjeira
ronaldo-laranjeira-alanaESPECIAL JUVENTUDE E BEBIDAS ALCOÓLICAS
Qual é a influência da publicidade de bebidas alcoólicas no índice de jovens com problemas ligados ao alcoolismo?
Em um país como o Brasil, a indústria da bebida não apenas promove como estimula o consumo precoce de cerveja entre crianças e adolescentes. A publicidade passa uma imagem de festa, de diversão e de sexualidade associada à cerveja. E também passa uma ideia de um produto que poderia ser consumido de forma indefinida sem causar problemas. A mensagem é sempre a do “experimente, experimente, experimente”. Essa foi uma publicidade veiculada em todo o país que, ao meu ver, foi a pior do ponto de vista de saúde pública. Mas, de alguma forma, ela sintetiza as mensagens de todas as outras marcas de cerveja. Leia mais...
Overdose
Blog Reinaldo Azevedo
Há poucos dias, vocês viram o patético Carlos Minc, ministro do Meio Ambiente, sobre um palco, numa cidade em Goiás, a fazer o que entendi e entendo ser a apologia da maconha — não venham me dizer que ele apenas defendia a descriminação da droga. As palavras fazem sentido. Ontem, no Fantástico, o ator Fábio Assunção falou de seu drama pessoal, das dificuldades de deixar o vício — no seu caso, a cocaína, cujo nome não pronunciou —, de como ele ameaçou destruir a sua vida profissional, das dificuldades pessoais para superar a fase barra-pesada… Assunção é uma estrela da TV, pessoa admirada por milhões de brasileiros, com condições financeiras de bancar a recuperação. No universo dos viciados, é uma exceção. Não fossem outras evidências, que estão em todo canto, um caso como esse deveria servir de matéria de reflexão àqueles que defendem, em razão de uma variada gama de equívocos, a, sei lá como chamar, “descriminação” da maconha. Leia mais...
Fábio Assunção: “Dependência química me afastou das novelas"

Globo.com - Fantástico
Dez meses depois de ficar longe das novelas, ator fala com franqueza e coragem sobre problema com drogas.Você vai ver agora uma entrevista corajosa, reveladora e exclusiva. Patrícia Poeta conversou em São Paulo com o ator Fábio Assunção. Dez meses depois de se afastar das novelas, ele falou pela primeira vez sobre o que aconteceu. Sem rodeios, abertamente. Leia mais...
Estudo explica por que adesivos de nicotina causam coceira
Até agora se pensava que a coceira e as erupções cutâneas causadas pelos adesivos de nicotina
EFE -LONDRES - Um estudo sobre os efeitos da nicotina publicado hoje na revista "Nature Neuroscience" parece explicar por que os adesivos dessa substância e demais tratamentos substitutivos para deixar de fumar costumam provocar irritação e coceira.Uma equipe de especialistas dirigida por Karel Talavera, da Katholieke Universiteit de Louvain (Bélgica), comprovou que a nicotina, composto orgânico alcaloide encontrado na planta do tabaco, ativa no organismo um canal que se sabe que está relacionado com as reações inflamatórias. Leia mais...
Minc volta a defender descriminalização do uso da maconha
Minc volta da defender a descrimilização do uso da maconha
Antonio Cruz/Agência Brasil - Terra.com.br
Márcio Leijoto - Direto de Goiânia
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, voltou a defender nesta sexta-feira a descriminalização do uso da maconha, durante assinatura de atos do Governo Federal em parceria com o executivo estadual de Goiás, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Minc comentou o discurso que fez em um show de reggae na última segunda-feira na Chapada dos Veadeiros. "Eu louvei a atitude da Suprema Corte da Argentina, que, por unanimidade, considerou que os usuários não são criminosos". Leia mais...
Saúde da Família terá tratamento contra tabagismo
Equipes do programa, que atendem de porta em porta, serão treinadas para ajudar fumantes a largar o vício
Estadão.com.br - Fernanda Aranda
O Programa de Saúde da Família (PSF) foi escalado pelo governo de São Paulo para tentar contornar a deficiência do serviço prestado ao fumante paulista. Ontem, durante evento em comemoração de um mês da lei antifumo - em vigência no Estado desde o dia 7 de agosto - a Secretaria de Estado da Saúde afirmou que as 3.100 equipes que têm a função de realizar atendimento de porta em porta no controle de problemas básicos como hipertensão e diabete, serão treinadas para oferecer também auxílio antitabagista. Leia mais...

Álcool na juventude

Tanto os pais, quanto seus filhos devem estar conscientes do risco por trás do comum hábito social de beber durante os fins de semana, para dar a importância adequada ao assunto. Os neurônios dos adolescentes ficarão muito agradecidos, quanto menos forem expostos aos efeitos do consumo do álcool, uma conduta que cresce cada vez mais entre os jovens.

Beber quatro ou cinco copos de cerveja, por exemplo, de sexta-feira a domingo, com o estômago vazio, pode causar danos no cérebro, e com o passar do tempo, resultar em perda de memória, de atenção, de auto-controle e de capacidade de planejamento, além de aumentar a tendência de alcoolismo.

Segundo a pesquisadora Consuelo Guerri, chefe do Laboratório de Patologia Celular do Centro de Pesquisas Príncipe Felipe, na Comunidade de Valência, Espanha, "os prejuízos cognitivos do álcool são irreversíveis, já que o cérebro permanece em fase de formação até os 21 anos", de acordo com seus trabalhos realizados em ratos.

"Se um jovem começa a beber durante os fins-de-semana aos 13 anos, em plena pré-adolescência, tem 25% de chance de se viciar em álcool quando for adulto, enquanto que, se o hábito se iniciar aos 21 anos, a probabilidade cai para 5%", acrescenta a especialista.

A razão para este fenômeno é que, entre os 13 e os 21 anos, o sistema nervoso e neuronal ainda se encontra em processo de amadurecimento, e os possíveis danos cognitivos acarretados pelo chamado "alcoolismo de fim de semana" não podem ser consertados no futuro. Em seu laboratório, a doutora Consuelo testou os danos do álcool em ratos, aplicando grandes quantidades, durante um curto espaço de tempo.


Ao chegar à idade adulta, os roedores alcoolizados continuavam tendo problemas para sair dos labirintos nos quais eram colocados, não conseguiam detectar mudanças de objetos em seu ambiente ou encontrar sua comida, indícios de uma deterioração cerebral.


Os riscos de "so mais um copo"

Beber em excesso durante os fins-de-semana pode provocar danos no cérebro juvenil similares aos causados nos de alcoólatras crônicos. A conclusão é resultado de outra pesquisa sobre os efeitos do "alcoolismo de fim-de-semana", realizada na crosta pré-frontal do cérebro e elaborada pela equipe do neuropsicólogo Luis Miguel García-Moreno.


Esta região do cérebro é responsável por tomar decisões, planejar as ações, solucionar os problemas, entre outras funções.
"Além disso, a subzona cerebral é a que mais demora a amadurecer, de modo que, durante a adolescência e a juventude adiantada, ainda está se desenvolvendo", afirma García-Moreno.

Segundo o especialista, "um dos efeitos menos conhecidos e mais nocivos do consumo abusivo de álcool na adolescência é que faz com que os jovens sejam cada vez mais resistentes ao álcool, ou seja, que sintam menos mal-estar ao consumi-lo e vão se acostumando, apesar dos danos causados no fígado e nos sistemas digestivo e nervoso.

Para obter estes resultados, os pesquisadores reuniram 62 estudantes universitários com menos de 20 anos e os dividiram em três grupos, de acordo com seus hábitos de consumo de álcool. Em seguida, os jovens foram submetidos a diferentes tipos de testes e, de acordo com os resultados, o que se saíram pior foram aqueles que bebem em excesso de sexta-feira a domingo. (Fonte: EFE/Yahoo Notícias)

VIII Concurso Nacional de Monografias - Tema: Bebidas Alcoólicas


Prezado(a),

A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas - SENAD lança o VIII Concurso Nacional de Monografia.

Tema: Bebidas Alcoólicas

Prazos: As produções deverão ser postadas até o dia 17 de abril de 2009.

Endereço: A SENAD fica localizada na Esplanada dos Ministérios - Bloco A - 5º andar - Sala 526 - CEP: 70.050-907 - Brasília -DF. Para mais informações, acesse o regulamento clicando aqui:

http://www.senad.gov.br/saiba_mais/concursos_2009.html

Atenciosamente,

Coordenação Geral de Prevenção

SENAD/GSI/PR

Serviço de Prevenção e Tratamento de Dependência Química



Dia Internacional de Combate às Drogas

26 de junho, dia Internacional de Combate às Drogas:

No dia 26 de junho comemora-se o Dia Internacional de Combate às Drogas que coincide com a época das Festas Juninas, tão agradáveis para todos. Assim, podemos participar das atividades festivas sem utilizar o álcool na bebida que é tão típica deste período: o quentão...

Quentão sem álcool
· 3 litros de suco de uva
· 3 litros de água
· gengibre ao gosto
· cravo, canela
· açúcar ao gosto

Participe e previna o alcoolismo em nosso país...

Nas próximas semanas o Congresso Nacional vai votar um Projeto de Lei que pode modificar completamente a exposição das nossas crianças à propaganda do álcool. Ao mudar o conceito de bebidas alcoólicas, esse projeto na prática proibe a propaganda de cerveja até as 21 horas. O NEPRE de Joinville, SC, recomenda que todos nós enviemos uma mensagem semelhante a escrita abaixo para as lideranças no congresso.

Coloque o seu nome e envie para a caixa postal das lideranças políticas partidárias.

Cordialmente,

Jorge Schemes - GERED/NEPRE



Ilmo Sr. Congressista:

Meu nome é______________e sou eleitor em_________Estado de__________.

Está em tramitação em regime de Urgência Constitucional o PL 2.733/2008 que trata da ampliação do conceito de bebida alcoólica para efeito de propaganda. Tal projeto visa colocar as bebidas fermentadas na mesma classificação das destiladas, algo que vejo como necessário.

É fato que a alta exposição à propaganda é responsável pelo consumo cada vez mais precoce e abusivo do álcool no Brasil. Bebidas alcoólicas, em especial cervejas são patrocinadoras de eventos esportivos, eventos musicais e shows que atraem jovens – dando a entender que juventude combina com consumo de álcool transformando o ato de beber em algo banal e corriqueiro, algo que tem de ser diferente, pois quanto mais tarde o jovem começa a beber, menor a probabilidade de descambar para o alcoolismo.
Pela primeira vez no País, a propaganda de bebidas alcoólicas tem a oportunidade de ser tratada pela Câmara Federal devidamente como um grave problema de saúde pública – que onera sobremaneira o sistema de saúde, o sistema judicial, o sistema penal e outros equipamentos públicos.
Ao aprovarem o PL 2.733, os nossos Deputados Federais irão contribuir para a prevenção dos danos à saúde e à vida, sobretudo poupando nossas crianças da deseducação que a propaganda de bebidas alcoólicas faz.
Assim sendo, na qualidade de brasileiro responsável, me dirijo a Vs. Excla. para informar que estarei atento ao desenrolar da votação, esperando que seu voto seja a favor da aprovação da lei e a favor das crianças brasileiras.

Atenciosamente,

Vítimas do álcool e das drogas

Jovem morre em festa rave, vítima de overdose de álcool e drogas:

Um grupo de 18 freqüentadores de uma festa que reuniu 10 mil pessoas em Itaboraí, continua internado no Hospital Estadual Prefeito João Batista Caffaro, no município. Entre eles, um jovem de 17 anos, já chegou ao pronto-socorro em coma e, de acordo com o diretor da unidade, Marcelo Bagueira, morreu em conseqüência de uma parada cardiorespiratória. A festa rave, denominada Tribe, foi realizada na Happy Land Diversões. Outro freqüentador do evento, de 21 anos, permanece em coma no CTI.
O uso de drogas e álcool é a principal causa dos atendimentos, segundo assessores da secretaria estadual de Saúde. A maioria dos atendidos era do sexo masculino, indo até a faixa etária de 31 anos. Ainda segundo o médico Bagueira, o menor morto usava uma carteira falsa de estudante de medicina da UFRJ para entrar na festa, proibida para menores de 18 anos.
Permanecem internados, em estado grave, Benjamin Gonçalves, de 21 anos, em coma, no CTI. Ele respira com a ajuda de aparelhos. Felipe Sandemberg Antunes, de 19 anos, foi transferido durante a madrugada para o Hospital de Clínicas de Niterói. Ele foi atropelado por um caminhão na tarde de domingo, logo após sair da festa, e sofreu traumatismo craniano leve e fratura na clavícula. Seu estado de saúde é estável.
Delegado da 71ª DP (Itaboraí), o policial Antônio Ricardo deverá receber, ainda essa semana, o resultado de um exame toxicológico a ser realizado no corpo do rapaz morto. Nesta segunda-feira, prestaram depoimento em juízo os organizadores, o chefe de segurança da festa e o médico que atendeu o adolescente.
Outra vítima da festa foi o médico Raphael dos Santos Maia, de 26 anos. Ele morreu, no domingo, após deixar o local do evento e colidir com seu Peugeot 307 na traseira de um ônibus na BR-101, na altura de São Gonçalo. O corpo será enterrado nesta segunda no Cemitério de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. (Fonte: Correio do Brasil)

Efeitos do álcool no cérebro feminino


Álcool prejudica cérebro feminino mais rápido do que masculino

O álcool causa danos ao cérebro das mulheres mais rapidamente do que ao dos homens, de acordo com um estudo realizado na Rússia e cujos resultados foram publicados nos Estados Unidos.

Pesquisas anteriores já haviam demonstrado que o álcool prejudica mais rapidamente o fígado e o coração das mulheres do que dos homens, mesmo com um consumo menor, lembram os autores dessa pesquisa publicada na edição de maio do periódico "Alcoholism: Clinical and Experimental Research".

Para comparar os efeitos da bebida, 102 alcoólatras (78 homens e 24 mulheres) entre 18 e 40 anos foram submetidos a uma bateria de exames para avaliar suas funções mentais. Um grupo de controle de 68 homens e mulheres que não eram alcoólatras fez os mesmos testes.

Antes de começar o estudo, todas as pessoas dependentes do álcool tiveram de ficar sem beber de três a quatro semanas.

O rendimento das mulheres alcoólatras foi pior nos exames de memória visual, de raciocínio e solução de problemas.

O organismo feminino metaboliza o álcool de maneira diferente do masculino para um peso equivalente, explicou a doutora Barbara Flannery, do centro de pesquisas RTI International, em Baltimore (Maryland, leste dos EUA), principal responsável por esse trabalho.

Uma das razões sugeridas é que as mulheres têm menos água no corpo, o que permite aos homens diluir melhor os efeitos do álcool. (France Presse)

ÁLCOOL E GESTAÇÃO

Menina nasce com taxa de 1,9 grama de álcool por litro de sangue:

Uma menina nasceu hoje (10/09/2007) na Polônia com uma taxa de 1,9 grama de álcool por litro de sangue, depois que sua mãe, uma alcoólatra de 29 anos, chegou bêbada para dar à luz a um hospital de Dabrowia Gornicza, no sul do país.
Em estado muito grave, a criança, de 2,3 quilos, foi para a incubadora, enquanto sua mãe, cinco horas depois do parto, registrava um índice de álcool de 1,5 grama por litro de sangue.
Tanto a mãe como o pai da recém-nascida, que também é alcoólatra e que hoje foi flagrado com 3,5 gramas de álcool por litro de sangue, foram colocados à disposição da Justiça.
À Polícia, ambos disseram que não sabiam que a ingestão de álcool durante a gravidez era prejudicial ao desenvolvimento do feto.
Além disso, a mãe declarou que, durante todo o período de gestação, não se consultou com médicos nem se submeteu a exames.
Um caso semelhante foi registrado no país durante o mês de julho, quando uma mulher de 37 anos, embriagada, deu à luz uma criança com 1,2 grama de álcool por litro de sangue.
O alcoolismo é um problema em toda a Polônia, onde o consumo de bebidas destiladas, sobretudo de vodca, alcança níveis preocupantes entre as camadas mais pobres da sociedade.
Segundo especialistas, filhos de pais alcoólatras desenvolvem a chamada síndrome do alcoolismo fetal, que se manifesta em atrasos no crescimento, tendência a ataques epilépticos, anormalidades faciais e problemas de aprendizagem e comportamento.

ÁLCOOL E ADOLESCÊNCIA



Estudo revela que 16% dos adolescentes bebem demais:


Uma pesquisa inédita da Secretaria Nacional Antidrogas mostra que 16% dos adolescentes entre 14 e 17 anos já consumiram bebidas alcoólicas em excesso - ou seja, cinco doses ou mais ao longo de um dia. O trabalho, o mais completo sobre o consumo de álcool realizado no País, revela que 21% da população masculina nessa faixa etária bebeu de forma abusiva no ano anterior. Entre meninas a proporção foi menor, mas não menos preocupante: 11%.
Realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o Levantamento Nacional sobre Padrões de Consumo de Álcool na População Brasileira traz um retrato de como o brasileiro se comporta com relação à bebida. Feito entre 2005 e 2006, usou como base entrevistas em mais de uma centenas de municípios em todas as regiões do País. É o primeiro trabalho dessa dimensão. Até então, os dados oficiais eram baseados somente em projeções.
Os dados comprovam ainda algo que especialistas alertam há tempos. A idade com que adolescentes iniciam o consumo de bebida está caindo e a freqüência, aumentando. O estudo mostra que entrevistados entre 14 e 17 anos iniciaram o consumo de bebida alcoólica aos 13,9 anos. Não foi necessário ir muito longe nas gerações para encontrar uma média de início de consumo mais elevada. Entre adultos jovens, com idade entre 18 e 24, o início foi aos 15,3 anos.
O estudo mostra também que quase metade da população brasileira (48%) não bebe. Mas a legião de abstêmios não reduz a dimensão do problema: 28% dos adultos, o equivalente a 33 milhões de pessoas, apresentam um padrão de consumo excessivo. "É um número muito expressivo. E indica quantas pessoas se expuseram a situações de risco ou enfrentaram problemas provocados pelo consumo de álcool em excesso", constata a secretária-adjunta da Senad, Paulina Duarte.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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