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Curso Gratuito - Práticas Restaurativas: Construindo Escolas Seguras e Promovendo a Cultura de Paz


Este curso, desenvolvido pela Universidade Federal de Sergipe em parceria com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e com o apoio do Ministério da Educação (MEC), faz parte do eixo de formação da operacionalização do Sistema Nacional de Acompanhamento e Combate à Violência nas Escolas (SNAVE). Ele é direcionado aos profissionais da educação (professores, coordenadores pedagógicos, gestores escolares) e da saúde atuantes nas escolas, com o objetivo de proporcionar um conhecimento aprofundado sobre práticas restaurativas e a promoção de uma cultura de paz no ambiente escolar.


O curso aborda uma ampla gama de temas essenciais para a criação de um ambiente escolar mais seguro e inclusivo. Inicia-se com uma introdução às práticas restaurativas e seus fundamentos teóricos, incluindo a história, conceitos, princípios e valores da Justiça Restaurativa. Aborda a importância da cultura de paz e a construção de escolas seguras, passando por tipologias de círculos restaurativos e a contribuição de sabedorias ancestrais. Além disso, trata da gestão de conflitos, relacionamentos saudáveis, e sistemas de garantias de direitos, e enfatiza a importância da articulação de redes de apoio.

O curso também inclui estudos de caso e a implementação prática de círculos restaurativos, destacando o papel do facilitador e o uso de círculos como espaço seguro de diálogo e disciplina restaurativa. Por fim, visa capacitar profissionais da educação e saúde para promover um clima escolar positivo e práticas de pertencimento.

Desejamos que essa formação contribua para a construção não apenas do conhecimento teórico acerca das práticas restaurativas e da cultura de paz, mas também para uma nova dimensão para a atuação.


 Este curso não possui moderação

 Este curso emite Certificado

 Tempo mínimo para conclusão: 48 dias

 Tempo máximo para conclusão: 180 dias

Carga horária

48 horas

Ementa

Módulo introdutório | (8h)
1º) Boas-vindas e Introdução às Práticas Restaurativas;
2º) Fundamentos da Justiça Restaurativa na Educação em correlação com os Valores Restaurativos;
3º) Definição e Importância da Cultura de Paz;
4º) Construção de Escolas Seguras.

Primeiro módulo | Conhecimentos Fundamentais (16h)
5º) Justiça Restaurativa. Contextualização Histórica, Conceitos, Princípios e Valores;
6º) Marcos Doutrinários e Legais da Justiça Restaurativa;
7º) Círculos de Justiça Restaurativa e Construção de Paz: Origem e Fundamentação Teórica para a Prática dos Círculos nas Escolas;
8º) Tipologias: Diferentes Tipos de Círculos e Possibilidades de Aplicações, Diferenças entre o Círculo e Outros Processos;
9º) Fundamentos de Direitos da Criança e do Adolescente;
10º) Marcos Conceituais das Diferentes Violências;
11º) A Contribuição da Sabedoria e Práticas Ancestrais para os Círculos de Construção de Paz: a Roda da Medicina e as Necessidades Humanas (2h): mostrar como a sabedoria ancestral e as práticas da roda de medicina podem contribuir para a construção de paz;
12º) Círculo como Espaço Seguro de Diálogo e CNV: conectar sentimentos e necessidades para pedir aquilo que nos enriquecerá a vida (2h): ensinar a utilização do círculo como um espaço seguro de diálogo, aplicando a Comunicação Não-Violenta (CNV).

Segundo Módulo | Diálogos e Relações no Ambiente Escolar (12h)
13º) Relacionamentos Saudáveis na Escola;
14º) Conflitos na Escola;
15º) Sistema de Garantias e Defesa dos Direitos;
16º) Articulação de Redes;
17º) Construção de um Clima Escolar Positivo: o que é possível praticar nos Círculos?;
18º) Quando o Dano Acontece: Círculos como Espaço de Disciplina Restaurativa e Responsabilização.

Terceiro Módulo | Implementação Prática (12h)
19º) Roteiro do Círculo Restaurativo e seus Elementos Estruturais;
20º) O Papel do Facilitador;
21º) Estudo de caso: Práticas de Pertencimento na Escola;
22º) Estudo de Caso: Círculos de Construção de Paz Aplicados ao Ambiente Escolar.

Objetivos

Gerais:
(1) Apresentar conteúdos, conceitos e práticas da implementação dos círculos restaurativos na escola.
(2) Promover a sensibilização e a formação teórica para profissionais da educação.

Específicos:
1. Fundamentar ações de melhoria das relações no ambiente escolar, visando a construção de escolas seguras e a disseminação da cultura de paz;
2. Promover a sensibilização e a formação teórica para profissionais da educação;
3. Promover a sensibilização e a formação teórica em larga escala dos profissionais da educação como o primeiro passo para que possam vir a atuar como facilitadores
de práticas restaurativas na escola;
4. Desenvolver competências e habilidades que permitam a aplicação de práticas de resolução de conflitos no ambiente escolar;
5. Disseminar valores humanos fundamentais à aplicação das práticas restaurativas;
6. Promover estudos de casos que demandem a aplicação dos círculos restaurativos;
7. Fortalecer valores, competências e habilidades que priorizem o diálogo e a mediação como ferramentas para o enfrentamento da violência.

Metodologia

A metodologia do curso é autoinstrucional, a qual permite que os participantes avancem em seu próprio ritmo. Utiliza uma abordagem teórico-prática, combinando leituras
teóricas, vídeos explicativos e atividades interativas. Cada módulo é estruturado com objetivos claros e conteúdos específicos, que incluem estudos de caso, roteiros de
círculos restaurativos e exercícios práticos para aplicação imediata no ambiente escolar. O curso também incorpora reflexões sobre a prática, promovendo a
autoavaliação e a troca de experiências entre os participantes através de fóruns de discussão online.

Certificação:
Para ser aprovado(a) e obter o certificado, é preciso concluir os módulos e realizar todas as atividades propostas. Também se deve atingir, no mínimo, 60% de aproveitamento.

Público-alvo

Profissionais da educação básica (professores, coordenadores pedagógicos, gestores escolares, profissionais de apoio à atividade escolar e pedagógica), psicólogos e assistentes sociais com atuação na escola.

Conteúdo do curso

  • Módulo Introdutório

    1. módulo Introdutório
  • Módulo 1 - Conhecimentos Fundamentais

    1. Conhecimentos Fundamentais
  • Módulo 2 - Diálogos e Relações no Ambiente Escolar

    1. Diálogos e Relações no Ambiente Escolar
  • Módulo 3 - Implementação Prática

    1. Implementação Prática

Seminário: Navegação Segura e Combate à Pedofilia na Internet

Informações sobre o curso
Público Alvo
Educadores; Alunos do ensino fundamental II (6ª a 9ª séries); Alunos do ensino médio interessados em ser multiplicadores da campanha
Evento
2011 - Seminário "Navegação Segura e Combate à Pedofilia na Internet" - Joinville
Local
Local:Plenário da Câmara Municipal de Joinville
Endereço:Av. Hermann August Lepper
Bairro:Saguaçu
Data inicial:14/09
Data final:14/09
Horários
Horário matutino:09:30 - às - 12:00
Horário vespertino:13:30 - às - 17:30
Ministrante(s)
Rodrigo Nejm

Objetivo
Orientar crianças e adolescentes, bem como professores, pais e responsáveis acerca da necessidade de utilizar a internet com segurança, informando-os quanto aos eventuais riscos para o público infantojuvenil, tais como: serem expostos a conteúdos que incitam à violência, ao ciberbullying, ao racismo, à homofobia, à xenofobia ou outras formas de intolerância; serem vítimas de fraudes e golpes diversos; e, especialmente, serem seduzidos por pessoas mal-intencionadas para obtenção de contatos sexuais ou pornografia infantil - trata-se da chamada "pedofilia na internet".
Carga horária
8.00
14/09 - 08:30 - Abertura
14/09 - 09:00 - Palestra: Novas tecnologias, nova infância? Oportunidades e riscos na Internet Brasileira
14/09 - 11:30 - Intervalo para almoço
14/09 - 13:00 - Formação de multiplicadores: As tecnologias a favor da educação em Direitos Humanos também na Internet
14/09 - 14:30 - Discussão
14/09 - 15:00 - Intervalo
14/09 - 15:20 - Continuação: Formação de multiplicadores: As tecnologias a favor da educação em Direitos Humanos também na Internet
14/09 - 16:30 - Discussão e Avaliação da atividade/Encerramento




PROJETO DE CAPACITAÇÃO


CAPACITAÇÃO DE EDUCADORES


TEMA: INDISCIPLINA, BULLYING, ATO INFRACIONAL E MEDIAÇÃO DE CONFLITOS NA ESCOLA

MINISTRANTE: PROFESSOR JORGE SCHEMES


Mini Currículo:
Formação: Bacharel em Teologia com Ênfase em Grego e Hebraico. Licenciado em Pedagogia com Habilitação em Séries Iniciais e Administração Escolar. Licenciado em Ciências da Religião com Habilitação em Ensino Religioso. Pós-Graduado em Interdisciplinaridade e Metodologia do Ensino Superior. Pós-Graduado em Psicopedagogia Clínica e Institucional. Atuação Profissional: Técnico Pedagógico na Gerência de Educação de Joinville – GERED – Responsável pelo NEPRE, APOMT e APÓIA. Professor das disciplinas de Filosofia da Educação; História da Educação, Antropologia Cultural, Empreendedorismo, Educação e Conjuntura Política e Projetos Educacionais e Corporativos na FGG (Faculdade Guilherme Guimbala - ACE - Associação Catarinense de Ensino - Curso de Pedagogia). Professor de Religião no Instituto de Parapsicologia de Joinville. Professor de Ensino Religioso na Escola Pública Municipal Saul Sant'Ana de Oliveira Dias. Membro Conselheiro do COMEN e da CMAIDS (Conselho Municipal de Entorpecentes e Comissão Municipal de Prevenção e Controle de DST/AIDS). Membro da aliança:"Por Um Mundo Sem Tabaco", do INCA (Instituto Nacional do Câncer). Autor do Livro: "O Que Você Precisa Saber e Fazer Para Deixar de Fumar" - Editora DPL. Escritor e Palestrante. Contato Direto: 47-8829-4706, ou pelo e-mail: jorgeschemes@yahoo.com.br

Currículo Completo Disponível em:
http://lattes.cnpq.br/4338194471582467

1. TEMA:
Indisciplina, Bullying, Ato Infracional e Mediação de Conflitos na Escola.

2. JUSTIFICATIVA:
Considerando que atualmente a indisciplina no ambiente escolar, o fenômeno Bullying e o ato infracional são fatos concretos que interferem de maneira negativa no processo pedagógico; Considerando que a falta de limites não é apenas um problema que se manifesta na escola mas também nas famílias; Considerando que os profissionais da educação se sentem reféns da indisciplina e da violência manifestada pelo corpo discente; Considerando que o corpo docente e técnico administrativo da escola pode estar falhando nas abordagens de resolução de conflitos na escola; Considerando ainda que há uma má interpretação ou mesmo desconhecimento da sistemática proposta pelo Estatuto da Criança e do Adolescente nos casos de omissão da família e dos direitos e deveres previstos nesta Lei, faz-se necessário uma parada pedagógica para discutir e analisar tais questões e levantar possíveis alternativas de abordagem para tais problemas.

3. OBJETIVO GERAL:
Refletir sobre as possíveis causas da indisciplina, características do Bullying e dos Atos Infracionais no ambiente escolar e fornecer orientações práticas para a prevenção e a superação de tais fenômenos contemporâneos.

4. OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
1. Refletir sobre as possíveis causas da indisciplina na sala de aula e alternativas de superação dos conflitos na relação professor(a) aluno(a).
2. Entender a diferença entre indisciplina, Bullying e Ato Infracional.
3. Sistematizar um protocolo de ações para prevenção e atendimento em casos de indisciplina , Bullying e de Atos Infracionais.
4. Entender e aplicar as diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente e outras legislações pertinentes na prática pedagógica cotidiana.
5. Refletir sobre as possibilidades da mediação de conflitos na escola como ferramenta de prevenção e superação da violência escolar.


5. PÚBLICO ALVO:
Professores, Orientadores, Supervisores e Gestores Escolares.

6. METODOLOGIA:
1. Aula expositiva e dialogada.
2. Apresentações, seminário e fórum para debate.
3. Leituras e discussão de textos pertinentes ao tema.
4. Dinâmicas e reflexões.

7. RECURSOS DIDÁTICOS:
Textos, Multimídia, Internet, Slides, Blogs.

8. CRONOGRAMA/EMENTA - Proposta de Capacitação de 16 horas:
8.1 DIA/PERÍODO/TEMAS E ATIVIDADES:

Matutino - 04 horas.
1. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) no contexto da relação professor x aluno – direitos e deveres.
2. Questionamentos sobre o ECA (atividade em pequenos grupos).
3. Socialização, debate e análise dos questionamentos sobre o ECA.

Vespertino - 04 horas.
1. Conceituando disciplina e indisciplina.
2. Os quatro focos da indisciplina (análise a auto-análise).
3. Estudo de casos (atividade em pequenos grupos).

Matutino - 04 horas.
1. Continuação do estudo de casos (atividade em pequenos grupos).
2. Indisciplina, Bullying e Ato Infracional.
3. Protocolo de Ações e Regimento Escolar.

Vespertino - 04 horas.
1. Prevenção e mediação de conflitos na escola.
2. Indicações de documentos e legislação.
3. Formulação de um protocolo de ações.

Observação: A capacitação poderá ser realizada em todos os dias da semana, incluive no sábado e no domingo, com a possibilidade de ser realizada também no período noturno.

9. AVALIAÇÃO:
A avaliação será diagnóstica, processual, formativa, cumulativa e global, incluindo auto-avaliação reflexiva da participação do(a) aluno(a) no processo de construção do conhecimento. Se dará por meio de observação sistemática e anotações em instrumentos próprios para tal.

10. CARGA HORÁRIA:
16 horas mais 04 horas de atividades de extensão, somando um total de 20 horas.

11. REFERÊNCIAS BÁSICAS:
Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA.
Documentos e Legislação disponíveis em:
http://www.projetonepre.blogspot.com/
Outras indicações bibliográficas dadas durante a capacitação.

12. INVESTIMENTO:

A combinar - Ligue: 47-88294706 ou entre em contato: jorgeschemes@yahoo.com.br


13. OFICINA PARA PROFESSORES E EDUCADORES:


Há também a opção de realizar esse projeto em forma de oficina nas escolas, para professores e corpo técnico pedagógico e administrativo, com duração de 04 horas, nos turnos matutino, vespertino ou noturno.

O custo total da oficina é de R$ 500,00 (Quinhentos Reais - Incluindo despesas com transporte, estadia e alimentação - Preço válido para o Estado de Santa Catarina).

Para outros Estados o valor deve ser negociado pelo e-mail jorgeschemes@yahoo.com.br ou pelo fone 47-88294706.

Para escolas da Rede Pública de Joinville (SC) e Região, o valor da oficina é de R$ 250,00 (Duzentos e Cinqüenta Reais - Sem custos adicionais).

As vagas para a oficina são limitadas até o número máximo de 50 participantes.

Dúvidas?
Entre em contato pelo e-mail jorgeschemes@yahoo.com.br ou pelo fone 47-88294706.


14. OUTRAS PALESTRAS E OFICINAS:

http://www.schemespalestras.blogspot.com

Indisciplina e Mediação de Conflitos na Escola


Quando o assunto é indisciplina dos alunos e atitudes de rebeldia e agressões, há a necessidade de mudanças paradigmáticas profundas na escola enquanto comunidade. A postura tradicional de onipotência por parte do educador, mesmo quando se coloca para ajudar o outro (o qual é visto como impotente e incapaz de resolver seus problemas), é um modelo inadequado para alcançar soluções. Entender os motivos, os porquês que estão por detrás de cada fala, do que as pessoas dizem, é a chave na resolução dos conflitos. O respeito, a responsabilidade e a cooperação são fundamentais. Na mediação de conflitos dentro da unidade escolar o professor não pode ser o protagonista, deve considerar que não está sozinho nesse processo, e por essa razão deve trabalhar em equipe.

A negociação e o diálogo são vitais para entender o porquê. Faz-se necessário neste novo paradigma compreender primeiro e não apenas penalizar, saber escutar as razões. O conceito de culpa deve ser mudado para o paradigma do conceito de responsabilidade. Em mediação escolar não há culpa, há uma co-responsabilidade. Quando há responsabilidade há reparação, pois a culpa não resolve nada, apenas paralisa e exclui. A co-responsabilidade leva à reparação por meio da ação do que foi feito. Culpa ou castigo envolve exclusão e rótulos, a responsabilidade não. Vejamos alguns aspectos:
1. Aspectos sociológicos: Os aspectos sociológicos estão permeados pelos seguintes elementos:
a) Mito: que é uma tentativa de explicar a origem;
b) Ilusórios: que tentam assegurar equilíbrio e felicidade;
c)Ideologia: que visa organizar a realidade;
d) Paradigmas: que são certezas e pontos de partidas.
Diante do exposto é importante perguntar: Quais são os paradigmas e os ilusórios na Unidade Escolar? Na família? Entre os alunos (crianças e adolescentes)? Também é necessário fazer um levantamento das influências sociais que os paradigmas e ilusórios têm sobre o comportamento da família, da escola e do aluno. Vale lembrar que esta análise corresponde à realidade socioeconômica e cultural de cada comunidade. Apenas como exemplo vejamos a seguinte:
INFLUÊNCIA DOS PARADIGMAS NA FAMÍLIA, ESCOLA E ALUNO:
Ausência dos pais, de limites e de afetividade. Crise de autoridade. Equilíbrio e estrutura familiar. O desejo de possuir bens materiais, melhor qualidade de vida e conforto para sua família. Preocupação com a educação e a qualidade no processo de ensino e aprendizagem, e qualidade da infra-estrutura. Ideal de escola perfeita, sem indisciplina e com alto índice de aprovação. Ter aceitação e “poder” (emancipação). Brincar e curtir. Desejo de reconhecimento, de “ser alguém” e vontade de poder se expressar, opinar e deixar sua marca. Aprovação acadêmica.

INFLUÊNCIA DOS ILUSÓRIOS NA FAMÍLIA, ESCOLA E ALUNO:
Convívio familiar biparental. Possuir para ser ou ter para ser (consumismo). Os filhos como prioridade. Estabelece um ideal para os filhos alcançarem na vida. Deseja uma família equilibrada e participativa na educação escolar. Pessoal e infra-estrutura adequada. Desejo de educar e orientar para o sucesso escolar (ex: vestibular). Baixa auto-estima (é necessário ter para ser). Desejo dos símbolos de consumo. Certificação para inserção no mercado de trabalho. Preocupação com a repetência escolar.
É próprio, neste momento, algumas perguntas: O processo de ensino e aprendizagem deve estar norteado nos paradigmas dos alunos ou da escola? Quais são os norteadores da família, do aluno e da escola? Podemos pensar educação independentemente da família? A escola está atendendo o que o aluno quer? Qual a relação entre escola e comunidade (família)?
No processo de mediação escolar é fundamental garantir a liberdade e o respeito do outro sem imposições da autoridade, pois essa imposição gera lutas pelo poder. O enfrentamento direto não é a melhor alternativa na resolução de conflitos dentro da escola.

Nós somos o que os outros pensam que nós somos. A identidade pessoal é estabelecida pelos outros. Os outros me dão a condição de quem eu sou. Na relação professor e aluno, a pior atitude é a indiferença. Para uma criança, o fato de ser ignorada é cruel. Há uma dependência total da identidade pessoal.
Em relação aos conflitos na escola, devemos perguntar: qual é a mística que há por trás deles? Qual é o “modus vivendi”? Qual é a motivação? No contexto da Teoria da Atividade, um dos aspectos é a motivação do aluno no processo de ensino e aprendizagem. E a pergunta desafiante que surge é: como motivá-lo? O que é de seu interesse? Nesse processo o professor se torna o mediador, o facilitador. Cabe a ele incentivar, motivar, direcionar e mediar o processo de ensino e aprendizagem com intencionalidade pedagógica. Diante dos conflitos não é diferente. Deve predominar a solidariedade, o respeito e a imparcialidade.

A associação que fazemos com a palavra conflito geralmente está relacionada a má comunicação, má interpretação, incompreensão, impasse, frustração, briga, divergência, dúvidas, insatisfação, rejeição, desentendimento, divergências, etc. Até mesmo a própria mídia lucra muito com os conflitos internos das pessoas. O conflito se estabelece quando queremos que o outro aceite a nossa vontade. Os conflitos interpessoais surgem na tentativa de querer que os outros queiram e desejem o que queremos. A mediação é um processo que analisa o conflito em si e suas manifestações. A expressão ou manifestação do conflito deve ser analisada pela mediação para levar ao conflito em si, ou seja, o que está causando esta manifestação. A manifestação (sintoma) ocorre em graus diferentes de violência, o conflito é a doença. Do conflito manifesto, o mediador deve ir ao conflito subjacente: conteúdos objetivos e conteúdos subjetivos (os subjetivos são os verdadeiros motivadores do conflito). A questão subjetiva deve ser inquirida com o seu significado: o que significa determinada manifestação objetiva? Quais as motivações? As motivações são pessoais? A partir das motivações é possível entender quais são as manifestações subjacentes.
Resumindo: todo conflito tem manifestações que são produzidas por motivações subjacentes que podem ser objetivas ou subjetivas, contextualizadas dentro de uma realidade. Desta maneira podemos afirmar que o mediador escolar terá a sua prática embasada em princípios fenomenológicos para a resolução dos conflitos.

Vejamos a seguinte situação. Entre um grupo de professores foi feita a seguinte dinâmica: cada participante recebeu um balão e o encheu. Em seguida o coordenador solicitou que amarrassem os balões e o segurassem com a mão esquerda, e que colocassem a mão direita aberta para trás, onde foi colocado um palito de dente. A regra era: proteger o seu balão e mantê-lo cheio até acabar o tempo de cinco minutos. Dado o sinal de início, alguns balões começaram a ser estourados pelos colegas com o palito de dentes. Ao final do tempo dado, apenas dois permaneceram com os balões cheios. Todos poderiam ter permanecido com os balões cheios se não usassem os palitos, pois a regra não era estourar os balões. Foi o espírito competitivo que os levou a furar os balões. Nesse espírito todos querem ganhar. Embora a consigna fosse ter o seu balão cheio, apenas dois se preocuparam em proteger o seu balão. O palito de dentes simboliza o conflito. Neste modelo, em situações de conflito o nosso objetivo é ganhar, não basta proteger, é preciso vencer e para vencer é preciso destruir o outro nas dimensões objetiva e subjetiva. Este é um paradigma cultural que precisa ser desconstruido. Todos tinham palitos e o outro esperava que o ataque ocorresse. A forma de proteger foi atacando, porque o outro esperava isso. A filosofia que predomina é: o importante é que a outra pessoa perca e que eu ganhe! A fórmula era: para eu ganhar o outro tem que perder, mas esse é um paradigma que precisa ser desconstruido na mediação. Em lugar dele é preciso pensar no que podemos fazer juntos para solucionar o problema que nos envolve. Essa é a mudança de paradigma que deve ser feita.
Para os alunos adolescentes que desejam ter identidade própria, independência significa subjugar alguém. Então aparecem as gangues para subjugar os outros. Para ele ser alguém ele deve levantar as limitações. A pergunta é: como se resolve um conflito satisfazendo ambas as partes? Todos devem ganhar na mediação escolar. Tal mediação não trabalha a questão (conflitos), mas as pessoas que estão envolvidas na questão. Nesse novo paradigma, o conceito de quem ganha e de quem perde deve ser superado. Nossa cultura está formatada para ganhar e perder.
A pergunta é: o que poderia produzir uma escola com outro modelo? A proposta educacional da UNESCO está norteada por quatro eixos que são pertinentes ao tema: 1. Aprender a ser; 2. Aprender a fazer; 3. Aprender a conviver; 4. Aprender a aprender. Nesse contexto as teorias educacionais devem ser aliadas da mediação escolar enquanto prática. A teoria das múltiplas inteligências, a teoria da interdisciplinaridade e da multidisciplinaridade, a teoria da atividade contemplada na proposta sociointeracionista. Deve haver coerência entre a teoria e a prática.
A mediação escolar é uma construção cultural, portanto não pode ser estabelecida na escola por um professor isoladamente, mas por meio do diálogo contínuo e capacitação de todos na comunidade escolar. O trabalho deve ser desenvolvido em equipe. Todos, sem exceção, na escola, devem no decorrer desta construção cultural, estar capacitados em mediação. Isso é mais do que uma teoria, é uma forma de vida, de pensar, de dialogar. A mediação é uma cultura e uma prática desenvolvida dentro da organização para beneficiar a todos, por isso todos devem ter capacidade de dar respostas novas diante dos conflitos. No processo da mediação como resolução de conflitos dentro da unidade escolar não há culpados, mas responsáveis. Todos têm que ter estes conceitos para que o diálogo seja estabelecido na mesma base. Desta maneira, todos irão proteger o seu “balão” e não usarão o seu “palito” para “furar” o de ninguém. É necessário criar um mecanismo de auto-gestão dos conflitos propondo um diálogo sobre os conflitos. Todos devem saber igualmente criar um diálogo para encontrar uma solução em que todos ganhem, sem perdedores.
Na mediação escolar é fundamental que o mediador seja capaz de separar os fatos da fantasia.
Ser completamente imparcial é outra característica. A questão (problema ou conflito) tem duas dimensões: o que é manifesto e o que é subjacente ou as motivações. O mediador deve ser hábil em eliminar a oposição entre as partes envolvidas no conflito. Colocar questionamentos às partes é um procedimento próprio para a mediação escolar. Questionar para que as pessoas envolvidas eliminem certezas. O negativo são as certezas, as dúvidas permitem ampliar as questões subjacentes. As certezas fecham e limitam. Questionar leva à reflexão. As motivações conscientes e inconscientes devem ser trabalhadas. A mediação propõe um estado de questionamento permanente.
Os motivadores que devem ser atendidos no início da resolução de um conflito são:
1. Informação objetiva - os elementos objetivos são importantes para ter a informação suficiente sobre o caso, para que as pessoas envolvidas saibam decidir. O mediador deve auxiliar a deixarem a fantasia.
2. Criação de opções - que caminhos seguir? Entre os conflitantes, um vai incentivando o outro para encontrar diferentes soluções. A análise da melhor opção leva ao compromisso de todos os envolvidos, motivados não pelo medo, mas por satisfação mútua. Esse compromisso é com o que pode ser realizado no presente e no futuro.
Nesse processo é importante ressaltar as funções do mediador:
1. Acolher sem pré-julgamentos ou pré-conceitos;
2. Ganhar a confiança por meio da imparcialidade;
3. Introduzir o respeito, mais pelo exemplo pessoal do que pela hierarquia;
4. Conseguir cooperação eliminando disputas;
5. Promover a criatividade na resolução do conflito e solução do mesmo;
6. Capacitar em administração de conflitos;
7. Promover a co-responsabilidade entre as partes envolvidas e não a culpabilidade. Vale lembrar que cada mediação é única e personalizada, pois está inserida em seu contexto peculiar.
A administração dos conflitos não deve impor motivações de qualquer lado, e também não pode estar limitada na conciliação deixando as pessoas parcialmente satisfeitas (acordo na base da barganha). Mas deve promover a cooperação entre as partes envolvidas deixando-as 100% satisfeitas.
Ao lidar com conflitos, o mediador estará lidando com emoções. Emoções são sentimentos, reações e manifestações corporais percebidos, que afeta o corpo sem passar pelo raciocínio. Envolve sentimentos de amor e/ou ódio. Diante das manifestações corporais, o mediador pode solicitar que os envolvidos falem do que estão sentindo. É necessário quebrar as normas culturais que reprimem e sufocam as expressões das emoções. É importante e fundamental saber escutar, para dar a oportunidade do(a) aluno(a) falar e expressar o que está sentindo. Os envolvidos devem expressar suas emoções por meio do diálogo e não por meio de agressões físicas. Diante disso, o professor mediador é um facilitador do processo da mediação, objetivando principalmente a cooperação e a co-responsabilidade das partes envolvidas para a solução do conflito. Portanto, a mediação escolar na resolução de conflitos é um desafio e uma cultura que ainda precisa ser muito discutida e implementada na educação brasileira.
Para saber mais acesse: www.imab-br.org

Capacitação: DST/HIV/AIDS

Seminário do COMEN - Conselho Municipal de Entorpecentes

Clique na imagem para ampliar:

Informativo sobre Saúde dos Homens

CAPACITAÇÃO DO NEP/NEPRE - 2005




















ORGANOGRAMA DO NEP/NEPRE




PROJETO DO NEP NA GEECT DE JOINVILLE

PROJETO DE CAPACITAÇÃO DO NEP


NÚCLEO DE EDUCAÇÃO E PREVENÇÃO

Por: Jorge Schemes

GEECT

JOINVILLE

2005

1. Identificação:

1. 2. Nome do Evento:

Curso de Capacitação do NEP - Núcleo de Educação e Prevenção.

1. 3. Profissionais Envolvidos:

Um representante por escola, preferencialmente especialista ou técnico pedagógico somando um total de 66 participantes.

1. 4. Período de Realização:

Dias 12 e 13 de setembro de 2005, das 13:30 às 18:30 horas.

1. 5. Órgão Proponente:

GEECT - Gerência da Educação, Ciência e Tecnologia.

1. 6. Órgão Executor:

GEECT - Gerência da Educação, Ciência e Tecnologia.

1. 7. Coordenação:

Pedagógica: Jorge Schemes.

Administrativa: Elisabeth H. B. de Oliveira.

1. 8. Carga Horária;

A carga horária do evento será de 10 (dez) horas, mais 06 (seis) horas de atividades de extensão na unidade escolar.

1. 9. Número de Participantes:

O número total de participantes será de 66 Especialistas e/ou Técnicos Pedagógicos.

1. 10. Fonte de Recursos:

Sem ônus financeiro para o Estado (GEECT).

1. JUSTIFICATICA.

O uso das substâncias psicoativas (SPA's), que são identificadas popularmente como drogas, se propaga em todos os continentes e a dependência destas compromete a vida de cerca de 10% da população mundial. Estima-se, assim, que no início do século XXI mais de 600 milhões de pessoas sofrerão as conseqüências desta doença. Há as drogas ilegais como a maconha e a cocaína, mas também há drogas consideradas legais pela sociedade, como o álcool e o cigarro. Porém, as pessoas esquecem de outras substâncias psicoativas encontradas nos remédios para dormir (hipnóticos), diminuir a ansiedade (ansiolíticos), emagrecer (anorexígenos) e para diminuir a depressão (estimulantes), além de sementes, frutos e folhas de plantas e inúmeros produtos de laboratório.

Todos os seres humanos, querendo ou não, sem nenhuma exceção, estão sujeitos ao uso de drogas e, conseqüentemente, passíveis de se tornarem dependentes. Desta maneira, o problema das drogas está na casa do desconhecido, do amigo, do parente, do vizinho, e o que é mais grave, na porta de escolas das redes públicas e particulares do nosso Estado. Uma Pesquisa domiciliar feita pelo CEBRID em cidades com mais de 200 mil habitantes entrevistou 8589 pessoas entre 12 anos e 65 anos de idade, revelou a realidade do uso de SPA's entre os habitantes da região sul nos seguintes números:

  • Fizeram uso na vida de qualquer droga, exceto álcool e tabaco - 17,1%.
  • A dependência de tabaco foi a maior do país - 12,8%.
  • A dependência de maconha foi a maior do Brasil - 1,6%.
  • O uso na vida de maconha - 8,4%.
  • O uso na vida de cocaína foi o maior do Brasil - 3,6%.
  • O uso na vida de orexígenos foi o menor do Brasil - 1,0%.

Intimamente relacionado ao uso de drogas, estão os altos índices de violência e criminalidade, as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST’s) e os abusos sexuais contra crianças e adolescentes, que na realidade deve ser classificado como violência e exploração sexual infanto-juvenil. “Qualquer contato de natureza sexual entre uma criança ou adolescente e uma pessoa de maior idade, ainda que seja com aparente consentimento, é inapropriado em razão da própria idade e do nível de maturidade dessa criança ou adolescente, que carecem de desenvolvimento emocional, intelectual e físico para que, de maneira consciente, possam permitir tal contato”.
Sendo que a realidade destes fatos apresenta índices cada vez mais alarmantes, faz-se necessário um projeto de prevenção e redução de danos. Segundo o Ministério da Saúde a redução de danos é uma estratégia de saúde pública, que busca controlar as possíveis conseqüências adversas decorrentes do consumo de substâncias psicoativas, sejam lícitas ou ilícitas, sem necessariamente impedir ou interromper o uso, oportunizando a reinserção social do usuário, seja ele dependente ou não, respeitando a sua cidadania. A Constituição Federal de 1988 no artigo 196 garante: “A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantindo mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doenças e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para a sua promoção, proteção e recuperação”.
A perspectiva da redução Primária de Danos traz como pressuposto que não basta dizer não use, não faça, pois é evidente que os jovens iniciam cada vez mais cedo suas vivências sexuais e que as drogas estão por toda parte, portanto negá-las é trabalhar numa vertente perigosa que não evita o uso e acaba mascarando sua triste realidade. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o ideal é viver sem drogas. Se usar, evitar as injetáveis. Se usar injetáveis, não compartilhar seringas. Portanto, no caso de dependência, as pessoas encontram-se sob uma situação de risco adicional, o que justifica o trabalho de redução de danos.
É importante ressaltar que a escola como um segmento de grande abrangência social, deve priorizar e intensificar seus trabalhos preventivos, considerando que a grande maioria dos alunos ainda não usou ou não usa estas substâncias, mas que se algum vier a usar, mereça uma abordagem baseada no respeito humano e na cidadania. È fundamental que a escola não discrimine o aluno usuário, mas que o respeite e oportunize as condições de procurar ajuda e recuperação, convivendo dignamente no ambiente escolar. Assim, a implantação e implementação de um projeto de educação preventivo às substâncias psicoativas são uma necessidade para todas as escolas da rede pública estadual que objetivam desenvolver uma educação para sujeitos deste tempo histórico.

2. OBJETIVO GERAL:

Capacitar para a implantação e implementação de um programa de prevenção e redução de danos às Substâncias Psicoativas (SPA’s), Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST’s) e à Violência nas escolas da Rede Pública Estadual da GEECT de Joinville, sob a coordenação do NEP - Núcleo de Educação e Prevenção.


3. OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

3.1. Capacitar os coordenadores do NEP nas escolas da GEECT de Joinville, bem como orientá-los sobre a implantação e implementação do NEP na sua respectiva unidade escolar.
3.2. Socializar conhecimentos científicos sobre drogas, doenças sexualmente transmissíveis e violência na Rede Estadual de Ensino, por meio de palestras com informações relativas aos temas mencionados enfatizando o desenvolvimento biopsicosocial infantil e adolescente, bem como compartilhar outros conhecimentos e pesquisas que permitam a compreensão das múltiplas dimensões do sujeito aluno e o seu contexto histórico-social.
3.3. Formar multiplicadores capazes de fazer o repasse do conhecimento adquirido para o corpo docente, discente e toda a comunidade escolar, envolvendo principalmente os pais dos alunos.
3.4. Incentivar a criação e o desenvolvimento de uma cultura de prevenção e redução de danos nas Unidades Escolares.
3.5. Estabelecer parcerias com instituições públicas e privadas para o desenvolvimento de um trabalho preventivo em rede de apoio, bem como levantar recursos humanos com base no voluntariado, visando fomentar uma rede de proteção integral para crianças e adolescentes.
3.7. Incluir o projeto preventivo do NEP no Projeto Político Pedagógico de cada Unidade Escolar, como forma de garantir sua inclusão, continuidade e eficácia.

4. PÚBLICO ALVO:

4.1. Especialistas e Assistentes Técnicos Pedagógicos das Unidades Escolares da GEECT de Joinville, SC.

5. METODOLOGIA:

5.1. Realizar palestras e estudos, com fundamentação científica, sobre os seguintes temas:

5.1.1. Substâncias psicoativas (SPA’s), ou drogas ilícitas.
5.1.2. Drogas lícitas: Tabagismo, automedicação e alcoolismo.
5.1.3. Sexualidade, Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST’s) e AIDS.
5.1.4. Violência e Exploração Sexual Infanto-Juvenil.
5.1.5. Atuação do Conselho Tutelar e o Estatuto da Criança e do Adolescente.
5.1.6. Aspectos legais previstos no Código Penal Brasileiro (Repressão às Drogas).
5.1.7. O papel da família (Pais ou Responsáveis) na prevenção às drogas.
5.1.8. Fundamentação Teórica sobre a Política de Prevenção e Redução de Danos da Secretaria de Estado da Educação, Ciência e Tecnologia.
5.1.9. Implantação e Implementação do NEP - Núcleo de Educação e Prevenção.

5.2. Inscrição, Carga Horária e Certificação:

5.2.1. A GEECT convidará a Unidade Escolar para participar do curso de capacitação do NEP mediante comunicação interna. A inscrição dos cursistas será mediante ficha de inscrição encaminhada para a UE pela GEECT. A capacitação terá a carga horária de 10 horas, mais 06 horas de atividades à distância somando um total de 16 horas (com certificação pela GEECT).

5.2.3. O participante da capacitação ficará responsável, juntamente com o corpo técnico-administrativo, técnico-pedagógico e docentes da unidade escolar, de formar a Comissão do NEP na sua escola. Esta Comissão será permanente e deverá ser constituída pelos seguintes membros conforme orientação da SED: Coordenação Geral pelo Gestor da Escola; Coordenação Técnica Preferencialmente de Especialista em Assuntos Educacionais; e todo Colegiado Escolar.
5.2.4. Mediante lista de presença e relatório escrito, o participante da capacitação organizará a Comissão do NEP e grupos de estudo para o repasse dos temas abordados, somando um total de 06 (seis horas) de atividades de extensão na Unidade Escolar. Dentro desta carga horária, os participantes deverão elaborar projetos com atividades pedagógicas voltadas para a prevenção, as quais devem ser aplicadas na unidade escolar envolvendo professores, pais e alunos. A maneira como será feito o repasse ficará sob o critério da Comissão do NEP na Unidade Escolar.
5.2.5. A Comissão do NEP deverá elaborar um relatório final das atividades desenvolvidas com carga mínima de seis horas, o qual deverá ser enviado pela UE à GEECT e constará de: 1. Lista de Presença dos participantes; 2. Relatório e cópia das atividades de prevenção desenvolvidas na escola; 3. Carga horária; 4. Em papel timbrado da escola com carimbo e assinatura da Comissão do NEP. 5. O prazo para a execução das ações e entrega do relatório será de trinta (30) dias a contar da data final da capacitação do NEP na GEECT.
5.2.6. A Unidade Escolar deverá nomear uma comissão permanente de Prevenção e Redução de Danos (Comissão do NEP), a qual ficará responsável por: 1. Coordenar os grupos de estudo e o repasse à comunidade. 2. Criar uma cultura de prevenção e redução de danos dentro da unidade escolar. 3. Incluir o Programa de Prevenção e Redução de Danos no Plano Político Pedagógico (PPP) da escola. 4. Dar continuidade ao NEP, fazendo parcerias com Instituições Públicas e Privadas e envolvendo a comunidade escolar em ações voltadas para a prevenção às drogas, DST’s e violência dentro da Unidade Escolar. 5. Elaborar e organizar o Mural Permanente da Prevenção - Conforme já solicitado pela GEREI, agora GEECT, na CI nº 273 de 04/10/2004.

5.3. Responsabilidades da GEECT para o evento:

5.3.1. Fazer um levantamento da estrutura organizacional e materiais didáticos/pedagógicos para a realização do evento. A GEECT também ficará responsável por providenciar os seguintes recursos didáticos/pedagógicos:

Ø Auditório ou sala ampla para as reuniões e palestras.
Ø Retroprojetor.
Ø Tela de projeção.
Ø TV / Vídeo.
Ø Som / CD.
Ø Microfone / Amplificador.
Ø Flip Shart.
Ø Data Show.
Ø Computador / Internet.

5.3.2. Convidar representantes da mídia (rádio, jornal e televisão) para o registro do evento e sua divulgação à comunidade.
5.3.3. Enviar as fichas de inscrição para as Unidades Escolares e inscrever os participantes no prazo estabelecido.
5.3.4. Fomentar uma rede de apoio por meio de parcerias, sem qualquer ônus para o Estado.

6. PARCERIAS:

6.1. A GEECT estabelecerá parcerias com Instituições Públicas e Privadas visando suprir a demanda por pessoal habilitado para as palestras na capacitação.

REALIZE UMA CAPACITAÇÃO, PALESTRA OU OFICINA SOBRE INDISCIPLINA, BULLYING E ATO INFRACIONAL: