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18 de Maio - Dia Nacional do Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes

 Materiais Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes 2022

De: Secretaria de Assistência Social - SASSecretaria de Educação - SEDSecretaria da Saúde - SES
Criado: 11 de maio de 2022

Esta publicação contém materiais relacionados à campanha do Dia Nacional do Combate ao Abuso e 

Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes (18 de maio) realizada, em 2022, 

pelo Município de Joinville (SC).

Documentos

Cartaz Campanha 18 de Maio

Documento disponibilizado em 11/05/2022.

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Folder Campanha 18 de Maio

Documento disponibilizado em 11/05/2022.

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Detalhes

Registrar manifestação para reclamação, sugestão ou elogio sobre estas informações. Para informações adicionais, registrar pedido de informação.

Fonte: Prefeitura de Joinville

















Ministério cancela distribuição de kits sobre educação sexual nas escolas


As histórias em quadrinhos foram elaboradas no governo Lula para auxiliar professores em salas de aula

 
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, cancelou a distribuição de kits que abordam sobre temas relacionados à educação sexual em escolas do País. Treze secretarias estaduais do Norte e Nordeste, contudo, chegaram a receber o kit que ainda não havia sido distribuído nas escolas.  O ministério informou que o material será recolhido, pois não passou por avaliação do atual conselho editorial da pasta e de uma comissão do MEC. As informações são do Jornal Folha de S. Paulo.
As histórias em quadrinhos foram elaboradas no governo Lula para auxiliar professores em salas de aula. Produzido em 2010 pelos ministérios da Saúde e da Educação, com o apoio da Unesco e de desenhistas renomados como Eddy Barrows (Lanterna Verde e Superman), o material trata de assuntos como adolescência, direitos sexuais, aids e homossexualidade. [Fonte: Terra]

Pesquisadora: estratégia do kit anti-homofobia foi equivocada


Um ano após o veto da presidente Dilma Rouseff ao kit que seria distribuído nas escolas públicas para discutir a homofobia, a professora do Grupo de Estudos de Educação e Relações de Gênero da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Jane Felipe, defende que a estratégia adotada pelas entidades responsáveis pelo material e pelo próprio Ministério da Educação (MEC) foi equivocada. "Não vou entrar no mérito da qualidade dos materiais, mas foi um erro estratégico criar uma proposta para discutir apenas a homofobia, quando existem vários outros preconceitos ligados à sexualidade e ao gênero", afirma a pesquisadora e pós-doutora em Cultura Visual.
Segundo Jane, a diversidade sexual faz parte de um tema maior, dos direitos humanos. "Seria mais palatável à população se essa discussão estivesse dentro de um âmbito mais geral. Vivemos em uma sociedade que é muito hipócrita, que ao mesmo tempo em que defende os princípios religiosos do respeito e do amor ao próximo, oprime as diferenças", diz. Ela destaca que se a discussão da homofobia envolvesse outros preconceitos de gênero, como a violência contra as mulheres, haveria menos contestação e o objetivo de reduzir a discriminação seria cumprido.
Para a pesquisadora, as relações de gênero são a base para tratar das representações sexuais. "É a partir dessas relações que se gera o preconceito com a sexualidade. Quando se diz que um menino parece mulher porque gosta de brincar de boneca, já existe uma discriminação porque se pensa que essa criança será gay. Então as questões de gênero são básicas e não podem ser separadas do debate sobre a sexualidade", afirma.
Coordenadora da Área de Juventude e Políticas Públicas da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Miriam Abramovay discorda que tenha ocorrido um erro de estratégia na produção dos materiais. Segundo ela, o problema foi político e não técnico, já que o veto da presidente Dilma ocorreu após pressão das bancadas religiosas. "O que aconteceu é que se criou uma celeuma muito grande, que não é técnico, é político, liderado por grupos mais radicais, que não querem que o tema seja tratado em sala de aula", afirma.
Para Abramovay, que realiza pesquisas sobre a violência nas escolas, os vídeos que integram o kit e que vazaram na internet são apenas uma pequena parte do conteúdo. "O material que integra o projeto Escola sem Homofobia é uma coisa muito mais complexa do que vídeos, já que envolvia uma série de livros e cadernos para a capacitação dos professores".
Diversidade sexual deve ser discutida desde as séries iniciais 
A professora da UFRGS Jane Felipe afirma que a escola deve estar preparada para discutir a diversidade desde a educação infantil. "Recentemente presenciei um fato em uma creche onde a professora reprimiu um menino de apenas um ano e meio porque ele estava brincando com um carrinho de supermercado cor de rosa. Os educadores não estão preparados para lidar com a diversidade sexual e desde muito cedo alimentam o preconceito", explica.

Miriam Abramovay concorda que a abordagem precisa ser feita desde as séries iniciais. "Essa discussão pode ser feita de forma indireta, mostrando que a escola é um lugar da diversidade, que ninguém é igual a ninguém. Que se o colega se expressa de forma diferente, ele precisa ser respeitado", afirma. As duas pesquisadoras ainda defendem que para evitar casos de preconceito, os professores precisam estar capacitados.
"A sexualidade e as relações de gênero aparecem em todos os momentos das nossas vidas. Quantas vezes as crianças e os jovens pronunciam coisas preconceituosas ou equivocadas sobre gênero? Os professores precisam estar atentos a isso e corrigir desde cedo. Mas se eles estiverem desinformados e também forem preconceituosos, não vão conseguir abordar o tema de forma correta. O poder público precisa incentivar a formação continuada dos educadores, para que eles possam ser preparados para tratar isso".
Falar em sexualidade não é função apenas do professor de ciências 
Professor do Instituto de Psicologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Pedro Paulo Bicalho afirma que os docentes não se sentem capacitados para lidar com o tema. Segundo ele, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) inclui a diversidade sexual como um tema transversal, que deve ser discutido por toda a escola. "Mas na prática o que vemos acontecer é isso ser trabalhado de maneira muito iniciante por um professor de ciências, tratando a sexualidade como um tema biologizante, com fins reprodutivos", afirma Bicalho, que coordena o curso de extensão em Diversidade Sexual nas Escolas da UFRJ.

"A sexualidade faz parte da vida do ser humano, não pode ser tratada apenas em uma aula de ciências, não pode ser discutida uma vez por ano em uma palestra", completa Abramovay. Segundo ela, os professores precisam se interessar mais pelo assunto, procurar pesquisas, informação. Ela também concorda que as secretarias estaduais e o governo federal têm o desafio de capacitar os educadores para o enfrentamento do preconceito. "A homofobia é muito dura, porque mexe com a subjetividade, com o aspecto negativo, de sentir que ser homossexual é errado. Isso traz muita dor e sofrimento para os jovens e precisa ser combatido", afirma. [Fonte: Notícias Terra]

Polícia apura omissão de professores em agressão a aluno gay


A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente de Santo Ângelo, na região noroeste do Rio Grande do Sul, investiga o caso de um estudante de 15 anos que foi agredido por um colega de aula supostamente por ser gay. De acordo com a delegada Elaine Maria da Silva, serão ouvidos nos próximos dias os professores que teriam presenciado a agressão.
Segundo relato do jovem, um colega o atingiu com socos e pontapés na saída do colégio, no dia 13 de março. Há apenas um mês na Escola Estadual Onofre Pires, ele disse que desde o início das aulas sofria ofensas verbais da turma e inclusive de professores. A delegada afirmou que o estudante confirmou que alguns educadores teriam presenciado às ameaçadas e não teriam feito nada para impedir. "Vamos ouvir os educadores e o menino agressor também. Em 30 dias devemos concluir o procedimento e encaminhar ao Ministério Público". Ela disse ainda que o agressor, que também tem 15 anos, pode ser punido com medidas socioeducativas.
O caso do estudante tomou repercussão na internet após o estudante agredido ter encaminhado um e-mail à Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) contando o drama. "Eu tenho medo que aconteça alguma coisa comigo, eu queria que alguém me ajudasse! Antes que eu virasse mais nas estatísticas de LGBT mortos, às vezes eu sinto que ninguém gosta de mim e que a única solução pra mim é me matar", escreveu no e-mail.
Após registrar o boletim de ocorrência, os pais do estudante decidiram transferi-lo para uma escola particular da cidade. O coordenador estadual do Comitê de Combate à Violência nas Escolas da Secretaria de Educação, Alejandro Jelvez, se reuniu com a equipe diretiva da escola Onofre Pires e ficou definido que os professores envolvidos com o caso serão ouvidos para apurar se foram negligentes com o caso. Ele disse ainda que a Secretaria de Educação vai promover palestras para os professores da escola sobre como lidar com a violência e sobre a homofobia. Jelves garantiu que o estudante agredido, assim como o agressor, receberão acompanhamento psicológico.
ABGLT faz campanha para incentivar alunos a denunciar homofobia
A ABGLT está divulgando uma campanha para incentivar os estudantes vítimas de homofobia nas escolas a denunciar as agressões. "Se você é um estudante LGBT e foi vítima de bullying homofóbico ou qualquer outro tipo de agressão física ou simbólica na escola, denuncie", diz o cartaz da campanha.

A entidade recomenda os estudantes que registrem um boletim de ocorrência em caso de agressão, liguem gratuitamente para o Disque 100, e ainda enviem a denúncia para presidencia@abglt.org.br, para que possa acompanhar os casos. Segundo a ABGLT, a campanha é motivada pelo aumento do número de casos de alunos vítimas de homofobia no ambiente escolar.[Fonte: Terra]



ABGLT: declaração de Mercadante sobre kit é atitude homofóbica

A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) criticou na noite de hoje as declarações do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, que na última quarta-feira afirmou que a distribuição de kits para alunos não é a solução adequada para enfrentar o problema da homofobia nas escolas. Em nota, a entidade disse que "lamenta profundamente as equivocadas declarações do ministro e manifesta sua indignação com mais esta atitude de homofobia institucional do governo Dilma Rousseff, cuja credibilidade para as políticas públicas de proteção da população LGBT parece estar a ponto de se esgotar por completo".
Questionado pelo deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), durante uma reunião na Câmara, sobre quais seriam as políticas do governo para combater o bullying contra os alunos homossexuais nas escolas, o minsitro disse que o debate precisa ser despolarizado. "Vamos ter que estudar mais a fundo a homofobia e como dialogar (com os setores da sociedade), porque o enfrentamento direto, eu acho que não vai ajudar. Simplesmente lançar um material didático, produzir um vídeo e lançar na escola, isso não vai resolver", afirmou o ministro.
O Ministério da Educação (MEC) estava produzindo um kit com material didático, incluindo vídeos e cartilhas, para tentar combater a homofobia nas escolas. Os kits seriam entregues às escolas públicas de ensino médio, mas a distribuição foi suspensa pela presidente Dilma Rousseff, após protestos das bancadas religiosas na Câmara e no Senado. A presidente determinou que o material fosse refeito.
"A atitude da presidenta Dilma Rousseff ao vetar os materiais didáticos e pedagógicos do projeto Escola Sem Homofobia em maio do ano passado, somada às suas infundadas declarações sobre 'propaganda de opções sexuais', revelam absoluto desconhecimento do tema e provocaram não apenas um prejuízo no desenvolvimento de políticas públicas de enfrentamento à homofobia no campo da educação, como também estimularam o recrudescimento da onda fundamentalista religiosa e da violência homofóbica em nosso País", disse a ABGLT. Segundo a entidade, a distribuição de materiais didáticos não resolvem o problema, mas são um importante mecanismo que precisa ser empregado juntamente com outras políticas governamentais.
Ainda no comunicado, a ABGLT disse que essa critica à posição do governo federal vai nortear a 3ª Marcha Nacional Contra a Homofobia, que acontece no dia 16 de maio, em Brasília (DF). "Vamos cobrar a conta de centenas de mortes e outras formas de violências praticadas contra milhões de brasileiras e brasileiros, em decorrência de sua orientação sexual e identidade de gênero", completa a entidade.
Kit anti-homofobia
A produção e distribuição do kit de combate à homofobia nas escolas públicas foram suspensas no dia 25 de maio por determinação da presidente Dilma Rousseff. Ela afirmou que assistiu um dos vídeos veiculados pela mídia e considerou o material "inadequado".
De acordo com o MEC, antes da decisão de suspender o kit, uma comissão da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade trabalhava na análise dos conteúdos, compostos de três vídeos e um guia de orientação a professores.
Ainda segundo o MEC, os vídeos, com duração média de 5 minutos, seriam trabalhados em sala de aula (não seriam entregues aos alunos). Eles tratam dos temas transexualidade, bissexualidade e a relação entre duas meninas lésbicas. O kit foi elaborado pela Global Alliance for LGBT Education (Gale), a ONG Pathfinder do Brasil, a Comunicação em Sexualidade (Ecos); a Soluções Inovadoras em Saúde Sexual e Reprodutiva (Reprolatina) e a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT).[Fonte: Terra]

Bullying homofóbico colabora com evasão escolar, diz Unesco

Pela primeira vez no Brasil, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), lançou na terça-feira uma consulta internacional para lidar com o bullying contra estudantes LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) nas escolas e universidades. De acordo com o diretor de Educação pela Paz e pelo Desenvolvimento Sustentável do órgão, Mark Richmond, é preciso combater esse tipo de violência, que contribui para o aumento da evasão escolar.
"Devemos trabalhar o bullying homofóbico nas escolas porque jovens em todo o mundo são afetados por essa violência, e isso infringe os direitos desses jovens a uma educação de qualidade. O bullying homofóbico influencia no desempenho dos alunos, bem como, aumenta a taxa de evasão escolar", afirmou durante evento que acontece durante esta semana no Rio de Janeiro.
O encontro tem a intenção de explorar a melhor maneira de apoiar alunos e professores LGBT, prevenir e combater ao bullying e a discriminação homofóbica e transfóbica nas escolas, e assegurar ambientes seguros de aprendizagem para estudantes LGBT. Essa iniciativada Unesco avalia programas e políticas existentes em todo o mundo a fim de compartilhar as melhores práticas e construir estratégias para enfrentamento a homofobia nas escolas.
Pesquisas recentes, como o estudo Discriminação em razão da Orientação Sexual e da Identidade de Gênero na Europa, do Conselho da Europa, identificaram que como resultado do estigma e da discriminação na escola, jovens submetidos ao assédio homofóbico são mais propensos a abandonar os estudos. Também são mais predispostos a contemplar a automutilação, cometer suicídio e se engajar em atividades ou comportamentos que apresentam risco à saúde.
O diretor do Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV e Aids (UNAIDS) no Brasil, Pedro Chequer, ressalta a necessidade de implantação dessa política nas escolas do Brasil, "a consulta sobre homofobia nas escolas, que se inicia hoje no Rio, representa o importante passo para a definição de conceitos, agenda e combate à homolesbotransfobia no ambiente escolar, feliz escolha ter sido o Rio de Janeiro o local desse encontro tendo em vista o papel que o Governo do Estado do Rio de Janeiro cumpre na implementação de ações contra a homofobia".
Para a chefe de gabinete da Secretaria de Direitos Humanos, Ivanilda Dida Figueiredo, que no evento representou a ministra Maria do Rosário, "os governos e a sociedade devem enfrentar a homofobia em todas as esferas, especialmente nas escolas, através de ações conjuntas e focadas".
A consulta acontece até o dia 9 de dezembro. No dia 8, alguns espaços previamente selecionados serão visitados pelo grupo. Entre eles, pela Secretaria de Estado de Educação, o Colégio Estadual Julia Kubistchek, pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, o Centro de Referência da Cidadania LGBT da Capital e Disque Cidadania LGBT, e pela sociedade civil, o Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT.
Participam da consulta especialistas de 25 países: Austrália, Bélgica, Lituânia, Camarões, China, Colômbia, Dinamarca, El Salvador, Macedônia, Inglaterra, País de Gales, Escócia, Irlanda, Israel, Jamaica, México, Namíbia, Holanda, Peru, Samoa, África do Sul, Suécia, Turquia, EUA e Brasil.[Fonte: Terra]

Paternidade Responsável

ESTADO DE SANTA CATARINA
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO

Texto:
Mariana Chiré
Data: 30/07/2010

Secretário assina edital do concurso Paternidade Responsável

O secretário de Estado da Educação, Silvestre Heerdt (foto), assina na próxima terça-feira (3), no fórum de Lages, o edital de abertura das inscrições para o concurso “Paternidade Responsável”.

O concurso, direcionado a todas as escolas públicas de Santa Catarina, é resultado de uma parceria entre a Secretaria de Estado da Educação (SED), Instituto Paternidade Responsável e Vara da Fazenda Pública da Comarca de Lages.

O objetivo do programa é disseminar uma nova cultura da paternidade responsável junto às escolas do Estado. Para o secretário da Educação “as crianças não podem responder nem pagar pelos atos dos seus pais. Toda criança precisa do apoio e da convivência com eles como direito natural. A ideia de ampliar a consciência social pela paternidade responsável é uma iniciativa louvável, que deve contar com o apoio e a parceria de todos”.

Todas as 1.350 escolas da rede receberam no início do mês kits contendo cartilha explicativa sobre o instituto e caneta. O material irá auxiliar os professores a explicar aos alunos o objetivo e o tema do concurso e também a divulgar o programa nas escolas.

O edital completo estará disponível a partir desta quarta-feira (4) no site do Instituto (www.paternidaderesponsavel.org.br). Os trabalhos devem ser inscritos até o dia 13 de agosto, na secretaria das escolas, e devem ter como tema a palavra “pai”.

Os alunos podem concorrer nas categorias: desenho, frases, redação, poesia, história em quadrinhos, vídeo, foto, paródia e jingle, sendo que só há necessidade de inscrever os trabalhos das últimas quatro categorias.

A escolha dos trabalhos acontece em duas fases: a primeira para seleção nas escolas e envio para o Instituto Paternidade Responsável até o dia 20 de setembro. Já a segunda etapa será destinada à seleção dos trabalhos premiados e repasse do resultado à SED até o dia 30 de setembro.

Os prêmios serão entregues no dia 18 de outubro, na sede do instituto, em Lages. A premiação varia conforme a categoria: uma bicicleta ou uma câmara digital ou um netbook.

Sobre o Instituto

Com objetivo de viabilizar as ações realizadas no Programa Paternidade Responsável idealizado pelo juiz Sílvio Dagoberto Orsatto, titular da Vara da Fazenda Pública da Comarca de Lages, o Instituto Paternidade Responsável foi criado em 4 de junho de 2004. O instituto assumiu os projetos do programa e realiza diversos projetos.

Inicialmente, o instituto desenvolvia somente trabalhos relacionados ao reconhecimento de paternidade, registro tardio de nascimento, 2ª via da certidão de nascimento, retificação de registro de nascimento, entre outros. Hoje, a preocupação está principalmente na prevenção e conscientização de temas considerados fundamentais no processo que envolve a paternidade.


Dia Estadual da Paternidade Responsável

A assinatura do edital também reforça a finalidade do “Dia Estadual da Paternidade Responsável”, em 17 de agosto. A data foi criada pela de Lei 030/2010.

Secretaria de Estado da Educação
Rua Antônio Luz, 111, CEP 88010-410, Centro, Florianópolis (SC)
E-mail: imprensa@sed.sc.gov.br
www.sed.sc.gov.br

Ministério da Saúde apresenta educação sexual em quadrinhos: HQ do SPE




Uma linguagem visual e moderna para tratar de assuntos polêmicos como a aids e o preconceito contra quem vive com HIV/aids. Essa é a proposta de uma série de histórias em quadrinhos (HQ) de educação em sexualidade para estudantes do programa Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE). A publicação vai ser enviada para escolas públicas que fazem parte do programa.

O lançamento ocorreu nesta terça-feira, com a presença do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, do representante da Unesco no Brasil, Vicent Defourny, e Jaqueline Noll, diretora de Educação Integral, Direitos Humanos e Cidadania do Ministério da Educação (MEC).

As HQs do SPE abordam questões como adolescência, gênero, diversidade sexual, direitos sexuais e reprodutivos e viver e conviver com HIV/aids. Desenhistas renomados como o brasileiro Eddy Barrows, atual desenhista do Superman (DC Comics), ilustraram as revistinhas. Eddy já emprestou os traços para Lanterna Verde e Spawn. Ilustrações de Júlia Bax, Edh Muller e Yure Garfunkel, também podem ser vistas nas HQs.

Um guia para utilização em sala de aula pelo professor e um CD-ROM complementar - com jogos, perfil dos ilustradores, wallpapers e idéias de aplicação do material em sala de aula - vão auxiliar nos debates. As HQs do SPE vão ajudar docentes e estudantes a refletir, aprender e criticar de forma divertida dilemas da juventude relacionados ao uso de álcool e outras drogas, além do enfrentamento de estigmas e preconceitos.

O projeto Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE) é uma iniciativa dos ministérios da Saúde e da Educação, com a parceria da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Criado em 2003, o SPE tem como objetivo central desenvolver estratégias para redução das vulnerabilidades de adolescentes e jovens por meio de atividades de prevenção das doenças sexualmente transmissíveis (DST) e da infecção pelo HIV. O SPE envolve a participação de adolescentes e jovens (de 13 a 24 anos), professores, diretores de escolas, pais de alunos e gestores municipais e estaduais de saúde e educação. As ações são desenvolvidas de forma articulada com escolas e unidades básicas de saúde, nos estados e municípios que incluíram o SPE nos respectivos programas de educação. Atualmente, o SPE tem grupos de trabalho integrados entre saúde e educação em aproximadamente 600 municípios. [Fonte: Terra]

Pulseiras provocam reflexão na escola

A polêmica gerada pelo significado das “pulseirinhas do sexo” vem provocando reflexão nas salas de aulas de Joinville. Na Escola de Educação Básica Annes Gualberto, no Iririú, três alunos do primeiro ano do ensino médio estão tentando conscientizar os colegas.Eles fizeram um mural com uma mensagem para alertar sobre o uso do acessório. Na Câmara de Vereadores, o projeto que proíbe o uso das pulseirinhas nas escolas de Joinville está nas comissões de Educação e de Legislação.O uso das pulseiras coloridas de silicone foi proibido no colégio. Para os alunos entenderem a medida, as turmas receberam uma aula sobre o assunto. Depois, Karolline Raimundo da Silva, 14 anos, Sthefany Gomes dos Santos, 15, e William José Gusser, 14, foram até a diretoria com a ideia de tentar uma abordagem diferente.“Não sabíamos a imagem que as pulseiras transmitiam. Usava por estética. Depois de descobrir o que era, vimos que não era algo legal. E resolvemos mostrar para os outros isso também”, diz Karolline.Os três fizeram também um depósito para os objetos. Durante o intervalo, os três ficarão próximo ao mural falando sobre o assunto. “A ideia é fazer os mais novos entenderem certinho o que significa a pulseirinha”, ressalta William. A diretora Célia Stoll considerou positiva a iniciativa dos alunos. [JOINVILLE Multimídia]


Atividades de Prevenção: EEB Carlos da Costa Pereira

Projeto DST’s

Justificativa:

Verificou-se que os nossos educandos das séries finais do Ensino Fundamental, estão inciando precocemente a vida sexual, portanto, há necessidade de orientar estes adolescentes acerca do sexo e das responsabilidades que sua prática exige.
O projeto contará com a participação das diversas áreas de conhecimento.

Objetivo Geral: Levar os educandos a utilizar recursos das várias disciplinas na construção de seus conhecimentos sobre as DST’s.

Objetivos Específicos:

1. Identificar algumas das DST’s e seus efeitos no corpo humano;
2. Reconhecer que a prevenção é o melhor remédio contra as doenças sexualmente transmissíveis;
3. Compreender que o sexo faz parte da vida humana, mas que deve estar fundamentado em relações de amor e companheirismo;
4. Compreender que sexo seguro previne doenças;
5. Compreender que o início da vida sexual deve estar associado a responsabilidade consigo mesmo e com os outros;
6. Analisar os princípios morais e éticos a partir da compreensão que uma vida familiar organizada contribui para o desenvolvimento de valores no ser humano em sua formação;
7. Discutir o que é ética e moral conhecendo suas definições e aplicações na vida pessoal;
8. Elaborar gráficos com as DST’s no mundo e ao longo dos anos;
9. Aprofundar os conhecimentos acerca das DST’s através de pesquisas e aulas expositivas;
10. Expor os conhecimentos aprendidos através de cartazes e d organização de uma feira para divulgação desses conhecimentos para a comunidade.

Metodologia:

1. Apresentação de vídeos informativos;
2. Conversa informal e dialogada;
3. Exposição dos conteúdos e discussão.

Recursos:

1. Vídeos, textos, caixa para os alunos depositarem suas dúvidas.

Avaliação:

1. Questionário;
2. Elaboração de cartazes informativos;
3. Organização de uma feira para exposição e divulgação dos conhecimentos junto da comunidade.

Referências:

http://www.suapesquisa.com/
http://www.vidasexual.tripod.com/
http://pt.wikipedia.org/

Projeto DST’s e Adolescência:

ALUNOS/TURMA/PROFESSORES:
Alunos: 6ª, 7ª e 8ª séries (matutino e vespertino)
Professores: Catia Simone C. S. Borba (História)
Ivone Carvalho (Geografia)
Leda Wolf da Silva (Matemática e Ciências)
Mária Regina Peters (Português)
ATP: Lindacir Leopoldino

Relatório das atividades desenvolvidas:

Início: Setembro/2009
Término: Outubro/2009

1. Os professores e ATP orientarm os alunos para que fizessem perguntas acerca de sexo, doenças, gravidez, etc;
2. As perguntas dos alunos foram depositadas em uma urna e a partir das questões dos alunos as palestras vídeos e atividades foram elaborados;
3. Palestra sobre DST’s e vídeos informativos com a professora de História.
Ética e lições sobre orientação sexual para os adolescentes.
Foi elaborada uma palestra exclusiva para as meninas, que assim ficaram muito livres para as perguntas acerca de suas dúvidas.
Depois das palestras os alunos tiveram liberdade para perguntar e tirar dúvidas;
4. Formação de equipes onde cada uma recebeu um material com informações sobre DST’s, métodos contraceptivos, ética, etc. A pesquisa e elaboração dos cartazes teve a orientação dos professores envolvidos que compartilharam informações (atividade com as 7ª e 8ª séries);
5. Os alunos além de elaborarem cartazes, planejaram suas apresentações em sala, contaram com a supervisão dos professores de História, Geografia, Ciências, Português e Matemática;
6. Após a organização dos trabalhos, os alunos expuseram os cartazes para as classes de 6ª série e deram uma brilhante explicação, com recursos visuais e até música sobre o tema;
7. Os cartazes foram expostos no pátio para que as informações fossem partilhadas com todo a comunidade escolar. As informações e o visual atraíram a atenção de quem passava no local;
8. A professora de Português orientou os alunos da 8ª série na construção de quadrinhos e textos sobre as DST’s e sobre gravidez
9. A professora de Geografia elaborou mapas com os alunos de 8ª série retratando o avanço do HIV no Brasil e o uso das medicações em cada região. O mapas foram expostos para a comunidade escolar.

Comentário;

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, os nossos adolescentes não estão informados de modo coerente acerca das DST’s, dos métodos contraceptivos ou do simples uso da camisinha. As informações que eles têm são na maioria das vezes inconsistentes e baseadas em suposições ou “orientações” recebidas de colegas que sabem pouco ou nada sobre o assunto.
A sede por informações e o interesse dos adolescentes mostrou o quanto o projeto foi importante. Nossos alunos com certeza adquiriram uma postura mais consciente e responsável com relação ao sexo e a prevenção às doenças.

ATIVIDADES DESENVOLVIDAS SOBRE DST:


ESTATÍSTICAS DOS ESTADOS BRASILEIROS AONDE HÁ MAIS PESSOAS COM DST E GRÁFICOs SOBRE DST NO BRASIL:

MS divulga retrato do comportamento sexual do brasileiro

Foram realizadas 8 mil entrevistas com homens e mulheres entre 15 e 64 anos. A análise das informações auxiliará na execução e na avaliação da política para a aids e outras doenças sexualmente transmissíveis.

O Ministério da Saúde acaba de concluir a maior pesquisa já realizada sobre comportamento sexual do brasileiro. Entre os meses de setembro e novembro de 2008, pesquisadores percorreram as cinco regiões do país para fazer 8 mil entrevistas com homens e mulheres entre 15 e 64 anos. A análise das informações auxiliará na execução e na avaliação da política para a aids e outras doenças sexualmente transmissíveis. De acordo com o estudo, 77% dessa população (66,7 milhões) teve relações sexuais nos 12 meses que antecederam a pesquisa.

“Uma coisa nova, que surge, é a Internet como espaço de encontro, o que vai exigir do governo novas estratégias, novas abordagens para lidar com essa realidade”, afirmou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, na apresentação do estudo, que contou com a participação do secretário de Vigilância em Saúde, Gerson Penna, e da diretora do Departamento de DST/Aids do Ministério, Mariângela Simão. “Em sites de relacionamento, orkut, blogs e outros espaços na rede mundial de computadores o Ministério vai ter de entrar e levar informações, discutir, entrar em debates. Qual é a informação central? Não pode haver relacionamento sem uso de preservativo. O preservativo é a maneira mais segura de se prevenir a infecção com o vírus HIV”.

Temporão salientou que, a cada ano, há 33 mil novos casos de HIV no Brasil. “Um estudo recente mostra que, a cada dois casos diagnosticados que iniciaram o tratamento, existem cinco outros que não foram ainda diagnosticados”, observou, alertando sobre as mudanças de comportamento visualizadas a partir da pesquisa.

As principais diferenças de comportamento estão entre homens e mulheres. Entre eles, 13,2% tiveram mais de cinco parceiros casuais no ano anterior à pesquisa; entre elas, esse índice é três vezes menor (4,1%). 10% deles tiveram, pelo menos, um parceiro do mesmo sexo na vida, enquanto só 5,2% delas já fizeram sexo com outras mulheres. A vida sexual deles também começa mais cedo – 36,9% deles tiveram relações sexuais antes dos 15 anos; entre elas esse índice cai para menos da metade, 17%. A pesquisa traz ainda recortes por escolaridade e região. Nesses dois casos, não há diferenças estatísticas relevantes.

“Temos de redobrar a disseminação de informação, a educação, a disponibilização gratuita de preservativos. O Ministério está comprando um bilhão de camisinhas, neste momento, para ampliar o acesso”, pontuou o ministro, sobre a prevenção ao HIV. “A pesquisa já levanta o alerta de que principalmente os mais jovens estão usando, e as pessoas de mais idade estão usando menos. Evidentemente, toda essa informação apurada a partir da pesquisa é um material fundamental para o Ministério poder rever suas políticas e suas estratégias no enfrentamento da doença”.

Temporão defendeu, ainda, que não se banalize a doença. “Isso é um risco sempre presente. À medida em que você avança e conquista um patamar diferenciado no tratamento, com o uso do coquetel – o que melhora profundamente não só a sobrevida como a qualidade de vida –, há sempre um risco de banalização, de se pensar que essa doença é tratável e que basta tomar o remédio e está tudo bem”, disse o ministro. “Isso não é verdade. Nós sabemos que é muito melhor viver sem a doença do que com a doença”.

Indicadores de comportamento sexual da população
sexualmente ativa entre 15 e 64 anos, por sexo (em%)

Fonte: Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas da População Brasileira de 15 a 64 anos de idade, 2008

SEXO PROTEGIDO – A pesquisa constatou ainda que quase metade da população (45,7%) faz uso consistente do preservativo com seus parceiros casuais (usou em todas as relações eventuais nos últimos 12 meses). As principais diferenças estão entre homens e mulheres e por faixa etária. Homens usam mais preservativos que as mulheres em todas as situações. Os jovens são os que mais fazem sexo protegido em relação aos mais velhos (veja texto anexo). A análise dos dados com recorte de região e de escolaridade não mostra diferenças significativas.

Uso do preservativo na população sexualmente ativa entre
15 e 64 anos, por sexo (em%)

Fonte: Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas da População Brasileira de 15 a 64 anos de idade, 2008.

Uso do preservativo na população sexualmente ativa entre 15 e 64 anos, segundo faixa etária, em 2008 (em%)

Fonte: Pesquisa de Comportamento, Atitudes e Práticas da População Brasileira de 15 a 64 anos, 2008

INFORMAÇÃO E CONHECIMENTO – A população brasileira possui um elevado índice de conhecimento sobre as formas de infecção e de prevenção da aids – mais de 95% da população sabe que o uso do preservativo é a melhor maneira de evitar a infecção pelo HIV. O conhecimento é maior entre pessoas de maior escolaridade. Mas mesmo entre aqueles com primário incompleto, o preservativo é bastante conhecido. Além disso, 90% dos brasileiros afirmaram saber que a aids ainda não tem cura. Não há diferenças relevantes sobre o conhecimento entre as regiões nem entre os sexos.

Percentual (%) de indivíduos com idade entre 15 e 64 anos, com conhecimento correto sobre as formas de transmissão do HIV, por escolaridade. Brasil, 2008

Fonte: Pesquisa de Comportamento, Atitudes e Práticas da População Brasileira de 15 a 64 anos, 2008

Esse é um dos índices mais elevados do mundo. Pesquisa realizada em 64 países indicou que 40% dos homens e 38% das mulheres de 15 a 24 anos tinham conhecimento exato sobre como evitar a transmissão do HIV. Além disso, dados do relatório da Assembléia Geral das Nações Unidas em HIV/Aids (UNGASS) de 2008 apontam que, no mundo, há diferenças importantes entre os sexos: pouco mais de 70% dos homens jovens sabem que usar preservativo é uma estratégia de prevenção eficaz contra a transmissão do HIV. Entre as mulheres, são apenas 55%.


MAIS EXPOSTOS – A comparação dos resultados da PCAP 2008 com os da mesma pesquisa realizada em 2004 acenderam o alerta para o Ministério da Saúde. O brasileiro tem feito mais sexo casual. Em 2004, 4% das pessoas haviam tido mais de cinco parceiros casuais no ano anterior. Em 2008, esse índice foi mais que o dobro, passando para 9,3%. Ao lado disso, o conhecimento sobre os riscos de se infectar com o HIV e sobre as formas de prevenção continuam altos. Mesmo assim, a pesquisa identificou uma tendência queda no uso do preservativo. Passou de 51,6% em todas as parcerias eventuais, em 2004, para 46,5% em 2008.

Indicadores de comportamento sexual da
população sexualmente ativa, em 2004 e 2008 (em %)

Fonte: Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas da População Brasileira de 15 a 54 anos de idade, 2004; Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas da População Brasileira de 15 a 64 anos de idade, 2008


Percentual (%) de indivíduos com idade entre 15 e 54 anos sexualmente ativos, segundo o uso de preservativo, em 2004 e 2008

Fonte: Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas da População Brasileira de 15 a 54 anos de idade, 2004; Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas da População Brasileira de 15 a 64 anos de idade, 2008

PARCERIAS FIXAS E CASUAIS – Pela primeira vez, a PCAP analisou a ocorrência das relações casuais no mesmo período das relações fixas. De acordo com a pesquisa, 16% dos brasileiros traem – dos 43,9 milhões que viviam com companheiros (as), 7,1 milhões tiveram parceiros (as) eventuais, no mesmo período. São os homens os que mais traem: 21% (4,7 milhões). Já para as mulheres, esse índice é de 11% (1,8 milhão).

A pesquisa analisou também o uso do preservativo nas parcerias casuais fora da relação estável. O uso nessa situação é baixo. 63% não adotaram preservativo em todas as vezes que fizeram sexo com parceiro eventual. Entre os homens, o índice é de 57% e entre as mulheres 75%.

Parcerias casuais de quem vive com companheiros no último ano (em %)

Fonte: Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas da População Brasileira de 15 a 64 anos de idade, 2008

O QUE PROMOVE O USO DO PRESERVATIVO – O Departamento de DST e Aids – responsável pelo estudo – criou um modelo estatístico para analisar as informações da pesquisa e identificou quais são os principais fatores que impactam a adoção do preservativo. Gênero, acesso gratuito à camisinha e quantidade de parcerias casuais são as características mais importantes:

– Homens têm 40% mais chance de usar camisinha que as mulheres;
– Quanto mais jovem, maior a probabilidade de uso de preservativo (a cada ano, diminui 1% a chance de o indivíduo usar preservativo);
– Quem teve mais de cinco parceiros casuais nos últimos 12 meses tem quase duas vezes mais chance de usar que os que não tiveram;
– Quem já pegou preservativo de graça tem duas vezes mais chance de usar que aqueles que nunca pegaram.

A divisão por sexo mostra que alguns fatores têm impacto diferenciado sobre homens e mulheres. Entre eles, os “solteiros” têm quase quatro vezes mais chance de usar a camisinha que os com relações estáveis; os que já pegaram preservativo de graça têm 80% mais chance de usar que os que nunca pegaram. Entre as mulheres, as “solteiras” têm mais que o dobro de chance de usar que as “casadas”. As que já pegaram preservativo de graça têm mais que o dobro de chance de fazer sexo seguro que as que nunca pegaram.

Fonte: Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas da População Brasileira de 15 a 64 anos de idade, 2008

METODOLOGIA

A Pesquisa sobre Comportamento, Atitudes e Práticas Relacionadas às DST e Aids na População Brasileira de 15 a 64 anos foi realizada por técnicos do Ibope em todas as regiões do país em novembro de 2008, com 8 mil entrevistados. A amostragem foi estratificada por macrorregião geográfica (Norte, Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-Oeste) e situação urbano/rural. As características sociodemográficas apresentadas na pesquisa se assemelham às do Censo do IBGE: quase 49% eram homens; 53,3% tinham entre 25 e 49 anos; 42,6% tinham o nível de escolaridade fundamental completo; 46,3% declarou sua cor ou raça como parda e 38,9% como branca; em torno de 57% vivia com companheiro; 48,5% pertenciam à classe econômica C; quase 7% residiam na região Norte, 26,7% no Nordeste, 44,4% no Sudeste, 15,2% no Sul e 7% na região Centro-Oeste; grau de urbanização foi de quase 83%. A análise dos dados foi feita pela equipe técnica do Departamento de DST e Aids do Ministério da Saúde, com o apoio do Centro de Informação Científica e Tecnológica (LIS/CICT) da Fundação Oswaldo Cruz. (Fonte: www.aids.gov.br)

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