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28 fevereiro 2014

Grupo de professores considera ECA 'excessivamente liberal'

Resultados preliminares de pesquisa da USP revelam desconhecimento do Estatuto da Criança e do Adolescente


Antigamente, as mães eram tão severas que, quando chamadas na escola para resolver um problema de má conduta do filho, começavam a bater neles, e os professores tinham que contê-las. Hoje, elas começam a bater no professor. 
Essa é a “brincadeira” que muitos educadores descrevem para exemplificar as situações de indisciplina que enfrentam no ambiente escolar. E foi com esse argumento que, ao participar de uma pesquisa desenvolvida pelo Observatório de Violência e Práticas Exemplares da Universidade de São Paulo (USP), muitos disseram considerar o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) "excessivamente liberal". “Os professores se viram despossuídos dos organizadores pedagógicos. Dizem que, antes, podiam advertir, reprovar, e que essa autoridade foi acabando de tal forma que se viram impotentes. E um dos primeiros bodes expiatórios encontrados foi o ECA”, avalia Sergio Kodato, professor de psicologia social da USP, coordenador do Observatório e orientador de Daniel Massayuk, líder do estudo.
Os resultados da pesquisa ainda são preliminares, mas Kodato indica que, durante as entrevistas, já foi possível perceber dois segmentos entre os educadores. O primeiro deles, que ficaria entre 60% e 65%, acredita que o estatuto é muito liberal e dá mais direitos do que deveres aos alunos. “Estes geralmente têm uma visão estigmatizada do adolescente rebelde, entendem que esse comportamento é decorrente da falta de educação em casa, defendem a redução da maioridade penal e se eximem de exercer a ação educativa na escola"rdquo;, aponta. Com isso, haveria uma criminalização dos episódios de indisciplina, que antes eram resolvidos dentro dos limites pedagógicos e agora ganhariam forma de delito, virando caso de polícia ou de Ronda Escolar. Para o docente, um dos motivos para a visão estereotipada do ECA pode ser explicado pelo desconhecimento do estatuto - em vez de usá-lo como respaldo e modelo de justiça, que delimita conflitos.
Já o outro segmento de docentes, que ficaria em aproximadamente 35% dos entrevistados, acredita que o ECA é avançado e essencial para garantir direitos à população jovem, mas que, na prática, não funciona tão bem. Para Kodato, uma das grandes diferenças nas visões dos docentes tem origem na própria formação. Professores e gestores com formação mais conservadora, com base no autoritarismo, tendem a culpar o ECA por “passar a mão na cabeça de infratores”, diferentemente daqueles que tiveram uma educação mais liberal. “O controle na escola não deve ser pelo autoritarismo, mas envolvendo o aluno com atividades desafiadoras, estimulantes. Escola é lugar de conflito, os jovens estão em idade de conflito, então o conflito é inevitável, e temos que entender isso”, opina o pesquisador. Ele ressalta, ainda, que ver o ensino com perspectiva punitiva cria um clima de hostilidade entre pais, alunos e escola.
Até o momento, foram entrevistados 20 educadores - professores, coordenadores, gestores, auxiliares de ensino, entre outros - de 10 instituições do ensino fundamental e médio das regiões de Barretos e Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. As entrevistas serão ampliadas, usando o critério de saturação de dados (quando as informações começam a se repetir) com o objetivo de entender como se construiu essa percepção do ECA e que consequências isso tem no cotidiano escolar.
ECA como aliado em sala de aula
Um dos caminhos para reverter essa percepção limitada do estatuto pode ser trazê-lo para dentro do âmbito escolar e trabalhá-lo com os próprios alunos - que, na maior parte dos casos, também desconhecem seus direitos e deveres. Foi pensando nisso que a pedagoga Patrícia Saboya, então senadora pelo estado do Ceará, elaborou a lei federal 11.525, sancionada em 2007, tornando obrigatório o ensino do ECA no ensino fundamental. 

Para ela, a percepção de que o estatuto é “liberal” não está restrita aos professores, mas encontra respaldo em diversos setores da sociedade, que têm dificuldade em compreender que o estatuto estabelece direitos, mas também obrigações, e que nele constam, inclusive, as penalidades que cabem ao adolescente que comete delito. “No momento que se tem o conhecimento da lei, e o professor tem o discernimento do que ocorre em sala de aula, isso é introjetado. É mais fácil conviver com tranquilidade quando todos sabem seus direitos e deveres”, afirma. 
Professora na Escola Estadual Onório Guimarães, em Uberlândia (MG), Aline Cantalogo trabalha o estatuto há cinco anos com alunos de 1º a 3º ano do ensino fundamental, e aponta que o conhecimento é útil não apenas para resolver conflitos no âmbito escolar. Segundo a docente, é visível que, ao conhecerem seus direitos, muitos estudantes percebem que eles sequer são cumpridos nas próprias famílias - esse, inclusive, foi um dos motivos que a levaram a incluir o estatuto nas aulas, quando uma estudante contou que vivenciava situações de violência em casa.
A estratégia da professora foi incluir o ECA como um conteúdo comum, atrelado a outros assuntos nas disciplinas de história e geografia. “Ele entra com um aspecto mais histórico, o que não gera conflito com as famílias, muitas vezes em situação de risco, que não se adequam muito à legislação”, explica. 
Ela conta que um dos focos do aprendizado é mostrar que o ECA contempla direitos e deveres e não está contra as famílias nem contra os professores. Certa vez, uma mãe foi procurá-la, dizendo que o estatuto “era a pior coisa que já haviam inventado”. O filho mais novo precisava ir à escola, e já não havia vagas. Por isso, ela tinha medo que o Conselho Tutelar tomasse a criança dela por estar descumprindo o estatuto no que diz respeito à permanência na escola. Aline mostrou à mulher que, pelo contrário, graças ao ECA ela garantiria a vaga a seu filho: acionaram o conselho tutelar para fazer valer o direito “de igualdade de condições para o acesso e permanência na escola”, e a criança foi matriculada. 
Na Escola Municipal Inspetora France Abadia Machado Santana, também em Uberlândia, Tânia Spironello usa o ECA desde os primeiros dias de aula ao montar as regras da sala com os alunos do 2º ano do ensino fundamental. “A convivência melhora muito. Eles aprendem a se respeitar, a respeitar o próximo e também que temos deveres a cumprir, não só direitos”, afirma, ressaltando que há diversas possibilidades para abordar o tema e que ele deve estar presente todos os dias. 
Em 2013, as discussões sobre o ECA na turma foram embasadas por depoimentos de avós dos alunos, que relataram as punições usadas quando eram crianças, como apanhar com a palmatória na escola ou ajoelhar no milho. “Os alunos estavam muito bem informados, todos alegaram que, naquela época, ainda não haviam leis que protegiam as crianças e os adolescentes”, conta a professora. 
Uberlândia tem ainda outro exemplo de uso do estatuto em sala de aula. Delize Aparecida Campos Oliveira, pedagoga na Escola Municipal Amanda Carneiro Teixeira, também elaborou uma proposta para incluir o ECA no aprendizado das crianças de 1º a 3º ano. “A ideia é trabalhar a cidadania e a capacidade crítica da criança, ver as coisas pela questão dos direitos e dos deveres. Temos várias situações de falta de limites na escola, e quando se fala em um direito, automaticamente estamos falando em um dever”, explica. 
Há quatro anos, Delize criou uma situação fictícia de adoção na escola. Desde então, anualmente, ela passa nas turmas fantasiada e se apresenta como coordenadora de um orfanato, propondo que um bebê - no caso, um boneco - seja adotado. A partir daí, delibera com a turma sobre como passarão a cuidar do novo “filho”. Quando o bebê chega, há uma discussão para saber quais os direitos daquela criança, como ela deve ser tratada e quais cuidados são necessários - aí, então, é apresentado o estatuto. 
Cada criança leva o boneco para casa e cuida dele por alguns dias, para depois fazer um relatório. Caso haja alguma situação negativa - o que, segundo a professora, é bastante raro -, como o “bebê” ficar sem roupas ou se a criança esquece o boneco em casa, abre-se um espaço para se discutir por que isso é errado e como seria o correto. Segundo a professora, durante o ano, o ECA é utilizado ainda para embasar diversos conteúdos, como a alfabetização, a partir do trabalho com seus artigos. [Fonte: Terra]

25 fevereiro 2014

Atenção Escolas da GERED de Joinville, SC - Urgente!!!

Boa tarde 
Estou repassando  as escolas que faltam nos passar os dados referente as ações do Programa Saúde na Escola 2013/2014. Favor enviar os dados com urgência.

A- Avaliação oftalmológica
Necessitamos para avaliação oftalmológica apenas os alunos com alteração visual pós teste de Snellen, É necessário o número do cartão SUS do aluno, nome do aluno, sexo, data de nascimento e data de atendimento (data em que feito o exame).
1- EEB Prof Juracy Maria Brosig - Regional Jarivatuba
2- EEB Marli Maria de Souza - Regional Jarivatuba
3- EEB Plácido Xavier Vieira - Regional Floresta
4- EEB Alicia Ferreira - Regional Floresta
5- EEB Francisco Eberhardt Regional Pirabeiraba
6- EEB Guilherme Zuegue - Regional Pirabeiraba
7- EEB Prof Antonia Alpaídes dos Santos - Regional Centro

B- Avaliação antropométrica
Para avaliação antropométrica é necessário número do cartão SUS de todos os alunos da escola, nome do aluno, sexo, data de nascimento, data de atendimento, peso e altura com vírgula.
2- EEB Marli Maria de Souza - Regional Jarivatuba
3- EEB Plácido Xavier Vieira - Regional Floresta
4- EEB Alicia Ferreira - Regional Floresta
5- EEB Francisco Eberhardt Regional Pirabeiraba
6- EEB Guilherme Zuegue - Regional Pirabeiraba
7- EEB Prof Antonia Alpaídes dos Santos - Regional Centro

Favor nos enviar os dados com urgência.
Caso os dados não sejam repassados para o meu e mail, não haverá repasse financeiro ao município e não poderemos estar dispondo do recurso para melhorias nas escolas.
Caso alguma escola já tenha enviado algum dado pedido, por gentileza o envie novamente.

Att.
Lisiane Cribari
Programa Saúde na Escola - SMS
Fone: 47- 34815146

Curso Saber Saúde do INCA


24 fevereiro 2014

Doenças de fácil prevenção têm relação com desenvolvimento da criança

Em outubro de 2011, o economista e filósofo Eduardo Giannetti apontava como um dos principais problemas da educação básica brasileira a má formação neurológica de crianças por causa de doenças nos primeiros anos de vida. Entre os motivos, o saneamento básico precário de várias cidades brasileiras. Segundo dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) do Ministério das Cidades, 53,8% da população brasileira não possui serviço de coleta de esgoto.
Mostra que é um equívoco investir só na escola. O segredo é a agregação de políticas públicas, de forma matricial e sistêmica. Na verdade, as políticas afetam umas às outras
Paulo Roberto Corbuccipesquisador do Ipea
Os pesquisadores do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) Paulo Roberto Corbucci e Eduardo Luis Zen publicaram, recentemente, estudo que relaciona fatores externos – entre eles o saneamento básico – com os números do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), citado por eles no material como principal indicador de desempenho do sistema educacional brasileiro.
O estudo considerou os índices de abastecimento de água, esgotamento sanitário e coleta de lixo na comparação com os resultados no Ideb. Nos três casos, observou-se redução nos índices de educação baixos (menos de quatro pontos) de acordo com o aumento da presença dos serviços nos municípios. Na tabela de esgotamento sanitário, por exemplo, a proporção de Idebs baixos e médio-inferiores (entre quatro e cinco pontos) atinge 73% do total quando a incidência do serviço foi menor que 50%.
Para Corbucci, o estudo sugere que as condições sociais têm impacto maior que a estrutura interna das escolas analisadas pela pesquisa, como presença de bibliotecas, laboratórios de informática e ciências e infraestrutura pedagógica. “Mostra que é um equívoco investir só na escola. O segredo é a agregação de políticas públicas, de forma matricial e sistêmica. Na verdade, as políticas afetam umas às outras”, diz.
A pesquisadora Anne Jardim Botelho, em sua tese de mestrado, abordou o tema utilizando dados sociais, cognitivos e de saúde de 210 crianças, com idades entre 7 e 11 anos, residentes em Americaninhas, comunidade rural de Minas Gerais. Segundo o estudo, crianças afetadas por doenças como a ascaridíase e “amarelão”, decorrentes de problemas de saneamento básico da região, apresentaram piores resultados em testes aplicados. “Essas doenças são de fácil prevenção. São contraídas pela ingestão ou penetração na pele, através do solo ou de alimentos contaminados”.
Anne explica que as doenças podem afetar a formação escolar por dois mecanismos básicos. “Há prejuízo nutricional, alguns vermes se apropriam de nutrientes, principalmente calorias, vitaminas e minerais. Pode causar, inclusive, anemia. Isso afeta a boa formação do sistema nervoso e o desempenho cognitivo”. O segundo ponto negativo seria a dificuldade de aprendizado gerada pelos sintomas. “Crianças com alta carga parasitária se sentem cansadas, apáticas, indispostas e sonolentas. Elas acabam perdendo o interesse nos processos escolares, faltam mais à aula”.
Quanto mais cedo pior
Em artigo publicado em seu site, o médico Dráuzio Varella afirma que quadros de diarreia (sintoma comum relacionado a essas doenças) frequente durante os cinco primeiros anos de vida podem privar o cérebro das calorias necessárias para o desenvolvimento pleno e comprometer para sempre o quociente intelectual (QI). De acordo com ele, 87% das calorias ingeridas por recém nascidos são utilizadas na construção do cérebro. O número decai conforme a idade: 44% aos cinco anos e 34% aos dez, por exemplo.
Citando os mesmos 87% para crianças de zero a dois anos, Giannetti afirma que essa informação deveria estar no centro do projeto de futuro do Brasil: o País não estaria sabendo resolver um problema de agenda social do século XIX e, assim, condenando parte da população brasileira ao fracasso intelectual. Anne defende investimentos na área de saneamento como uma das necessidades básicas para melhorar a educação básica, juntamente com a nutrição adequada de crianças.
Até o final de 2014, o Instituto Trata Brasil promete lançar “estudo aprofundado que relaciona problemas de saneamento básico e educação”, conforme o presidente executivo da instituição, Édison Carlos. O projeto é desenvolvido em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). [Fonte: Terra]

20 fevereiro 2014

Comunicação Interna - Vacinação Nacional HPV

COMUNICAÇÃO INTERNA CIRCULAR


Nº: 18/2014

DATA: 28/01/14

DE: Diretoria de Educação Básica e Profissional – DIEB/GEREJ

PARA: GEREDs e IEE

ASSUNTO: Vacinação Nacional HPV


Senhor(a) Gerente,
Senhor Coordenador Geral/IEE;
Senhor(a) Coordenador(a) do NEPRE,


No Brasil, o Calendário Nacional de Vacinação está sendo ampliado com a inclusão da vacina contra o papilomavírus (HPV), principal causador do câncer de colo de útero. A vacina será distribuída gratuitamente pelo SUS, para atender às adolescentes do sexo feminino, de acordo com o cronograma e idade determinada pelo Ministério da Saúde: 1ª Dose: em março de 2014, prioritariamente para as meninas da faixa etária de 11, 12 e 13 anos, 11 meses e 29 dias de idade. Para as meninas da população indígena, no ano de 2014, na faixa etária de 9 a 13 anos.
O procedimento da 1ª Dose será, prioritariamente, nas escolas. Também estará disponível nas unidades de saúde. Mas, para garantir ampla cobertura, com apoio da educação, a 1ª Dose será nas unidades escolares. A partir da 2ª Dose, será nas unidades de saúde, em setembro de 2014, conforme documento que segue anexo, intitulado Recado aos Pais (Agendamento da 2ª Dose da vacinação contra o HPV), que receberão no dia da vacinação da 1ª Dose.
Neste processo, compete à escola o apoio: trabalhar a temática no âmbito pedagógico e relacionar, de acordo com a definição de idade, as meninas matriculadas a serem vacinadas (planilha anexa). Essa planilha deverá ser entregue para as equipes de vacinação do município, quando do contato dessas com as escolas.
Quanto aos procedimentos da vacinação, competem as unidades de saúde: entrar em contato com as unidades escolares para agendamento e organização do dia; a aplicação; fornecer todas as orientações e se responsabilizar aos possíveis efeitos pertinentes pós-procedimento.
Para esclarecimentos, seguem os documentos:
·      INFORMATIVO SOBRE A VACINA CONTRA O PAPILOMAVIRUS HUMANO (HPV) DA ATENÇÃO BÁSICA (encaminhado pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica);
·       TERMO DE RECUSA DE VACINAÇÃO CONTRA HPV (encaminhado pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica);
·      GUIA PRÁTICO HPV/Perguntas e Respostas Guia Prático HPV (Ministério da Saúde) - Clique no link para Abrir o Documento em pdf
Portanto, a DIEB solicita aos gestores, Coordenadores dos NEPREs e professores da rede pública estadual que seja prestada especial atenção às orientações e ao cumprimento da Campanha, envolvendo todos os funcionários, professores, pais e alunos da rede pública estadual de ensino. Para trabalhar, no âmbito pedagógico, seguem algumas sugestões.


Atenciosamente,


Marilene da Silva Pacheco                                        Elisabete Duarte Borges Paixão
Diretora                                                                      Gerente



ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS SOBRE A CAMPANHA DE VACINAÇAO CONTRA O PAPILOMAVÍRUS HUMANO (HPV) na EDUCAÇÃO BÁSICA


Não se tratando de mais uma tarefa para a escola, estas demandas sociais apresentam-se como assuntos que devem ser aproveitados pelos professores para inserir os temas “saúde e sexualidade”, na prática pedagógica. A inserção destas temáticas nos currículos da Educação Básica estão pautadas na Resolução nº 7, que fixa as diretrizes curriculares nacionais para o Ensino Fundamental de 9 anos, no artigo 16, estabelece temáticas transversais obrigatórias a trabalhar no EF, dentre elas está o tema SAÚDE. Também a Proposta Curricular do estado de Santa Catarina: Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio (Temas Multidisciplinares, 1998) traz uma abordagem sobre a temática da Sexualidade, oferecendo aos educadores da rede pública estadual um referencial para que desenvolvam ações educativas sistemáticas sobre esta temática.
A escolha da faixa etária do público-alvo justifica-se pelo maior potencial de produção de anticorpos contra o vírus por organismos ainda jovens. Outro motivo é atingir quem ainda não iniciou a vida sexual e fazer da campanha o primeiro passo de conscientização, orientação e proteção a futuras mulheres e consequentemente também homens.

Com o objetivo de contribuir para a abordagem da temática na prática pedagógica, seguem algumas orientações e sugestões de ações:


·       No início das aulas em fevereiro: fundamentalmente, sensibilização e comprometimento no âmbito da escola envolvendo todos os professores, profissionais da educação informando e esclarecendo sobre esta vacinação.

·       Neste debate apresentar os documentos INFORME SOBRE A VACINA CONTRA O PAPILOMAVIRUS HUMANO (HPV) NA ATENÇAO BASICA (encaminhado pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica); TERMO DE RECUSA DE VACINAÇÃO CONTRA HPV (encaminhado pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica); GUIA PRÁTICO HPV/Perguntas e Respostas (Ministério da Saúde).

·       Organizar a prática pedagógica com metodologias adequadas para abordar a vacina contra o papilomavírus humano (hpv), nas diferentes áreas de conhecimentos, por meio de informações, pesquisas e conhecimentos com ênfase para doenças sexualmente transmissíveis, comportamentos de risco, a complexidade da gravidez na adolescência, métodos contraceptivos. Também, ALERTAR que a vacina é somente para a imunização do vírus HPV, não imune outros vírus sexualmente transmissíveis, a exemplo do HIV/AIDS. Estas temáticas não devem ser trabalhadas, não só em caráter informativo, mas como intervenção no interior da escola com o desenvolvimento de uma ação crítica reflexiva e educativa, com orientações de prevenção e, sobretudo promoção de valores no público feminino pré-adolescente. Para esta ação importante criar um ambiente de diálogo, de afetividade e de confiança para que os adolescentes, sobretudo, as adolescentes expressem seus sentimentos; promover debates e orientar os adolescentes a perceberam ocorrências que os envolvam em situações de risco e esteja formados para tomar atitudes saudáveis.

  • Conscientizar e sensibilizar as famílias pais e responsáveis para firmar parcerias no acompanhamento e na orientação sobre comportamento sexual de crianças e adolescentes. Apresentar aos mesmos os materiais sobre a vacinação enfatizando a importância da vacina neste público alvo e da abordagem que se fará pedagogicamente. Nesse sentido, orientar os pais sobre a importância do papel da família na educação dos filhos, com a transmissão de valores humanos para o cuidado da vida. Informa-lhes sobre o TERMO DE RECUSA DE VACINAÇÃO CONTRA HPV (encaminhado pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica). Nesta ação trabalhar em articulação com os profissionais da área da saúde.



Para saber mais sobre a temática Sexualidade e Saúde, seguem sugestões de referências bibliográficas:

PROGRAMA SAÚDE NA ESCOLA/PSE. Ministério da Educação/MEC. www.mec.gov.br


BOECHAT FILHO, Carlos; CASTRO Heloisa. Sexo sem segredos. Rio de Janeiro: Bloch, 1996.


ESTADO DE SANTA CATARINA. Proposta Curricular do Estado de Santa Catarina: Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio (Temas Multidisciplinares, 1998)

BRITZMANN, Deborah. Curiosidade, sexualidade e currículo. In: O corpo educado – pedagogias da sexualidade. LOURO, Guacira Lopes (Org). Belo Horizonte: Autêntica, p.85-111, 2000.

CANDIA, Caterina Marassi; BOTELLA, Marcedes Palop; LOPEZOSA, Pilar Millagón e MORFA, José R. Díaz. Minha primeira coleção de iniciação sexual e afetiva. São Paulo: Impala Brasil Editores, 1996.

CIÊNCIA HOJE NA ESCOLA. Sexualidade: corpo, desejo e cultura. São Paulo: Global: SBPC, 2001.

EPSTEIN, Debbie; JOHNSON, Richard. Sexualidades e instituición escolar. Madrid/Espanha: Ediociones Morata, 2000.

FIGUEIRÓ, Mary Neide Damico. Educação sexual: retomando uma proposta, um desafio. 2. ed. Londrina: UEL, 2001.

FOUCAULT, Michel. História da sexualidade: a vontade de saber. 11. ed. Rio de Janeiro: Graal, 1993.

FURLANI, Jimena. Educação Sexual: possibilidades didáticas. In: LOURO, G.L., NECKEL, J.F. & GOELLNER, S.V. (Orgs). Corpo, gênero e sexualidade: um debate contemporâneo na educação. Petrópolis, RJ: Vozes, 2003b.

___. Gêneros e sexualidades: políticas identitárias na educação sexual. In: GROSSI, Miriam Pillar; BECKER, Simone; LOSSO, Juliana C. M.; PORTO, Rozeli M. e MULLER, Rita de C. F. (orgs.). Movimentos sociais, educação e sexualidade. Rio de Janeiro: Garamond, 2005. Coleção Sexualidade, Gênero e Sociedade.

___. Mitos e tabus da sexualidade humana: subsídios ao trabalho em educação sexual. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2003.

___. O bicho vai pegar! Um olhar pós-estruturalista à educação sexual a partir de livros paradidáticos infantis. 2005. [Tese de Doutorado] Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Programa de Pós-Graduação em Educação. Porto Alegre: PPG Edu/UFRGS. 2005.

___. Subsídios à educação sexual a partir de estudo na internet. In: MEYER, Dagmar; SOARES, Rosangela (Orgs.). Corpo, gênero e sexualidade. Porto Alegre: Mediação, 2004.

___. Educação sexual na escola: equidade de gênero, livre orientação sexual e igualdade étnico-racial numa proposta de respeito às diferenças. Florianópolis: UDESC, 2008

GHERPELLI, Maria Helena Brandão Vilela. Diferente, mas não desigual: a sexualidade no deficiente mental. São Paulo: Gente, 1995.

ANEXOS: LINK DE ANEXOS EM PDF SOBRE HPV - Clique Aqui!


Florianópolis, 13 de fevereiro de 2014

17 fevereiro 2014

CURSO DE PREVENÇÃO ÀS DROGAS PELA UFSC

Estão abertas inscrições para 40.000 vagas da sexta edição do CURSO DE PREVENÇÃO DOS PROBLEMAS RELACIONADOS AO USO DE DROGAS: CAPACITAÇÃO PARA CONSELHEIROS E LIDERANÇAS COMUNITÁRIAS.

Se você já se inscreveu, solicitamos que indique para seus colegas.


CURSO
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