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Vídeo com os personagens Tina e Rolo em relação ao problema do uso de álcool


Senado torna crime venda de bebida alcoólica a menor


A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira, 17, projeto que torna crime a venda ou fornecimento gratuito de bebidas alcoólicas a menores de 18 anos. A proposta, que já passou por outras comissões do Senado e agora segue para a Câmara dos Deputados, prevê punição com reclusão de dois a quatro anos em casos de flagrante. Estabelecimentos comerciais ficam sujeitos a multa que pode chegar a até R$ 10 mil.
Ao justificar o projeto, o autor, o senador Humberto Costa (PT-PE), afirmou que a iniciativa irá resolver "controvérsia jurídica acerca de qual procedimento aplicar nos casos de venda de bebida alcoólica a criança ou adolescente: se o ato deve ser tratado como contravenção ou como crime". De acordo com o projeto, as punições serão acrescidas em dois artigos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
O projeto inicial previa pena de três a seis anos de prisão para quem fosse flagrado vendendo ou fornecendo bebida a menores. A multa da proposta original fixava um valor de R$ 30 mil a até R$ 100 mil. Quando passou pela Comissão de Direitos Humanos (CDH), porém, as punições foram abrandadas.
Segundo destacou o relator, senador Benedito de Lira (PP-AL), as medidas inicialmente propostas eram muito rigorosas comparadas às estabelecidas pelo ECA para condutas mais graves como, "a título de exemplo, a venda de bebida alcoólica seria punida mais severamente do que a venda de produtos cujos componentes possam causar dependência física ou psíquica." [Fonte: Estadão]

Dilma sanciona nova lei seca que endurece fiscalização


A presidente Dilma Rousseff sancionou ontem mudanças na lei seca endurecendo a fiscalização da embriaguez ao volante. As alterações serão publicadas hoje no "Diário Oficial da União", e passam a valer imediatamente.



A proposta, aprovada na terça pelo Senado, torna válidos novos meios para identificar um condutor alcoolizado, além do bafômetro.
Há ainda uma alteração no Código de Trânsito Brasileiro que dobra a multa aplicada a quem for pego dirigindo embriagado: dos atuais R$ 957,70 para R$ 1.915,40, valor que pode dobrar em caso de reincidência em 12 meses.
O Planalto tinha até o dia 10 de janeiro para sancionar o projeto, mas a presidente acelerou o trâmite da lei para que as novas medidas passem a valer para as festas de fim de ano -quando há aumento do consumo de álcool e de acidentes.

NOVAS PROVAS
Entre os meios que passam a ser aceitos para comprovação da embriaguez estão o depoimento do policial, vídeos, testes clínicos e testemunhos. Essa parte da lei depende ainda de uma regulamentação do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) e a previsão é que isso seja publicado nos próximos dias.
Editoria de Arte/Folhapress
VALE ESTE - MUDANÇAS NA LEI SECA Projeto segue para sanção presidencial
O agente de trânsito poderá ainda se valer de qualquer outro tipo de prova que puder ser admitida em tribunal.
Antes da mudança, era considerado crime dirigir sob a influência de drogas e álcool -a proporção é de 6 dg/L (decigramas por litro) de sangue-, mesmo sem oferecer risco a terceiros, e o índice só poderia ser medido por bafômetro ou exame de sangue.
Como ninguém é obrigado legalmente a produzir prova contra si mesmo, é comum o motorista se recusar a passar por esses exames, ficando livre de acusações criminais.
Além disso, a interpretação da lei vigente feita em março pelo Superior Tribunal de Justiça dizia que só bafômetro e exame de sangue valiam como prova. Na prática, isso enfraqueceu a lei seca.
Com a nova regra, o limite de 6 dg/L se torna apenas um dos meios de comprovar a embriaguez do motorista. O crime passaria a ser dirigir "com a capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool ou outra substância psicoativa que determine dependência".
Ao condutor será possível realizar a contraprova, ou seja, se submeter ao bafômetro ou a exames de sangue para demonstrar que não consumiu acima do limite permitido pela legislação.
Ficam mantidas a suspensão do direito de dirigir por um ano para quem beber qualquer quantidade e o recolhimento da habilitação e do veículo.[Fonte: Folha de São Paulo]

Alunos chegam alcoolizados e levam suspensão de escola


Onze estudantes com idades entre 10 e 12 anos foram suspensos até a próxima segunda-feira depois que foram flagrados alcoolizados na Escola Estadual Dr. Paulo Borges, que fica em Patos de Minas, a 400 km de Belo Horizonte. A bebida estava em duas garrafas do tipo squeeze usadas normalmente para armazenar água - uma delas decorada com personagem de história em quadrinhos. O caso ocorreu na última quarta-feira.
De acordo com a vice-diretora do turno da noite, Susie Carvalho, os alunos da 6ª série foram abordados ainda na portaria por funcionários e professores. "Eles já estavam embriagados, cambaleantes, com os olhos vermelhos, com os sintomas típicos. Não podemos afirmar quanto cada um bebeu, até pela pouca idade e pouca resistência, mas já estavam embriagados", explicou.
A vice-diretora revelou que a escola foi alertada por pais de outros alunos que teriam visto o grupo bebendo perto da instituição. "Alguns pais os viram e alertaram funcionários e professores, que abordaram os alunos e constataram o estado de embriaguez", afirmou. "Em seguida chamamos os pais de todos para acompanhar".
Um homem de 18 anos que teria vendido a cachaça aos estudantes em uma mercearia foi preso e encaminhado à delegacia. Ele alegou à Polícia Militar que os alunos teriam dito que a bebida era para a mãe de um deles.
Os estudantes foram suspensos por três dias, contados a partir de quinta-feira. O Conselho Tutelar e o Juizado de Menores foram acionados. Depois que retornarem à aula, os 11 estudantes serão acompanhados por psicólogos e outros profissionais da escola. Segundo a vice-diretora, nenhum deles havia tido qualquer problema anterior. [Fonte: Terra]

Álcool é mais prejudicial do que a heroína ou o crack, diz estudo


Um estudo britânico que analisou os danos causados aos usuários de drogas e para as pessoas que os cercam concluiu que o álcool é mais prejudicial do que a heroína ou o crack.
O estudo divulgado na revista científica "Lancet" classifica os danos causados por cada substância em uma escala de 16 pontos.
Os pesquisadores concluíram que a heroína e a anfetamina conhecida como "crystal meth" são mais danosas aos usuários, mas, quando computados também os danos às pessoas em redor do usuário, no topo das substâncias mais nocivas estão, na ordem, o álcool, a heroína e o crack.
O cigarro e a cocaína são considerados igualmente nocivos também quando se leva em conta as pessoas do círculo social dos usuários, segundo os pesquisadores. Drogas como LSD e ecstasy foram classificadas entre as menos danosas.
Apolítica
Um dos autores do estudo é David Nutt, que ocupou o cargo de principal conselheiro do governo britânico para a questão das drogas.

Após deixar o posto, no ano passado, ele formou o Comitê Científico Independente sobre Drogas, instituição que se propõe a investigar o tema de forma apolítica.
O professor Nutt afirma que "considerados os danos totais, o álcool, o crack e a heroína são claramente mais prejudiciais que todas as outras (substâncias)".
"Nossas conclusões confirmam outros trabalhos que afirmam que a classificação atual das drogas tem pouca relação com as evidências de danos", diz o estudo.
"Elas também consideram como uma estratégia de saúde pública válida e necessária o combate agressivo aos males do álcool."[Fonte: G1]

Brasileiros têm 4º maior consumo de álcool das Américas, diz OMS


Os dados mais recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que os brasileiros consomem 18,5 litros de álcool puro por ano. No continente americano, o valor é menor apenas que os do Equador (29,9 litros), do México (27,2 litros) e da Nicarágua (20,5 litros) (veja quadro abaixo). Os dados dizem respeito a pessoas acima de 15 anos que bebem (não à média da população).
País americanoConsumo per
capita (em litros)
Equador29,9
México27,2
Nicarágua20,5
Brasil18,5
Uruguai17,9
Guatemala17,7
Belize17,2
Barbados16,9
Estados Unidos14,4
Dominica13,3
Paraguai12,8
As informações foram divulgadas em um relatório global sobre saúde e consumo de álcool da OMS, com dados referentes até o ano de 2005. Entre os homens, o consumo anual é de 24,4 litros. Já as brasileiras tomam 10,6 litros por ano.
No Brasil, 54% das pessoas que bebem escolhem cerveja. Destilados são a opção de 40%. Vinho responde por 5% e outros tipos de bebida somam 1%.
Uma conta simples é capaz de mostrar como não é difícil chegar ao valor apontado pela OMS: as principais cervejas brasileiras têm um teor alcoolico de até 5%. A latinha comum, distribuída em bares e mercados do país, tem 350 mililitros - ou 17,5 mililitros de álcool puro. Usando esses valores como exemplo, um brasileiro precisaria tomar menos de 3 latinhas por dia para ultrapassar 18,5 litros por ano.
Segundo a OMS, o consumo global de álcool mata 2,5 milhões por ano, por causa das doenças relacionadas ao abuso da bebida. O valor é equivalente a 4% de todas as mortes no mundo, tornando o álcool mais letal que a Aids, a violência urbana e a tuberculose.[Fonte: G1]

OMS diz que álcool mata mais que aids, violência e tuberculose


Quase 4% de todas as mortes no mundo são atribuídas ao álcool, alertou a Organização Mundial de Saúde (OMS) em relatório divulgado nesta sexta-feira. A entidade da Organização das Nações Unidas (ONU) lembrou que o álcool é associado com muitas questões sociais sérias, como violência, negligência infantil e abusos, além de faltas ao trabalho. A porcentagem de mortes por álcool é maior do que as de mortes causadas por aids, violência e tuberculose, diz a OMS.
O relatório afirma que o uso abusivo do álcool provoca 2,5 milhões de mortes todos os anos. No grupo com idades entre 25 e 39 anos, 320 mil pessoas morrem por problemas relacionados ao álcool, resultando em 9% das mortes nessa faixa etária. A OMS informou ainda que o álcool prejudica a vida não somente de quem o consome em excesso, mas também dos que se relacionam com essas pessoas. "Uma pessoa intoxicada pode prejudicar outras ou colocá-las em risco de acidentes de trânsito ou por comportamento violento, ou afetar negativamente colegas de trabalho, parentes e desconhecidos", afirma o texto.
A bebida em excesso é um importante fator para problemas psiquiátricos, em males como a epilepsia, e de doenças cardiovasculares, cirrose e vários tipos de câncer. "Ferimentos fatais atribuíveis ao consumo de álcool tendem a ocorrer em faixas etárias relativamente mais jovens", afirma.
O relatório global 2011 sobre álcool e saúde da OMS busca fornecer informações para os Estados vinculados à entidade e apoiar os esforços para se reduzir os danos do álcool, dando atenção para as consequências sociais e de saúde do consumo abusivo da bebida. A OMS lembra que o grau de risco para o consumo de álcool varia conforme a idade, o sexo e outras características biológicas do consumidor. É preciso observar, segundo a entidade, a quantidade de álcool consumido, mas também o padrão de consumo da pessoa em questão.
A OMS recomenda que os governos regulem o mercado de venda de bebidas, em particular para pessoas mais jovens. Também sugere regulações e restrições à disponibilidade do álcool, políticas apropriadas para se evitar que motoristas dirijam bêbados e a redução da demanda, com impostos mais altos. Afirma ainda que é preciso que os governos forneçam tratamento para pessoas com problemas com o álcool e implementem programas e intervenções breves diante do uso perigoso e prejudicial da bebida. A íntegra do relatório está disponível no site da OMS, em inglês http://www.who.int
[Fonte: G1]

Álcool pode prejudicar memória de adolescentes


As mulheres sofrem mais com o efeito do álcool do que os homens. Segundo uma pesquisa publicada no Alcoholism: Clinical and Experimental Research, isso acontece porque o metabolismo do álcool nas mulheres não é igual ao dos homens. As mulheres se embriagam com uma quantidade mais baixa de álcool do que os homens porque elas têm mais tecido gorduroso no corpo do que o sexo masculino. As variações na absorção de álcool no decorrer do ciclo menstrual também são as responsáveis  pela baixa tolerância da bebida nas mulheres. Por causa dessa baixa tolerância à bebida, os cérebros das jovens se tornam mais vulneráveis aos danos causados pelo álcool.
Aquelas que bebem demais em curto espaço de tempo podem ter problemas ao dirigir e em praticar esportes com movimentos complexos. O estudo concluiu que as adolescentes que bebiam muito tinham menos atividade no cérebro comparado com as que não bebiam. Essa diferença pode prejudicar também a concentração, principalmente na hora de fazer cálculos. Por Carolina Abranches. [Fonte: UNIAD]

Álcool é mais nocivo que LSD e maconha, diz estudo


A cocaína ficou em segundo lugar no ranking de drogas perigosas:
O álcool é mais perigoso do que drogas como maconha, LSD e ecstasy, de acordo com um estudo publicado na última edição da revista médica especializada The Lancet.
Médicos da Universidade de Bristol e do Conselho de Pesquisa Médica da Grã-Gretanha desenvolveram um novo sistema de classificação que, segundo eles, reflete melhor os riscos representados por cada droga.
O método usado atualmente na Grã-Bretanha "não funciona" e deveria ser mudado, de acordo com os especialistas.
A equipe avaliou o risco de 20 drogas em nove categorias, que foram então combinadas para produzir uma avaliação geral de risco.
Para melhor comparar os riscos, foram incluídas cinco drogas legais, entre elas, o tabaco e o álcool.
    As mais perigosas1. Heroína2. Cocaína3. Barbitúricos4. Metadona 'de rua'5. Álcool6. Quetamina7. Benzodiazepinas (calmantes)8. Anfetaminas9. Tabaco10. Buprenorfina (derivado do ópio)
O álcool ficou em quinto lugar no novo ranking. A droga mais perigosa, segundo os especialistas, é a heroína, seguida da cocaína e de barbitúricos.
Erva
O ecstasy ficou em 18º lugar, enquanto a maconha foi considerada a 11ª droga mais perigosa – atrás do tabaco, que ficou em nono.
Os pesquisadores dizem que o atual sistema, que separa as drogas em três classes – A, B e C –, é muito arbitrário e não dá informações específicas ou os riscos relativos de cada droga.
O novo ranking deve ser recomendado pelos especialisas ao governo britânico no segundo semestre.
Uma comissão também deve realizar uma ampla revisão da política sobre drogas do governo nos próximos três anos.
A principal diferença no novo ranking é que ele avalia o risco que que as drogas representam para o indivíduo, para a sociedade e se provocam dependência.
Para os cientistas, o fato de 500 mil pessoas na Grã-Bretanha tomarem ecstasy todo o fim de semana prova a necessidade de uma reforma na legislação sobre drogas no país.
"O sistema atual não funciona. Vamos tratas as pessoas como adultos. Temos que ter um debate muito mais pensado sobre como lidar com drogas perigosas", afirmou o professor David Nutt, da Universidade de Bristol.
O especialista ressaltou ainda que pelo menos uma pessoa por semana morre na Grã-Bretanha por consumo excessivo de álcool, enquanto menos de dez mortes por ano são registradas por consumo de ecstasy. [Fonte: UNIAD]

Deputado defende campanha sobre proibição de vendas de álcool e cigarro a menores

O Documento, MS, 19/05/2011

Cuiabá / Várzea Grande, 19/05/2011

Da Assessoria

Em todo o Brasil é comum bares, lanchonetes, supermercados e outros tipos de estabelecimentos comerciais venderem bebidas alcoólicas e cigarros a crianças e adolescentes, apesar de ser proibida por lei federal a prática. O Estatuto da Criança e do Adolescente proíbe a venda desses produtos a menores de 18 anos e prevê penalidades ao transgressor.

Aqui em Mato Grosso, o deputado Walter Rabello (PP) apresentou o projeto de lei – 196/2011 – instituindo a campanha anual de estímulo a denúncias dos estabelecimentos comerciais que insistem na venda desses produtos a crianças e adolescentes.

A intenção com a sanção da propositura é promover atividades de caráter educativo, conscientizando a sociedade sobre a importância de se proibir a venda de cigarros e bebidas alcoólicas a menores. A proposta define ainda que as escolas das redes públicas e privadas promovam, durante uma semana do ano, atividades que esclareçam a sociedade sobre os males causados aos jovens pelo uso desses produtos.

Os órgãos públicos, de acordo com a matéria, poderão firmar convênios e parcerias com as instituições privadas, sem fins lucrativos, com o objetivo de viabilizar a campanha. Outra medida que pode ser adotada é a dos estabelecimentos auxiliarem na divulgação de campanhas como, por exemplo, com a afixação de cartazes contendo os telefones dos órgãos responsáveis pela apuração das denúncias.
“Infelizmente, vivemos numa sociedade desumana e capitalista, onde os estabelecimentos burlam a lei e vendem sem o menor constrangimento. Por isso, esses comércios precisam ser denunciados”, observou Rabello.

Pesquisa aponta que 18,9% da população brasileira exagera na bebida

Estudo do Ministério da Saúde com 54 mil revela que abuso de álcool é mais comum entre jovens:

Os brasileiros relatam cada vez mais episódios de exageros com bebida. A proporção de pessoas que declaram consumo abusivo de álcool cresceu de 16,2% da população, em 2006, para 18,9%, em 2009. Os dados fazem parte da pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), que entrevistou 54 mil adultos.
Salvador é a capital que mais consome álcool, com 25,6%
O Ministério da Saúde considera excesso de bebida alcoólica cinco ou mais doses na mesma ocasião em um mês, no caso dos homens, ou quatro ou mais doses, no caso das mulheres. O levantamento mostra que as situações de descontrole na hora de beber são mais frequentes na população masculina. No ano passado, 28,8% dos homens e 10,4% das mulheres beberam demais.
"Esse nível de consumo de bebida é bastante elevado e preocupante, pois é fator de risco para acidentes de trânsito, violência e doenças. Mas nem sempre isso é lembrado, porque o álcool está presente na cultura brasileira, associado ao lazer e à celebração", afirma a coordenadora de Vigilância de Agravos e Doenças Não-Transmissíveis do Ministério da Saúde, Deborah Malta. Ela ressalta que, considerando apenas a população masculina, o índice do Brasil (28,8%) é superior ao do Chile (17%), dos Estados Unidos (15,7%) e da Argentina (14%).
De acordo com a Vigitel 2009, o consumo abusivo de bebida alcoólica é mais frequente entre os jovens de 18 a 24 anos (23%). À medida que a idade avança, o número de exageros diminui. De 45 a 54 anos e de 55 a 64 anos, 17% e 10,5% da população relata que bebeu em excesso, respectivamente.
Combate
Para frear o consumo de álcool, o Ministério da Saúde apoia medidas mais restritivas, como a proibição da propaganda de cervejas e a elevação no preço das bebidas. Essas ações foram incluídas na estratégia global da Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciada em maio, na Suíça. A OMS informa que abusos no consumo de bebida alcoólica matam por ano 2,5 milhões de pessoas em todo o mundo.
A "Lei Seca", que desde 2008 aumentou a intolerância entre álcool e direção no País, reduziu em 6,2% as mortes provocadas por acidentes de trânsito em um período de 12 meses. Esse índice representa 2.302 mortes a menos no Brasil, reduzindo de 37.161 para 34.859 o total de óbitos causados no trânsito.
"Precisamos avançar no marco regulatório do álcool, da mesma forma que estamos fazendo em relação ao tabaco. É necessário proteger vidas", destaca Deborah Malta. Atualmente, tramita no Congresso Nacional um projeto de lei que inclui a cerveja no rol de bebidas alcoólicas cuja publicidade é proibida.
Sobre a Vigitel
A pesquisa é realizada anualmente desde 2006 pelo Ministério da Saúde. Os dados são coletados e analisados por meio de uma parceria com o Núcleo de Pesquisa em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (USP). [Fonte: UNIAD]

 


'Uso de álcool e drogas entre jovens é preocupante', diz Temporão

Pesquisa do IBGE revelou envolvimento de adolescentes com bebidas. Consumo de remédios para emagrecer preocupa ministro da Saúde.

O Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, considerou preocupante o alto índice de envolvimento de jovens com álcool e drogas revelado do estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nesta sexta-feira (18), que investigou vários fatores de risco à saúde dos adolescentes.

“Essa pesquisa é muito importante porque ela vai nos ajudar a primeiro avaliar o que está acontecendo com essa garotada, e também, a aperfeiçoar as políticas públicas e permitir que nós possamos enfrentar os resultados e os dados que estão aparecendo”, disse Temporão em entrevista no Rio.

A pesquisa revelou, entre outras coisas, que mais de 70% dos 618,5 mil estudantes brasileiros do 9º ano do ensino fundamental (equivalente à 8ª série) de escolas particulares e públicas já experimentaram bebidas alcoólicas e 24% provaram cigarro. Cerca de 22% deles - a maioria na faixa de 13 a 15 anos- já ficaram bêbados.

Para Temporão, o uso de bebida entre adolescentes é cada vez mais habitual. "Também chamou a atenção o fato de jovens estarem veículos conduzidos por pessoas alcoolizadas", disse. Segundo o ministro, os dados sobre uso de drogas, álcool, padrão alimentar e inatividade física são preocupantes, mas há resultados positivos também como redução de fumo e acesso sobre orientação sobre doenças sexualmente transmissíveis, gravidez e uso do preservativo.

Temporão disse que "o ministério vai manter políticas públicas existentes e com base nos resultados aperfeiçoar o que precisa ser melhorado".

Remédios para emagrecer

O percentual sobre o uso de medicamentos para emagrecer revelado na pesquisa é, segundo o ministro, alto e surpreendeu. “O Brasil é um dos maiores países do mundo em consumo de substâncias psicoativas com finalidade de peso. Nós temos uma preocupação com isso. Essa é uma questão que tem várias dimensões. Primeiro por causa da disseminação de um padrão estético ideal na sociedade, que cria uma certa busca por parte das meninas e dos meninos de um corpo ideal”.

Segundo Temporão, há uma busca inadequada de acesso a medicamentos para dar a sensação de saciedade e reduzir a fome. “Eu diria que em muitas dessas situações essa criança sequer está acima do peso. Ela responde mais a uma questão que se dissemina na sociedade e que é importante de analisarmos e trabalharmos”, disse o ministro.

Ainda de acordo com o ministro, o controle vem sendo feito continuamente, mas é preciso reforçá-lo. “Nós temos que ver, por exemplo, o que está acontecendo em relação à internet, venda de medicamento pela internet, venda ilegal. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) tem todo um trabalho de monitoramento, mas essa é realmente uma preocupação efetiva.”

Em relação à alimentação, a preocupação refere-se ao baixo consumo de frutas e alimentos saudáveis entre os jovens. “O Ministério da Saúde está desenvolvendo um trabalho de longo de prazo, até o final de 2010, que é o de redução do teor de sal, gordura trans e açúcar nos alimentos industrializados”, disse o ministro.

Temporão afirmou que as políticas públicas direcionadas a jovens serão ampliadas. “A questão do álcool preocupa, a questão da inatividade física que pode levar a obesidade também, a mudança do padrão alimentar. Acho que políticas voltadas para as escolas principalmente, professores e alunos e para os pais, com orientações adequadas são de extrema importância porque é nessa faixa etária que se constrói padrões de consumo e de comportamento que podem ter repercussões nefastas em relação à saúde 20 ou 30 anos depois”.

O ministro disse que nessa semana foi lançada uma campanha em relação especificamente ao crack. “O crack é uma droga muito perigosa, é uma droga barata, ela está penetrando na classe média, é uma droga que cria uma dependência rápida e tem efeitos dramáticos sobre a mente e o corpo das pessoas.”

Boletim UNIAD - Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas

Uniad
Perguntado sobre Polegar, Tarso diz que Congresso vota leis inúteis sobre segurança
O Globo - Fábio Vasconcellos
RIO - O ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou nesta quinta-feira que o Congresso Nacional costuma aprovar leis inúteis sobre segurança pública. A afirmação foi feita durante a cerimônia de assinatura de um convênio com a prefeitura no Rio no valor de R$ 100 milhões. Ao ser perguntado sobre o caso do traficante Alexander Mendes da Silva, o Polegar, que estava preso e foi para o regime-aberto, mas não retornou para a prisão, o ministro defendeu uma mudança de paradigma na segurança pública no país. Leia mais...
Análise Política de Drogas
Una-Mal-LlamadaEn América Latina y el mundo, viene siendo un problema de grandes dimensiones. La: trata de personas, incluyendo la esclavitud de menores y el uso de estos en pornografía, trabajos forzosos etc., el contrabando, las mafias asociadas al tráfico de drogas ilícitas, el secuestro, el terrorismo, la corrupción etc. son formas que, de una manera u otra, tienen un eje compartido. Por ello, no es posible atacar una de las modalidades del crimen organizado, sin enfrentar la complejidad del problema desde una perspectiva ética del desarrollo, la inclusión y los derechos humanos.
Lei antifumo: direito à saúde versus direito à liberdade
Última Instância - Pedro Estevam Serrano
A Assembleia Legislativa do Paraná aprovou nesta semana lei proibitiva ao fumo em locais fechados, a exemplo do que já ocorrera em São Paulo e no Rio de Janeiro. A legislação começa a ganhar contornos nacionais, já que Minas Gerais, Espírito Santo, Salvador, Goiânia e Belém estão próximos de aprovarem proibições no mesmo sentido. No dia 9 de abril, neste espaço, abordei a polêmica, mas volto ao assunto, diante do preocupante que vicejar no país das bases para a proliferação de leis de rigor extremo como essas. Leia mais...
"O uso precoce de bebidas alcoólicas é um problema de saúde pública"
Instituto ALANA - Entrevista Ronaldo Laranjeira
ronaldo-laranjeira-alanaESPECIAL JUVENTUDE E BEBIDAS ALCOÓLICAS
Qual é a influência da publicidade de bebidas alcoólicas no índice de jovens com problemas ligados ao alcoolismo?
Em um país como o Brasil, a indústria da bebida não apenas promove como estimula o consumo precoce de cerveja entre crianças e adolescentes. A publicidade passa uma imagem de festa, de diversão e de sexualidade associada à cerveja. E também passa uma ideia de um produto que poderia ser consumido de forma indefinida sem causar problemas. A mensagem é sempre a do “experimente, experimente, experimente”. Essa foi uma publicidade veiculada em todo o país que, ao meu ver, foi a pior do ponto de vista de saúde pública. Mas, de alguma forma, ela sintetiza as mensagens de todas as outras marcas de cerveja. Leia mais...
Overdose
Blog Reinaldo Azevedo
Há poucos dias, vocês viram o patético Carlos Minc, ministro do Meio Ambiente, sobre um palco, numa cidade em Goiás, a fazer o que entendi e entendo ser a apologia da maconha — não venham me dizer que ele apenas defendia a descriminação da droga. As palavras fazem sentido. Ontem, no Fantástico, o ator Fábio Assunção falou de seu drama pessoal, das dificuldades de deixar o vício — no seu caso, a cocaína, cujo nome não pronunciou —, de como ele ameaçou destruir a sua vida profissional, das dificuldades pessoais para superar a fase barra-pesada… Assunção é uma estrela da TV, pessoa admirada por milhões de brasileiros, com condições financeiras de bancar a recuperação. No universo dos viciados, é uma exceção. Não fossem outras evidências, que estão em todo canto, um caso como esse deveria servir de matéria de reflexão àqueles que defendem, em razão de uma variada gama de equívocos, a, sei lá como chamar, “descriminação” da maconha. Leia mais...
Fábio Assunção: “Dependência química me afastou das novelas"

Globo.com - Fantástico
Dez meses depois de ficar longe das novelas, ator fala com franqueza e coragem sobre problema com drogas.Você vai ver agora uma entrevista corajosa, reveladora e exclusiva. Patrícia Poeta conversou em São Paulo com o ator Fábio Assunção. Dez meses depois de se afastar das novelas, ele falou pela primeira vez sobre o que aconteceu. Sem rodeios, abertamente. Leia mais...
Estudo explica por que adesivos de nicotina causam coceira
Até agora se pensava que a coceira e as erupções cutâneas causadas pelos adesivos de nicotina
EFE -LONDRES - Um estudo sobre os efeitos da nicotina publicado hoje na revista "Nature Neuroscience" parece explicar por que os adesivos dessa substância e demais tratamentos substitutivos para deixar de fumar costumam provocar irritação e coceira.Uma equipe de especialistas dirigida por Karel Talavera, da Katholieke Universiteit de Louvain (Bélgica), comprovou que a nicotina, composto orgânico alcaloide encontrado na planta do tabaco, ativa no organismo um canal que se sabe que está relacionado com as reações inflamatórias. Leia mais...
Minc volta a defender descriminalização do uso da maconha
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Márcio Leijoto - Direto de Goiânia
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, voltou a defender nesta sexta-feira a descriminalização do uso da maconha, durante assinatura de atos do Governo Federal em parceria com o executivo estadual de Goiás, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Minc comentou o discurso que fez em um show de reggae na última segunda-feira na Chapada dos Veadeiros. "Eu louvei a atitude da Suprema Corte da Argentina, que, por unanimidade, considerou que os usuários não são criminosos". Leia mais...
Saúde da Família terá tratamento contra tabagismo
Equipes do programa, que atendem de porta em porta, serão treinadas para ajudar fumantes a largar o vício
Estadão.com.br - Fernanda Aranda
O Programa de Saúde da Família (PSF) foi escalado pelo governo de São Paulo para tentar contornar a deficiência do serviço prestado ao fumante paulista. Ontem, durante evento em comemoração de um mês da lei antifumo - em vigência no Estado desde o dia 7 de agosto - a Secretaria de Estado da Saúde afirmou que as 3.100 equipes que têm a função de realizar atendimento de porta em porta no controle de problemas básicos como hipertensão e diabete, serão treinadas para oferecer também auxílio antitabagista. Leia mais...

UNIAD: Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas

Uniad
beber_ou_dirigir_resPesquisa flagrou 16% dos condutores acima do limite permitido.
Falta de fiscalização é o principal motivo para violação da lei seca.
Marcelo Mora Do G1, em São Paulo
Policiais fazem blitz na Zona Norte de SP durante o carnaval (Foto: Arquivo/Werther Santana/AE )
Houve uma redução de 32,5% no índice de motoristas que dirigem alcoolizados em São Paulo depois que a lei seca entrou em vigor, em 20 de junho de 2008, mas continua muito alto em comparação a outros países, como os Estados Unidos, que adotaram a medida para reduzir a violência no trânsito. E a redução no índice só não foi maior devido à falta de fiscalização nas ruas da capital.
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SEMINARIO
Noite inesquecível
Folha de São Paulo - Drauzio Varella
O problema com o uso de qualquer droga psicoativa é o fenômeno da tolerância
Penso duas vezes antes de receitar um remédio para dormir. Não que tenha sido contaminado pela filosofia dos que se consideram naturalistas modernos, portanto, inimigos de soluções químicas. Nem que tenha preconceito contra os insones ou julgue esses medicamentos ineficientes, perigosos e cheios de efeitos colaterais, pelo contrário, a indústria farmacêutica desenvolveu drogas seguras capazes de induzir sono reparador com o mínimo de ressaca no dia seguinte.
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JF determina que Prefeitura de São Paulo amplie rede extra-hospitalar
Procuradoria da República no Estado de São Paulo - Ministério Público Federal - Assessoria de Comunicação
MPF entrou com embargo, pedindo o esclarecimento de um ponto da decisão
O Juiz Federal José Carlos Motta, da 19ª Vara Federal Cível de São Paulo, concordou com os argumentos do Ministério Público Federal e determinou que o município de São Paulo implante 57 Centro de Atenção Psicossocial (Caps) e 37 Serviços Residenciais Terapêuticos (SRT). A decisão é do último dia 7 de maio. O MPF pediu ontem esclarecimentos sobre um ponto da decisão.
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Rivotril: a tarja preta mais vendida no País
rivotrilÚltimo Segundo- Lecticia Maggi
Na lista dos remédios mais vendidos no País nos últimos 12 meses, o ansiolítico Rivotril está em segundo lugar, de acordo com o Instituto IMS Health, que audita a indústria farmacêutica. O remédio perde apenas para o anticoncepcional Microvlar. Considerando apenas os medicamentos de tarja preta, ele é o primeiro da lista.
Arquivo pessoal - Luana (de preto) toma Rivotril há 6 anos
A alta no consumo de um remédio, que só pode ser vendido com retenção da receita, é assunto polêmico entre a classe médica. Especialistas ouvidos pela reportagem do Último Segundo apontam pelo menos três fatores para explicar este consumo exagerado: uma preocupação maior com a saúde mental, a falta de consciência de alguns pacientes que ignoram a recomendação médica e o despreparo de parte dos profissionais de saúde. Leia mais...

Temporão anuncia investimento de R$ 117,3 milhões em plano de emergência contra as drogas
Do UOL Notícias - em São Paulo
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anunciou nesta quinta-feira (4) em Brasília o lançamento de um plano emergencial para o atendimento de usuários de álcool e drogas em 107 cidades brasileiras, incluindo todas as capitais e sete municípios de fronteira. No total, o projeto prevê o investimento de R$ 117,3 milhões.
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Projeto Vila Maria do Departamento de Psiquiatria da UNIFESP contrata psiquiatra
A carga horária de 20 (vinte) horas semanais, de preferência, ao longo da semana. Leia mais...

"Dói internar um filho. Às vezes não há outro jeito"
gullarRevista Época
O poeta Ferreira Gullar, pai de dois esquizofrênicos, levanta uma das maiores controvérsias da psiquiatria: o que fazer com doentes mentais em estado grave?
Cristiane Segatto, Ivan Martins, Andres Vera, Marcela Buscato e Mariana Sanches
Confira a seguir um trecho dessa reportagem que pode ser lida na íntegra na edição da revista Época de 30/maio/2009
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