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01 dezembro 2014

Conheça as principais complicações da Aids

Nem sempre uma pessoa infectada com o vírus HIV apresenta Aids. "O Vírus da Imunodeficiência Humana pode passar anos sem apresentar qualquer sintoma e sem afetar significativamente o sistema imunológico do portador", explica a infectologista Mylva Fonsi, do Centro de Referência e Treinamento Aids/ DST.

Em outros casos, entretanto, o paciente soropositivo deve ficar muito atento à sua saúde para não deixar que os efeitos colaterais de seus medicamentos e sua deficiência imunológica abram portas para outras doenças, como pneumonia e câncer. A seguir, veja os problemas de saúde são mais comuns entre as pessoas com Aids e as dicas dos especialistas para prevenção de cada um deles.
 
Doenças cardíacas
Segundo o infectologista da Unifesp Jorge Senise,da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), algumas medicações de pacientes soropositivos levam a um aumento da produção de lipídios pelo organismo, o que favorece o aparecimento de doenças cardíacas, como o infarto. Além disso, como o vírus HIV destrói as células de defesa do corpo, acaba afetando todos os sistemas, criando um estado inflamatório crônico que leva à deposição de gordura nos vasos, podendo causar um derrame.

Doenças hepáticas

Doenças hepáticas - Foto Getty ImagesTodo medicamento tem efeitos colaterais. "O paciente com HIV toma um coquetel de, pelo menos, três remédios. Por isso, há um risco de toxicidade maior", afirma a infectologista Mylva. Alguns remédios são metabolizados no fígado, que pode ficar sobrecarregado e, consequentemente, perder parte de suas funções. Por isso é essencial aderir ao tratamento e fazer consultas com seu médico regularmente, para ver se há necessidade de trocar o coquetel.

Doenças renais

Doenças renais - Foto Getty ImagesPessoas com Aids estão mais suscetíveis a doenças renais devido aos processos inflamatórios ocasionados pelo próprio vírus HIV. "Isso, juntamente com os medicamentos, favorece o aparecimento de cálculos renais, podendo levar a perda da função de filtragem dos rins", afirma o infectologista Jorge. Segundo ele, esse e outros problemas podem ser solucionados se houver monitoramento constante do paciente.

Danos nos nervos

Danos nos nervos - Foto Getty Images"Os processos inflamatórios desencadeados pelo vírus HIV afetam principalmente os nervos periféricos, ligados à sensibilidade do paciente", esclarece Mylva. De acordo com a especialista, os primeiros sintomas dessa inflamação são formigamento e dor. Por isso, logo que eles forem identificados, o paciente deve buscar ajuda profissional.

Doenças oculares

Doenças oculares - Foto Getty ImagesPela baixa da imunidade da pessoa com Aids,, ela fica exposta a diversas complicações de saúde. "Entram nesse grupo as chamadas doenças oportunistas, como a retinite, inflamação da retina" explica Mylva. É fundamental reportar esses e outros sintomas ao infectologista.

Câncer

Câncer - Foto Getty ImagesSegundo Jorge Senise, pessoas com HIV têm lidado cada vez melhor com as doenças oportunistas, decorrentes da imunodeficiência, agora o maior desafio é vencer neoplasias relacionadas ao vírus. "O câncer de linfoma é um dos mais comuns pessoas com Aids e, como o sistema imunológico está muito fraco para eliminar as células tumorais, ele pode se desenvolver rapidamente se não houver tratamento", complementa. É bom lembrar também que alguns hábitos estão diretamente relacionados ao aumento do risco de desenvolver câncer, como o tabagismo e o sedentarismo.

Pneumonia

Pneumonia - Foto Getty ImagesTosse, falta de ar e febre são alguns dos sintomas de uma doença oportunista típica de pessoas imunodeprimidas: a pneumonia causada por Pneumocystis jiroveci. Causada por um fungo, a doença não consegue se desenvolver em pessoas saudáveis e com sistema imunológico forte, mas pode levar pessoas fragilizadas à morte, se não tratada. [Fonte: Yahoo]

10 outubro 2014

Eu sou feia? O bullying virtual contra a auto-estima das garotas

A pergunta é postada no Google por 10 mil meninas adolescentes todos os meses. Não importa como elas realmente se pareçam nem o quanto seus pais digam que são lindas, todos os dias alguém dirá a elas que são feias.

O bullying real dos colegas se multiplica virtualmente e chega a todos os lugares e momentos de sua vida através das redes sociais. Elas nunca estão sós e as suas relações online estão longe de colaborar com a sua auto-estima.  Este é o tema central da palestra para o TED da diretora global do projeto Dove Self Esteem, a inglesa Meaghan Ramsey, que destaca dois pontos que contribuem para agravar o que já se considera em uma doença geracional: 

1) A conexão permanente e a falta de filtros para a exposição e o bullying virtual, faz com que as garotas se sintam constantemente sob os olhares do mundo,  julgando e sendo julgadas através de suas fotos e posts.  Meaghan cita o comentário de uma mãe: “é como se elas estivessem em uma festa em seus quartos todos os dias”. A pressão social que isso acarreta é devastadora para a auto-estima.  

2) A obsessão da mídia em reproduzir padrões irreais e inatingíveis de beleza: as modelos magérrimas, as celebridades com seus corpos e cabelos  lisos sensacionais, suas peles e dentes perfeitos.  
Meaghan traz ainda alguns dados de pesquisa assustadores:  
  • 60% das garotas não participam de esportes e atividades coletivas porque não se acham bonitas ou magras o suficiente;
  • 30% não participam de debates em classe porque não querem chamar a atenção para si;
  • Estudantes têm resultados piores em exames escolares quando não se acham suficientemente magras;
  • 70% das mulheres não comparecem a uma entrevista de emprego se não estiverem satisfeitas com sua aparência.  
E como podemos mudar esse quadro? A executiva da Unilever propõe três ações positivas:

1) Um projeto de educação e formação de auto-confiança nas crianças que possa superar as pressões da sociedade.
2) Nos tornarmos melhores exemplos para as garotas, pararmos de julgar as pessoas pela forma como se parecem, prestar atenção ao que dizemos sobre outras mulheres, cuidar do que postamos na rede.
3) Trabalharmos juntos, empresas, governo, comunidade e principalmente e mídia por um modelo diferente de avaliar e valorizar as pessoas que não seja pela beleza física. [Fonte: Yahoo]
  

07 outubro 2014

Semana Estadual da Cultura de Paz

COMUNICAÇÃO INTERNA CIRCULAR
Nº: 300/2014/DIEB
DATA: 02/10/2014
DE: Diretoria de Educação Básica e Profissional - DIEB
PARA: NEPREs/GEREDs e NEPRE/IEE
ASSUNTO: Semana/Dia da Paz

Senhor(a) Gerente,
Senhor(a) Coordenador(a) do NEPRE/GERED,

Cumprimentando-o(a), informamos que a Semana Estadual da Cultura de Paz comemora-se, de 05/10 a 12/10, no âmbito de Santa Catarina, instituída pela Lei Estadual nº 13.834, de 21 de agosto de 2006; e o Dia Municipal do Cidadão da Paz, dia 9/10, instituído pela Lei Municipal de Florianópolis nº 7.606/2008, de 28 de abril de 2008.

A semana objetiva refletir e sensibilizar a comunidade escolar em toda a rede estadual de ensino para a cultura de PAZ, a qual visa substituir a violência instalada em nossa sociedade por atitudes cidadãs e pacíficas, a partir do processo de Educação para a Paz.
Com este objetivo encaminhamos orientações e sugestões de atividades referentes à Semana da Paz, para que todas as unidades escolares da Educação Básica da rede estadual tenham subsídios para desenvolverem o evento:

 planejar momentos para a leitura e reflexão sobre os PRINCÍPIOS DA CULTURA DE PAZ, definidos pela Organização das Nações Unidas/ONU: respeitar a vida, rejeitar a violência, redescobrir a solidariedade, ser generoso, ouvir para compreender e preservar o planeta;
 aderir o dia 9 de outubro, como o Dia do Cidadão da PAZ, e organizar atividades para este dia, como por exemplo: passeatas, apresentação de ações desenvolvidas pelos alunos, promoção de debates sobre as causas da violência e como superá-las, promoção de gincanas, discussão de temas que desencadeiam a violência, droga, alcoolismo, excessos no trânsito, entre outros;
 discutir a metodologia de conciliação, apresentada na Política de Educação, Prevenção, Atenção e Atendimento às violências na escola/2011, página 31, como alternativa para a solução de conflitos;
 criar concurso de redação, abordando como tema os referidos princípios supracitados. O aluno deverá ser orientado e acompanhado pelo professor da disciplina de Língua Portuguesa, e junto à sua família escolherá um dos princípios e produzirá um texto. Cada unidade escolar irá selecionar um dos textos produzidos pelo aluno e encaminhará ao NEPRE da GERED para que este organize um livro, contendo no mínimo três textos abordando um ou mais princípios da paz. Cada livro constituir-se-á como referência para sua região;

ESTADO DE SANTA CATARINA
Secretaria de Estado da Educação
Diretoria de Educação Básica e Profissional

 sugerimos, ainda, como atividades pedagógicas, a criação de desenhos alusivos à cultura da paz, varal literário com poesias, além de paródias, entre outros;
 buscar o envolvimento dos agentes da paz da comunidade, por meio de mobilização para a cultura da paz, faz-se essencial. Por exemplo: bombeiros, policiais, escoteiros, instituições públicas e privadas, conselhos municipais, etc;
 utilização dos meios de comunicação da comunidade para divulgar os princípios da paz. Destaque em jornais, revista e periódicos para matérias que mostrem ações positivas e construtivas sobre o tema, com a confecção de murais e álbuns de recortes;
 leitura e discussão, junto aos professores, alunos e pais das leis alusivas à Semana/Dia da Paz, que se encontram em anexo, e pesquisa em matérias publicadas sobre a implantação e crescimento das audiências de conciliação e mediação, com discussão sobre as vantagens desses meios para a resolução de conflitos;
 mobilização da comunidade escolar (professores, funcionários, alunos e famílias), para que sejam criadas, coletivamente, regras de convivência pautadas nos valores humanos, como a ética, o respeito e a solidariedade;
 organização de dramatizações (teatros) e oficinas para demonstrações referentes ao tema;
 criação de momentos de práticas sociais, como brincadeiras, lanche coletivo, jogos, entre outros, para oportunizar o exercício de atitudes de respeito, cooperação e solidariedade, entre os pares. Criação de slogans alusivos à promoção da PAZ.
Ante o exposto, solicitamos seu envolvimento na divulgação e na mobilização das unidades escolares.

Atenciosamente,
Marilene da Silva Pacheco Elisabete Duarte Borges Paixão
Diretora Gerente
DIEB/Ale/RoseK


09 setembro 2014

Brasil lidera violência contra professores


Pesquisa global feita com mais de 100 mil professores e diretores de escola do segundo ciclo do ensino fundamental e do ensino médio (alunos de 11 a 16 anos) põe o Brasil no topo de um ranking de violência em escolas.  

Na enquete da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), 12,5% dos professores ouvidos no Brasil disseram ser vítimas de agressões verbais ou de intimidação de alunos pelo menos uma vez por semana. Trata-se do índice mais alto entre os 34 países pesquisados – a média entre eles é de 3,4%. Depois do Brasil, vem a Estônia, com 11%, e a Austrália com 9,7%.

Na Coreia do Sul, na Malásia e na Romênia, o índice é zero. 

O tema da violência em sala de aula foi destacado por internautas ouvidos pela BBC Brasil como um assunto que deveria receber mais atenção por parte dos candidatos presidenciais e vem gerando acirrados debates em posts que publicamos nos últimos dias nas nossas páginas de Facebook, Twitter e Google +. "A escola hoje está mais aberta à sociedade. Os alunos levam para a aula seus problemas cotidianos", disse à BBC Brasil Dirk Van Damme, chefe da divisão de inovação e medição de progressos em educação da OCDE.

Estudo internacional sobre professores, ensino e aprendizagem (Talis, na sigla em inglês), também revelou que apenas um em cada dez professores (12,6%) no Brasil acredita que a profissão é valorizada pela sociedade; a média global é de 31%.

O Brasil está entre os dez últimos da lista nesse quesito, que mede a percepção que o professor tem da valorização de sua profissão. O lanterna é a Eslováquia, com 3,9%. Em seguida, estão a França e a Suécia, onde só 4,9% dos professores acham que são devidamente apreciados pela sociedade. 

Já na Malásia, quase 84% (83,8%) dos professores acham que a profissão é valorizada. Na sequência vêm Cingapura, com 67,6% e a Coreia do Sul, com 66,5%. A pesquisa ainda indica que, apesar dos problemas, a grande maioria dos professores no mundo se diz satisfeita com o trabalho.

A conclusão da pesquisa é de que os professores gostam de seu trabalho, mas "não se sentem apoiados e reconhecidos pela instituição escolar e se veem desconsiderados pela sociedade em geral", diz a OCDE.

Segundo Van Damme, "a valorização dos professores é um elemento-chave para desenvolver os sistemas educacionais".

Ele aponta melhores salários e meios financeiros para que a escola funcione corretamente, além de oportunidades de desenvolvimento de carreira como fatores que podem levar a uma valorização concreta da categoria.

No Brasil, segundo dados do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDEs) da Presidência da República, divulgados em junho deste ano, a remuneração média dos professores é de pouco menos de R$ 1,9 mil por mês.

A média salarial dos professores nos países da OCDE, calculada levando em conta o poder de compra em cada país, é de US$ 30 mil (cerca de R$ 68,2 mil) por ano, o equivalente a R$ 5,7 mil por mês, o triplo do que é pago no Brasil.

O especialista da OCDE cita a Coreia do Sul e a China como exemplos de países onde o trabalho dos professores é valorizado tanto pela sociedade quanto por políticas governamentais, o que representa, diz ele, um "elemento fundamental na melhoria da performance dos alunos". "Em países asiáticos, os professores possuem uma real autoridade pedagógica. Alunos e pais de estudantes não contestam suas decisões ou sanções", afirma.

A organização ressalta que houve avanços na educação brasileira nos últimos anos. Os investimentos no setor, de 5,9% do PIB no Brasil, estão próximos da média dos países da OCDE (6,1%), que reúne várias economias ricas. "Entre 2000 e 2011, o nível de investimentos em educação no Brasil, em termos de percentual do PIB, quase dobraram", afirma Van Damme.

Outro indicador considerado importante pela OCDE, o percentual de jovens entre 15 e 19 anos que estudam, é de 77% no Brasil. A média da OCDE é de 84%.[Fonte: DM]

29 agosto 2014

29 de Agosto - Dia Nacional de Combate ao Tabagismo

29 de agosto - Dia Nacional de Combate ao Fumo

O Dia Nacional de Combate ao Fumo, comemorado em 29 de agosto e criado em 1986 pela Lei Federal nº. 7.488, tem como objetivo reforçar as ações nacionais de sensibilização e mobilização da população brasileira para os danos sociais, políticos, econômicos e ambientais causados pelo tabaco. 

Para este ano, foi escolhido o tema "Quem não fuma não é obrigado a fumar". Essa temática está alinhada com o artigo 8º da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco – tratado internacional de saúde, ratificado pelo Congresso Brasileiro em novembro de 2005.

O objetivo é promover o conhecimento dos malefícios da fumaça do tabaco e a existência da Lei Federal nº 9294/96, que proíbe o fumo em recintos coletivos. É notório que um volume cada vez maior de informações e evidências à disposição da população, dos gestores públicos e dos legisladores sobre os riscos do tabagismo passivo tem estimulado a criação de leis estaduais e municipais que representam um avanço em relação à lei federal ao proibir a existência de fumódromos em ambientes fechados. O desafio, portanto, é contribuir para que todas as unidades da federação adotem leis que promovam ambientes 100% livres da fumaça do tabaco.

Também é importante que empresas das áreas de entretenimento e hotelaria estejam atentas à constante exposição de seus funcionários e frequentadores à fumaça do cigarro e demais derivados do tabaco. Esses estabelecimentos devem assegurar a saúde dos clientes e, principalmente, dos empregados, já que são responsáveis pela segurança dos seus profissionais contra riscos ocupacionais, conforme determina a Consolidação das Leis do Trabalho. 

Comemorações de datas como esta e o desenvolvimento de ações nas escolas, unidades de saúde, ambientes de trabalho, além das medidas econômicas e legislativas, têm sido muito importantes para a mudança de comportamento na sociedade brasileira sobre o uso do tabaco. 

No Brasil, o Ministério da Saúde, através do Instituto Nacional de Câncer, responsável pelo Programa Nacional de Controle do Tabagismo, coordena a campanha e elabora materiais de suporte para as secretarias estaduais e municipais de Saúde.

Materiais Aqui!!!


11 junho 2014

Portadores de HIV


O que acontecerá com as empresas que negarem trabalho aos portadores de HIV?

A partir de agora, as empresas que negarem trabalho à portadores de HIV estarão cometendo um crime. Neste caso, o empregador poderá ser punido com reclusão de um a quatro anos e multa.

Além desse fato, o que é determinado pela Lei nº 12.984?

A Lei nº 12.984 estabelece que segregar no ambiente de trabalho ou escolar e recusar ou retardar atendimento à saúde para o portador do vírus HIV estão entre as atitudes consideradas discriminatórias. Um dos tipos de discriminação mais comuns vividos por soropositivos ocorre justamente no ambiente de trabalho, seja no processo de contratação ou demissão: Tanto é que em 2007, o Ministério da Saúde lançou um banco de dados sobre violações de direitos e discriminação contra portadores do vírus e desde então as organizações que atuam nessa área podem denunciar, pela internet, esses crimes.

Em sua opinião, há espaços para portadores de HIV no mercado de trabalho?

ainda que não é incomum pessoas portadoras de HIV que estão empregadas serem demitidas logo que “descobertas”. Além disso, os indivíduos que estão em busca de uma oportunidade no mercado de trabalho raramente são aceitos pelos empregadores.

As empresas podem realizar testes anti-HIV em seus empregados?

A obrigatoriedade do teste anti-HIV na admissão dos funcionários, ou mesmo durante a vigência do contrato de trabalho, é vedada por vários dispositivos legais. A Lei nº 9.029/1995, por exemplo, proíbe testes de gravidez, esterilização e outras práticas discriminatórias. Neste mesmo contexto, a Portaria Interministerial nº 869/1992, dos Ministérios da Saúde e do Trabalho e Administração, proíbe os exames para detecção do vírus HIV nas avaliações pré-admissionais e periódicas de saúde no caso dos servidores públicos. Além disso, a Constituição Federal de 1988, em seu artigo 5º, declara que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. Entretanto, a discriminação sempre existiu, sendo praticada pela própria sociedade. Diante deste problema, é um dever do governo diminuir – ou pelo menos tentar conter – as desigualdades e cooperar para a inclusão social.

O que é caracterizado por discriminação?

A discriminação, uma conduta ou ato de ação ou omissão que viola direitos com base na raça, sexo, idade, estado civil, deficiência física ou mental e outros, é expressamente proibida, como consta no artigo 3º, IV da Constituição Federal, o qual dispõe que, entre os propósitos fundamentais da República Federativa do Brasil está o de “promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”. Proíbe-se, também, a diferença de salário, de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor, estado civil ou deficiência (artigo 7º, XXX e XXXI da Constituição Federal).

Qual é seu parecer sobre a nova lei?

Sou favorável à nova lei por considerar que ser portador do vírus HIV não acarreta prejuízo da capacidade laborativa do portador e os convívios profissionais e sociais não configuram situações de risco para os companheiros de trabalho.

Diante dessa nova legislação, uma pessoa portadora de HIV terá estabilidade no emprego?

Não, absolutamente. O fato de ter o HIV não garante ao profissional qualquer estabilidade no emprego, uma vez que não existe qualquer norma neste sentido. Contudo, as leis trabalhistas protegem o trabalhador de dispensa arbitrária, conforme determina o artigo 7º da Constituição Federal. Entretanto, se o soropositivo cometer alguma falta grave ou não cumprir com os seus deveres de acordo com as expectativas da empresa poderá sim ser demitido.

Fonte: advogada trabalhista da IOB, do grupo Sage, Clarice Saito - Em: Monitor Mercantil.


03 junho 2014

Proteja Brasil


Prezados Professores, 
O Proteja Brasil é um aplicativo para smartphones e tablets criado para facilitar denúncias de violência contra crianças e adolescentes. A partir do local onde você está, o “Proteja Brasil” indica telefones para denúncias e endereços de delegacias, conselhos tutelares e organizações que ajudam a combater a violência contra a infância e adolescência nas principais cidades brasileiras.
O aplicativo está disponível em português, inglês e espanhol e pode ser baixado gratuitamente no Tablet do Professor, App Store e no Google Play.



Atenciosamente,
   Jorge Schemes
   GERED/NEPRE

02 junho 2014

Novo Formulário Para Preenchimento do APOMT



Abra e Salve o Documento Aqui


Comunicado do NEPRE da SED


Nepre Central

Curtas

Para começar a semana...

Violência (na escola?)
Problematizando...
Violência é um fenômeno multifacetado, que eclode como a erupção de um vulcão que já está em atividade, mas a gente só percebe a coisa crítica quando a lava, a fumaça, e o tremor de terra nos obriga a parar tudo a fim de encarar o problema de frente. Trata-se de um fenômeno que pode, e surge, em qualquer espaço de convivência. Isto é, onde há pessoas. Sim, porque violência é um fenômeno multifacetado. Portanto, envolve contexto e interpretação. Há violências que se constituem para alguns e não para outros. Assim como há violências que são consideradas universais, dentro da sociedade humana, pois violam as regras gerais de democracia, convivência pacífica e civilidade. A palavra violência pode ser compreendida melhor pelos verbos violar, forçar, impor, invadir. Violação de direitos, forçar situações, obrigar os indivíduos a alguma coisa. Medir sua intensidade requer contexto, porque uma violência dita ?menos pesada? para uns, pode ser ?barra-pesada? para outros. O impacto de uma agressão, na vida do indivíduo, é que vai determinar a gravidade da violência.
Os animais não se envolvem em coisas assim, do tipo ativado por questões subjetivas e simbólicas. Os animais reagem para se defender, ou para comer, basicamente. Então, não dá para dizer que um leão cometeu uma violência ao comer um cervo. Ele matou e o comeu. Precisava fazê-lo.  Fim de papo. Mas quanto ao ser humano, que construiu uma civilização com regras e organização, mesmo que frágeis, mesmo que/e apesar de que os caminhos que escolhe sejam influenciados... Neste caso, pode-se dizer que ele tem opções. Gerar danos a outrem configura-se num ato de violência.
Por tudo isso, talvez seja temerário apoiar-se tão completamente em classificações, como violência na escola, violência no futebol, na internet, na família, contra a mulher. Claro que é importantíssimo fazer distinções, especialmente para delinear campos de estudo, ou entender como a violência ganha contornos para cada uma dessas ?dimensões?, por assim dizer; porém, esses contornos já são a exteriorização de eventos em cascata que, se formos verificar a fundo, constituem-se sintomas de aspectos da vida em sociedade ? tanto na esfera individual, quanto coletiva. Torna-se quase um reducionismo, uma didática tecnicista, tentar classificar a violência para, só então, buscar soluções preventivas.
Afirmar que a violência na escola aumentou, também pode ser uma forma superficial de encarar o problema. É como observar a ponta do iceberg  ao invés de encarar o problema como ele é: multifacetado, social, educacional, e global.  Afirmar que a violência em geral aumentou, pode ser uma visão um pouco mais acurada. Agora, afirmar que o aumento da violência está relacionado, em grande parte, à impunidade ? daí, sim, estamos caminhando para uma discussão bastante interessante.
Há quem diga que todos nós temos um lado sombrio. Nos dias de hoje, os cientistas tentam detectar esse ?lado?, encontrar um elo evolutivo ? bio/psico/social -  para descobrir como, onde e porque fazemos o que fazemos. A única certeza, é que esse ?lado? existe. Eclode por razões diversas (ou por  razões difíceis de serem compreendidas num único ângulo).
Antes dos cientistas atuais assumirem que esse ?lado? existe, Nietzsche e Freud, em suas maneiras de pensar, influenciadas por suas respectivas correntes, já tentavam definir conceitos. Nietzsche, com sua ?ala? versus ?ideal acético?. Freud, com suas ?pulsões? versus ?superego?. Eles estavam no caminho que, hoje, até geneticistas reconhecem, ao observarem o comportamento de primatas; e os cientistas sociais, ao observarem o comportamento humano.
Há uma infinidade de pesquisas sobre isso, basta surfar no Google.
A agressividade é algo instintivo. Uma herança de nossos ancestrais. Uma ferramenta decisiva e útil, nos tempos em que o ser humano primitivo tinha que disputar alimentos escassos, para sobreviver. Ele não podia se acanhar enquanto outros, como ele, devoravam a comida. Ele tinha que ir até lá, impor-se, e derrubar o oponente, se preciso fosse.
Como tantas outras ferramentas instintivas, a agressividade era ativada pelo ambiente, fazendo o ser humano reagir a este. No homem moderno, contudo, passa por um crivo interno. Nossa mente decodifica e interpreta a ameaça, algumas vezes, de maneira errada ou equivocada. Vivemos num mundo cuja comunicação é bombardeada por símbolos e significados mutantes, fazendo com que as entrelinhas passem a valer mais do que a palavra concreta e instituída.
Interpretamos as interpretações das interpretações. E no final, nem sabemos mais a que estamos reagindo. Malhamos o Judas ? coitado do Judas ? que paga o pato sem saber o motivo.
Medo, raiva, e nojo são padrões instintivos que herdamos, mas com a evolução da sociedade, é a organização racional que faz a diferença entre o ser controlado pelos instintos e o ser assertivo, que sabe distinguir os elementos ao seu redor, colocando as entrelinhas na perspectiva certa.
A educação como instrumento amplo, realizada em todas as instâncias e relações sociais, é responsável em grande parte pela maneira como o ser humano lida com o ambiente. 
DICAS PARA COMBATER/PREVENIR A VIOLÊNCIA: Estabelecer regras claras e iguais para todos ? isso desestimula rancores e retaliações. As regras devem ser lembradas pela escola o tempo todo, assim a própria comunidade escolar acaba assimilando e trabalhando para mantê-las. Promover a comunicação clara, sem margens para entrelinhas e duplas interpretações. Favorecer espaços e tempos para a conversa ente os pares, o diálogo entre os polos opostos de uma disputa ? concordantes ou discordantes ? em todas as atividades da escola. Deixar o aluno construir e manter seu espaço dentro da escola ? fazendo desta um pedacinho seu. O aluno cuida mais daquilo que ele próprio ajudou a crior. O mais importante, porém, é que ele tem a necessidade de imprimir sua personalidade nos espaços em que convive.  Assim, torna-se estratégico detectar suas habilidades, motivações, e interesses, e utilizá-los a favor do aprendizado.
Alguns sites para se informar e pesquisar (concorde, discorde, ou apenas se aprimore com o auxílio dos autores):


Caso tenha dúvidas sobre o tema, ou queria socializar experiências neste espaço ? casos, reflexões, etc, envie para: nepresedsc@gmail.com oumichelleaprende@sed.sc.gov.br
Uma boa semana!  
Michelle Domit 
Psicóloga; e Consultora Educacional
GEREJ/+Edc/SED

Comunicado do NEPRE da SED

NEPRE Central

Curtas

Para começar a semana...
Violência (na escola?) Parte 2
Puxa, gente! Eu devia ter imaginado que não iria esgotar o tema num só “Curta”. Quer dizer que este merece um LONGA. Kkkkkkkk! Procurei agrupar as perguntas de vocês por similaridade e complementaridade. As perguntas específicas foram respondidas diretamente às escolas e às GERED que as enviaram. Mais uma vez, obrigada pela participação.

P: As pessoas podem viver em meio à violência e acabar se acostumando a ela?
R: Essa questão demonstra o quanto o fenômeno é complexo. Há pessoas que assimilam a violência como ferramenta educacional. Elas aprendem a conseguir as coisas por meio de atos violentos, ou aprendem que a violência que sofrem é por sua própria culpa, não do agressor. Eu tive uma aluna que quase foi assassinada pelo pai, quando era pequena. Ela só escapou de morrer porque gritou muito. O padrão aprendido se ampliou e tomou novos rumos. Já na adolescência, ela gritava com seus colegas a fim de se impor. Se eu não soubesse de seu histórico, como poderia aprender a lidar com ela?  Na mesma sala, havia um garoto que gostava de sentar com as meninas e falar de “assuntos de meninas”, como eles denominavam. Os garotos do fundão debochavam dele, agrediam-no verbalmente, batiam nele, e o chamavam por nomes feios. Cultuavam o padrão que eu já tinha observado no próprio pai de um desses alunos – um cara do tipo “valentão”.
Como as pessoas lidam com a violência, depende do contexto. Mas é fato que as pessoas sofrem as consequências. Há quem desenvolva doenças psicossomáticas e estresse. Há quem se torne moralmente anestesiado - e acredite que arrebentar a cabeça de um torcedor adversário, usando um vaso sanitário como arma, seja algo “normal”. Há quem diga: “O Mané mereceu. Quem mandou torcer pelo outro time!” Os valores se relativizam, então a violência prolifera. Tudo porque o ser humano perde valor.

P: A violência está relacionada à corrupção, à educação decadente, e ao capitalismo? Como combatê-la?
R: Tudo em sociedade é intercambiado.
Contudo, a violência, a corrupção, a educação, o capitalismo são conceitos. Construtos humanos para tentar explicar fenômenos humanos muito complexos. Em menor e maior medida se influenciam mutuamente, mas seria muito superficial atribuirmos causas, consequências, e culpas disto e daquilo. O interessante é observar. 

P: A violência acontece por que? Fanatismo, Corrupção, Impunidade, Criminalidade?  Violência acontece porque as pessoas não são tão bem educadas, hoje em dia, como antigamente? 
R: O que dizer de países de “Primeiro Mundo” vandalizando, espancando, assediando determinadas etnias para expulsá-los ou submetê-los? O que dizer das Grandes Guerras? Dos extermínios étnicos? Violência é um fenômeno que pode ter causas diferentes em momentos distintos, porém, ela está presente em toda a nossa História, e em todos os países.
A violência pode ser usada como arma que atende a certos interesses. A violência pode ser uma perda de controle. A violência pode ser uma afirmação de poder, de supremacia, de seleção dos que controlam os meios e modos de produção sobre o restante da população, que gira as engrenagens porque lhes foi ensinado a se submeter. A violência pode acontecer pela incapacidade de aceitar, ou respeitar, o direito do outro. A violência pode acontecer como espetáculo de horrores – para se ter uma plateia. A violência pode se tornar fashion. A violência pode ser uma forma de defesa.
Enfim, a violência pode ser muitas coisas. Precisa de contexto.

P. Há uma forma de definir algo tão abrangente como a violência?
R: Se a violência precisa de contexto para ser compreendida, fica difícil criar uma regra geral para dizer – a violência é isso ou aquilo. Podemos compilar experiências e explicá-las. No entanto, eu costumo dizer que a violência pode ser sistêmica, endêmica e epidêmica.
Sistêmica, porque pode se articular em/com diferentes espaços, tempos e esferas de convivência.
Endêmica, porque pode vir do próprio indivíduo e emergir das relações que estabelece; especialmente, as familiares.
Epidêmica, porque “contagia” outras pessoas, segmentos, e grupos... Por exemplo, um quebra-pau pode se espalhar. A frequência da violência pode se intensificar. Atos violentos podem incitar novos incidentes, porque se tornam exemplos (maus exemplos, mas ainda assim: exemplos). A imitação e replicação dos eventos é algo que acontece quando atos de violência ganham destaque.

P. Como estimular sentimentos opostos à intenção de cometer violência, isto é, como promover a cultura da paz?
R: A cultura da paz é algo maravilhoso, especialmente se a gente lembrar de que é a paz humana.Precisamos valorizar o ser humano. Ele deve ser “a parte” mais importante da cultura da paz. Muitos de nós valorizamos ter coisas, valorizamos rituais, valorizamos experiências e sensações inebriantes... No entanto, com muito frequência, não valorizamos o ser humano - o próximo - como a finalidade de todas as ações humanas. O ser humano é quem realmente deveria importar. Para muitas pessoas, parece apenas importar quando se precisa de algo. Quando o outro atende a uma finalidade. Quando se lucra algo com ele. Então, não só esquecemos que o ser humano é importante, como esquecemos que nós mesmos somos seres humanos. Merecemos valor. Não somos deuses, mas também não somos mercadoria, ou objeto de barganha. Somos seres humanos.
Não é apenas um dia de cultura da paz que vai fazer essa visão se consolidar. É um trabalho de formiguinha - todo dia, o mês todo, o ano todo, todos os anos.
A vida inteira. 

P. Existem técnicas que podem ser utilizadas na escola, para neutralizar a violência e incutir valores construtivos?
R: Existem estratégias que podem auxiliar a escola a buscar um objetivo baseado no diagnóstico de sua situação. Por exemplo, cada escola tem um volume de problemas com os quais tem que lidar diariamente, que podem ser menos ou mais específicos do que outras escolas. É preciso conhecer o aluno, sua família, a comunidade, para então pensar nas estratégias.
Em se tratando de violência, existem ações que focam aspectos das relações humanas. Nos EUA, por exemplo, com relação aos adolescentes infratores, existem muitos programas que privilegiam as técnicas de foco, voltadas para fazê-los perceber o ser humano como humano, não como objeto, ensinando-os a se colocar no lugar dos outros – particularmente, no lugar das vítimas que eles agrediram. Isso porque, frequentemente, a violência implica em “despersonalizar” o ser humano – isto é, torná-lo objeto. Quando isso acontece, o agressor não vê o outro como alguém que, como ele, merece respeito; mas como algo que deve se submeter a sua vontade.
Há projetos que giram em torno da mediação de conflitos, para que sejam bem solucionados antes de se tornarem algo mais grave. Nesse caso, há uma infinidade de técnicas de diálogo, troca de experiências, e de depoimentos de vida. Há ainda as técnicas lúdicas e ocupacionais, voltadas a desenvolver atividades que os educandos apreciem, conciliando suas habilidades naturais e, assim, propiciando o fortalecimento de sua identidade pessoal. Há, ainda, as ações protagonistas; projetos que os jovens tomam a liderança criativa, bem como assumem a execução. E isso também é estratégico para o convívio escolar.

Alguns filmes interessantes, para trabalhar com os jovens: Jogos Vorazes/ Jogos Vorazes em ChamasA incrível Senhora Ritchie, Intocáveis.

Caso tenha dúvidas sobre o tema, ou queria socializar experiências neste espaço – casos, reflexões, etc, envie para: nepresedsc@gmail.com ou michelleaprende@sed.sc.gov.br

Uma boa semana!  
Michelle Domit 
Psicóloga; e Consultora Educacional
GEREJ/+Edc/SED

29 maio 2014

Orientações Sobre o Novo APOIA OnLine



DenominaçãoPrograma de Combate à Evasão Escolar - APOIA

 a) Órgão gestor: Centro de Apoio Operacional da Infância e da Juventude - CIJ
b) Objetivo: Promover o regresso de crianças e adolescentes dos 4 aos 17 anos à escola, para que concluam a educação básica, e atuar preventivamente no sentido de garantir a permanência dos alunos na escola e melhorar a qualidade de ensino, mediante o aperfeiçoamento das políticas públicas intersetoriais voltadas à educação.
c) Histórico: O programa, concebido pelo Ministério Público, foi lançado oficialmente na Capital do Estado, em 13.3.2001, espraiando-se por todo o território catarinense. Em junho de 2002, foi escolhido pelo Ministério da Educação como modelo para todo o país, em ato que contou com a participação do então Centro das Promotorias da Infância. Também contribuiu para que o MPSC fosse a única instituição pública do país a merecer destaque da ONU, na divulgação do IDH 2002 no Brasil, como "exemplo de atuação responsável e transparente, zelando pela boa aplicação dos recursos públicos e incentivando a formação de parcerias em busca de resultados que beneficiem a comunidade¿, conforme assinalou o jornal Gazeta Mercantil de 24/7/02, p. 2. A partir de então, nos primeiros anos de existência, várias ações foram desencadeadas, dando-se continuidade aos trabalhos e visando, especialmente, à implantação do Programa em todas as comarcas do Estado. Em 2006, com a reedição da Portaria n. 36, da Secretaria de Estado da Educação, que instituiu o APOIA, o Programa passou a atender também o ensino médio. A partir de 2007, o CIJ passou a desenvolver estratégias para adequação do Programa às necessidades das Promotorias de Justiça, conforme diagnosticado nos Encontros Regionais de Planejamento Estratégico, buscando maior amplitude e eficácia. Após reuniões do Conselho Consultivo, realizadas em 2009 e 2010, passou-se a analisar a possibilidade da implantação de equipes multidisciplinares nas comarcas, para atendimento dos casos de evasão escolar, bem como estudar estratégias para a informatização do programa. Com a publicação da EC n. 59/09, que ampliou o ensino fundamental obrigatório para a faixa etária dos 4 aos 17 anos de idade, o APOIA alargou sua margem de ação, passando a atender também crianças do ensino infantil. O programa APOIA foi escolhido como uma das três atividades prioritárias do CIJ para 2013, conforme estabelecido no PGA, e passou-se, então, a envidar maiores esforços na sua reformulação, tendo sido desenvolvido um novo Projeto com as modificações apontadas como necessárias pelos Promotores de Justiça. Atualmente, em parceria com a Secretaria de Estado da Educação, está sendo desenvolvida uma cartilha para o APOIA On line, e remodelado o logotipo, atendendo-se aos propósitos do Novo APOIA, entre os quais o de instrumentalizar e subsidiar os Promotores de Justiça a atuarem proativamente como catalisadores das instâncias de controle social (Conselhos Municipais), instando-os a desempenhar seu poder deliberativo em prol da fiscalização e aprimoramento das políticas públicas educacionais municipais.
d) Entidades participantes: Ministério Público de Santa Catarina; Secretaria de Estado da Educação; Secretarias Municipais da Educação; União dos Dirigentes Municipais de Educação; Federação Catarinense dos Municípios e Associação Catarinense dos Conselheiros Tutelares.
e) Principais marcos regulatórios: Constituição Federal (arts. 205 a 214); Emenda Constitucional n. 59/09; Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional; Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA; Constituição Estadual (arts. 161 a 167); Portaria n. 36/01, da Secretaria de Estado da Educação e Lei n. 12.796/2013.
f) Resultados: No ano de 2000, cerca de 33 mil crianças e adolescentes eram consideradas evadidas do ensino fundamental em Santa Catarina. Presente em 99% dos municípios, em 2001 o Programa resgatou cerca de 3 mil alunos e, no ano de 2002, outros 12.436 retornaram às salas de aula. Enquanto a taxa média de evasão no país, em 2000, era de 7,1%, em Santa Catarina, no final de 2001, estava reduzida a 3,6%. Em 2003, retornaram aos bancos escolares 230 crianças e adolescentes atendidos pelo APOIA nas Promotorias de Justiça e 6.334 crianças atendidas pelos Conselhos Tutelares. De 2004 a 2012, foi registrado o retorno à escola de mais de 25 mil estudantes em razão do Programa. No último ano de 2012, 5.995 crianças e adolescentes evadidos da escola foram atendimentos e, destes 4.565 retornaram aos bancos escolares, o que representa 76% de sucesso.
g) Perspectivas: Para 2013 almeja-se implementar o Novo APOIA, em plataforma integralmente eletrônica, e elevar o índice de retorno à sala de aula para 80% dos casos atendidos. Para os anos seguintes, objetiva-se instrumentalizar e subsidiar os Promotores de Justiça a atuarem proativamente como catalisadores das instâncias de controle social (Conselhos Municipais), instando-os a desempenhar seu poder deliberativo em prol da fiscalização e aprimoramento das políticas públicas educacionais municipais.




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