Artigo Para Reflexão Sobre Preconceito Racial

Negro Sim Senhor

20 de novembro de 2015

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Ideraldo Luiz Marcos, Professor
Sim, sou negro e daí? O que você pode fazer por mim? São questionamentos que eu faço ao longo de minha exitosa existência, mas não vislumbro melhorias nas tratativas da causa do negro brasileiro. Sem querer retornar para a história do Brasil, nem olhar para o retrovisor da vida real, afirmo que nós, negros, precisamos de verdadeiras oportunidades e não de prêmios consoladores por sermos diferentes, diante dos olhos de quem nos vê. O direito à igualdade é inquestionável para todos os seres, independentemente da cor de suas respectivas peles.
É extremamente estarrecedor percebermos o quanto somos manipulados nas lidas cotidianas. A cor da pele não pode ser impedimento para o desenvolvimento integral do indivíduo. Temos um inimigo invisível, que é o covarde preconceito racial, e devemos destravar as barreiras absurdas de camuflagem preconceituosa.
Então, se faz necessário um combate escancarado em prol da desejada igualdade, vasculhar as sombrias gavetas da desigualdade e sarar definitivamente as feridas não cicatrizadas. Com absoluta certeza, ainda há uma infestação contagiosa de racistas de plantão, que se escondem atrás de seus disfarces e sistematicamente proliferam suas ideias ultrajantes de pleno poder.
Estou plenamente convencido de que estamos sendo enganados por falsas verdades, onde nos é imposto um eterno flagelo social e moral, colocando-nos fora de qualquer expectativa de melhores dias. O chicote do feitor insiste em nos castigar violentamente. As chibatas atuais se encontram nos gabinetes acarpetados de homens que usam e abusam do direito de ferir nossa honra. Pois nossa honra é constantemente afetada quando alguém afronta acintosamente nossa inteligência, não nos possibilitando o mínimo acesso aos primeiros escalões de empregos, fazendo de conta que estamos sendo tratados como iguais.
É assustador verificarmos todo esse engodo político social, que enaltece midiaticamente os direitos iguais para todos, mas, infelizmente, somos relegados aos planos secundários de quem manda, empobrecendo e aniquilando nossas exaustivas esperanças. Somos negros e queremos apenas dignidade. [Fonte: Jornal AN]

Educação de gênero pode evitar casamento na infância e adolescência, diz estudo

Segundo o IBGE, mais de 88 mil meninas e meninos, entre 10 e 14 anos, estão em uniões consensuais, civis ou religiosas


Mohara Valle/Agência Brasil
Relatório será lançado pelo Instituto Promundo, que trabalha em diversos países pela igualdade de gênero

Estimular o envolvimento paterno na vida das filhas de forma ativa é uma das principais maneiras de evitar o casamento na infância e adolescência. A estratégia faz parte das recomendações do relatório Ela vai no meu barco – Casamento na infância e adolescência no Brasil, que será lançado nesta quarta-feira (9) pelo Instituto Promundo. Segundo pesquisa apresentada no relatório, a idade média de casamento e de nascimento do primeiro filho de meninas entrevistadas é 15 anos. Os homens são, em média, nove anos mais velhos. O trabalho do Promundo tem o objetivo de promover o direito de as meninas decidirem, livre e plenamente, quando e com quem se casar.
Segundo a coordenadora da pesquisa, Alice Taylor, as meninas com a presença do pai na educação têm maior autoestima e escolhem parceiros com comportamentos e atitudes mais igualitárias em termos de gênero. Elas também vivenciam menos violência sexual ou a atividade sexual precoce e indesejada.
“É uma recomendação muito importante trabalhar as normas de gêneros sobre a prática [relacionada ao casamento]. Trabalhar com homens, meninos, meninas, lideranças religiosas e comunitárias, redes de proteção sobre os direitos e escolhas possíveis para meninos e meninas, as suas possibilidades dentro de relacionamentos, seus direitos sexuais”, disse Alice.
De acordo com dados de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pouco mais de 88 mil meninas e meninos, entre 10 e 14 anos, estão em uniões consensuais, civis e/ou religiosas, no Brasil. Na faixa etária de 15 a 17, o número chega a 567 mil, e com 18 ou 19 anos, mais de 1 milhão de pessoas já estão em uma união formal ou informal.[Fonte: Último Segundo - IG]
Alice disse ainda que essa é uma reflexão que deve envolver toda a comunidade, de desconstrução desse modelo de comportamento em que os homens acabam se casando com meninas mais novas, porque as acham “mais atraentes e fáceis de controlar”. Acrescentou que as meninas, desejando sair da casa dos pais, se casam para ter sua liberdade, mas acabam desapontadas e vivendo experiências de controle ainda maior por parte do marido. “Uma coisa é o casamento em si, outra é a dinâmica que existe diante da diferença de poder, do homem com mais experiência". Para a pesquisadora, isso tem impacto sobre as meninas, que tendem a deixar a escola ou engravidar mais cedo.
O relatório apresenta os resultados de uma pesquisa, feita de 2013 a 2015, sobre atitudes e práticas envolvendo casamento na infância e adolescência nas regiões metropolitanas de Belém, no Pará, e de São Luís, no Maranhão. Segundo dados do IBGE, os dois estados têm alto número de casamentos infantis (de meninos e meninas com idade entre 10 e 18 anos).
A pesquisa foi feita em parceria com a Universidade Federal do Pará, a Plan International Brasil, no Maranhão, e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), com o apoio da Fundação Ford.
Embora os dois gêneros vivenciem casamentos infantis, as meninas são mais afetadas pela prática. De acordo com o relatório, entre os meninos, 18 anos é o padrão de idade ao se casar, enquanto o das meninas é 15 anos. Existem diferentes fatores que levam aos casamentos infantis, mas a principal questão, na América Latina, segundo o relatório, é que eles são considerados consensuais, não são arranjos como em outros países. “Existem formas de pressão sim, e o importante é identificar em qual contexto as meninas fazem essa escolha”, afirmou Alice Taylor.
As questões socioeconômicas, as opções de trabalho, a escolarização, o controle da sexualidade, a gravidez indesejada são fatores que, para a coordenadora do trabalho, podem levar ao casamento infantil. O relatório também mostra que os meninos adolescentes, da mesma idade que as meninas casadas, são desprezados como parceiros por causa da percepção de que não são responsáveis nem provedores.
Alice Taylor informou que o Promundo trabalha em diversos países pela igualdade de gênero, a prevenção da violência contra as mulheres e, há cerca de dois anos, com direitos das crianças e adolescentes. Ela lembrou que, no Brasil, há trabalhos importantes e avanços sobre temas como gravidez na adolescência, evasão escolar, exploração sexual e infantil, mas ainda não havia sido explorada a questão do casamento e como esses relacionamentos de crianças e adolescentes estão ligados a outras questões. “É importante que o tema tenha visibilidade e seja discutido em vários ambientes da sociedade civil. A primeira etapa é dialogar, é um tema que existe e é preciso pensar como deve ser articulado dentro de políticas públicas, quais os tipos de sistema e direitos que poderiam ser melhorados”.
Além da abordagem a homens e meninos, como pais e futuros maridos, Alice acrescentou que é preciso melhorar a legislação, para não ter tantas ambiguidades. “A legislação não abrange tudo, poque nem todos os casamentos são civis ou religiosos. Mas os casamentos informais têm os mesmos tipos de consequências que os formais”.
Conforme estimativa apresentada no relatório, o Brasil ocupa o quarto lugar no mundo em números absolutos de mulheres casadas até os 15 anos. São 877 mil mulheres, com idade entre 20 e 24 anos, que se casaram até os 15 anos (11%). Entre mulheres com idade de 20 a 24 anos, estima-se que 36% (aproximadamente 3 milhões)  se casaram aos 18 anos. Em outros países da América Latina e do Caribe, os níveis de ocorrência são maiores apenas na República Dominicana e Nicarágua.

Uso de drogas entre jovens bate nível mais baixo em 30 anos

Pesquisa aponta diminuição no consumo de cigarros, drogas e álcool entre estudantes ingleses

O consumo de bebidas alcoólicas e drogas ilícitas atingiu o nível mais baixo na Inglaterra em 30 anos, pelo menos entre os jovens do ensino secundário. Porém, um quinto já experimentou cigarros eletrônicos e um em cada 40 adolescentes admitem já ter usado alguma substância ilegal. As informações são do The Mirror.

Em 2014, 18% dos jovens entre 11 e 15 anos disseram ter fumado, pelo menos uma vez. E este é o nível mais baixo desde que a pesquisa começou, em 1982. 

Segundo o levantamento anual que avalia jovens que do 7º ao 11º ano de ensino (ou dos 11 aos 15 anos de idade), publicada pelo Ministério da Saúde e Assistência Social do governo inglês, os números continuam a cair desde 2003, quando 42% dos adolescentes admitiram já ter fumado cigarro.
 Foto: iStock
Em 2014, 18% dos jovens entre 11 e 15 anos disseram ter fumado, pelo menos uma vez. E este é o nível mais baixo desde que a pesquisa começou em 1982
Foto: iStock
O uso de cigarros eletrônicos foi considerado baixo entre jovens que nunca tinham fumado, 11%. Já 10% afirmam ter usado cachimbos de água, como o narguilé, pelo menos uma vez. 

Em 2014, 38% dos jovens de 11 a 15 anos afirmaram ter experimentado álcool ao menos uma vez, o menor resultado desde que a pesquisa começou. E apenas 8% teriam ficado bêbados na semana anterior ao estudo, um quarto do resultado de 2004, que atingiu 23%.

De acordo com a pesquisa, 4% disseram que ficavam bêbados pelo menos uma vez por semana, comparado com os 17% de 2004. E 67% dos jovens afirmam nunca ter ingerido ou não ingerirem mais álcool.
 Foto: iStock
38% dos jovens de 11 a 15 anos afirmaram ter experimentado álcool ao menos uma vez
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O uso de drogas entre jovens também diminui. Em 2014, 15% teriam consumido algum tipo de substância ilícita - em comparação com 26%, em 2004 – e 6% teriam usado drogas no mês anterior.
Além disso, 2,9% dos alunos disseram já ter usado cola ou aerossóis, mas o número também diminuiu em relação a 2004, quando 5,6% admitiram ter usado essas substâncias. 

A pesquisa também mostra que menos de um em 100 estudantes teriam experimentado cocaína ou ecstasy nos anos anteriores, um em 200 teria utilizado mefedrona e um em 500 teria injetado heroína.

O estudo também relata que alunos que não tiveram aulas de combate às drogas no 8º ano têm três vezes mais chance de experimentarem substâncias ilícitas. Dos entrevistados, 6% relataram que já receberam oferta de drogas, porém, apenas 2,5% teriam experimentado. 

O resultado final da pesquisa revelou que, na Inglaterra, em 2014, cerca de 90 mil estudantes entre 11 e 15 anos são fumantes ativos, 240 mil teriam ficado bêbados na semana anterior à avaliação, 180 mil utilizaram drogas ilícitas no mês anterior e 310 mil teriam utilizado no ano anterior. [Fonte: Terra]

Bullying Não é Brincadeira!!!



Mãe posta fotos de filho que cometeu suicídio após sofrer bullying

Os pais de um menino que cometeu suicídio na Inglaterra decidiram divulgar na internet imagens do garoto já sem vida, na tentativa de chamar atenção sobre o impacto do bullying na vida das crianças.[Fonte: Yahoo]

Homem com HIV desafia pessoas a tocá-lo em praça na Finlândia. E o resultado foi incrível

Um homem portador do vírus HIV decidiu realizar uma pesquisa sobre preconceito na Finlândia. Em uma praça de Helsinque, ele permaneceu de pé e com os braços abertos com uma placa ao lado escrito “sou soropositivo. Toque-me”. A reação das pessoas foi emocionante. Documentado, o desafio foi postado no Youtube e vem fazendo sucesso entre os internautas. Nas imagens, gravadas com o objetivo de debater o preconceito vivido por portadores de HIV no país, é possível ver quem passava pelo local relutando no início a tocar no rapaz. Pouco depois este cenário muda. Várias pessoas, incluindo crianças e idosos, não só apertaram a mão de Janne, como o abraçaram e o consolaram. No fim do vídeo, o homem não contém a emoção e cai no choro.[Fonte: Yahoo]

 

Consumo de cocaína no Brasil é 4 vezes superior à média mundial


O Brasil se transforma em um dos maiores mercados para a cocaína, com uma prevalência que supera a dos Estados Unidos e atinge mais de quatro vezes a média mundial. Os dados estão sendo publicados nesta sexta-feira, 26, pelo Escritório de Drogas e Crimes da Organização das Nações Unidas (UNODC, na sigla em inglês), que também revela que o Brasil passou a ser o maior centro de distribuição de cocaína no mundo da última década, citado em 56 países como o local de trânsito da droga.

Segundo a ONU, produção de coca no mundo parece ter atingido seu ponto mais baixo desde 1990. O informe também aponta para uma contração nos mercados dos Estados Unidos e da Europa. 

Mas é o consumo na cocaína na América do Sul que mais preocupa e o Brasil segue uma tendência inversa. A taxa de prevalência da droga na região passou de 0,7% da população em 2010 - com 1,8 milhões de usuários - para 1,2% em 2012, um total de 3,3 milhões de pessoas. As taxas sul-americanos são hoje três vezes a média mundial e parte do aumento teria ocorrido por causa do aumento do mercado no Chile e na Costa Rica. 

"Mas o aumento do uso de cocaína na região é liderada pelo aumento do uso no Brasil, que é o maior mercado de cocaína na América do Sul", alertou a ONU. "Apesar de não haver uma pesquisa recente no Brasil, extrapolando dados a partir de pesquisas com estudantes universitários, a UNODC estima que a prevalência do uso da cocaína seja de 1,75% da população adulta do País", indicou.

O dado se contrasta com a estimativa da ONU de que a cocaína seja consumida por 0,4% da população adulta mundial. Se ela continua elevada na América do Norte e na Europa, o informe revela também que existe uma "tendência geral de queda" nesses mercados. 

Nos Estados Unidos, a estimativa é de que a prevalência da cocaína chegue a 1,6% da população a partir dos 12 anos de idade. No total, o mundo contaria com um total de 17 milhões a 20 milhões de usuários da droga.

Neste ano, o informe aponta para uma queda do cultivo da coca, chegando a seus menores níveis desde 1990. Na Colômbia, a capacidade de produção seria a menor desde 1996. Mesmo com um cultivo mundial equivalente a 170 mil campos de futebol, a destruição de áreas levou a uma redução da plantação em 10% entre 2012 e 2013. 

Para a ONU, a queda do cultivo pode ter tido um impacto também na queda do consumo, com menor acesso ao produto nos Estados Unidos e no Canadá. Ações coordenadas entre vários países e uma guerra entre grupos criminosos também ajudaram na redução do consumo.

Trânsito

O Brasil ainda foi mencionado 1,7 mil vezes como país de trânsito entre 2005 e 2014. Em termos de citações, é superado pela Argentina, mencionada em cerca de 2,1 mil casos em dez anos. Mas o número de países que indicaram o Brasil é o maior do mundo, revelando que o território nacional seria a maior base de exportação da droga. 

Quarenta e cinco países de destino da cocaína mencionaram a Argentina como ponto de trânsito, contra 31 para a Colomba. Incluindo todas as demais drogas, apenas o Paquistão supera o Brasil, com 178 países do mundo o citando local de trânsito da heroína. 

"Por conta de sua posição geográfica, o Brasil tem um papel estratégico no tráfico de cocaína, e os confiscos dobraram no País em 2013 para mais de 40 toneladas", indicou a ONU.

"A cocaína entra no Brasil por avião, por terra (carros, caminhões e ônibus), por rio (barcos que cruzam o Amazonas), antes de ser enviada para o exterior, principalmente para a Europa, tanto de forma direta como via África", declarou a ONU - 30% da droga confiscada no Brasil tem o mercado externo como objetivo. 

Somando todas as drogas ilícitas, a ONU estima que existam 246 milhões de usuários no mundo, pouco mais de 5% da população entre 15 e 64 anos de idade - 27 milhões de pessoas seriam dependentes, dos quais metade por drogas injetáveis. [Fonte: Yahoo]


Conheça as principais complicações da Aids

Nem sempre uma pessoa infectada com o vírus HIV apresenta Aids. "O Vírus da Imunodeficiência Humana pode passar anos sem apresentar qualquer sintoma e sem afetar significativamente o sistema imunológico do portador", explica a infectologista Mylva Fonsi, do Centro de Referência e Treinamento Aids/ DST.

Em outros casos, entretanto, o paciente soropositivo deve ficar muito atento à sua saúde para não deixar que os efeitos colaterais de seus medicamentos e sua deficiência imunológica abram portas para outras doenças, como pneumonia e câncer. A seguir, veja os problemas de saúde são mais comuns entre as pessoas com Aids e as dicas dos especialistas para prevenção de cada um deles.
 
Doenças cardíacas
Segundo o infectologista da Unifesp Jorge Senise,da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), algumas medicações de pacientes soropositivos levam a um aumento da produção de lipídios pelo organismo, o que favorece o aparecimento de doenças cardíacas, como o infarto. Além disso, como o vírus HIV destrói as células de defesa do corpo, acaba afetando todos os sistemas, criando um estado inflamatório crônico que leva à deposição de gordura nos vasos, podendo causar um derrame.

Doenças hepáticas

Doenças hepáticas - Foto Getty ImagesTodo medicamento tem efeitos colaterais. "O paciente com HIV toma um coquetel de, pelo menos, três remédios. Por isso, há um risco de toxicidade maior", afirma a infectologista Mylva. Alguns remédios são metabolizados no fígado, que pode ficar sobrecarregado e, consequentemente, perder parte de suas funções. Por isso é essencial aderir ao tratamento e fazer consultas com seu médico regularmente, para ver se há necessidade de trocar o coquetel.

Doenças renais

Doenças renais - Foto Getty ImagesPessoas com Aids estão mais suscetíveis a doenças renais devido aos processos inflamatórios ocasionados pelo próprio vírus HIV. "Isso, juntamente com os medicamentos, favorece o aparecimento de cálculos renais, podendo levar a perda da função de filtragem dos rins", afirma o infectologista Jorge. Segundo ele, esse e outros problemas podem ser solucionados se houver monitoramento constante do paciente.

Danos nos nervos

Danos nos nervos - Foto Getty Images"Os processos inflamatórios desencadeados pelo vírus HIV afetam principalmente os nervos periféricos, ligados à sensibilidade do paciente", esclarece Mylva. De acordo com a especialista, os primeiros sintomas dessa inflamação são formigamento e dor. Por isso, logo que eles forem identificados, o paciente deve buscar ajuda profissional.

Doenças oculares

Doenças oculares - Foto Getty ImagesPela baixa da imunidade da pessoa com Aids,, ela fica exposta a diversas complicações de saúde. "Entram nesse grupo as chamadas doenças oportunistas, como a retinite, inflamação da retina" explica Mylva. É fundamental reportar esses e outros sintomas ao infectologista.

Câncer

Câncer - Foto Getty ImagesSegundo Jorge Senise, pessoas com HIV têm lidado cada vez melhor com as doenças oportunistas, decorrentes da imunodeficiência, agora o maior desafio é vencer neoplasias relacionadas ao vírus. "O câncer de linfoma é um dos mais comuns pessoas com Aids e, como o sistema imunológico está muito fraco para eliminar as células tumorais, ele pode se desenvolver rapidamente se não houver tratamento", complementa. É bom lembrar também que alguns hábitos estão diretamente relacionados ao aumento do risco de desenvolver câncer, como o tabagismo e o sedentarismo.

Pneumonia

Pneumonia - Foto Getty ImagesTosse, falta de ar e febre são alguns dos sintomas de uma doença oportunista típica de pessoas imunodeprimidas: a pneumonia causada por Pneumocystis jiroveci. Causada por um fungo, a doença não consegue se desenvolver em pessoas saudáveis e com sistema imunológico forte, mas pode levar pessoas fragilizadas à morte, se não tratada. [Fonte: Yahoo]

Eu sou feia? O bullying virtual contra a auto-estima das garotas

A pergunta é postada no Google por 10 mil meninas adolescentes todos os meses. Não importa como elas realmente se pareçam nem o quanto seus pais digam que são lindas, todos os dias alguém dirá a elas que são feias.

O bullying real dos colegas se multiplica virtualmente e chega a todos os lugares e momentos de sua vida através das redes sociais. Elas nunca estão sós e as suas relações online estão longe de colaborar com a sua auto-estima.  Este é o tema central da palestra para o TED da diretora global do projeto Dove Self Esteem, a inglesa Meaghan Ramsey, que destaca dois pontos que contribuem para agravar o que já se considera em uma doença geracional: 

1) A conexão permanente e a falta de filtros para a exposição e o bullying virtual, faz com que as garotas se sintam constantemente sob os olhares do mundo,  julgando e sendo julgadas através de suas fotos e posts.  Meaghan cita o comentário de uma mãe: “é como se elas estivessem em uma festa em seus quartos todos os dias”. A pressão social que isso acarreta é devastadora para a auto-estima.  

2) A obsessão da mídia em reproduzir padrões irreais e inatingíveis de beleza: as modelos magérrimas, as celebridades com seus corpos e cabelos  lisos sensacionais, suas peles e dentes perfeitos.  
Meaghan traz ainda alguns dados de pesquisa assustadores:  
  • 60% das garotas não participam de esportes e atividades coletivas porque não se acham bonitas ou magras o suficiente;
  • 30% não participam de debates em classe porque não querem chamar a atenção para si;
  • Estudantes têm resultados piores em exames escolares quando não se acham suficientemente magras;
  • 70% das mulheres não comparecem a uma entrevista de emprego se não estiverem satisfeitas com sua aparência.  
E como podemos mudar esse quadro? A executiva da Unilever propõe três ações positivas:

1) Um projeto de educação e formação de auto-confiança nas crianças que possa superar as pressões da sociedade.
2) Nos tornarmos melhores exemplos para as garotas, pararmos de julgar as pessoas pela forma como se parecem, prestar atenção ao que dizemos sobre outras mulheres, cuidar do que postamos na rede.
3) Trabalharmos juntos, empresas, governo, comunidade e principalmente e mídia por um modelo diferente de avaliar e valorizar as pessoas que não seja pela beleza física. [Fonte: Yahoo]
  

Semana Estadual da Cultura de Paz

COMUNICAÇÃO INTERNA CIRCULAR
Nº: 300/2014/DIEB
DATA: 02/10/2014
DE: Diretoria de Educação Básica e Profissional - DIEB
PARA: NEPREs/GEREDs e NEPRE/IEE
ASSUNTO: Semana/Dia da Paz

Senhor(a) Gerente,
Senhor(a) Coordenador(a) do NEPRE/GERED,

Cumprimentando-o(a), informamos que a Semana Estadual da Cultura de Paz comemora-se, de 05/10 a 12/10, no âmbito de Santa Catarina, instituída pela Lei Estadual nº 13.834, de 21 de agosto de 2006; e o Dia Municipal do Cidadão da Paz, dia 9/10, instituído pela Lei Municipal de Florianópolis nº 7.606/2008, de 28 de abril de 2008.

A semana objetiva refletir e sensibilizar a comunidade escolar em toda a rede estadual de ensino para a cultura de PAZ, a qual visa substituir a violência instalada em nossa sociedade por atitudes cidadãs e pacíficas, a partir do processo de Educação para a Paz.
Com este objetivo encaminhamos orientações e sugestões de atividades referentes à Semana da Paz, para que todas as unidades escolares da Educação Básica da rede estadual tenham subsídios para desenvolverem o evento:

 planejar momentos para a leitura e reflexão sobre os PRINCÍPIOS DA CULTURA DE PAZ, definidos pela Organização das Nações Unidas/ONU: respeitar a vida, rejeitar a violência, redescobrir a solidariedade, ser generoso, ouvir para compreender e preservar o planeta;
 aderir o dia 9 de outubro, como o Dia do Cidadão da PAZ, e organizar atividades para este dia, como por exemplo: passeatas, apresentação de ações desenvolvidas pelos alunos, promoção de debates sobre as causas da violência e como superá-las, promoção de gincanas, discussão de temas que desencadeiam a violência, droga, alcoolismo, excessos no trânsito, entre outros;
 discutir a metodologia de conciliação, apresentada na Política de Educação, Prevenção, Atenção e Atendimento às violências na escola/2011, página 31, como alternativa para a solução de conflitos;
 criar concurso de redação, abordando como tema os referidos princípios supracitados. O aluno deverá ser orientado e acompanhado pelo professor da disciplina de Língua Portuguesa, e junto à sua família escolherá um dos princípios e produzirá um texto. Cada unidade escolar irá selecionar um dos textos produzidos pelo aluno e encaminhará ao NEPRE da GERED para que este organize um livro, contendo no mínimo três textos abordando um ou mais princípios da paz. Cada livro constituir-se-á como referência para sua região;

ESTADO DE SANTA CATARINA
Secretaria de Estado da Educação
Diretoria de Educação Básica e Profissional

 sugerimos, ainda, como atividades pedagógicas, a criação de desenhos alusivos à cultura da paz, varal literário com poesias, além de paródias, entre outros;
 buscar o envolvimento dos agentes da paz da comunidade, por meio de mobilização para a cultura da paz, faz-se essencial. Por exemplo: bombeiros, policiais, escoteiros, instituições públicas e privadas, conselhos municipais, etc;
 utilização dos meios de comunicação da comunidade para divulgar os princípios da paz. Destaque em jornais, revista e periódicos para matérias que mostrem ações positivas e construtivas sobre o tema, com a confecção de murais e álbuns de recortes;
 leitura e discussão, junto aos professores, alunos e pais das leis alusivas à Semana/Dia da Paz, que se encontram em anexo, e pesquisa em matérias publicadas sobre a implantação e crescimento das audiências de conciliação e mediação, com discussão sobre as vantagens desses meios para a resolução de conflitos;
 mobilização da comunidade escolar (professores, funcionários, alunos e famílias), para que sejam criadas, coletivamente, regras de convivência pautadas nos valores humanos, como a ética, o respeito e a solidariedade;
 organização de dramatizações (teatros) e oficinas para demonstrações referentes ao tema;
 criação de momentos de práticas sociais, como brincadeiras, lanche coletivo, jogos, entre outros, para oportunizar o exercício de atitudes de respeito, cooperação e solidariedade, entre os pares. Criação de slogans alusivos à promoção da PAZ.
Ante o exposto, solicitamos seu envolvimento na divulgação e na mobilização das unidades escolares.

Atenciosamente,
Marilene da Silva Pacheco Elisabete Duarte Borges Paixão
Diretora Gerente
DIEB/Ale/RoseK


Brasil lidera violência contra professores


Pesquisa global feita com mais de 100 mil professores e diretores de escola do segundo ciclo do ensino fundamental e do ensino médio (alunos de 11 a 16 anos) põe o Brasil no topo de um ranking de violência em escolas.  

Na enquete da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), 12,5% dos professores ouvidos no Brasil disseram ser vítimas de agressões verbais ou de intimidação de alunos pelo menos uma vez por semana. Trata-se do índice mais alto entre os 34 países pesquisados – a média entre eles é de 3,4%. Depois do Brasil, vem a Estônia, com 11%, e a Austrália com 9,7%.

Na Coreia do Sul, na Malásia e na Romênia, o índice é zero. 

O tema da violência em sala de aula foi destacado por internautas ouvidos pela BBC Brasil como um assunto que deveria receber mais atenção por parte dos candidatos presidenciais e vem gerando acirrados debates em posts que publicamos nos últimos dias nas nossas páginas de Facebook, Twitter e Google +. "A escola hoje está mais aberta à sociedade. Os alunos levam para a aula seus problemas cotidianos", disse à BBC Brasil Dirk Van Damme, chefe da divisão de inovação e medição de progressos em educação da OCDE.

Estudo internacional sobre professores, ensino e aprendizagem (Talis, na sigla em inglês), também revelou que apenas um em cada dez professores (12,6%) no Brasil acredita que a profissão é valorizada pela sociedade; a média global é de 31%.

O Brasil está entre os dez últimos da lista nesse quesito, que mede a percepção que o professor tem da valorização de sua profissão. O lanterna é a Eslováquia, com 3,9%. Em seguida, estão a França e a Suécia, onde só 4,9% dos professores acham que são devidamente apreciados pela sociedade. 

Já na Malásia, quase 84% (83,8%) dos professores acham que a profissão é valorizada. Na sequência vêm Cingapura, com 67,6% e a Coreia do Sul, com 66,5%. A pesquisa ainda indica que, apesar dos problemas, a grande maioria dos professores no mundo se diz satisfeita com o trabalho.

A conclusão da pesquisa é de que os professores gostam de seu trabalho, mas "não se sentem apoiados e reconhecidos pela instituição escolar e se veem desconsiderados pela sociedade em geral", diz a OCDE.

Segundo Van Damme, "a valorização dos professores é um elemento-chave para desenvolver os sistemas educacionais".

Ele aponta melhores salários e meios financeiros para que a escola funcione corretamente, além de oportunidades de desenvolvimento de carreira como fatores que podem levar a uma valorização concreta da categoria.

No Brasil, segundo dados do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDEs) da Presidência da República, divulgados em junho deste ano, a remuneração média dos professores é de pouco menos de R$ 1,9 mil por mês.

A média salarial dos professores nos países da OCDE, calculada levando em conta o poder de compra em cada país, é de US$ 30 mil (cerca de R$ 68,2 mil) por ano, o equivalente a R$ 5,7 mil por mês, o triplo do que é pago no Brasil.

O especialista da OCDE cita a Coreia do Sul e a China como exemplos de países onde o trabalho dos professores é valorizado tanto pela sociedade quanto por políticas governamentais, o que representa, diz ele, um "elemento fundamental na melhoria da performance dos alunos". "Em países asiáticos, os professores possuem uma real autoridade pedagógica. Alunos e pais de estudantes não contestam suas decisões ou sanções", afirma.

A organização ressalta que houve avanços na educação brasileira nos últimos anos. Os investimentos no setor, de 5,9% do PIB no Brasil, estão próximos da média dos países da OCDE (6,1%), que reúne várias economias ricas. "Entre 2000 e 2011, o nível de investimentos em educação no Brasil, em termos de percentual do PIB, quase dobraram", afirma Van Damme.

Outro indicador considerado importante pela OCDE, o percentual de jovens entre 15 e 19 anos que estudam, é de 77% no Brasil. A média da OCDE é de 84%.[Fonte: DM]

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