

O NEPRE é uma estrutura criada pela Secretaria de Estado da Educação de Santa Catarina para fomentar ações e consolidar políticas públicas de educação, prevenção, atenção e atendimento às violências nas Escolas da Rede Pública Estadual para atuar nas temáticas: DST, AIDS, Álcool, Tabaco, Drogas Lícitas e Ilícitas (SPAs), Cultura da Paz, Violências, Bullying, Educação Sexual e Reprodutiva, Alimentação Saudável e Práticas Corporais. Por: Jorge Schemes - Editor do Blog em Joinville, SC.
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Tanto os pais, quanto seus filhos devem estar conscientes do risco por trás do comum hábito social de beber durante os fins de semana, para dar a importância adequada ao assunto. Os neurônios dos adolescentes ficarão muito agradecidos, quanto menos forem expostos aos efeitos do consumo do álcool, uma conduta que cresce cada vez mais entre os jovens.
Beber quatro ou cinco copos de cerveja, por exemplo, de sexta-feira a domingo, com o estômago vazio, pode causar danos no cérebro, e com o passar do tempo, resultar em perda de memória, de atenção, de auto-controle e de capacidade de planejamento, além de aumentar a tendência de alcoolismo.
Segundo a pesquisadora Consuelo Guerri, chefe do Laboratório de Patologia Celular do Centro de Pesquisas Príncipe Felipe, na Comunidade de Valência, Espanha, "os prejuízos cognitivos do álcool são irreversíveis, já que o cérebro permanece em fase de formação até os 21 anos", de acordo com seus trabalhos realizados em ratos.
"Se um jovem começa a beber durante os fins-de-semana aos 13 anos, em plena pré-adolescência, tem 25% de chance de se viciar em álcool quando for adulto, enquanto que, se o hábito se iniciar aos 21 anos, a probabilidade cai para 5%", acrescenta a especialista.
A razão para este fenômeno é que, entre os 13 e os 21 anos, o sistema nervoso e neuronal ainda se encontra em processo de amadurecimento, e os possíveis danos cognitivos acarretados pelo chamado "alcoolismo de fim de semana" não podem ser consertados no futuro. Em seu laboratório, a doutora Consuelo testou os danos do álcool em ratos, aplicando grandes quantidades, durante um curto espaço de tempo.
Ao chegar à idade adulta, os roedores alcoolizados continuavam tendo problemas para sair dos labirintos nos quais eram colocados, não conseguiam detectar mudanças de objetos em seu ambiente ou encontrar sua comida, indícios de uma deterioração cerebral.
Beber em excesso durante os fins-de-semana pode provocar danos no cérebro juvenil similares aos causados nos de alcoólatras crônicos. A conclusão é resultado de outra pesquisa sobre os efeitos do "alcoolismo de fim-de-semana", realizada na crosta pré-frontal do cérebro e elaborada pela equipe do neuropsicólogo Luis Miguel García-Moreno.
Esta região do cérebro é responsável por tomar decisões, planejar as ações, solucionar os problemas, entre outras funções.
"Além disso, a subzona cerebral é a que mais demora a amadurecer, de modo que, durante a adolescência e a juventude adiantada, ainda está se desenvolvendo", afirma García-Moreno.
Segundo o especialista, "um dos efeitos menos conhecidos e mais nocivos do consumo abusivo de álcool na adolescência é que faz com que os jovens sejam cada vez mais resistentes ao álcool, ou seja, que sintam menos mal-estar ao consumi-lo e vão se acostumando, apesar dos danos causados no fígado e nos sistemas digestivo e nervoso.
Para obter estes resultados, os pesquisadores reuniram 62 estudantes universitários com menos de 20 anos e os dividiram em três grupos, de acordo com seus hábitos de consumo de álcool. Em seguida, os jovens foram submetidos a diferentes tipos de testes e, de acordo com os resultados, o que se saíram pior foram aqueles que bebem em excesso de sexta-feira a domingo. (Fonte: EFE/Yahoo Notícias)
Contribuir para que o Brasil alcance os oito objetivos da ONU de redução das desigualdades pode render reconhecimento público em todo o país. Representantes de projetos catarinenses participam hoje, na Capital, do seminário de divulgação da terceira edição do Prêmio Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) Brasil.
O prêmio foi criado para incentivar ações, programas e projetos desenvolvidos por prefeituras, empresas e organizações da sociedade que contribuem para diminuir a fome, melhorar a educação e a saúde, promover a igualdade de gênero, proteger o meio ambiente e para o desenvolvimento.
O encontro em Florianópolis inicia às 9h, no Hotel Majestic. Segundo o assessor da Secretaria Geral da Presidência da República, Maurício Dutra Garcia, o seminário terá uma oficina sobre o prêmio, outra sobre a municipalização dos objetivos e uma terceira sobre mobilização em torno dos oito itens.
Garcia ressalta que o prêmio serve para dar visibilidade às iniciativas e favorece a disseminação da ideia de alcançar os objetivos.
Na primeira edição, 930 práticas foram inscritas. Na segunda, 1.062. Neste ano, conforme Garcia, a expectativa é de mais de 3 mil inscritos em todo o país. O prêmio é promovido pelo governo federal, coordenado pela Secretaria-Geral da Presidência da República, pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e pelo Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade.
Enquanto as práticas consolidadas concorrem ao prêmio, Santa Catarina busca adesões ao programa.
Estudo vai conhecer realidade catarinense
Para conhecer melhor a realidade e as demandas das regiões, uma parceria entre entidades deve promover um estudo. De acordo com o diretor do Instituto Primeiro Plano, Odilon Luís Faccio, ficará mais fácil estabelecer objetivos com dados levantados por município. Depois da análise dos projetos, será feita a contratação de empresa para a realização do estudo.
Outra necessidade é o levantamento de boas iniciativas. Com um banco de boas práticas, futuramente será possível utilizar os modelos em regiões diversas. Apenas uma iniciativa catarinense já esteve entre as 47 vencedoras nas duas edições anteriores do prêmio. A Associação de Agroturismo Acolhida na Colônia engloba os municípios de Rancho Queimado, Anitápolis, Santa Rosa de Lima, Rio Fortuna, Gravataí e Grão Pará.
Materiais do Salto Para o Futuro:
Documentos:
Atividades Sobre o ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente: