Assédio Moral Contra Professores na Escola: Suas Implicações e Garantia de Direitos

 


Assédio Moral contra Professores na Escola: Suas Implicações e Garantia de Direitos

Por: Jorge Schemes

Resumo

O assédio moral no ambiente escolar tem se tornado uma preocupação crescente, especialmente quando dirigido aos professores. Este artigo busca explorar a definição, causas e consequências do assédio moral contra professores, fundamentado em autores renomados como Marie-France Hirigoyen e Heinz Leymann. Além disso, apresenta um passo a passo para que os professores vítimas possam buscar e garantir seus direitos individuais. 

Introdução

O assédio moral, também conhecido como bullying ou mobbing, é uma prática de violência psicológica que visa desestabilizar emocionalmente a vítima. No ambiente escolar, professores têm sido alvo frequente desse tipo de violência, o que pode comprometer não apenas a saúde mental dos profissionais, mas também a qualidade da educação oferecida. Marie-France Hirigoyen, em seu livro "Assédio Moral: A Violência Perversa no Cotidiano", descreve o assédio moral como uma agressão insidiosa e repetitiva, que busca desqualificar e isolar a vítima (Hirigoyen, 2002). Heinz Leymann, pioneiro nos estudos sobre mobbing, define essa prática como uma forma sistemática de perseguição psicológica (Leymann, 1990).

Revisão de Literatura

Definição e Caracterização do Assédio Moral

Segundo Hirigoyen (2002), o assédio moral se manifesta através de comportamentos abusivos, sejam verbais, não-verbais ou físicos, que ocorrem de forma repetitiva e prolongada. Esses comportamentos incluem críticas constantes, isolamento social, sobrecarga de trabalho, e outros métodos de humilhação e intimidação. Leymann (1990) reforça que o assédio moral é caracterizado pela repetição sistemática dessas ações, com o objetivo de eliminar a vítima do ambiente de trabalho.

Causas do Assédio Moral contra Professores

Diversos fatores contribuem para o assédio moral contra professores, incluindo questões organizacionais, como a falta de suporte administrativo e políticas inadequadas de gestão de conflitos (Hirigoyen, 2002). Além disso, a desvalorização da profissão docente e a pressão por resultados podem criar um ambiente propício ao surgimento de práticas abusivas (Leymann, 1990).

Consequências do Assédio Moral

As consequências do assédio moral são graves e abrangem tanto a saúde física quanto mental dos professores. Estudos indicam que vítimas de assédio moral sofrem de estresse crônico, depressão, ansiedade e problemas psicossomáticos (Hirigoyen, 2002). Além disso, o ambiente escolar como um todo é impactado negativamente, com a deterioração das relações interpessoais e a queda na qualidade do ensino (Leymann, 1990).

Passo a Passo para Buscar e Garantir Direitos Individuais

1. Documentação dos Incidentes

O primeiro passo é documentar todos os incidentes de assédio moral. Isso inclui anotar datas, horas, locais, descrição dos eventos e possíveis testemunhas. Fotografias, e-mails e outras evidências materiais também devem ser reunidos.

2. Relato ao Supervisor Imediato

Os professores devem relatar os incidentes ao supervisor imediato ou à administração escolar. É importante formalizar a queixa por escrito, mantendo uma cópia para si mesmo.

3. Consulta a um Advogado Especializado

Buscar orientação de um advogado especializado em direito trabalhista ou direito educacional é essencial. O advogado poderá fornecer conselhos sobre os direitos legais e os passos necessários para buscar reparação.

4. Denúncia aos Sindicatos e Organizações de Classe

Os sindicatos e organizações de classe oferecem suporte aos professores vítimas de assédio moral. Eles podem intermediar negociações e oferecer apoio jurídico e psicológico.

5. Acionamento de Órgãos Governamentais

Se necessário, os professores devem acionar órgãos governamentais, como o Ministério da Educação e o Ministério Público do Trabalho, que podem investigar e aplicar sanções apropriadas.

6. Ação Judicial

Em casos extremos, pode ser necessário mover uma ação judicial contra os agressores e/ou a instituição de ensino. O advogado especializado será responsável por encaminhar o processo judicial.

7. Cuidado com a Saúde Mental

Por fim, é crucial que os professores cuidem de sua saúde mental. Procurar apoio psicológico, como terapia, e buscar redes de apoio são passos fundamentais para a recuperação.

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Conclusão

O assédio moral contra professores é uma prática que compromete não apenas a integridade dos profissionais, mas também a qualidade da educação. Através de uma abordagem sistemática e informada, é possível documentar os incidentes, buscar apoio e garantir os direitos individuais. Este artigo contribui para o entendimento do fenômeno e oferece um guia prático para que as vítimas possam agir de forma efetiva.

Referências

Hirigoyen, M. F. (2002). Assédio Moral: A Violência Perversa no Cotidiano. Bertrand Brasil.

Leymann, H. (1990). Mobbing and Psychological Terror at Workplaces. Violence and Victims, 5(2), 119-126.

Professor, Entenda o Que São os Stims no Autismo

 


Muitas pessoas não compreendem ou até mesmo desconhecem os stims, comportamento tão comum no autismo. Porém, a pessoa autista, muitas vezes, sente a necessidade de usá-lo para conseguir lidar com certas situações.

Esses comportamentos podem ser uma forma de autorregulação, alívio do estresse ou expressão de interesse ou desconforto.

Para algumas pessoas autistas, podem ainda servir como uma forma de comunicação não verbal. Eles podem transmitir emoções, necessidades ou interesses, funcionando como uma linguagem corporal única e pessoal.

Afinal, o que são os stims?

Os stims ou stimming, termo derivado de “estimulação”, são comportamentos repetitivos autoestimulatórios. Embora, sejam comuns em pessoas com autismo, também podem ocorrer em pessoas com outros transtornos e em pessoas neurotípicas (fora do espectro autista). 

Também chamados de estereotipias, os stims podem assumir uma variedade de formas e manifestações, sendo altamente individuais e únicos para cada pessoa autista. Eles se manifestam com ações ritualísticas, que podem ser linguísticas, motores e até de postura.

São exemplos de stims:

  • mexer rapidamente os braços;
  • estalar os dedos;
  • repetir sons ou palavras;
  • balançar o corpo para frente e parar trás;
  • girar objetos repetidamente
  • folhear as páginas de um livro
  •  enrolar uma mecha de cabelo entre os dedos
  • passar a mão nas coisas pra sentir as texturas

Cada pessoa tem necessidades sensoriais específicas, então, isso varia de pessoa pra pessoa e de situação pra situação.

Os stims devem ser interrompidos?

De acordo com a National Autistic Society, do Reino Unido, por ser uma forma forma de reduzir o estresse, os stims não devem ser interrompidos ou reduzidos. Pois  pode ter um impacto negativo no bem-estar emocional da pessoa autista, aumentando o estresse e a ansiedade.

Em vez disso, é importante oferecer um ambiente de apoio e compreensão, onde os indivíduos autistas se sintam livres para expressar seus stims de maneira segura e sem julgamentos.

No entanto, essas manifestações às vezes podem ser autolesivas, por exemplo, bater a cabeça ou se coçar. Nesses casos, pode ser necessário interromper ou redirecionar o comportamento.

Fonte: MSN

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