RELATÓRIO: EEB PLÁCIDO OLÍMPIO DE OLIVEIRA

RELATÓRIO DAS ATIVIDADES DOS PROGRAMAS:
“NEPRE” E “ O CARÁTER CONTA”


NEPRE – Na escola os cartazes de conscientização são expostos no mural mais importante e com grande destaque. Nas aulas de Filosofia – Ensino Médio e Ensino Religioso – Ensino Fundamental, são desenvolvidas atividades relacionadas ao tema. Entre elas, redações, poesias, cartazes e charges que foram expostos na Mostra Cultural realizado no espaço escolar.

O CARÁTER CONTA – A Escola desenvolve o Projeto Cidadania que é o projeto mor da escola e dentro dele neste 2º semestre a escola participou: (Prêmio Embraco – Revitalização, Água na Escola e Idosos) com inscrições a nível de estado e nacional, entre outros. Por este motivo “O caráter conta” está sendo trabalhado dentro destes projetos, cada pilar com sua importância.

Prêmio Embraco – Junto com a Horta Escolar, busca também a revitalização da escola, bem como uma merenda saudável, propiciando assim uma melhor qualidade de vida dos alunos e comunidade envolvida. Visando a melhoria visual da escola, os alunos estão grafitando o muro com palavras como: paz, esperança e outras, incentivando assim o ZELO pelo patrimônio escolar.


Água na Escola – Busca conscientizar o aluno quanto a importância e a consciência para a preservação, para este bem que está nos é imprescindível para a sobrevivência. Para isto foi criado um slogan, um mascote, feito gincana e também a participação na Mostra Cultural. Também a questão do meio ambiente e do lixo que contamina, solo, ar e água são trabalhados.

Idosos – Onde busca a valorização do idoso perante a sociedade e principalmente frente aos jovens (alunos) que não percebem a importância da memória e conhecimento já adquiridos pelas pessoas de maior vivência.
Como atividade, foi desenvolvida uma pesquisa com os idosos do bairro e do asilo Vila Vicentina, buscando a valorização do conhecimento. A terceira idade do bairro foi convidada para uma homenagem no espaço escolar, onde foram homenageados com músicas e poesias. E para finalizar a atividade do dia foi oferecido um café. Na seqüência os alunos fizeram uma arrecadação de alimentos e produtos de higiene pessoal que foi doado para os moradores do asilo.

O Caráter Conta foi, portanto, trabalhado juntamente com estes projetos, pois cada um tem sua especificidade, e os pilares se encaixam com os trabalhos desenvolvidos.

ATP – Ilze 3435-3885
EEB Plácido Olímpio de Oliveira

EFEITOS DO TABAGISMO NAS MULHERES




CÂNCER NAS MULHERES

Fonte: Jornal da Cidade de Bauru/SP
Data: 11/12/06




Doença avança 3 vezes mais rápido entre o sexo feminino, resultado de um processo em que 90% dos casos o vilão é o cigarro.

O câncer de pulmão é um dos que mais crescem em São Paulo, sendo o terceiro em incidência em ambos os sexos. Atualmente, acomete três vezes mais mulheres do que homens. Houve uma evolução de 42% entre o sexo feminino e de 13% entre o sexo masculino, segundo dados registrados pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), que comparou números registrados em 2000 e em 2005.

Segundo o responsável técnico pela unidade de quimioterapia do Hospital Manoel de Abreu, Paulo Eduardo de Souza, Bauru segue a tendência estadual. “No decorrer dos anos, os médicos têm notado aumento acentuado no número de tumores de pulmão. Comparando-se esse aumento com outros tipos de tumores, ele chega a ser um campeão em disseminação”, revela o oncologista.

O mesmo fato também pode ser constatado em Jaú, onde está situado o Hospital Amaral Carvalho, que atende pacientes de todo o Estado. De acordo com o registro de base populacional do Inca, que relativiza o total de habitantes e o número de novos casos na cidade, o crescimento do câncer de pulmão entre as mulheres da cidade foi 22% maior em relação aos homens. Como conseqüência, a mortalidade entre o sexo feminino por tumores de pulmão também teve um salto de 2000 para 2005. Em Jaú, o número de mulheres mortas em decorrência da doença foi 57% maior em relação aos homens, durante o período determinado na pesquisa do Inca. A história pode explicar o motivo da alta na incidência de mulheres com tumores de pulmão. “O cigarro é o primeiro fator cancerígeno. A partir da década de 1970, começou uma revolução que equiparou mulheres e homens, tanto comportamental quanto socialmente. A indústria tabagista passou a investir na mulher como consumidor em potencial, e as conseqüências aparecem hoje”, afirma o diretor de ensino e pesquisa do Hospital Amaral Carvalho, José Getúlio Martins Segalla.

A tendência é que a incidência de câncer de pulmão nas mulheres continue aumentando ano a ano. “O cigarro produz o tumor somente depois de 20 ou 30 anos. Nós estamos em 2006, e desde 1970, o consumo de tabaco entre as mulheres cresceu muito, enquanto o do homem já estava estabilizado. Por isso, durante alguns anos ainda, a doença continuará crescendo entre o sexo feminino, até que o número se iguale ao dos homens”, explica. Os médicos são enfáticos em apontar o tabagismo como fator primordial para o desenvolvimento da doença. Tanto para o oncologista do Manoel de Abreu quanto para o diretor de ensino e pesquisa do Amaral Carvalho, 90% dos casos diagnosticados são motivados exclusivamente pelo hábito de fumar.

Jovem preocupa

Para o oncologista do Hospital Manoel de Abreu, Paulo Eduardo de Souza, a população de fumantes não pára de diminuir, e o que é pior, o vício se inicia cada vez mais cedo. “Existe, com certeza, uma crise do sistema educacional e, a reboque, da família também. O jovem tem dificuldade em discernir valores para estabelecer critérios, ficando mais suscetível aos vícios”, afirma o médico. Ele acredita que uma grande parcela de culpa é da conjuntura nacional. “Quando um país não oferece um futuro para as pessoas a partir do seu próprio esforço, hoje regra para o mundo ocidental desenvolvido, existe uma deturpação de ideais, e quem mais sofre com isso é aquele que está passando por um período de descobertas e crise, que é o adolescente”, completa.

Fumante passivo

Segundo Souza, há dados evidentes de que o fumante passivo também é muito prejudicado. “Crianças que têm pais tabagistas, acusam presença de derivados de tabaco na urina. Sabidamente, filhos de fumantes desenvolvem mais bronquite e infecções das vias superiores. Logicamente, esse hábito dos pais influencia negativamente o futuro da criança”, revela. Existem pessoas que são propensas a desenvolver o câncer. “É uma doença da divisão celular, definida pela integridade do código genético de cada pessoa (DNA). Existem pessoas que têm deficiência em reparar esse DNA do pulmão. Com isso, o cigarro afeta de forma mais contundente as células da mucosa brônquia”, explica. O cigarro provoca também câncer de boca, da garganta, do esôfago e até da bexiga. Ainda não existe remédio para tratar esse mal. Mas quando o diagnóstico é feito precocemente, existe grande possibilidade de cura.

DIA MUNDIAL DE LUTA CONTRA A AIDS


Arte e ações para reduzir transmissão vertical do HIV marcam o Dia Mundial de Luta contra a Aids no Brasil

O Ministério da Saúde marca o Dia Mundial de Luta contra a Aids com quatro ações. A primeira delas é a reafirmação do compromisso do governo federal com as pessoas que vivem com o HIV no Brasil. A segunda ação é o lançamento de metas para reduzir a transmissão vertical do HIV, quando o vírus é passado da mãe para o bebê, durante a gestação, o parto ou a amamentação; e eliminar a sífilis congênita. O Ministério também apresentará o “Caderno das Coisas Importantes”, publicação voltada para alunos de escolas públicas de todo o país, e a instalação artística “Contatos”, da artista Bia Lessa, montada na Esplanada dos Ministérios.
Com essas ações, o Ministério reforça o comprometimento com a promoção da qualidade de vida das pessoas que têm o HIV; com a prevenção das doenças sexualmente transmissíveis e da aids; e com o fornecimento dos medicamentos anti-retrovirais, usados no tratamento da doença, e dos testes de diagnóstico e monitoramento da aids. Estes são alguns dos pontos que compõem o conceito de prevenção posithiva, cujo campo de ação é focado nas necessidades das pessoas infectadas pelo vírus ou que têm aids.
Neste 1º de dezembro, também será lançado o Protocolo para a Prevenção de Transmissão Vertical de HIV e Sífilis – um conjunto de procedimentos e orientações para tratar e acompanhar a gestante, no diagnóstico e no tratamento adequados para o HIV e a sífilis. Trata-se de uma mobilização para reduzir a transmissão vertical da aids e erradicar a sífilis congênita no país. A meta é eliminar a sífilis congênita em todo o território nacional até 2007 e reduzir a transmissão vertical do HIV a níveis abaixo de 1%.
De 1980 a junho de 2006, foram registrados 13.171 casos de aids por transmissão vertical no Brasil. Hoje, de acordo com estimativas do Ministério da Saúde, o índice de infecção do HIV em parturientes é de 0,41%. Isso representa, aproximadamente, 12,5 mil crianças expostas ao vírus por ano. Se as medidas corretas não forem tomadas, a criança tem 25% de chance de ser infectada pelo vírus da aids. Caso as medidas sejam adotadas, a chance fica entre 1% e 2%.
Por esses cálculos, se nenhuma medida fosse tomada, o Brasil deveria registrar pouco mais de 3.100 casos de transmissão vertical do HIV por ano. Com as intervenções adequadas, o número deveria ser de 125 casos. De acordo com o Boletim Epidemiológico 2006, divulgado em 21 de novembro, houve redução de 51,5% nos casos de transmissão vertical do HIV, entre 1996 e 2005. Naquele ano, foram registrados 1.091 casos. No ano passado, 530. Em 2006, de janeiro a junho, foram notificados 109 casos nessa categoria.No caso da sífilis congênita, foram notificados, de 1998 a junho deste ano, 36 mil casos. Atualmente, a taxa de incidência da doença é de 1,6 caso a cada 100 mil gestantes. “O Protocolo faz parte do fortalecimento de parcerias e ajuste do processo para incrementar o diagnóstico precoce e propiciar as intervenções necessárias para a prevenção e melhoria da qualidade na atenção às mulheres e recém-nascidos”, diz a diretora do Programa Nacional de DST e Aids, Mariângela Simão.
Jovens – Além dessas ações, será lançado o “Caderno das Coisas Importantes”, voltado para os adolescentes. São 400 mil exemplares que serão encaminhados para a escolas públicas de todo o país, em 2007. A publicação reafirma o compromisso do governo federal com a promoção da saúde e a prevenção das DST e da aids nas escolas públicas.
O material tem linguagem visual arrojada, com informações sobre formas de transmissão e formas de prevenção das DST e da aids, além de informações sobre corpo e sexualidade. A publicação faz parte de um programa conduzido pelo Ministério da Educação, Ministério da Saúde, Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). De acordo com dados do Censo Escolar do ano passado, 97,6 mil escolas trabalham o tema DST/Aids. Entre essas escolas, mais de 9 mil disponibilizam preservativos aos alunos.
Contato – A instalação “Contato”, da cenógrafa Bia Lessa, ocupará 24 mil metros quadrados do gramado central da Esplanada dos Ministérios, em Brasília. A obra é composta por 12.090 estacas de madeira pintadas de branco com fitas soltas com o nome e a idade de 1.000 pessoas. São pessoas que vivem ou não com o HIV e que compartilham o trabalho de prevenção e enfrentamento da epidemia de aids. Bia Lessa quer chamar atenção para que haja uma transformação na sociedade. "É preciso acabar com o preconceito que afeta as relações afetivas e sociais dos portadores do HIV”, diz a artista.
A obra também traz a inscrição “Eu me escondia para morrer, hoje me mostro para viver”, pintada no gramado. A frase é de autoria da RNP+ (Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/Aids). O mesmo texto será projetado com raio laser nas duas torres do Congresso Nacional, no início da noite do dia 1º de dezembro. Fazem parte ainda da instalação quatro laços vermelhos gigantes feitos com balões de gás. Cada laço mede 10 metros. Na inauguração da obra, 700 voluntários da sociedade civil formarão um laço vermelho, que é o símbolo mundial de luta contra a aids.
A instalação é uma promoção do Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de DST e Aids, em conjunto com o UNICEF e conta com apoio do Ministério da Defesa, Ministério da Educação, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, do Governo do Distrito Federal, das secretarias de Saúde e Turismo do DF, do Corpo de Bombeiros do DF, da Coordenação Estadual de Aids do DF, do Departamento de Trânsito do DF e do Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crimes (UNODC).
O ato simbólico de lançamento será realizado às 9h30, com a presença dos Ministros da Saúde, Agenor Álvares; da Educação, Fernando Haddad; da Secretária Especial de Políticas para as Mulheres, Nilcéa Freire; do Secretário Especial dos direitos Humanos da Presidência da República, Paulo de Tarso Vannuchi; da diretora do Programa Nacional de DST e Aids, Mariângela Simão; da representante da Unicef no Brasil, Marrie-Pierre Poirier e de Cazu Barroz e Beatriz Pacheco, participantes da campanha publicitária do dia 1 de dezembro. 1º de dezembro – O Dia Mundial de Luta Contra a Aids foi instituído em 1988, pela Organização Mundial de Saúde (OMS), com o apoio da Organização das Nações Unidas (ONU), como uma data simbólica de conscientização para todos os povos sobre a pandemia de aids. As atividades desenvolvidas nesse dia visam a divulgar mensagens de esperança, solidariedade, prevenção e incentivar novos compromissos com a luta. No Brasil, a data passou a ser adotada a partir de 1988, por uma portaria assinada pelo Ministério da Saúde. O projeto do laço como símbolo de solidariedade foi criado, em 1991, pela Visual Aids, grupo de profissionais de arte, de New York.
Mais informações:
Programa Nacional de DST e Aids - Assessoria de ImprensaTelefones: (61) 3448-100/8088Fax: (61) 3448-8090E-mail: imprensa@aids.gov.br

NOTÍCIAS SOBRE TABAGISMO

ALIANÇA POR UM MUNDO SEM TABACO

Boletim 25 de outubro de 2006.


DESTAQUE

Caros leitores, conforme publicado no Boletim Eletrônico Por Um Mundo Sem Tabaco em 11 de agosto de 2006, vocês acompanharam o posicionamento da Associação Médica Brasileira, que enviou uma carta de protesto à Rede Globo de Televisão sobre o quanto a novela Páginas da Vida poderia estar influenciando a população a fumar, quando veicula excesso de cenas de um personagem fumante, que faz parte do núcleo principal da novela.

E como não existe mobilização da sociedade sem resposta, a Rede Globo de Televisão se pronunciou concordando com os argumentos da AMB e mais uma vez reafirmou seu compromisso com a população brasileira comunicando que irá fazer uma nova campanha de prevenção ao tabagismo.

Parabenizamos a Associação Médica Brasileira, em especial a Comissão de Combate ao Tabagismo, pela sua honrosa defesa para a qualidade de vida da população. E assim sendo, ressaltamos também o compromisso da Rede Globo de Televisão que se compromete em veicular novas campanhas contextualizada de Controle do Tabagismo.


NOTÍCIAS BRASIL


Prefeito prepara mobilização pela cultura do fumo
Fonte: Gazeta do Sul – Santa Cruz do Sul

Data: 24/10/06



O prefeito de Venâncio Aires, Almedo Dettenborn (PMDB), mostrou-se preocupado com a proposição do senador Sérgio Zambiasi (PTB), que prevê incentivos à substituição da cultura do tabaco. Dettenborn esteve reunido com empresários e líderes políticos locais ontem pela manhã com o objetivo de promover uma mobilização contra a aprovação da proposta. “Vamos reunir forças para evitar esse tipo de ação. A proposta é diversificar a propriedade rural e não substituir a cultura do fumo”, destacou.


O projeto de lei nº 7.100, oriundo do Senado, tramita na Câmara dos Deputados e busca a alteração dos artigos 48 e 103 da Lei nº 8.171, de 17 de janeiro de 1991, com a finalidade de instituir, dentre os objetivos do crédito rural, o estímulo à substituição da cultura do tabaco por atividades alternativas, e de conceder, pelo Poder Público, incentivos especiais ao proprietário rural que trocar a cultura do fumo por atividades alternativas. Na semana passada, o deputado federal Francisco Turra (PP), membro da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, da Câmara Federal, fez contato com a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) para obter informações sobre o tema. Turra solicitou posicionamento da entidade sobre o projeto.


O presidente em exercício da Afubra, Heitor Petry, indicou a apresentação de projeto substitutivo. “Nossa sugestão é que se altere o texto, mudando a palavra substituição por diversificação de atividades econômicas, visando complementação de renda ao produtor de tabaco.” Petry entende que a proposta tem característica capciosa. “É querer induzir o produtor, através de um aceno de incentivos, para deixar uma atividade que ainda viabiliza renda e mercado, para a qual o fumicultor está familiarizado e profissionalmente preparado, para alguma outra que não se sabe se vai garantir a sobrevivência dele e de sua família”, defende.



Vigilantes do Fumo definem fumódromo na Amrigs
Fonte: Dr. Luiz Carlos Corrêa da Silva - Coordenador do Projeto Fumo Zero - AMRIGS

Data: 15/10/06



O grupo Vigilantes do Fumo da Amrigs/ Instituto Vida Solidária, criado para orientar sobre a restrição ao uso de derivados do tabaco dentro da entidade, reuniu-se no dia 10 de outubro para debater dúvidas dos colaboradores, treinar e simular abordagens aos visitantes. Além disso foi escolhido um local para ser o fumódromo da Amrigs. Criado no Dia Nacional de Combate ao Fumo, 29 de agosto, o grupo tem a função de abordar os visitantes da Amrigs, pedindo aos fumantes para apagarem seus cigarros. No encontro, que é mensal, ficou decidido que serão colocados cartazes educativos para instruir os fumantes a não fumar, além de placas proibitivas.



Para o colaborador do Núcleo de Apoio e ex-fumante Marcelo Oliveira Moreira, é a melhor forma de chegar ao objetivo. “A placa constrange, a proibição deve ficar clara para que a pessoa saiba que está fazendo algo errado, assim será mais fácil fazê-la seguir a norma”, disse. Segundo a gerente executiva do Instituto Vida Solidária, Simone Romanenco, este trabalho de abordagem será feito constantemente. “Temos que cuidar da saúde e do bem-estar dos que não fumam, para isso vamos lidar com a resistência das pessoas, mas esse é um trabalho de curto, médio e longo prazo”, lembrou.


Para as Dras. Margarida Rodriguez e Maria Eunice Moraes de Oliveira, membros da Comissão de Tabagismo do Projeto Fumo Zero, as abordagens não terão efeito imediato. “É um trabalho de formiguinha. Nós estamos preconizando a saúde”, explicou a psiquiatra Margarida. A pneumologista Maria Eunice acrescentou: “Isso cria uma cultura, temos que estar convencidos de que é necessária a abordagem, mesmo que a pessoa não dê importância. É um processo, temos que aceitar a resistência que sempre vai ter”. O grupo escolheu para ser o fumódromo provisório o pátio dos fundos da entidade, próximo ao ar-condicionado central.


CIÊNCIA & SAÚDE


Depois de 25 anos, um em 4 sofre de doença respiratória
Fonte: Terra Online

Data: 16/10/06



Depois de 25 anos de tabagismo continuado, pelo menos um fumante em cada quatro desenvolve uma doença pulmonar moderada ou severa, reduzindo sua capacidade respiratória, revelou um estudo dinamarquês publicado na última edição da revista mensal especializada Thorax. Para este estudo, realizado pelo especialista Peter Lange, de Copenhague, e seus colegas, foram recrutados 8.045 mulheres e homens com idades entre 30 e 60 anos, a maioria fumantes, com exceção de 1.200 exfumantes e 1.800 pessoas que nunca fumaram na vida.



Vinte e cinco anos depois dos primeiros testes respiratórios, 96% dos homens que nunca fumaram tinham os pulmões em bom estado contra 59% daqueles que fumaram sem parar. Entre as mulheres, 91% das nãofumantes não apresentavam qualquer problema respiratório ao fim do mesmo período. Um tabagista inveterado em cada quatro corre o risco de desenvolver uma doença de evolução progressiva, a bronquite crônica obstrutiva pulmonar (BPCO), segundo a pesquisa.



Entre os 2.900 óbitos registrados durante o estudo, 109 estiveram diretamente ligados a esta doença, entre os quais apenas dois eram nãofumantes. O fumo ativo é conhecido por ser a principal causa desta doença incurável que pode provocar a insuficiência respiratória, levando à necessidade de recorrer a balões de oxigênio para a sobrevivência.



Fumar cigarro impede cura de tendões do ombro, diz estudo
Fonte: Revista Dieta Já – São Paulo

Data: 18/10/06



Pesquisadores de cirurgia ortopédica da Universidade de Washington identificaram mais um motivo para que as pessoas não fumem. Estudando ratos com lesões no grupo de tendões conhecido como rotator do punho, a equipe de cientistas determinou que a exposição a nicotina adia a cura entre tendão e osso, sugerindo que isso poderia levar a problemas no reparo do rotator do punho em pacientes humanos, após cirurgias.



O tabaco é geralmente associado a problemas cardiovasculares e câncer, mas diversos estudos já mostraram que a nicotina interfere na recuperação de fraturas ósseas e inibe o processo de fusão de ossos. Alguns cirurgiões da espinha evitam operar fumantes. Mas os efeitos do fumo em tendões e ligamentos é menos estudado. Também há lacunas no conhecimento médico sobre os ferimentos do rotator do punho, um grupo de músculos e tendões do ombro, que permitem girar, elevar o braço e estabilizam a junta do ombro. Lesões são mais comuns em pessoas idosas, e a verdadeira incidência do problema é desconhecida, porque entre 5% e 40% das pessoas que podem ter um rompimento do rotator do punho não sentem a dor no ombro.



Sabe-se que o reparo do rotator pode falhar dias após a cirurgia. A taxa de recorrência pode chegar a 90%, dependendo do tamanho da ruptura, natureza do ferimento e idade do paciente. O estudo atual mostra que, quando os ratos eram expostos a nicotina após a cirurgia para reparar o rotator, a inflamação persistia por mais tempo na junta, o que prejudica a cicatrização.



ARTIGO


Uma empresa de cigarros pode ser socialmente responsável? Até quando vamos permitir o inaceitável?
Fonte: http://arruda.rits.org.br

Data: 23/10/06


Paula Johns*

Nos últimos anos, em especial após a divulgação dos documentos secretos das empresas de cigarros nos anos 90, a indústria do tabaco vem investindo pesado na melhoria de sua imagem corporativa para tentar convencer o público de que mudou. E tem conseguido isso com relativo sucesso, a julgar pela habilidade da Souza Cruz de atrair pessoas como Bernardo Rezende, Paulo Henrique Amorim, Zeca Camargo e outros nomes públicos para promover sua imagem nos chamados “Diálogos Universitários” em todo o Brasil. Isso sem mencionar seu sucesso no lobby para concorrer ao Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da Bovespa, conseguir parceria com a Infraero, fazer doações para modernização do sistema judiciário, conseguir isenções pela Lei Rouanet para produzir agendas para os projetos sociais do Instituto Souza Cruz, entre outras façanhas. Vale ressaltar que algumas dessas pessoas, instituições e órgãos de governo, mas não todos, entram nesse barco sem refletir sobre as conseqüências mais profundas dessa relação.



O que há de novidade sobre esse velho debate é a recente decisão judicial ocorrida nos EUA, onde as principais fabricantes de cigarros foram condenadas por fraude, enganação, corrupção, conluio e formação de quadrilha. Judicialmente, ficou comprovado, num documento de 1.683 páginas com riqueza de detalhes, que essa indústria mentiu por mais de cinco décadas e que continua a mentir (www.tobaccofreekids.org/reports/doj/FinalOpinion.pdf, acessado em 12 de setembro de 2006, às 18h33).



Sempre defendemos que, por uma questão de princípios básicos, não há que se ter dúvidas quanto à impossibilidade de uma empresa de tabaco ser chamada de socialmente responsável. Seria mais honesto se a chamássemos de “lamentavelmente necessária”, afinal, enquanto houver demanda por essa droga, é melhor fornecer legalmente nicotina a milhões de usuários dependentes e lidar com o tema sob a ótica da saúde pública. E nesse aspecto, apesar dos avanços dos últimos anos, ainda podemos fazer muita coisa, a começar por refletir sobre a missão das fabricantes de cigarros e compreender que essas empresas não são como outra empresa qualquer.



Em outras palavras, fundamentalmente, uma empresa cuja razão de ser é a produção, a promoção e a comercialização de um produto que vicia e mata metade de seus consumidores regulares não pode ser chamada de ética. Fundamento este explicitado no próprio Código de Defesa do Consumidor.



Infelizmente, quando se fala em tabagismo, há uma percepção do tema centrada na questão do autocuidado. A conseqüência disso é que fumantes se sentem pressionados e discriminados, e não são raras as ocasiões em que são chamados, sem a menor parcimônia, de fedidos, sujos, imbecis, burros, suicidas, desrespeitosos, sem caráter, sem força de vontade e outros adjetivos que acompanham alguns sermões moralistas que, via de regra, se originam no reducionismo do autocuidado. Tampouco se trata de chamá-los de coitadinhos – nem tão lá, nem tão acolá –, mas podemos, sim, afirmar que os fumantes são vítimas de um contexto sócio-cultural que não tem por que ser perpetuado ad eternum.



Mudar as regras desse jogo está em nossas mãos. O que é inaceitável nesse cenário é que essa mesma sociedade (no sentido amplo do termo), que recrimina e condena o fumante, banalize a prática da empresa que promove esse produto e permita que ainda existam marketing e promoção de cigarros, que ainda se venda cigarros em qualquer jornaleiro, padaria, supermercado, venda, birosca, botequim, bar, restaurante etc. É inadmissível que cigarros continuem sendo exibidos em letreiros luminosos como um passaporte para um mundo de aventuras, liberdade, viagens e como um ritual de passagem para o mundo adulto. Propagandas que a indústria jura que são para convencer o fumante adulto a mudar de marca.



Não é possível que ainda se permita fumar em ambientes fechados, apesar de um oceano de evidências comprovar que o tabagismo passivo é um grave problema de saúde pública. Não faz sentido que o cigarro brasileiro sejam o sexto mais barato do mundo e que a arrecadação de seus tributos não cubra nem metade do que se gasta com os impactos provocados pelo seu consumo. Não é justo que o poder judiciário no Brasil não veja problema algum em receber doações da Souza Cruz para modernização do seu sistema ao mesmo tempo em que centenas de ações tramitam contra essa mesma empresa. É inaceitável que o símbolo nacional das campanhas do Ministério da Saúde, o Sr. José Carlos Marques Carneiro – cuja imagem é impressa nos maços de cigarro da própria Souza Cruz e que começou a fumar quando não havia nenhuma advertência, num período de bombardeio de publicidade em todas as mídias – não receba uma indenização para viver com mais dignidade o resto de seus dias.



Hoje, a virilidade do homem de Marlboro virou impotência, o glamour de Humphrey Bogart virou falta de charme. Mesmo assim, milhares de adolescentes se tornam dependentes de nicotina todos os dias e milhões de pessoas continuam a fumar – ou por falta de acesso a tratamentos ou por vergonha de buscá-los – e reagem contra as medidas antitabagismo (erroneamente chamadas de antitabagistas) de forma defensiva, sem falar naquelas que tentam parar de fumar e não conseguem e se frustram. Isso porque fumar ainda é vendido como se fosse uma livre opção para adultos. Será que alguém que já fumou ou que fuma, ou que conviva com um ente querido gravemente comprometido em função da sua “escolha”, ou “decisão inteligente”, realmente acredita nisso?



É chegada a hora de focar no contexto, e nesse sentido, voltando à decisão judicial dos EUA, temos que ter coragem de repudiar as, no mínimo hipócritas, ações de Responsabilidade Social Empresarial da indústria do tabaco, de nos recusarmos a sentar ao seu lado ou promover a boa imagem da empresa.



A indústria do tabaco, como qualquer outro negócio, é obrigada a lucrar para atender as expectativas de seus acionistas e permanecer no mercado. Nada mais justo, não fosse seu produto o que é: causador de dependência química e psicológica, leva à morte 50% de seus usuários. Para torná-lo atraente e captar seus clientes, precisa ter estratégias cínicas e hipócritas. Essa é sua missão: mentir, enganar, esconder fatos, manipular pesquisas. E nada mais.



O que cada um de nós pode fazer? Podemos deixar de ser acionistas, ou passar a ser acionistas para mudar as regras desse jogo, podemos nos mobilizar para obrigar a indústria do tabaco a não fazer nenhum tipo de promoção ou marketing, a vender seus produtos embaixo do balcão, a não se opor aos ambientes livres de fumo, a não se opor ao aumento de preços, a tornar essas empresas inelegíveis para benefícios fiscais, como a lei Rouanet, entre outras medidas que de verdade teriam impacto sobre o consumo.



Quanto à decisão judicial recente dos EUA, vale mencionar que a primeira reação da Philip Morris e da British American Tobacco (BAT), controladora da Souza Cruz, foi pedir que a proibição da utilização dos termos “light”, baixos teores ou outras terminologias que passem a falsa impressão de cigarros menos nocivos, contida na decisão judicial, não valesse para os mercados externos. O Brasil proibiu a utilização desses falsos descritores em 2001, mas, enquanto brigava contra a medida, a indústria desenvolveu a campanha do sistema de cores, e terminamos por trocar o seis por meia dúzia. Para bom entendedor, meia palavra basta.



* Paula Johns (paula@redeh.org.br) é socióloga, mestre em Estudos do Desenvolvimento Internacional e coordenadora da Aliança de Controle do Tabagismo (www.actbr.org.br). Representou a Redeh (www.redeh.org.br) nas negociações da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco e integra o Conselho Diretor da Framework Convention Alliance www.fctc.org


NOTÍCIAS MUNDO


Caubói fumante é ícone imaginário mais influente, diz livro
Fonte: Yahoo Notícias

Data: 18/10/06



Por Michelle Nichols

NOVA YORK (Reuters) - Eles influenciam a maneira como nos vestimos, agimos, comemos e falamos, e ajudaram a mudar o curso da história -- mas não são reais.



No topo da lista "As 101 pessoas mais influentes que nunca viveram", parte de um livro lançado na terça-feira, está o Homem de Marlboro, um caubói norte-americano que surgiu nos anos 1950 e ajudou a aumentar as vendas dos cigarros Marlboro. "As fábulas das nossas imaginações, as criaturas que tiramos das nossas mentes e colocamos no mundo real são totalmente capazes de criar conseqüências surpreendentes", disse à Reuters Jeremy Salter, um dos três autores do livro.



No segundo lugar da lista está o "Grande Irmão", do livro "1984", de George Orwell, seguido pelo rei Arthur, que, segundo os autores, representa para muitas pessoas a figura do monarca ideal. Em quarto lugar está Papai Noel. "O Papai Noel governa toda a nossa economia no último trimestre do ano e sem ele os negócios quebrariam", disse Allan Lazar, outro dos autores do livro.



Barbie, a "gatinha de plástico que se tornou modelo para milhões de menininhas, estabelecendo um padrão impossível de beleza e estilo", é a número 43 da lista. "A nossa idéia é a de que personagens influentes não precisam existir, os personagens fictícios são tão importantes quanto os reais nas nossas vidas e em alguns casos até mais do que pessoas de verdade", disse Lazar. O Monstro do Lago Ness está em 56o lugar.


Saúde dos funcionários de pubs na Escócia melhora após proibição do cigarro
Fonte: Jornal Extra – Rio de Janeiro

Data: 18/10/06



A saúde dos funcionários de pubs na Escócia melhorou consideravelmente desde a proibição, em março, de fumar nesses lugares públicos, segundo relatório médico publicado hoje. Os especialistas da Universidad de Dundee (noroeste da Escócia) concluíram em seu estudo que a saúde dos funcionários melhorou significativamente nos primeiros meses desde a implementação da proibição para fumar.



As conclusões do documento afirmam que grupos antitabaco pedem ao governo da Grã-Bretanha que acelere a introdução de proibições similares na Inglaterra. O grupo Forest, a favor dos direitos do fumante, indicou que os vínculos entre fumantes passivos e os problemas de saúde ainda não foram provados cientificamente.



Os médicos da universidade escocesa trabalharam desde fevereiro passado com voluntários que trabalhavam em pubs da região de Dundee, avaliando seus estados de saúde antes e depois da proibição ao cigarro. Daniel Menzies, que liderou o grupo de estudos, declarou que nos dois meses posteriores à proibição o número de funcionários dos pubs com sintomas de alergias, asmas ou problemas respiratórios reduziu de 80% deles para menos da metade.


Menor consumo de tabaco reduz câncer
Fonte: Diário Catarinense - SC

Data: 05/10/06



As medidas para reduzir o consumo de tabaco nos Estados Unidos ajudaram a diminuir a mortalidade do câncer nos homens em aproximadamente 40% entre 1991 e 2003, informou ontem a Sociedade Americana contra o Câncer. Ao longo de 12 anos, os esforços impediram a morte de pelo menos 146 mil homens, disse a entidade em artigo publicado pela Revista Tobacco Control. Há mais de duas décadas o governo dos EUA proíbe o fumo em todas as suas instalações.


Tom e Jerry largam o vício
Fonte: http://www.portugaldiario.iol.pt

Data: 22/08/06


Desenhos animados deixaram de poder fumar para não dar mau exemplo

O canal de televisão infantil Boomerang vai suprimir algumas cenas da série de desenhos animados «Tom e Jerry» em que as duas personagens aparecem a fumar, na sequência de queixas no Reino Unido. O organismo britânico que regula os meios de comunicação, Ofcom, iniciou uma investigação sobre a série, depois de receber uma denúncia de que aquelas cenas não eram apropriadas para o público infantil, a quem o canal é dirigido.



Numa nota hoje divulgada, a Ofcom explicou que, depois de conhecer as queixas, o proprietário do canal, o grupo Turner, analisou os seus arquivos de imagens e propôs a supressão das imagens ou referências em que o tabaco surja como algo «justificado, aceitável, glamuroso, ou que incite a ser imitado». Numa das cenas que suscitaram a queixa, em «Texas Tom» de 1950, Tom tenta impressionar uma gata, agarrando um cigarro, acendendo-o e fumando-o.



No outro episódio, também de 1950, o famoso gato disputa uma partida de ténis contra um rival que fuma um charuto. Na nota, o Ofcom reconhece que «Tom y Jerry» é uma série «histórica», criada numa época em que o tabagismo «era geralmente mais aceite» e dirigiram-se à família. Contudo, actualmente, adianta a nota, esses desenhos animados são vistos principalmente pelas crianças, «algumas de muito tenra idade, que os poderão estar a ver sozinhos». A Ofcom manifesta a sua satisfação por o grupo Turner ter decidido suprimir as imagens em questão e considera que essa atitude «minimiza» as possibilidades de danos.


CRÉDITOS:


BOLETIM ELETRÔNICO - ALIANÇA POR UM MUNDO SEM TABACO
Publicação eletrônica semanal do Instituto Nacional de Câncer.
Este Boletim contém notas sobre notícias e artigos publicados na imprensa brasileira sobre controle do tabagismo. As opiniões aqui contidas não representam o posicionamento do Instituto Nacional de Câncer sobre esses temas.
Produção: Divisão de Controle do Tabagismo e Outros Fatores de Risco/ Coordenação de Prevenção e Vigilância /
Instituto Nacional de Câncer
Equipe do Boletim POR UM MUNDO SEM TABACO:
Coordenadora Editorial: Cristina Perez
Assistente Editorial: Felipe Mendes
Conselho Editorial: Tânia Cavalcante, Cristiane Vianna, Marcus Valério, Felipe Mendes e Érica Cavalcanti.

Comentários:
porummundosemtabaco@inca.gov.br

ATA DA REUNIÃO DE 20/09/2006

ATA DA REUNIÃO DA COMISSÃO MUNICIPAL DE CONTROLE E PREVENÇÃO DA AIDS

Às 14 horas do dia 20 de setembro de dois mil e seis, teve início a reunião ordinária da Comissão Municipal de Controle e Prevenção da Aids, na sede da KG Laboratórios, localizada na Rua Max Colin, 813. Participaram da reunião nove pessoas, representando oito entidades: Secretaria da Saúde/Unidade Sanitária (Vilma de Lima), Programa DST/Aids (Dra. Carmen Gregório), Secretaria de Educação do Município (Silvana Pohl e Mércia Côas Martins), KG Laboratórios (Amarilda Nass), Grupo Existência (Janice Buhr), Jorge N.N. Schemes (Gerência de Educação, Ciência e Tecnologia), Ivete Andrzejewski (Associação de Apoio às Famílias com Hanseníase) e Taise Vicente (Mutirão do Amor). Justificou a ausência a Sra. Antonia Maria Grigol, do Bom Jesus/IELUSC). A reunião foi aberta e coordenada pela presidente, Dra. Carmen Gregório, que deu as boas-vindas aos presentes e passou a tratar da pauta, composta dos seguintes assuntos: 1) PAM/2007 – Dra. Carmen mencionou que fez a apresentação do Plano de Ações e Metas ao Conselho Municipal de Saúde no último dia 28 de agosto, quando recebeu aprovação integral da plenária para envio, sem alterações; destacou a capacitação dos odontólogos da rede de pública de saúde em 2007, com foco na prevenção e intervenção em acidentes. 2) DIA MUNDIAL DE LUTA CONTRA A AIDS: Dra. Carmen apresentou boneco de dois volantes para distribuição nessa ocasião, contendo o histórico da infecção pelo HIV/Aids em Santa Catarina e os direitos do paciente HIV positivo e portador de AIDS; disse que solicitará a impressão de 60.000 cópias de cada volante; comentou que o material será distribuído aos postos de saúde, cujos profissionais serão orientados a desenvolver trabalhos em parceria com as escolas do entorno; motivou as Secretariais Estadual e Municipal de Educação a incentivarem seus alunos a se engajarem em gincanas e concursos por essa data a fim de discutirem mais o assunto. Silvana propôs envio de circular às escolas nesse sentido. 3) PREOCUPAÇÃO COM O AUMENTO DA INFECÇÃO PELO HIV: Dra. Carmen disse que reuniu-se com os coordenadores de regionais de saúde para tratar do assunto, visando aumentar a distribuição de preservativos e da orientação aos adolescentes e jovens; ressaltou que a mesma preocupação permeia atualmente planejamento do Ministério da Saúde para futuras ações, com vistas à ampliação da prevenção; ressaltou que o Programa DST/Aids de Joinville tem ótimo conceito perante o Ministério da Saúde, comprovado pelo Dr. Molina, recentemente. 4) CARTILHAS DE PREVENÇÃO: Dra. Carmen entregou alguns exemplares do referido livreto aos representantes das Secretarias de Educação, com o objetivo de apoiar a sensibilização das chefias para a capacitação dos professores nas escolas. Mércia informou que desenvolve trabalho de orientação a adolescentes nas escolas sobre Gravidez na Adolescência, oferecendo essas escolas para complementar a capacitação dos docentes no HIV/Aids em outubro; esclareceu carga horária e comprometeu-se em organizar evento para docentes das E.M. Saul Sant´Anna e Oswaldo Cabral, a partir de data mais conveniente para os envolvidos; esclareceu dúvida sobre medidas de proteção que educadores devem adotar para prevenir acidentes. Silvana lembrou que a participação de Dra. Carmen em reunião com os orientadores educacionais seria oportuna para o esclarecimento de dúvidas e sensibilização para as capacitações. 5) OUTROS. Mara convido os presentes a participarem do Dia das Crianças promovido pela KG, ressaltando a participação de inúmeros parceiros. Dra. Carmen esclareceu que o Programa DST/Aids não participará desse evento porque o público-alvo são as crianças. Janice solicitou que a reunião da comissão fosse realizada em uma hora e trinta minutos, todavia, não houve consenso sobre o tema. 6) PRÓXIMA REUNIÃO: a próxima reunião, a ser realizada no dia 18 de outubro, acontecerá no CTA, a partir das 14h. Eu, secretária, lavro, dato e assino a presente ata, que fica sujeita à posterior aprovação dos presentes. Joinville, 20 de setembro de 2006.

PROJETO DE LEI Nº 115/02

O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou ontem, dia 23/08, o projeto de lei que substitui as Leis 6.368/76 e 10.409/02 sobre drogas, até então vigentes no País. O PL nº 115/02 do Senado coloca o Brasil em destaque no cenário internacional nos aspectos relativos à prevenção, atenção, reinserção social do usuário e dependente de drogas, bem como ao endurecimento das penas pelo tráfico dessas substâncias.

A nova Lei institui o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas com a finalidade de articular, integrar, organizar e coordenar as atividades de prevenção, tratamento e reinserção social de usuários e dependentes de drogas, bem como as de repressão ao tráfico, estando em perfeito alinhamento com a Política Nacional sobre Drogas e com os compromissos internacionais do País.

Entre os principais pontos a serem destacados está a distinção clara e definitiva entre usuários e dependentes de drogas e traficantes, colocados em capítulos diferentes. A nova Lei não descriminaliza qualquer tipo de droga. Apesar do porte continuar caracterizado como crime, usuários e dependentes não estarão mais sujeitos à pena restritiva de liberdade, mas, sim, a medidas sócio-educativas aplicadas pelos juizados especiais criminais.

O texto prevê o aumento do tempo de prisão para os traficantes, que continuam a ser julgado pelas varas criminais comuns. A pena passará de 3 a 15 para 5 a 15 anos de detenção. A tipificação do crime de financiador do tráfico, com pena de 8 a 20 anos de prisão, é mais um ponto a se destacar.

Outros aspectos inovadores são o fim do tratamento obrigatório para dependentes de drogas e a concessão de benefícios fiscais para iniciativas de prevenção, tratamento, reinserção social e repressão ao tráfico.

NICOTINA NOS CIGARROS

Fonte: MS Notícias

A quantidade de nicotina nos cigarros aumentou 10% nos Estados Unidos desde 1998, alerta um novo estudo a nível nacional, o que, segundo cientistas, pode piorar a dificuldade dos fumantes de deixarem o vício. Segundo investigação do Departamento de Saúde Pública de Massachusetts (nordeste dos EUA), todas as marcas de cigarros vendidas no Estado aumentaram seu percentual de nicotina em 10% em média entre 1998 e 2004. Massachusetts é um dos três Estados americanos no país que exigem que os fabricantes informem o conteúdo de nicotina em seus produtos.

O estudo citou em particular as marcas mais populares, como Marlboro, Camel e Newsport. A marca mentolada Kool, preferida por dois terços dos fumantes americanos, aumentou seu percentual de nicotina em 20%. A nicotina é um estimulante do sistema nervoso, descoberto por Jean Nicot, que cria dependência ao agir sobre receptores de dopamina, um neurotransmissor. O aumento da taxa de nicotina "pode tornar mais difícil parar de fumar", denunciaram as autoridades sanitárias de Massachusetts em um comunicado. Além disso, os especialistas destacaram que o tabagismo influi na insulina do corpo e eleva a taxa de açúcar no sangue. "Assim, mais fumantes correm o risco de desenvolver diabetes", concluiu o Departamento de Saúde Pública de Massachussetts. "Fumar é um vício forte. É comum que os fumantes façam muitas tentativas para parar antes de terem sucesso", disse a comissária adjunta da organização, Sally Fogerty.

Pesquisa reitera que a exposição humana a nicotina, alcatrão e monóxido de carbono não é precisa nas medições com máquinas - EUA

Fonte: Paula Johns – Rede Tabaco Zero

Nova pesquisa revela que máquinas de testes de cigarro não medem de forma precisa a exposição humana à alcatrão, nicotina e monóxido de carbono.

Segundo estudo publicado no periódico Cancer, Epidemiology, Biomarkers and Prevention, as quatro máquinas atualmente utilizadas para medição de cigarros, incluindo o método ISO, falham em medir de forma precisa a exposição aos derivados do tabaco e, portanto não servem para fornecer informações adequadas aos consumidores e aos reguladores desses produtos. Como as medições não refletem a forma como as pessoas consumem esses produtos, os pesquisadores recomendam que se retirem os índices numéricos das embalagens, pois servem somente para confundir o consumidor e passar a falsa impressão de que cigarros de menores teores são menos nocivos.


CRÉDITOS BOLETIM ELETRÔNICO:
ALIANÇA POR UM MUNDO SEM TABACO

Publicação eletrônica semanal do Instituto Nacional de Câncer.

Este Boletim contém notas sobre notícias e artigos publicados na imprensa brasileira sobre controle do tabagismo. As opiniões aqui contidas não representam o posicionamento do Instituto Nacional de Câncer sobre esses temas.

Produção: Divisão de Controle do Tabagismo e Outros Fatores de Risco/ Coordenação de Prevenção e Vigilância /Instituto Nacional de Câncer

Equipe do Boletim POR UM MUNDO SEM TABACO:
Coordenadora Editorial: Cristina Perez
Assistente Editorial: Felipe Mendes
Conselho Editorial: Tânia Cavalcante, Cristiane Vianna, Marcus Valério, Felipe Mendes e Érica Cavalcanti.

REALIZE UMA CAPACITAÇÃO, PALESTRA OU OFICINA SOBRE INDISCIPLINA, BULLYING E ATO INFRACIONAL: