Nem sempre uma pessoa infectada com o vírus HIV apresenta Aids. "O Vírus
da Imunodeficiência Humana pode passar anos sem apresentar qualquer
sintoma e sem afetar significativamente o sistema imunológico do
portador", explica a infectologista Mylva Fonsi, do Centro de Referência
e Treinamento Aids/ DST.
Em outros casos, entretanto, o paciente soropositivo deve ficar muito atento à sua saúde para não deixar que os efeitos colaterais de seus medicamentos e sua deficiência imunológica abram portas para outras doenças, como pneumonia e câncer. A seguir, veja os problemas de saúde são mais comuns entre as pessoas com Aids e as dicas dos especialistas para prevenção de cada um deles.
Em outros casos, entretanto, o paciente soropositivo deve ficar muito atento à sua saúde para não deixar que os efeitos colaterais de seus medicamentos e sua deficiência imunológica abram portas para outras doenças, como pneumonia e câncer. A seguir, veja os problemas de saúde são mais comuns entre as pessoas com Aids e as dicas dos especialistas para prevenção de cada um deles.
Doenças cardíacas
Segundo o infectologista da Unifesp Jorge
Senise,da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), algumas medicações
de pacientes soropositivos levam a um aumento da produção de lipídios
pelo organismo, o que favorece o aparecimento de doenças cardíacas, como
o infarto. Além disso, como o vírus HIV
destrói as células de defesa do corpo, acaba afetando todos os
sistemas, criando um estado inflamatório crônico que leva à deposição de
gordura nos vasos, podendo causar um derrame.
Todo medicamento tem efeitos colaterais. "O
paciente com HIV toma um coquetel de, pelo menos, três remédios. Por
isso, há um risco de toxicidade maior", afirma a infectologista Mylva.
Alguns remédios são metabolizados no fígado,
que pode ficar sobrecarregado e, consequentemente, perder parte de suas
funções. Por isso é essencial aderir ao tratamento e fazer consultas
com seu médico regularmente, para ver se há necessidade de trocar o
coquetel.
Pessoas com Aids estão mais suscetíveis a doenças
renais devido aos processos inflamatórios ocasionados pelo próprio
vírus HIV. "Isso, juntamente com os medicamentos, favorece o
aparecimento de cálculos renais,
podendo levar a perda da função de filtragem dos rins", afirma o
infectologista Jorge. Segundo ele, esse e outros problemas podem ser
solucionados se houver monitoramento constante do paciente.
"Os processos inflamatórios desencadeados pelo
vírus HIV afetam principalmente os nervos periféricos, ligados à
sensibilidade do paciente", esclarece Mylva. De acordo com a
especialista, os primeiros sintomas dessa inflamação são formigamento e
dor. Por isso, logo que eles forem identificados, o paciente deve buscar
ajuda profissional.
Pela baixa da imunidade da pessoa com Aids,, ela
fica exposta a diversas complicações de saúde. "Entram nesse grupo as
chamadas doenças oportunistas, como a retinite, inflamação da retina"
explica Mylva. É fundamental reportar esses e outros sintomas ao
infectologista.
Segundo Jorge Senise, pessoas com HIV têm lidado
cada vez melhor com as doenças oportunistas, decorrentes da
imunodeficiência, agora o maior desafio é vencer neoplasias
relacionadas ao vírus. "O câncer de linfoma
é um dos mais comuns pessoas com Aids e, como o sistema imunológico
está muito fraco para eliminar as células tumorais, ele pode se
desenvolver rapidamente se não houver tratamento", complementa. É bom
lembrar também que alguns hábitos estão diretamente relacionados ao
aumento do risco de desenvolver câncer, como o tabagismo e o
sedentarismo.
Tosse, falta de ar e febre são alguns dos sintomas de uma doença oportunista típica de pessoas imunodeprimidas: a pneumonia causada por Pneumocystis jiroveci.
Causada por um fungo, a doença não consegue se desenvolver em pessoas
saudáveis e com sistema imunológico forte, mas pode levar pessoas
fragilizadas à morte, se não tratada. [Fonte: Yahoo]
