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Curtas!

Para começar a semana...

Conflitos na escola. Como lidar?
Geralmente, tendemos a nos afastar de conflitos. Por vezes, confundimos pessoas argumentativas e/ou críticas com encrenqueiras, desagradáveis. Basta lembrarmos de quando nos defrontamos com discussões de diversas ordens. Então, pensamos: Que criatura barraqueira, chata... Isso tudo porque não procuramos acolher pessoas envolvidas em conflitos; tentamos nos afastar delas. Na escola, porém, o conflito deve ser identificado, pois pode repercutir negativamente na aprendizagem... Por outro lado, o conflito tem elevado potencial de aprendizagem - especialmente, quando sabemos lidar com ele.
Dicas:
A observação é tudo. Especialmente na hora do intervalo, que é quando os alunos socializam de maneira mais desinibida. É interessante observar os grupos durante esse período.
É interessante planejar as aulas baseadas não só no conteúdo, mas nas relações entre os alunos. Ao identificar os grupos conflituosos, o professor pode escolher as atividades que favoreçam a integração, ou utilizar o conflito como aspecto positivo. Por exemplo, se há alunos mais dispersos, tímidos, ou ousados, se há alunos mais competitivos, ou temerosos. Os papéis que o professor vai atribuir aos alunos, durante as atividades, deve propiciar o melhor entrosamento social, durante sua execução.
Há temas que são por si só, geradores de conflitos: relações afetivas, crenças pessoais, valores morais e/ou culturais, posicionamentos políticos, etc. Isso não quer dizer que o professor tem que evitá-los, mas precisa estar preparado para controlar as consequências/repercussões. Planejamento é tudo!
Um conflito já posto, entre grupos de alunos, ou entre indivíduos, pode ser solucionado por alguém que seja respeitado por ambas as partes envolvidas.
Alunos novos, ou que se destacam do grupo por alguma razão específica, precisam de um trabalho diferenciado que começa quando os pais fazem a matrícula. É importante que o professor seja notificado pela direção/secretaria a fim de se preparar, e preparar sua turma para o ingresso dos novos indivíduos.
Ações:
Há escolas que buscam entre os alunos, jovens com perfil para mediar as relações interpessoais junto aos seus colegas. Quando há conflitos, são eles que intervêm – numa conversa de jovem para jovem.
Há escolas que formam grupos de discussão de diversos temas de interesse dos jovens, tais como: sexualidade, gravidez precoce, meio-ambiente, cidadania, etc.
Alguns sites para se informar e pesquisar (concorde, discorde, ou apenas se aprimore com o auxílio dos autores):http://escoladegestores.mec.gov.br/site/2-sala_projeto_vivencial/pdf/trabalhogestorescolar.pdf



Caso tenha dúvidas sobre o tema, ou queria socializar experiências neste espaço – casos, reflexões, etc, envie para: nepre@gmail.com oumichelleaprende@sed.sc.gov.br
Uma boa semana e feliz páscoa!  
Michelle Domit  
Psicóloga e Consultora Educacional 
Equipe GEREJ/NEPRE/SED

Novo APOIA On Line - Saiba Mais!!!



Denominação: Programa de Combate à Evasão Escolar - APOIA
a) Órgão gestor: Centro de Apoio Operacional da Infância e da Juventude - CIJ
b) Objetivo: Promover o regresso de crianças e adolescentes dos 4 aos 17 anos à escola, para que concluam a educação básica, e atuar preventivamente no sentido de garantir a permanência dos alunos na escola e melhorar a qualidade de ensino, mediante o aperfeiçoamento das políticas públicas intersetoriais voltadas à educação.
c) Histórico: O programa, concebido pelo Ministério Público, foi lançado oficialmente na Capital do Estado, em 13.3.2001, espraiando-se por todo o território catarinense. Em junho de 2002, foi escolhido pelo Ministério da Educação como modelo para todo o país, em ato que contou com a participação do então Centro das Promotorias da Infância. Também contribuiu para que o MPSC fosse a única instituição pública do país a merecer destaque da ONU, na divulgação do IDH 2002 no Brasil, como "exemplo de atuação responsável e transparente, zelando pela boa aplicação dos recursos públicos e incentivando a formação de parcerias em busca de resultados que beneficiem a comunidade¿, conforme assinalou o jornal Gazeta Mercantil de 24/7/02, p. 2. A partir de então, nos primeiros anos de existência, várias ações foram desencadeadas, dando-se continuidade aos trabalhos e visando, especialmente, à implantação do Programa em todas as comarcas do Estado. Em 2006, com a reedição da Portaria n. 36, da Secretaria de Estado da Educação, que instituiu o APOIA, o Programa passou a atender também o ensino médio. A partir de 2007, o CIJ passou a desenvolver estratégias para adequação do Programa às necessidades das Promotorias de Justiça, conforme diagnosticado nos Encontros Regionais de Planejamento Estratégico, buscando maior amplitude e eficácia. Após reuniões do Conselho Consultivo, realizadas em 2009 e 2010, passou-se a analisar a possibilidade da implantação de equipes multidisciplinares nas comarcas, para atendimento dos casos de evasão escolar, bem como estudar estratégias para a informatização do programa. Com a publicação da EC n. 59/09, que ampliou o ensino fundamental obrigatório para a faixa etária dos 4 aos 17 anos de idade, o APOIA alargou sua margem de ação, passando a atender também crianças do ensino infantil. O programa APOIA foi escolhido como uma das três atividades prioritárias do CIJ para 2013, conforme estabelecido no PGA, e passou-se, então, a envidar maiores esforços na sua reformulação, tendo sido desenvolvido um novo Projeto com as modificações apontadas como necessárias pelos Promotores de Justiça. Atualmente, em parceria com a Secretaria de Estado da Educação, está sendo desenvolvida uma cartilha para o APOIA On line, e remodelado o logotipo, atendendo-se aos propósitos do Novo APOIA, entre os quais o de instrumentalizar e subsidiar os Promotores de Justiça a atuarem proativamente como catalisadores das instâncias de controle social (Conselhos Municipais), instando-os a desempenhar seu poder deliberativo em prol da fiscalização e aprimoramento das políticas públicas educacionais municipais.
d) Entidades participantes: Ministério Público de Santa Catarina; Secretaria de Estado da Educação; Secretarias Municipais da Educação; União dos Dirigentes Municipais de Educação; Federação Catarinense dos Municípios e Associação Catarinense dos Conselheiros Tutelares.
e) Principais marcos regulatórios: Constituição Federal (arts. 205 a 214); Emenda Constitucional n. 59/09; Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional; Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA; Constituição Estadual (arts. 161 a 167); Portaria n. 36/01, da Secretaria de Estado da Educação e Lei n. 12.796/2013.
f) Resultados: No ano de 2000, cerca de 33 mil crianças e adolescentes eram consideradas evadidas do ensino fundamental em Santa Catarina. Presente em 99% dos municípios, em 2001 o Programa resgatou cerca de 3 mil alunos e, no ano de 2002, outros 12.436 retornaram às salas de aula. Enquanto a taxa média de evasão no país, em 2000, era de 7,1%, em Santa Catarina, no final de 2001, estava reduzida a 3,6%. Em 2003, retornaram aos bancos escolares 230 crianças e adolescentes atendidos pelo APOIA nas Promotorias de Justiça e 6.334 crianças atendidas pelos Conselhos Tutelares. De 2004 a 2012, foi registrado o retorno à escola de mais de 25 mil estudantes em razão do Programa. No último ano de 2012, 5.995 crianças e adolescentes evadidos da escola foram atendimentos e, destes 4.565 retornaram aos bancos escolares, o que representa 76% de sucesso.
g) Perspectivas: Para 2013 almeja-se implementar o Novo APOIA, em plataforma integralmente eletrônica, e elevar o índice de retorno à sala de aula para 80% dos casos atendidos. Para os anos seguintes, objetiva-se instrumentalizar e subsidiar os Promotores de Justiça a atuarem proativamente como catalisadores das instâncias de controle social (Conselhos Municipais), instando-os a desempenhar seu poder deliberativo em prol da fiscalização e aprimoramento das políticas públicas educacionais municipais.

[Fonte: MP de SC]

Vídeos Explicativos Sobre o APOIA do MP de SC





Saiba Como Funciona a Rede de Combate à Evasão Escolar

Atenção AEs das Unidades Escolares da GERED de Joinville, SC.

                          GERÊNCIA DA EDUCAÇÃO - GERED     
                          SETOR DE ENSINO - NEPRE
                               COMUNICAÇÃO INTERNA - CI

CI Nº.  91


De: Setor de Ensino – GERED - NEPRE
Data: 01/04/2014

Assunto: Convocação para Web Conferência do Novo Programa APÓIA On-line

Prezado (a) Gestor (a),
           
Considerando que o APÓIA – Aviso por Infrequencia de Aluno passará a ser Online, precisamos da sua colaboração para liberar o (a) responsável pelo registro escolar da sua escola, AE (Assistente de Educação), para participar de Web Conferência sobre o Novo Programa APÓIA. Informações:

Evento: Web Conferência
Dia: 08/04/2014
Hora: 14 horas às 17h30
Assunto: Novo Programa on-line APÓIA
Locais da Web Conferência:
Em Joinville - EEB Dom Pio de Freitas – R: Elly Soares, 358, Bairro Floresta - Fone: 34333074.
Em São Francisco do Sul – EEB Santa Catarina – R: Barão do Rio Branco, 794, Bairro Centro – Fone: 34442106


Objetivo: Capacitar profissionais da educação da rede estadual, municipal e conselho tutelar para implementação do novo Programa on-line APÓIA.

Público Alvo: O coordenador do NEPRE; o responsável pelo SISGESC; um representante da rede municipal de educação; um representante do CT; um representante do ministério Público e AEs das Unidades Escolares.

Sua escola recebeu uma vaga. Para tanto, convocamos um AE para participar.

Dúvidas e orientações entrar em contato com o responsável pelo NEPRE no Setor de Ensino da GERED, Prof. Jorge Schemes ou acessar o blog do NEPRE em www.projetonepre.blogspot.com     

Cordialmente,

                                  Dalila Leal                                                          Inês Odorizze Ramos
                        Gerente de Educação                                Supervisora de Educação Básica e Profissional                                                                                              

                                                                  
                                                                
                                                                     Jorge Schemes
                                                Coordenador Pedagógico do NEPRE

Webconferência Sobre Novo Programa On Line do APOIA

Prezado(a) Gerente e Coordenador (a) do NEPRE, 

Informamos que realizaremos uma webconferência sobre o novo programa Aviso por Infrequencia de Aluno/APOIA online. Precisamos da sua colaboração para organizar a web conferência na sua regional providenciando um ou dois local (is) e convidar o responsável pelo registro escolar da sua GERED, o coordenador do NEPRE e o responsável pelo registro escolar das unidades escolares pertencentes a esta GERED; um representante da Educação da rede municipal e um representante do Conselho Tutelar dos municípios de abrangência desta SDR. 

Dia: 08/04/203 
Hora: 14 horas às 17h30 
Assunto: novo Programa on-line APOIA

Objetivo: capacitar profissionais da educação da rede estadual, municipal, conselho tutelar para implementação do novo Programa on-line APOIA. 

Publico Alvo: O Coordenador do NEPRE e o responsável pelo SISGESC das 36 GEREDs e do IEE; um representante da Ed. da rede municipal dos municípios; um representante do Conselho Tutelar e um representante do Ministério Publicam de cada município pertencente às 36 SDRs. Totalizando aproximadamente 100 pessoas por SDR. Palestrantes: SED: Secretario ou indicado; Coordenador do NEPRE/SED; Representante da GETIG; Ministério Público: Promotor e Coordenador do Sistema. As informações técnicas serão encaminhadas posteriormente pela equipe da GETIG. 

Qualquer informação entrar em contato pelo telefone (49) 3664 0220 
Att. Elisabete Duarte Borges Paixao 
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO DIRETORIA DE EDUCAÇÃO BÁSICA E PROFISSIONAL GERENCIA DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS 
Rua João Pinto, 111 |Sala 404 | Centro | Florianópolis | SC CEP 88010-410 | Fone: 3664 0079 www.sed.sc.gov.br

Grupo de professores considera ECA 'excessivamente liberal'

Resultados preliminares de pesquisa da USP revelam desconhecimento do Estatuto da Criança e do Adolescente


Antigamente, as mães eram tão severas que, quando chamadas na escola para resolver um problema de má conduta do filho, começavam a bater neles, e os professores tinham que contê-las. Hoje, elas começam a bater no professor. 
Essa é a “brincadeira” que muitos educadores descrevem para exemplificar as situações de indisciplina que enfrentam no ambiente escolar. E foi com esse argumento que, ao participar de uma pesquisa desenvolvida pelo Observatório de Violência e Práticas Exemplares da Universidade de São Paulo (USP), muitos disseram considerar o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) "excessivamente liberal". “Os professores se viram despossuídos dos organizadores pedagógicos. Dizem que, antes, podiam advertir, reprovar, e que essa autoridade foi acabando de tal forma que se viram impotentes. E um dos primeiros bodes expiatórios encontrados foi o ECA”, avalia Sergio Kodato, professor de psicologia social da USP, coordenador do Observatório e orientador de Daniel Massayuk, líder do estudo.
Os resultados da pesquisa ainda são preliminares, mas Kodato indica que, durante as entrevistas, já foi possível perceber dois segmentos entre os educadores. O primeiro deles, que ficaria entre 60% e 65%, acredita que o estatuto é muito liberal e dá mais direitos do que deveres aos alunos. “Estes geralmente têm uma visão estigmatizada do adolescente rebelde, entendem que esse comportamento é decorrente da falta de educação em casa, defendem a redução da maioridade penal e se eximem de exercer a ação educativa na escola"rdquo;, aponta. Com isso, haveria uma criminalização dos episódios de indisciplina, que antes eram resolvidos dentro dos limites pedagógicos e agora ganhariam forma de delito, virando caso de polícia ou de Ronda Escolar. Para o docente, um dos motivos para a visão estereotipada do ECA pode ser explicado pelo desconhecimento do estatuto - em vez de usá-lo como respaldo e modelo de justiça, que delimita conflitos.
Já o outro segmento de docentes, que ficaria em aproximadamente 35% dos entrevistados, acredita que o ECA é avançado e essencial para garantir direitos à população jovem, mas que, na prática, não funciona tão bem. Para Kodato, uma das grandes diferenças nas visões dos docentes tem origem na própria formação. Professores e gestores com formação mais conservadora, com base no autoritarismo, tendem a culpar o ECA por “passar a mão na cabeça de infratores”, diferentemente daqueles que tiveram uma educação mais liberal. “O controle na escola não deve ser pelo autoritarismo, mas envolvendo o aluno com atividades desafiadoras, estimulantes. Escola é lugar de conflito, os jovens estão em idade de conflito, então o conflito é inevitável, e temos que entender isso”, opina o pesquisador. Ele ressalta, ainda, que ver o ensino com perspectiva punitiva cria um clima de hostilidade entre pais, alunos e escola.
Até o momento, foram entrevistados 20 educadores - professores, coordenadores, gestores, auxiliares de ensino, entre outros - de 10 instituições do ensino fundamental e médio das regiões de Barretos e Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. As entrevistas serão ampliadas, usando o critério de saturação de dados (quando as informações começam a se repetir) com o objetivo de entender como se construiu essa percepção do ECA e que consequências isso tem no cotidiano escolar.
ECA como aliado em sala de aula
Um dos caminhos para reverter essa percepção limitada do estatuto pode ser trazê-lo para dentro do âmbito escolar e trabalhá-lo com os próprios alunos - que, na maior parte dos casos, também desconhecem seus direitos e deveres. Foi pensando nisso que a pedagoga Patrícia Saboya, então senadora pelo estado do Ceará, elaborou a lei federal 11.525, sancionada em 2007, tornando obrigatório o ensino do ECA no ensino fundamental. 

Para ela, a percepção de que o estatuto é “liberal” não está restrita aos professores, mas encontra respaldo em diversos setores da sociedade, que têm dificuldade em compreender que o estatuto estabelece direitos, mas também obrigações, e que nele constam, inclusive, as penalidades que cabem ao adolescente que comete delito. “No momento que se tem o conhecimento da lei, e o professor tem o discernimento do que ocorre em sala de aula, isso é introjetado. É mais fácil conviver com tranquilidade quando todos sabem seus direitos e deveres”, afirma. 
Professora na Escola Estadual Onório Guimarães, em Uberlândia (MG), Aline Cantalogo trabalha o estatuto há cinco anos com alunos de 1º a 3º ano do ensino fundamental, e aponta que o conhecimento é útil não apenas para resolver conflitos no âmbito escolar. Segundo a docente, é visível que, ao conhecerem seus direitos, muitos estudantes percebem que eles sequer são cumpridos nas próprias famílias - esse, inclusive, foi um dos motivos que a levaram a incluir o estatuto nas aulas, quando uma estudante contou que vivenciava situações de violência em casa.
A estratégia da professora foi incluir o ECA como um conteúdo comum, atrelado a outros assuntos nas disciplinas de história e geografia. “Ele entra com um aspecto mais histórico, o que não gera conflito com as famílias, muitas vezes em situação de risco, que não se adequam muito à legislação”, explica. 
Ela conta que um dos focos do aprendizado é mostrar que o ECA contempla direitos e deveres e não está contra as famílias nem contra os professores. Certa vez, uma mãe foi procurá-la, dizendo que o estatuto “era a pior coisa que já haviam inventado”. O filho mais novo precisava ir à escola, e já não havia vagas. Por isso, ela tinha medo que o Conselho Tutelar tomasse a criança dela por estar descumprindo o estatuto no que diz respeito à permanência na escola. Aline mostrou à mulher que, pelo contrário, graças ao ECA ela garantiria a vaga a seu filho: acionaram o conselho tutelar para fazer valer o direito “de igualdade de condições para o acesso e permanência na escola”, e a criança foi matriculada. 
Na Escola Municipal Inspetora France Abadia Machado Santana, também em Uberlândia, Tânia Spironello usa o ECA desde os primeiros dias de aula ao montar as regras da sala com os alunos do 2º ano do ensino fundamental. “A convivência melhora muito. Eles aprendem a se respeitar, a respeitar o próximo e também que temos deveres a cumprir, não só direitos”, afirma, ressaltando que há diversas possibilidades para abordar o tema e que ele deve estar presente todos os dias. 
Em 2013, as discussões sobre o ECA na turma foram embasadas por depoimentos de avós dos alunos, que relataram as punições usadas quando eram crianças, como apanhar com a palmatória na escola ou ajoelhar no milho. “Os alunos estavam muito bem informados, todos alegaram que, naquela época, ainda não haviam leis que protegiam as crianças e os adolescentes”, conta a professora. 
Uberlândia tem ainda outro exemplo de uso do estatuto em sala de aula. Delize Aparecida Campos Oliveira, pedagoga na Escola Municipal Amanda Carneiro Teixeira, também elaborou uma proposta para incluir o ECA no aprendizado das crianças de 1º a 3º ano. “A ideia é trabalhar a cidadania e a capacidade crítica da criança, ver as coisas pela questão dos direitos e dos deveres. Temos várias situações de falta de limites na escola, e quando se fala em um direito, automaticamente estamos falando em um dever”, explica. 
Há quatro anos, Delize criou uma situação fictícia de adoção na escola. Desde então, anualmente, ela passa nas turmas fantasiada e se apresenta como coordenadora de um orfanato, propondo que um bebê - no caso, um boneco - seja adotado. A partir daí, delibera com a turma sobre como passarão a cuidar do novo “filho”. Quando o bebê chega, há uma discussão para saber quais os direitos daquela criança, como ela deve ser tratada e quais cuidados são necessários - aí, então, é apresentado o estatuto. 
Cada criança leva o boneco para casa e cuida dele por alguns dias, para depois fazer um relatório. Caso haja alguma situação negativa - o que, segundo a professora, é bastante raro -, como o “bebê” ficar sem roupas ou se a criança esquece o boneco em casa, abre-se um espaço para se discutir por que isso é errado e como seria o correto. Segundo a professora, durante o ano, o ECA é utilizado ainda para embasar diversos conteúdos, como a alfabetização, a partir do trabalho com seus artigos. [Fonte: Terra]

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