Estudo de Caso: Incidente com Substâncias Ilícitas no Ambiente Escolar | O Que Fazer?

 


Estudo de Caso: Incidente com Substâncias Ilícitas no Ambiente Escolar


Por:

Jorge Schemes


Durante o intervalo das aulas, a equipe de inspeção escolar flagrou três estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental (com idades entre 14 e 15 anos) consumindo maconha nos fundos da quadra poliesportiva. Um dos estudantes trazia consigo duas porções adicionais da substância embaladas na mochila.

Análise das Dimensões da Intervenção


  • Dimensão Pedagógica: A abordagem deve evitar o caráter meramente punitivo ou de exposição do estudante. O foco central é a conscientização, o acolhimento e a redução de danos, garantindo a continuidade da vida escolar e o acompanhamento preventivo contínuo no currículo.

  • Dimensão Ética: Exige preservação absoluta da imagem, identidade e privacidade dos adolescentes perante a comunidade escolar. A postura da equipe deve ser neutra, empática e firme, sem julgamentos morais, tratando o consumo de substâncias sob a ótica do cuidado e da saúde pública.

  • Dimensão Legal: Em conformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA - Lei nº 8.069/1990) e a Lei de Drogas (Lei nº 11.343/2006), os adolescentes são sujeitos de direitos e inimputáveis penalmente. A escola tem a obrigação legal de notificar os responsáveis e comunicar o Conselho Tutelar. É vedada qualquer conduta de busca pessoal ostensiva ou revistamento corporal por parte dos funcionários.

Protocolo Institucional de Intervenção

EtapaAção ImediataResponsávelProcedimento Padronizado
1. Contenção DiscretaAbordagem e IsolamentoInspeção / Orientação EscolarRetirar os alunos da área comum de forma discreta, encaminhando-os à sala da Direção/Orientação sem alarde.
2. Custódia do MaterialApreensão PassivaDireção EscolarSolicitar que o aluno coloque o material sobre a mesa. Não realizar revistas físicas nas mochilas ou roupas dos estudantes.
3. Notificação FamiliarConvocação dos ResponsáveisOrientação EducacionalContatar os pais/responsáveis para comparência imediata na unidade escolar para ciência docorrido.
4. Notificação OrgânicaAcionamento de RedeGestão EscolarComunicar o Conselho Tutelar do município e formalizar relatório circunstanciado (sem atribuir crime ao adolescente).
5. Encaminhamento de SaúdeRede de Proteção SocialServiço Social / OrientaçãoEncaminhar a família para atendimento no CAPS AD (Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas) ou CRAS da região.
6. Medida EducativaRestauração e AcompanhamentoConselho Escolar / PedagogosAplicação de medida pedagógica restaurativa (trabalhos temáticos, apoio psicológico e acompanhamento de frequência), evitando a expulsão.

Essa é uma das situações mais complexas e delicadas que a gestão escolar pode enfrentar. O desafio reside em equilibrar a função educacional e de proteção da escola (prevista no ECA) com a necessidade imperiosa de garantir a segurança de toda a comunidade escolar (alunos, professores e funcionários).

Havendo resistência ativa ou atos de violência por parte dos adolescentes, o protocolo pedagógico inicial deve ser imediatamente suspenso em favor de um protocolo de segurança e contenção de danos.

Abaixo, detalhamos o que fazer, o respaldo legal para chamar a polícia e os procedimentos corretos.

1. O que fazer em caso de Resistência ou Violência


A prioridade absoluta passa a ser a integridade física das pessoas. A gestão deve agir com firmeza, mas sem perder a calma.

Ações Imediatas de Contenção:


  1. Afastamento e Isolamento:

    • Se os alunos violentos estiverem em área comum, evacue os outros alunos e funcionários do local para protegê-los.

    • Se possível, tente isolar os alunos envolvidos em uma sala segura, mas nunca se tranque sozinho com eles. Mantenha sempre outros adultos por perto (vice-diretor, coordenador, inspetor).

  2. Mediação de Crise (Se possível):

    • Utilize um tom de voz firme, mas baixo e controlado. Evite gritar ou fazer ameaças, pois isso pode escalar a violência.

    • Tente desescalar a situação através da fala, buscando a "redução de danos" imediata. O objetivo não é mais discutir o uso de drogas, mas sim cessar a violência.

  3. Contenção Física (Apenas em Último Caso e com Técnica):

    • A contenção física por funcionários deve ser evitada ao máximo. Ela só é justificável em caso de legítima defesa ou para impedir que o aluno machuque a si mesmo ou a terceiros.

    • Deve ser feita de forma proporcional, usando o mínimo de força necessária, preferencialmente por mais de um adulto treinado, evitando técnicas que possam asfixiar ou lesionar o adolescente.

2. É possível chamar a polícia na escola?


Sim, é possível e, em muitos casos de violência, obrigatório.

A escola não é um território extraterritorial onde as leis do país não se aplicam. Os gestores escolares têm a responsabilidade legal de zelar pela segurança de todos dentro da unidade. Isentar-se de chamar ajuda policial em uma situação de perigo iminente pode configurar negligência ou omissão por parte da direção.

Quando Chamar a Polícia (190):


Você deve chamar a Polícia Militar imediatamente se:

  1. Houver violência física ativa: Alunos agredindo fisicamente funcionários, professores ou outros alunos.

  2. Houver ameaça iminente à vida ou integridade física: O aluno está armado (faca, arma de fogo ou objeto contundente) e ameaça usá-lo.

  3. Houver resistência violenta injustificável: O aluno destrói patrimônio da escola e coloca pessoas em risco ao resistir à contenção da equipe escolar.

  4. A situação fugir do controle da gestão: A equipe escolar não consegue mais garantir a segurança no ambiente.

Como deve ser a atuação policial na escola:


  • A polícia deve ser chamada para cessar a violência e garantir a segurança, não para exercer função pedagógica ou punitiva da escola.

  • Ao chegar, a polícia assume o controle da situação de segurança.

  • Os policiais devem atuar respeitando a dignidade do adolescente, utilizando força proporcional, conforme os protocolos de Direitos Humanos e o ECA.

  • O uso de algemas em adolescentes é excepcional, permitido apenas se houver perigo à integridade física própria ou alheia, ou risco de fuga, devendo ser justificado por escrito (Súmula Vinculante 11 do STF).

3. Qual o Respaldo Legal?


O respaldo legal para a ação da gestão escolar e para o acionamento da polícia baseia-se na proteção de direitos fundamentais e no cumprimento de deveres institucionais.

Diploma LegalArtigos Chave / ConceitoO que diz sobre o caso
Constituição Federal (CF/88)Art. 5º (Direito à vida e segurança); Art. 144 (Segurança pública é dever do Estado).Garante que todos têm direito à segurança. A polícia tem o dever constitucional de agir diante de crimes ou atos infracionais.
Código Penal (CP)Art. 23 (Legítima Defesa e Estrito Cumprimento do Dever Legal); Art. 24 (Estado de Necessidade).Resguarda funcionários que precisarem usar força proporcional para se defender ou defender terceiros de agressão injusta.
Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA - Lei 8.069/90)
Art. 18 (Direito a não ser submetido a tratamento desumano, violento).


Art. 103 (Define Ato Infracional - conduta descrita como crime).


Art. 136 (Dever de comunicar o Conselho Tutelar).

Embora proteja o adolescente, o ECA também define que adolescentes cometem atos infracionais (como agressão ou tráfico de drogas). Diante de ato infracional, a autoridade policial deve ser acionada. A escola também deve comunicar o Conselho Tutelar imediatamente.
Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB - Lei 9.394/96)Art. 12, Inciso IX (Dever da escola de promover ambiente seguro).Estabelece que as escolas têm a incumbência de zelar pela segurança dos profissionais e dos alunos.

Resumo do Procedimento em Caso de Violência:


  1. Priorize a Segurança: Afaste as vítimas, isole os agressores se possível.

  2. Chame 190 (Polícia Militar): Informe claramente que há violência física ativa em ambiente escolar com adolescentes.

  3. Use Força Proporcional: Apenas se necessário para legítima defesa ou para impedir danos iminentes, até a chegada da polícia.

  4. Comunique os Responsáveis e o Conselho Tutelar: Logo após a contenção da crise.

  5. Registre Tudo: Elabore uma Ata de Ocorrência detalhada, registrando os fatos, os nomes das testemunhas e as ações tomadas.

  6. Encaminhe para a Rede de Proteção: Após a crise, os alunos devem ser encaminhados para acompanhamento psicológico e social (CRAS, CAPS AD), em paralelo às medidas socioeducativas aplicáveis pelo Judiciário.


Sites de Apoio e Canais Institucionais


Referências Bibliográficas


  • BRASIL. Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. Brasília, DF, 1990.

  • BRASIL. Lei nº 11.343, de 23 de agosto de 2006. Institui o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (SISNAD). Brasília, DF, 2006.

  • GARCIA, M. L. T.; LEAL, F. X.; ABREU, C. C. A prevenção ao uso de drogas nas escolas: limites e possibilidades. Educação em Revista, v. 34, 2018.

  • SOUZA, R. C.; MOREIRA, M. I. C. A atuação da escola diante do uso de drogas por adolescentes: impasses éticos e pedagógicos. Psicologia Escolar e Educacional, v. 22, n. 3, p. 541-549, 2018.

Saúde Mental na Escola | E-Book Gratuito | Baixe Aqui

Este e-book tem como foco a capacitação de profissionais da educação para a identificação de sinais de sofrimento psíquico em estudantes e a aplicação de estratégias práticas de acolhimento no ambiente escolar. A obra apresenta conceitos fundamentais sobre saúde mental e psicossocial, destacando os impactos do contexto escolar no bem-estar dos alunos. São abordados sinais comuns de sofrimento, como ansiedade, depressão, isolamento e autolesões, bem como formas de reconhecer e agir diante dessas manifestações. O material propõe técnicas de escuta ativa, mediação de conflitos e criação de um ambiente acolhedor, além de orientações sobre como acionar redes de apoio, envolver as famílias e encaminhar aos profissionais especializados. Com uma abordagem sensível e prática, o e-book oferece ferramentas essenciais para que educadores lidem com situações desafiadoras de forma ética, empática e eficaz.

Clique na Imagem Para Baixar Gratuitamente:



Saúde Mental em Situações de Crises e Desastres na Escola

 


Saúde Mental em Situações de Crises e Desastres na Escola

Autismo: Quais as Causas? Confira o Resumo das Pesquisas Científicas Mais Recentes


As pesquisas científicas mais recentes (incluindo grandes estudos publicados entre 2025 e 2026 em revistas como Nature Genetics e Molecular Psychiatry) confirmam que o Transtorno do Espectro Autista (TEA) não tem uma causa única.

O consenso atual aponta para uma interação complexa entre uma forte base genética e múltiplos fatores ambientais e biológicos que influenciam o neurodesenvolvimento.

As principais descobertas explicam os fatores que podem levar ao autismo:

1. Fatores Genéticos (A Base Principal)

A genética continua sendo o pilar mais pesado, responsável por cerca de 80% a 90% da suscetibilidade ao autismo. A ciência recente mudou o foco de procurar "o gene do autismo" para entender redes inteiras:

  • Mutações Espontâneas (De Novo): Estudos recentes reforçam que muitas mutações surgem do nada nas células reprodutivas dos pais (não são herdadas). Todos nós temos algumas dessas mutações, mas em pessoas autistas elas costumam afetar genes críticos para o desenvolvimento do cérebro.

  • Convergência de Vias Neurais: Um estudo marcante de 2026 liderado pela Universidade de Yale descobriu que, embora existam centenas de genes diferentes ligados ao autismo, eles convergem nos mesmos caminhos biológicos. Eles afetam principalmente a comunicação entre os neurônios (sinapses), a regulação de como outros genes se expressam e a função das mitocôndrias (as usinas de energia das células).

  • Carga Variável: Pesquisas de 2025 indicam que variantes genéticas raras e grandes tendem a estar associadas a quadros com maiores desafios de desenvolvimento, enquanto variantes comuns e pequenas aparecem mais em casos de autismo leve ou diagnosticados mais tarde.

2. Fatores Ambientais e Gestacionais

Os fatores ambientais não causam o autismo sozinhos; eles interagem com a predisposição genética do bebê, funcionando como gatilhos ou moduladores durante a gestação.

  • Idade Parental Avançada: A idade mais avançada do pai ou da mãe no momento da concepção está estatisticamente ligada a uma maior chance de mutações genéticas espontâneas.

  • Condições Metabólicas e Imunológicas da Mãe: Diabetes gestacional, obesidade severa ou distúrbios imunológicos e inflamatórios na gestação têm sido associados a um risco aumentado. O estresse extremo e traumas agudos durante a gravidez também são alvos de pesquisas recentes (como estudos da USP) devido ao impacto do cortisol no desenvolvimento fetal.

  • Exposição a Poluentes e Pesticidas: O contato materno com altos níveis de poluição do ar (especialmente no terceiro trimestre) e certos pesticidas agrícolas (como organofosforados) demonstra correlação com o aumento do risco.

  • Prematuridade Extrema: Bebês que nascem muito antes do tempo ou com peso muito abaixo do esperado, especialmente se passarem por períodos de privação de oxigênio (anóxia), têm maior incidência de TEA.

3. Mecanismos Biológicos Emergentes

  • Poda Sináptica Alterada: Estudos em tecidos cerebrais mostram que o cérebro autista apresenta variações na "poda sináptica" — o processo natural onde o sistema nervoso elimina conexões neurais antigas ou desnecessárias para funcionar de forma mais eficiente. No autismo, essa limpeza pode ser menos ativa, gerando um excesso de conexões em certas áreas.

  • O Eixo Intestino-Cérebro: Uma linha forte de investigação avalia o impacto do microbioma intestinal. A disbiose (desequilíbrio bacteriano no intestino) é frequentemente encontrada em pessoas com TEA e parece modular a severidade de alguns traços e sintomas gastrointestinais associados.

O que a ciência descartou: Pesquisas globais recentes e revisões de autoridades de saúde em 2025 limparam o campo de hipóteses antigas. Foi reafirmado que não existe nenhuma ligação entre o autismo e o uso de paracetamol (Tylenol) na gravidez, tampouco com vacinas ou dietas específicas.

O autismo é hoje compreendido como uma coleção de diferentes trajetórias biológicas que levam a características clínicas parecidas, o que explica por que o espectro é tão vasto e variado.

Maio Laranja: Combatendo a Exploração e o Abuso Sexual Infantil no Brasil


Maio Laranja no Brasil: Origem, Objetivos, Estatísticas e Estratégias de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual Infantil

O Maio Laranja representa uma das mais importantes mobilizações sociais brasileiras voltadas à proteção da infância e da adolescência. A campanha tem como finalidade conscientizar a sociedade sobre o combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, promovendo ações educativas, preventivas e de denúncia. Em um país marcado por elevados índices de violência infantojuvenil, o Maio Laranja tornou-se símbolo de resistência, proteção e defesa dos direitos humanos.

Origem do Maio Laranja

A origem do Maio Laranja está diretamente ligada ao trágico caso de Araceli Cabrera Sánchez Crespo, menina de apenas oito anos que foi sequestrada, violentada e assassinada em 18 de maio de 1973, na cidade de Vitória. O crime gerou grande comoção nacional e tornou-se símbolo da luta contra a violência sexual infantil no Brasil.

Como resposta à necessidade de enfrentamento dessa realidade, foi instituído, por meio da Lei nº 9.970/2000, o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, celebrado em 18 de maio. Posteriormente, a Lei nº 14.432/2022 oficializou a campanha Maio Laranja em todo o território nacional.

O símbolo da campanha é uma flor laranja, que representa a fragilidade da infância e a necessidade de cuidado, proteção e desenvolvimento saudável.

Objetivos do Maio Laranja

A campanha possui diversos objetivos sociais, educativos e institucionais. Entre os principais, destacam-se:

1. Conscientizar a sociedade

O Maio Laranja busca informar a população sobre a gravidade do abuso e da exploração sexual infantil, rompendo o silêncio e incentivando o debate público sobre o tema.

2. Incentivar denúncias

Muitos casos permanecem invisíveis devido ao medo, à vergonha ou à dependência emocional das vítimas em relação aos agressores. A campanha fortalece canais de denúncia, especialmente o Disque 100.

3. Promover políticas públicas

Outro objetivo central consiste em estimular ações governamentais de prevenção, acolhimento das vítimas, punição dos criminosos e fortalecimento da rede de proteção à infância.

4. Proteger os direitos das crianças e adolescentes

A campanha está fundamentada nos princípios do Estatuto da Criança e do Adolescente e da Constituição Federal, que garantem proteção integral à criança e ao adolescente.

Estatísticas sobre o abuso sexual infantil no Brasil

As estatísticas brasileiras revelam um cenário alarmante. Segundo dados divulgados em campanhas e órgãos oficiais:

  • Cerca de 500 mil crianças e adolescentes sofrem exploração ou abuso sexual todos os anos no Brasil.
  • Estima-se que apenas uma pequena parcela dos casos seja denunciada às autoridades. Alguns levantamentos apontam que mais de 90% das ocorrências permanecem ocultas.
  • A cada hora, aproximadamente três crianças sofrem abuso sexual no país.
  • Dados recentes indicam crescimento da violência sexual no ambiente digital, incluindo pornografia infantil, aliciamento online e exploração em redes sociais.

Além disso, estudos apontam que a maior parte dos abusos ocorre dentro do ambiente familiar ou em círculos próximos à vítima, tornando a identificação ainda mais complexa.

Sob a perspectiva teórica da sociologia da violência, autores como Michel Foucault demonstram que relações de poder e silenciamento institucional contribuem para a perpetuação de violências invisibilizadas socialmente. Já na psicologia do desenvolvimento, estudiosos como Jean Piaget e Lev Vygotsky reforçam que traumas na infância comprometem profundamente o desenvolvimento emocional, cognitivo e social da criança.

Diferença entre abuso sexual e exploração sexual

É importante distinguir dois conceitos frequentemente associados:

Abuso sexual

Consiste em qualquer ato de natureza sexual praticado contra uma criança ou adolescente, com ou sem contato físico, visando satisfação sexual do agressor.

Exploração sexual

Refere-se à utilização sexual de crianças e adolescentes mediante lucro, troca financeira, favorecimento ou vantagens, incluindo prostituição infantil, pornografia e tráfico humano.

O que fazer para colaborar com o Maio Laranja

O enfrentamento da violência sexual infantil exige participação coletiva. Algumas atitudes fundamentais incluem:

1. Denunciar suspeitas

Qualquer suspeita deve ser comunicada ao Disque 100, Conselho Tutelar ou autoridades policiais. O silêncio favorece a continuidade da violência.

2. Educar crianças sobre proteção

Pais e educadores devem ensinar limites corporais, respeito ao próprio corpo e a importância de relatar situações desconfortáveis.

3. Observar sinais comportamentais

Mudanças bruscas de comportamento, medo excessivo, isolamento, sexualização precoce e queda no rendimento escolar podem indicar situações de abuso.

4. Promover debates em escolas e igrejas

Instituições educacionais e religiosas possuem papel essencial na conscientização comunitária e na construção de ambientes seguros.

5. Compartilhar informações confiáveis

A divulgação de campanhas educativas nas redes sociais amplia o alcance da conscientização e ajuda a combater a desinformação.

6. Fortalecer a proteção digital

Com o aumento da violência virtual, torna-se indispensável monitorar conteúdos acessados por crianças e adolescentes, além de orientar sobre riscos na internet.

Considerações finais

O Maio Laranja transcende uma simples campanha institucional; trata-se de um movimento ético e social em defesa da dignidade humana. A proteção da infância deve ser compreendida como responsabilidade coletiva do Estado, da família e da sociedade.

O enfrentamento do abuso e da exploração sexual infantil exige educação, vigilância social, políticas públicas eficientes e fortalecimento dos canais de denúncia. Mais do que lembrar uma data, o Maio Laranja convida a sociedade brasileira a romper o silêncio e assumir compromisso permanente com a proteção das crianças e adolescentes.

Referências

SAIBA MAIS: https://maiolaranja.org.br

31 de Maio | Dia Mundial Sem Tabaco

 


Prezados (as),


O Dia Mundial sem Tabaco, 31 de Maio


O Dia Mundial sem Tabaco (31 de maio) foi criado em 1987 pela OMS para alertar sobre as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo em todo o mundo.

Todos os anos, no Dia Mundial sem Tabaco (DMST), o INCA promove e articula com as secretarias estaduais e municipais de saúde dos 26 estados e do Distrito Federal — além de outros setores do Ministério da Saúde e do Governo Federal —, ações em âmbito nacional sobre o tema indicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que, em 2026, é: DESMASCARANDO O APELO – COMBATENDO A DEPENDÊNCIA DE NICOTINA E TABACO.

De acordo com a OMS, a campanha do Dia Mundial sem Tabaco 2026 tem como objetivos:

● Aumentar a conscientização sobre as estratégias em evolução da indústria do tabaco e da nicotina, incluindo o uso de nicotina sintética, sais de nicotina e análogos para aumentar o potencial de dependência enquanto aparentam ser tecnologicamente avançados;

● Defender ações políticas mais rigorosas para proteger os jovens, por meio de proibições de sabores, publicidade e promoção (inclusive em mídias digitais e sociais), além da regulamentação de embalagens e do design de produtos que aumentam seu apelo; e

● Prevenir a dependência e reduzir a demanda, fornecendo ao público — especialmente aos jovens — conhecimento e ferramentas para resistir à manipulação da indústria e acessar apoio para parar de fumar baseado em evidências.

O INCA elaborou Nota Técnica do Dia Mundial sem Tabaco 2026 que fornece subsídios para apoiar as ações em nível local. Além disso, serão desenvolvidas peças publicitárias que darão apoio à campanha, e que serão divulgadas em breve.

Contamos com todos (as) na divulgação da data e na realização das ações comemorativas!

Conheça mais sobre o tema na Nota Técnica:  https://ninho.inca.gov.br/jspui/handle/123456789/18075


Acesse as campanhas do Dia Mundial sem Tabaco de anos anteriores: https://ninho.inca.gov.br/jspui/handle/123456789/2270

Veja todos os materiais de tabagismo no repositório institucional Ninho: https://ninho.inca.gov.br/jspui/handle/123456789/2062

Confira os materiais da campanha do DMST 2026 da OMS (por enquanto somente em inglês): https://trello.com/b/NL6mh17H/who-world-no-tobacco-day-2026

Atenciosamente.

Divisão de Controle do Tabagismo e Outros Fatores de Risco
Instituto Nacional de Câncer - INCA
Secretaria de Atenção Especializada à Saúde | Ministério da Saúde
(21) 3207-5976

Pesquisa Aponta que Aquisição Precoce de Aparelhos Eletrônicos Eleva Risco de Depressão, Obesidade e Distúrbios do Sono



⚠️ Crianças com celular cada vez mais cedo? A ciência faz um alerta preocupante


Você já parou para pensar como o uso precoce de celulares e tablets pode afetar a saúde das crianças?

Pesquisas recentes estão revelando um cenário que preocupa especialistas em psicologia infantil, medicina do sono e saúde pública. O acesso cada vez mais cedo a aparelhos eletrônicos pode estar relacionado ao aumento de problemas sérios na infância.

📊 Estudos apontam que o uso excessivo de telas na infância pode contribuir para:

🔹 Depressão e ansiedade em crianças e adolescentes
🔹 Obesidade infantil causada pelo sedentarismo e pela alimentação desregulada
🔹 Distúrbios do sono, como insônia e dificuldade para dormir

Especialistas explicam que a exposição prolongada à luz azul das telas interfere na produção de melatonina, o hormônio responsável pelo sono. Além disso, o tempo excessivo diante de celulares e tablets reduz atividades essenciais para o desenvolvimento infantil, como brincar, interagir socialmente e praticar atividades físicas.

Segundo pesquisas em áreas como neurociência e psicologia do desenvolvimento, o cérebro infantil ainda está em formação e é altamente sensível aos estímulos digitais.

Por isso, médicos e educadores alertam:

🚨 A infância precisa de equilíbrio entre tecnologia, movimento, sono e interação humana.

Pais e responsáveis têm um papel fundamental em estabelecer limites saudáveis no uso de telas, promovendo hábitos que favoreçam o desenvolvimento físico, emocional e cognitivo das crianças.

📌 A pergunta que fica é:
Estamos preparando nossas crianças para um futuro saudável ou permitindo que a tecnologia controle a infância?


REALIZE UMA CAPACITAÇÃO, PALESTRA OU OFICINA SOBRE INDISCIPLINA, BULLYING E ATO INFRACIONAL: