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23 maio 2007

TABAGISMO

Especialistas criticam ação contra o fumo:
Proibição em locais fechados aumenta número de fumantes passivos.

GISELE KAKUTA MONTEIRO */ São Francisco, EUA

Ações para evitar os malefícios do fumo são questionadas em encontro de médicos que ocorre em São Francisco (EUA). Em uma das pesquisas apresentadas, cientistas alertam para um efeito colateral da proibição de fumar em bares e restaurantes: o aumento do universo de fumantes passivos.

No Brasil, bares e restaurantes ainda destinam algumas mesas aos fumantes. Mas, em diversos países, fumar não é permitido em nenhuma área interna. A restrição se estende a escritórios que sequer reservam uma sala como "fumódromo".

Os fumantes saem para fumar em frente a estes estabelecimentos. O problema é que isto aumenta o número de fumantes passivos, destacou o pesquisador Luke Naeher, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade da Geórgia. Ele explicou que tem se criado zonas públicas, como praças e calçadas, bastante prejudiciais à saúde.

Naeher analisou o índice de poluição num bairro da Geórgia com mais de 100 bares e restaurantes, que em 2004 proibiram parcialmente o fumo e, em 2005, impuseram restrição total. Houve um aumento da poluição proveniente do tabaco, e conseqüentemente, dos efeitos dessa exposição aos não-fumantes.

O estudo será mais detalhado para a confirmação dos dados levantados, mas o pesquisador já convoca os responsáveis pelas políticas públicas a repensar a regulamentação.

Às mulheres que deixam de fumar durante a gravidez para proteger o filho e retomam após o parto, os cientistas esclarecem: ser fumante passivo fora da barriga da mãe pode resultar em mais problemas respiratórios para a criança.

Filhos de abstêmios têm pulmões mais saudáveis:

O pesquisador Bert Arets, PhD do Centro Médico Universitário de Utrecht (Holanda), apresentou na conferência American Thoracic Society's (ATS), em São Francisco, um estudo com 244 crianças de quatro a 12 anos. Ficou comprovado que o funcionamento dos pulmões dos filhos de fumantes é mais prejudicado do que o dos abstêmios.

O fumo afeta mais as crianças com pais fumantes após o parto se comparados àqueles que fumaram até a gravidez e interromperam com o nascimento do bebê, destacou a análise.

A conferência da ATS será encerrada hoje. A 103ª edição do evento reúne cerca de 15 mil profissionais para troca de informações sobre as novidades relacionadas a doenças pulmonares e seus tratamentos.

* A repórter viajou a convite do laboratório Actelion

gisele.kakuta@diario.com.br

Fonte: Jornal Diário Catarinense - 23 de maio de 2007.

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