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12 dezembro 2005

E.E.B. JOÃO ROCHA - RELATÓRIO NEP

ESTADO DE SANTA CATARINA
SECRETARIA DE ESTADO DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL
GERÊNCIA DA EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA
EEB PROFESSOR JOÃO ROCHA
RUA: HABIB FARAH, S/Nº - AVENTUREIRO
FONE/FAX: (47) 3467-1278 - JOINVILLE – SC
RELATÓRIO NEP

As ações desenvolvidas pelo NEP em nossa Unidade Escolar nestes últimos meses foram as seguintes:
· Durante todo o último bimestre foi desenvolvido um projeto sobre sexualidade de 5ª à 8ª série pelo professor Alcinei de Ciências intitulado “Autoconhecimento, Saúde e Sexualidade” cujo objetivo foi desenvolver temas referentes a sexualidade sensibilizando os alunos no que se refere a auto-estima, doenças sexualmente transmissíveis e principalmente a busca pela valorização de sua própria vida.
As atividades desenvolvidas foram:
Þ 5ª séries: Foi trabalhada a identidade dos alunos através da elaboração de um “Diário” onde os alunos escreviam sobre sua família, as mudanças ocorrendo em seu corpo, gostos por música, dança e principalmente o que não gostam de fazer, para assim desenvolver sua personalidade.
Þ 6ª séries: O tema desenvolvido foi: “O adolescente e suas histórias” onde a classe foi dividida em equipe de 5 alunos separados por sexo. Cada equipe criou um personagem que seria protagonista de uma história de vida envolvendo conflitos e atitudes típicas do momento que eles estão vivendo.
Þ 7ª séries: Anatomia humana foi o conteúdo desenvolvido, destacando os órgãos e funções do aparelho reprodutor masculino e feminino, métodos anticoncepcionais, doenças sexualmente transmissíveis e outros. Os alunos interpretaram e ilustraram o poema “Adolescente” de Içami Tiba.
Þ 8ª séries: O foco do trabalho girou em torno da gravidez na adolescência, aborto, doenças sexualmente transmissíveis, pedofilia e métodos anticoncepcionais. Os alunos desenvolveram pesquisas, entrevistas, confeccionaram gráficos e cartazes. Na culminância participaram de uma palestra sobre sexualidade ministrada pelo psicólogo Osmari Fritz.

· Ainda dentro do tema “sexualidade” acadêmicos do Curso de Graduação em enfermagem do IELUSC desenvolveram um projeto intitulado “Trabalhando orientação sexual na Escola Básica Professor João Rocha” que segue em anexo.
· Sobre Substâncias psicoativas (SPA’s), ou drogas ilícitas; Drogas lícitas: Tabagismo, automedicação e alcoolismo; Violência e Exploração Sexual Infanto-Juvenil; foi feito um mural no pátio da escola contendo ilustrações, informações e leis.
· Outros temas serão desenvolvidos no próximo ano.


INSTITUTO SUPERIOR E CENTRO EDUCACIONAL LUTERANO
BOM JESUS/IELUSC.
CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM.

TRABALHANDO ORIENTAÇÃO SEXUAL NA
ESCOLA BÁSICA JOÃO ROCHA

ACADÊMICAS: BRUNA DANIELA DUMONT LADEIRA
CAMILLA SCHROEDER DA SILVA
CARLA JOSINO
FABIANO TADEU DE OLIVEIRA
FRANCINE FERNANDES
NADIA CRISTINA BRACH
SIMONE DA SILVA FERREIRA

PROFESSORA: ANTONIA MARIA GRIGOL
ROSELI BARBOZA DA ROSA
MARIA IVONETE PEIXER DA SILVA

Introdução a Saúde Pública
Estágio de Introdução de Saúde Pública
Educação em Saúde I

Joinville
2005

INTRODUÇÃO

O presente trabalho relata o projeto realizado e aplicado no decorrer do estágio da disciplina de Introdução à Saúde Pública, durante permanência na Unidade do Programa Saúde da Família (PSF) Aventureiro II, localizada na cidade de Joinville (SC).
Durante as atividades exercidas na Unidade, fomos surpreendidos com várias situações-problema ocorridas na área de abrangência. Uma delas nos levou a trabalhar a orientação sexual na Escola de Atenção Básica João Rocha, tentando amenizar as dúvidas mais freqüentes e que ainda não haviam sido abordadas em sala de aula, além da tentativa de demonstrar a importância da prevenção.
O tema escolhido surgiu da queixa feita por uma Agente de Saúde que mencionou receber diariamente dos adolescentes uma série de questionamentos referentes à sexualidade, gravidez e Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST`s), a ponto de lavá-la a nos sugerir a trabalhar com este público alvo.
Para confirmar a veracidade das informações e conseguir identificar os grupos e temas a serem discutidos foi utilizado a técnica da “caixa lacrada”, onde eram depositados as dúvidas e anseios dos alunos.
O projeto englobou palestra e gincana, o qual se desenvolveu com turmas de 5ª e 6ª séries, nos períodos matutino e vespertino, nos dias 16, 17 e 18 de novembro de 2005, totalizando 188 alunos. Cada atividade foi elaborada com base nos assuntos discutidos na palestra tendo a pontuação como estímulo aos educandos e, como objetivo maior, a sensibilização dos mesmos.
O trabalho estrutura-se nos seguintes tópicos: história do bairro, unidade de saúde, diagnóstico de saúde, situação saúde-doença, justificativa, objetivo geral, objetivos específicos, metodologia, cronograma, análise dos resultados e revisão teórica.

DIAGNÓSTICO DE SAÚDE
Na prática da disciplina de introdução à Saúde Pública nos foi solicitado um levantamento das problemáticas na área de abrangência da Unidade de Saúde da Família (PSF) Aventureiro II, onde estamos estagiando. Esta unidade é composta por duas equipes interdisciplinares, responsáveis pelas duas áreas (031 e 032) em que é dividida a região de abrangência do PSF.
Decidimos desenvolver o projeto na microárea III, da área 031, que tem como responsável uma Agente Comunitária de Saúde (ACS) preocupada com a situação problema escolhida, o que nos possibilitou obter um diagnóstico local da população.
Tal região possui 163 famílias, com uma média aproximada de 600 habitantes, sendo a faixa etária compreendida entre 0 a 90 anos com prevalência de idosos. As maiorias das residências são próprias, de alvenaria, muradas, janelas com grades, abastecimento de água tratada, energia elétrica e coleta de lixo. Apenas duas ruas são asfaltadas e as demais de chão batido, sem calçadas e acostamento e com boa iluminação em todas as vias públicas.
As doenças mais comuns relatadas pela agente comunitária foram verminoses e doenças mentais. Conforme o SIAB (Sistema de Informação da Atenção Básica) as doenças crônicas são: 19 diabéticos e 68 hipertensos ambos cadastrados e acompanhados.
Os conflitos mais freqüentes e violentos são devidos ao tráfico de drogas, sendo a maconha a mais utilizada. Há arrombamentos em grande número, inclusive na Unidade de Saúde (US) da qual foram roubados aparelho de televisão e três computadores e ainda tem constantemente as janelas e luminárias apedrejadas. Nos finais de semana no período noturno, são realizadas rondas pela Polícia Militar de Joinville, a fim de tentar conter tal problema.

SITUAÇÃO SAÚDE DOENÇA
Escolhemos trabalhar com este tema, pois há um alto índice de dúvidas e falta de esclarecimento a respeito desses assuntos entre as crianças e adolescentes de 10 a 14 anos (quinta à oitava série respectivamente) da Escola de Educação Básica João Rocha, do bairro Aventureiro, sendo que práticas de ações em saúde iriam atuar de forma preventiva e conseqüentemente diminuiriam futuras doenças transmissíveis na população alvo e gravidez precoce.

JUSTIFICATIVA
As Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) estão entre os problemas de saúde pública mais comuns em todo mundo. Nos países industrializados ocorre um novo caso de DST em cada 100 pessoas por ano, e nos países em desenvolvimento as DST estão entre as cinco principais causas de procura por serviços de saúde (OMS, 1990).
De acordo com a nossa vivência na Unidade Sanitária observamos como é grande o número de portadores de HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) e AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) e outras doenças sexualmente transmissíveis diagnosticadas e notificadas atualmente, além das estimativas do número de portadores que ainda não se tem conhecimento. A população está pré-disposta a elas pela falta de sensibilização quanto ao problema, ou seja, costumam acreditar que a AIDS/DST é um problema distante e que no seu círculo de amizades não é necessária prevenção.
No município de Joinville, segundo DATASUS a população de 2005 é de 487.047 habitantes. De acordo com o Programa DST/AIDS da Unidade Sanitária foram registrados 1.241 casos de AIDS em adultos e 62 em crianças, ambos vivos. Há 584 portadores de HIV adultos e 206 crianças (dados de 1980 até junho de 2005).
A partir dos dados colhidos na Unidade Sanitária, vale salientar que, pelo longo período de incubação de algumas doenças, muitas pessoas não sabem que estão infectadas, contaminando outras que não costumam se proteger. Demonstra-se aí o valor de se trabalhar educação em saúde. Diante disso se faz necessária à conscientização da população alvo como medida de prevenção contra a disseminação destes agravos de saúde.
O espaço escolar é considerado um dos locais privilegiados para estruturação de ações educativas que vêm com o intuito de promover saúde, auto-estima, democracia, tolerância às diversidades, o estabelecimento de relações mais respeitosas e solidárias, visando proporcionar uma melhor qualidade de vida aos jovens. (ARRUDA, et. al, 2000)
Estagiando atualmente na Unidade de Saúde da Família Aventureiro II, nossa situação problema nos foi apresentada pela agente comunitária de saúde Eva do Vale Ribeiro Carvalho, responsável pela microárea onde está situada a escola. Ela nos informou que vem sendo abordada na rua pelos estudantes da Escola João Rocha, para esclarecimento de dúvidas sobre o assunto anteriormente citado. Sendo que a diretora já havia solicitado à Unidade de Saúde da Família orientações por parte da equipe de saúde aos alunos.
Portanto foi realizada uma coleta de dados com os pré-adolescentes e adolescentes de quinta a oitava séries sobre suas eventuais dúvidas acerca de sexualidade e doenças relacionadas às práticas sexuais desprotegidas e suas conseqüências. Adolescência é uma fase de transição no seu desenvolvimento, que fica entre a infância e a fase adulta (OLIVEIRA, et al. 1998).
Como resultado, os estudantes de quinta a sexta série questionaram muito sobre o ato sexual em si, menstruação e as doenças que o beijo pode transmitir, o que nos motivou a trabalhar com a iniciação sexual respondendo suas perguntas. As sétimas e oitavas séries se preocuparam mais com a prevenção de uma gravidez precoce e doenças propriamente ditas, especialmente AIDS.
Segundo SAITO et. al, 2001, é comum ainda que alguns pais e educadores tenham receio em falar abertamente sobre iniciação sexual e exercício da sexualidade estimulando a curiosidade sobre o “proibido”, causando assim nas crianças e adolescentes uma angústia por descobrir o desconhecido. Estudos demonstram que quanto mais abertas são as informações sobre tal assunto, ocorre uma diminuição da tensão e conseqüentemente uma iniciação sexual mais tardia.

OBJETIVO GERAL
Aplicar um trabalho de Educação em Saúde visando à orientação do adolescente em relação à iniciação sexual, para que ocorra a sensibilização dos mesmos, prevenindo possíveis doenças transmissíveis e gravidez precoce e indesejada.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
1) Compreender as transformações que ocorrem no corpo humano durante adolescência, para identificar possíveis alterações.
2) Estimular a discussão dos temas propostos (gravidez, beijo, menstruação, masturbação e outros) em pequenos grupos, a fim de despertar a curiosidade sobre a sexualidade discutindo as dúvidas mais comuns.
3) Buscar maiores informações e conhecimentos junto a pessoas de confiança e/ou instituições de saúde, bem como profissionais desta área, de forma que obtenham respostas mais fidedignas com respeito à sexualidade.

METAS
Trabalhamos com alunos de 5ª e 6ª séries, numa faixa etária compreendida entre 11 a 13 anos de idade, totalizando 188 adolescentes. As atividades foram realizadas em três encontros no período matutino e vespertino dos dias 16 a 18 de novembro de 2005.
A equipe de educadores envolvidos no projeto era composta por acadêmicos de enfermagem, a supervisora de estágio, a diretora e a orientadora da escola, além dos professores dessas turmas totalizando cerca de 17 pessoas.

METODOLOGIA
Inicialmente conversamos com a direção da escola sobre a possível existência de uma situação problema relacionada à sexualidade no local, conforme havia relatado a agente comunitária, fato já citado anteriormente. Com o auxílio de uma orientadora pedagógica, realizamos uma pesquisa com os alunos, referente as dúvidas mais freqüentes ou sugestões sobre adolescência e sexualidade.
Como metodologia para o levantamento da problemática utilizamos caixas lacradas onde cada série depositou seus questionamentos sobre o assunto, onde atingimos cerca de 460 alunos de 5ª a 8ª série. Surgiram muitas perguntas sobre doenças sexualmente transmissíveis, gravidez, ato sexual, virgindade e menstruação, o que nos demonstrou a falta de conhecimento geral acerca de iniciação sexual e fatores envolvidos.
Pelo fato dos alunos de 7ª e 8 ª séries terem participado de um trabalho de orientação feito pelo professor de ciências e pelo padre no primeiro semestre, as perguntas feitas pelas 5ª e 6ª séries foram mais preocupantes e, além disso, o tempo disponível para o desenvolvimento do projeto seria insuficiente, fomos orientados a trabalhar apenas com essas últimas turmas que teriam o perfil adequado para se iniciar um projeto de educação em saúde, conforme estávamos planejando.
Devido à faixa etária estar entre a infância e a adolescência, nos causou certa preocupação o modo como passaríamos as informações, de forma que essas não fossem infantilizadas e nem científicas demais. A adolescência no conceito de Outeiral apud Meyer (2000) deve ser entendida como um fenômeno basicamente psicossocial, prestando atenção ao fato de que, atualmente em nossa sociedade, crianças adolescem mesmo antes que seus corpos passem pelas transformações físicas próprias da puberdade.
Decidimos desenvolver o trabalho em três etapas constituídas por palestra e dois dias de gincanas eliminatórias, sendo realizadas igualmente nos períodos matutino e vespertino abrangendo todas as séries, ou seja, quatro 5ª e três 6ª totalizando 239 alunos.
Para a realização da palestra no dia 16 de novembro, as turmas foram divididas em quatro grupos e utilizou-se cartazes e peças anatômicas artificiais, a fim de facilitar a abordagem dos temas. Esta, realizada em uma sala de aula da escola, levou em média duas horas com esclarecimento de dúvidas e houve distribuição da primeira atividade eliminatória, com a entrega de uma folha aos alunos para que estes desenvolvessem um slogan e desenhos sobre prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DST). De cada sala apenas um grupo, com aproximadamente 5 integrantes, se classificou para a semifinal do dia 17 de novembro, exceto a única 6ª série da tarde da qual foram escolhidos dois grupos, afim de que esses competissem entre si. Os requisitos para a escolha do melhor slogan foram à criatividade da frase, a qualidade do desenho e a autenticidade da idéia.
Na semifinal os vencedores da primeira etapa participaram da carta enigmática, onde cada grupo recebeu dois exemplares diferentes. Nesta, havia apenas frases afirmativas com espaços em branco a serem preenchidos, sendo consideradas para a pontuação as cartas respondidas corretamente e entregues no menor espaço de tempo. Dessa prova, realizada em aproximadamente 20 minutos, classificaram-se uma 5ª e uma 6ª série de cada turno para a última atividade da gincana.
No último dia utilizamos como dinâmicas o jogo de mímicas e o passa e repassa, com perguntas e respostas relacionadas aos assuntos discutidos durante a palestra realizada anteriormente. Esta gincana ocorreu no pátio coberto da escola e levou em média 01 hora e 15 minutos. Os materiais usados nesta etapa foram balões para ambas as tarefas, pompons feitos de sacolas plásticas e cornetas para as torcidas organizadas. Na premiação entregamos aos segundos colocados pirulitos e os primeiros lugares receberam pequenos pacotes com guloseimas, sendo que a equipe competidora foi premiada também com medalhas.

AVALIAÇÃO
Após decisão do tema a ser trabalhado, fizemos um cronograma com datas, horários e as atividades previstas para realização do projeto e o disponibilizamos para a coordenação da Escola de Atenção Básica João Rocha.
Dia 16 realizamos as palestras em uma sala de aula, num dia extremamente quente que deixou alguns dos alunos e acadêmicos com mal estar. Todas as turmas demonstraram grande interesse nos temas tratados, interagindo conosco a toda hora, interrompendo a apresentação, sem esperar pelo momento oportuno de esclarecer as dúvidas, que seria ao final de todos os assuntos. Ficamos muito realizados pela receptividade das perguntas, fazendo com que se excedesse o horário previsto.
Ao cumprir a primeira tarefa, criando um slogan e fazendo um desenho, já se demonstrou que conseguimos atingir nossos objetivos, pois os cartazes tratavam de todos os tipos de assuntos que falamos, na maioria dos casos feitos com capricho e incluindo pesquisa teórica e algumas fotos. Isso torna claro que os adolescentes não têm apenas curiosidade, querem também conhecimento e respostas corretas para suas dúvidas.
Na brincadeira da carta enigmática, todos se mostraram interessados e empolgados com a gincana, agradecendo muito a palestra e pedindo que retornássemos no ano seguinte. Durante a atividade houve uma grande competitividade entre as equipes, apesar de nem todas as questões serem respondidas corretamente, percebemos que os participantes seguiram uma linha de raciocínio que chegou muito próximo da resposta desejada.
No dia 18 de novembro nas atividades da gincana, alguns alunos compareceram a escola apenas para participar e fazer torcida para os colegas, pois nem todas as turmas tiveram aula neste dia. Nos jogos de mímica e perguntas e respostas, o perfil das turmas ficou bem evidente, com os alunos do período matutino mais contidos e calmos, porém não menos empolgados, as torcidas fizeram cartazes, pompons, chocalhos e gritos de guerra. O pessoal da tarde mostrou-se mais agressivo, com ofensas e vaias entre as torcidas e entre os próprios companheiros de equipe. Apesar disso, todos demonstraram que realmente aprenderam os assuntos expostos na palestra, recordando detalhes e respondendo rapidamente as perguntas.
No período da manhã, os participantes foram 05 meninas da 5ª série e um grupo misto de 05 alunos da 6ª série, sendo este o time vencedor com uma vantagem de 9 pontos. No turno vespertino a competição foi mais equilibrada, com uma diferença de apenas 2 pontos entre os grupos, formados cada um por 05 alunos; sendo a 5ª série representado por 05 meninos e a 6ª série por meninas, as quais saíram vencedoras.
Os segundos colocados de cada período e suas torcidas receberam uma lembrança de participação, enquanto os primeiros lugares ganharam medalhas (o grupo competidor) e pequenos pacotes com doces para toda a turma que estava no local.
Tivemos um retorno positivo do professor de Ciências ainda no dia das palestras, elogiando nossa metodologia e assunto tratado, pedindo que retornássemos outros anos para desenvolver trabalhos parecidos. Os alunos demonstraram muito interesse desde o primeiro dia, procurando sanar as dúvidas durante toda a competição. Eles gostaram não somente de brincar, mas de aprender um assunto tão delicado e da oportunidade de participar, sendo que as equipes que perderam a prova final disseram ter sido muito bom estar ali, mesmo não tendo ganhado a primeira colocação.
A coordenação da escola também agradeceu o trabalho, citando comentários de pais e alunos a favor do projeto realizado. Nos foi solicitado à continuidade desse trabalho, pois concordaram que é importante para os alunos falar de orientação sexual e comentaram que da forma como abordamos os temas não houve incentivo à prática sexual precoce.
Estamos muito satisfeitos com os resultados obtidos, pois alcançamos nosso objetivo de orientar os alunos de forma científica e, além disso, constatamos como é importante que a escola seja a instituição responsável pela orientação sexual de seus alunos, de forma a prepará-los para as diversas situações que poderão vivenciar, prevenido-os de uma possível gravidez indesejada e ou doença sexualmente transmissível.
Lamentamos a impossibilidade de realizarmos esse projeto com as 7ª e 8ª séries, pois quando passamos as caixas lacradas surgiram muitas dúvidas importantes. Dessa forma, muitos alunos, principalmente das 7ª séries, nos questionaram se não iríamos responder suas perguntas, o que não foi possível uma vez que precisaríamos usar outra metodologia e alterar os assuntos tratados, além do pouco tempo disponível.

APÊNDICE I – CRONOGRAMA DAS ATIVIDADES REALIZADAS NA ESCOLA.

Dia: 16.11.05
* Manhã
1ª Palestra e explicação da gincana das 08:18 às 09:54.
2ª Palestra e explicação da gincana das 10:10 às 11:45.

Atividade: Elaborar um slogan e um desenho em papel pardo ou papel A4
Tema: Prevenção das doenças sexualmente transmissíveis
Pontuação: 05 pontos
Entrega: 17.11.05 na secretaria da escola.

*Tarde
1ª Palestra e explicação da gincana das 13:15 às 15:54.
2ª Palestra e explicação da gincana das 16:10 às 17:45.

Atividade: Elaborar um slogan e um desenho em papel pardo ou papel A4
Tema: Prevenção das doenças sexualmente transmissíveis
Pontuação: 05 pontos
Entrega: 17.11.05 na secretaria da escola.

Dia 17.11.05
*08:00 às 09:00 horas e 13:15 às 14:00 horas: buscar os cartazes na escola; julgá-los e expor os resultados para as turmas.

Atividade: Carta Enigmática
Os grupos que foram escolhidos como melhor cartaz (5ªs e 6ªs) irão participar da carta enigmática.
Pontuação: 03 pontos cada carta enigmática
Tempo: 10 à 15 minutos
Observação: as perguntas serão as mesmas para as turmas da manhã e da tarde.
Início da atividade: 09:00 às 09:30 (manhã) / 14:00 às 14:30 (tarde)

5ª: DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS antigamente conhecidas como doenças venéreas. Algumas dessas doenças não apresentam nenhum sinal ou sintoma “ não podem ser vistas ou sentidas”, porém podem ser transmitidas a qualquer pessoa através de relação sexual sem proteção, seja ela: rica, pobre, branca, negra, jovem, velha, culta ou não.

5ª: A menstruação ocorre, em geral, uma vez por mês, pois o intervalo entre duas menstruações é de 28 dias na maioria dos casos.

6ª: AIDS não se pega através do beijo, uso de copos, suor, aperto de mão e doação de sangue.

6ª: ANTICONCEPCIONAIS INJETÁVEIS é um método contraceptivo, bastante parecido com a pílula, com a vantagem que a mulher não precisa tomar os comprimidos todos os dias.
Dia: 18.11.05
Atividade: Brincadeira dos balões.
Os dois grupos que ganharam a brincadeira da carta enigmática (um da 5ª série e um da 6ª série) irão participar da brincadeira dos balões. Cada acadêmica estará segurando 2 balões nas mãos, cada aluno irá escolher um balão, estourar e fazer a mímica para o seu grupo.
Início da atividade: a partir das 08:00 h (manhã) / a partir das 13:15 (tarde).
Pontuação: 01 ponto para cada mímica correta.
Tempo: 02 minutos para cada mímica.
Observação: as perguntas serão as mesmas para as turmas da manhã e da tarde.

Atividade: Mímicas.
* Imitar um espermatozóide se movimentando.*Simular uma paquera.*Simular um beijo.*Dançar um funk.*Perde 01 ponto.*Simular a colocação de uma camisinha.*Sintomas da gravidez.*Sintomas da menstruação.*Imitar o boi bandido (Novela América).*Vale 02 pontos.

Atividade: Passa ou repassa.
Os dois grupos já classificados irão se enfrentar novamente em outra brincadeira, passa ou repassa. O grupo que souber a resposta terá que correr e bater na mão de uma das acadêmicas e falar a resposta. Caso este grupo responda errado, o outro terá direito a responder a mesma pergunta.
Pontuação: 01 ponto para cada resposta correta.
Tempo: 02 minutos para responder.
Observação: as perguntas serão as mesmas para as turmas da manhã e da tarde.

Perguntas:
· O que é ejaculação?
· O HIV é o vírus transmissor de quais doenças?
· Cite duas maneiras para se “pegar” AIDS.
· Ao se usar a camisinha se evita o que?
· Quais são as alterações no corpo da menina antes da menstruação?
· O que é himem elástico?
· Tem idade certa para a primeira relação sexual? Por quê?
· Cite duas doenças transmissíveis sexualmente.
· Cite três métodos para evitar a gravidez (anticoncepcionais).
· Onde se localiza o óvulo?
· Qual a função dos hormônios na puberdade?

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